Review: We Only Die Once (SEPTAGON)


We Only Die Once (SEPTAGON)

(2021, Massacre Records)

[Lançamento: 26/março/2021]

 

Naquele que é o seu terceiro álbum e primeiro para a Massacre Records, os thrashers Septagon mostram os seus atributos e assinam o seu melhor registo. Para além da editora, também estreia Daniel Buld na bateria que contribui com o seu dinâmico desempenho. Falar de We Only Die Once é falar de um thrash que tanto tem de espetacular, como de estranho. De facto, não é muito vulgar vocais tão limpos (provenientes um pouco da escola crossover de bandas como Suicidal Tendencies, de onde também vem, o baixo inicial de Vendetta), nem tão evoluído melodicamente (e aqui será a vertente Megadeth a deixar a sua marca). Sendo certo que thrash significa agressão, os Septagon apostam numa versão um pouco mais soft dessa agressividade, sem perder o sentido de parede sonora intensa, onde o tema-título será dos melhores exemplos, nem de alguma crueza no som, como na mesma Vendetta. E, ao mesmo tempo, com a criação de espetaculares harmonias e com uma orientação bastante mais técnica – e neste aspeto poderemos ouvir quer passagens voïvodianas quer deathangelianas – que embora presentes ao longo de todo o disco assumem preponderante relevância nos temas finais. Ou seja, este disco traz um registo de um thrash clássico, apimentado por elementos crossover e por estruturas muito elaboradas e trabalhadas. E um dos melhores exemplos é esse enorme hit que é How To Kill The Boogeyman. Outro momento marcante é a secção com influência hispânica que pode ser ouvida em Head Held High. Três anos após Apocalytic Rimes, os alemães regressam menos apocalípticos, mas, claramente, mais maduros e criativos. [91%]

 

Highlights

How To Kill The Boogeyman, Gardens Of Madness, Strange Times, Head Held High, Ekke Nekkepen

 

Tracklist

1. Demon Divine

2. The Rant

3. How To Kill The Boogeyman

4. We Only Die Once

5. Vendetta

6. Head Held High

7. Gardens Of Madness

8. Decision Day

9. Strange Times

10. Ekke Nekkepenn

 

Line-up

Markus Becker – vocais

Markus Ullrich – guitarras

Stef Binnig-Gollub – guitarras

Alexander Palma – baixo

Daniel Buld – bateria

 

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Edição

Massacre Records   

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