Álbum | Encarnação
Artista | Duques do Precariado
Edição | Lux Records
Lançamento | 30/janeiro/2026
Origem | Portugal
Género | Folk, world music
Highlights | Falho, Bruxa, Bunya,
Nunca, Simpatia, Garrafão
Para fãs de | Sérgio Godinho,
Jorge Palma, José Mário Branco, Zeca Afonso, Fausto, A Naifa
Apreciação
Os Duques do Precariado surgem no
panorama português como um projeto que une tradição e crítica social. Desde a
sua génese em Lisboa, têm vindo a desenvolver um discurso musical que abraça a
precariedade como lugar de reflexão e de criação. Encarnação instala
este gesto numa paisagem dominada por instrumentos acústicos e por uma
orientação que tanto remete para a música popular quanto para territórios de
canção narrativa e declamada. Em First-fish, por exemplo, a voz não
canta no sentido estrito, antes declama ou narra, reforçando a ideia de que a
música dos Duques é também um território de enunciação e de performance
discursiva. O uso de instrumentos tradicionais como flautas, gaitas, percussões
e viola braguesa liga Encarnação a um território folk rico,
sustentado por um claro respeito por uma orientação artesanal que se sente em
cada ataque de nota. Essa instrumentação confere ao álbum uma dimensão que
oscila entre o folk pastoral e o arranjo atípico, onde métricas
estranhas, quase à maneira de Sérgio Godinho, no modo como a palavra
impõe o seu próprio tempo, se misturam com ritmos que aludem a outras
geografias e tradições. É nessa escolha consciente
pelo artesanal que os Duques do Precariado encontram a sua coerência
artística, mas também uma forma de resistência. [79%]
Tracklist
1.
Falho
2.
Cobarde
3.
Pivete
4.
Bunya
5.
Pré-Boss
6.
Bruxa
7.
First-Fish
8.
Nunca
9.
Kyrie
10. Simpatia
11. Quântica
12. Garrafão
Line-up
Pedro Mendonça – vocais, guitarras,
percussão
João Neves - guitarras, viola Braguesa,
teclados, vocais
João Fragoso – baixo, guitarras, viola
Braguesa, vocais
Convidados
Teresa Costa - flautas
Hugo Oliveira – flautas, gaita, gralha
Zé Stark – percussão

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