Review: Someday (POLYCHROME)

 

Álbum | Someday

Artista | Polychrome    

Edição | Independente

Lançamento | 23/janeiro/2026

Origem | França

Género | Prog rock

Highlights | The Dog And The Frog, I Feel Good, Andy, Remember, Another Day

Para fãs de | Yes, Pink Floyd, Supertramp, King Crimson, Camel

Apreciação

O segundo trabalho dos Polychrome, Someday, revela uma banda focada e conceptual, ainda que substancialmente menos exuberante do ponto de vista instrumental face à sua estreia. Agora, a prioridade é a coesão narrativa e a exploração de um prog rock mais clássico, com fortes ecos sixties. A influência de nomes como Supertramp sente-se sobretudo nas harmonias vocais e em certos jogos rítmicos, embora o piano não tenha o mesmo protagonismo. Em vez disso, destaca-se o diálogo constante entre guitarras e uma secção rítmica que privilegia polirritmias e mudanças subtis de dinâmica. O álbum estrutura-se como um ciclo diário, da aurora ao amanhecer seguinte, o que lhe confere unidade conceptual. L’Aurore introduz logo essa ideia com uma métrica irregular interessante, enquanto I Feel Good aposta num prog clássico, evolutivo e com espaço para improvisação. The Dog And The Frog surge como um dos pontos altos, com um groove blues inesperado e cativante. Já Another Day evidencia uma composição mais elaborada, refinada na forma como equilibra complexidade e melodia. Na segunda metade, Give Me Five e Andy exploram terrenos mais longos e técnicos, sendo o primeiro um instrumental envolvente e o segundo tecnicamente irrepreensível, mas emocionalmente distante. Remember e L’Aube fecham o ciclo com um tom mais contemplativo. No geral, Someday é um disco menos inspirado, menos rico, menos policromático, utilizando o nome da banda. Poderá ser mais pensado, mas a verdade é que este passo se revelou um passo atrás em relação à estreia. [80%]

 

Tracklist

1. L’Aurore

2. I Feel Good

3. Daydreamer

4. The Dog And The Frog

5. Another Day

6. Le Crépuscule

7. Give Me Five

8. Andy

9. Remember

10. L’Aube

 

Line-up

Simon Senizergues - teclados, vocais

Maxime Senizergues – guitarras, vocais

Omar Nicho – guitarras, vocais

Sergio Santiago – baixo

Loïck Tournois – bateria

Comentários

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