Review: With The End Comes Silence (ASSIGNMENT)

 

With The End Comes Silence (ASSIGNMENT)

Massacre Records

Lançamento: 20/março/2026

 

Seis anos é tempo suficiente para uma banda se reinventar, ou, pelo menos, para repensar profundamente o seu lugar. Pelo meio, os Assignment não ficaram propriamente em silêncio, com dois EPs a manterem a chama acesa desde Reflections, mas With The End Comes Silence surge, ainda assim, com o peso de um verdadeiro regresso em formato longo. E isso sente-se. Há aqui maturidade técnica e estrutural. O que mais impressiona neste trabalho é a forma como a banda entende o progressivo não como palco para exibição individual, mas como ferramenta de construção coletiva. Não há espaço para virtuosismos gratuitos ou masturbações técnicas individuais. Em vez disso, encontramos composições bem delineadas, onde cada instrumento cumpre um papel claro dentro de um todo coeso. As guitarras revelam um cuidado especial nas harmonias (e neste particular é notável o trabalho no tema-título), os jogos rítmicos são dinâmicos e a gestão dos tempos demonstra confiança. Tudo respira e, mais importante, tudo se escuta. E é quando cria espaços, quando confia na composição em vez de tentar impressionar à força que With The End Comes Silence mostra verdadeiramente a sua identidade. Curiosamente, o início do álbum até joga contra si próprio. Nota-se uma ânsia em mostrar tudo de uma vez de tal forma desmesurada que acaba por diluir o impacto. É como um prólogo demasiado apressado que revela mais do que devia antes do ouvinte estar preparado para absorver. A duração também levanta questões. Isto porque a consistência não se mantém inabalável ao longo de todo o percurso. Há um par de temas que ficam aquém do nível geral, quebrando a fluidez e dando a sensação de que um corte mais cirúrgico teria reforçado o impacto global. Ainda assim, With The End Comes Silence é um trabalho sólido, inteligente e, acima de tudo, consciente das suas próprias intenções. Pega no estilo que melhor encaixa nos Assignment e consegue, efetivamente, refiná-lo e lapidá-lo. E, nesse processo, encontra momentos de verdadeira expressividade. [87%]

 

Highlights

Selling My Soul, With The End Comes Silence, The Tower, Angel Of Berlin, Nothing To Say, Beyond Recognition

 

Tracklist

1.      Fallen

2.      Nothing To Say

3.      Beyond Recognition

4.      Those Words

5.      The Tower

6.      Selling My Soul

7.      Call For Heaven

8.      Angel Of Berlin

9.      With The End Comes Silence

10.  The Curtain Falls

11.  Endlessly (bonus track)

 

Line-up

Diego Valdez – vocais

Goran Panić – guitarras

Heiko Spaarmann – baixo

Michael Kolar – bateria

 

Convidados

Thomas Vikström – backing vocals

Marco Ahrens – guitarra solo (1, 3, 8, 9)

Simone Mularoni – guitarra solo (10)

 

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Edição

Massacre Records   

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