Review: Sirens (FLIGHT RECORDER)

 

Álbum | Sirens

Artista | Flight Recorder    

Edição | OOB    

Lançamento | 12/novembro/2025

Origem | Países Baixos

Género | Prog rock

Highlights | Sirens Of Love, Suite: Future Now, Passing Through, Grazing Light

Para fãs de | Pink Floyd, The Flower Kings, David Sylvian, Marillion, Peter Gabriel

Apreciação

Sirens assinala a estreia do projeto Flight Recorder, um duo formado por Robin van Vliet e Marcel Singor, dois músicos com percursos sólidos no universo do rock progressivo neerlandês, ligados a nomes tão distintos como Anouk, Kayak, Ayreon ou Star One. Num contexto em que o neoprogressivo continua a encontrar terreno fértil sobretudo nos Países Baixos, Sirens surge como um exemplo claro de como a vertente mais melódica e acessível do género ainda pode soar fresca e relevante. Aqui, o foco não está tanto na exibição técnica, mas na solidez das composições, numa escrita que privilegia a clareza emocional e a fluidez dos arranjos. À boa maneira do prog clássico, o álbum abre com um épico de cerca de um quarto de hora, dividido em oito atos, que denuncia desde logo confiança e visão artística. Um arranque ambicioso, mas bem sustentado, onde melodia e emoção caminham lado a lado. O corpo central do disco opta por temas mais concisos, assentes em andamentos calmos, atmosferas sonhadoras e um claro perfume oitentista. A fusão entre pop cinematográfica, rock e apontamentos progressivos é feita com equilíbrio. O fecho retoma uma abordagem mais declaradamente progressiva, explorando contrastes dinâmicos e encerrando o álbum com um solo final carregado de sentimento. No todo, Sirens afirma-se como uma estreia segura e madura, deixando a clara sensação de que o projeto Flight Recorder tem margem e ambição para explorar caminhos ainda mais arrojados no futuro. [82%]

 

Tracklist

1. Suite: Future Now

2. I Still Do That

3. Grazing Light

4. Into A Monster

5. Passing Through

6. Everything Changes When You Turn It On

7. Sirens Of Love

 

Line-up

Marcel Singor – guitarras, vocais, baixo, sintetizadores, bateria

Robin Van Vliet – teclados, vocais, programações

 

Convidados

Gijsbert Zwart – bateria (2)

Josh Nuis – bateria (4)

Koen Herfst – bateria (6)

Comentários

ÁLBUM DO ANO 2025 - Categoria Hard Rock (Internacional): Dirty & Divine (THUNDERMOTHER)

>

MÚSICA DA SEMANA VN2000 #04/2026: Vulto (BOOBY TRAP) (Firecum Records)