Entrevista: Unchosen Ones

 




Ainda com um percurso relativamente recente, os espanhóis (geograficamente próximos de nós, oriundos de Vigo), Unchosen Ones, têm vindo a afirmar uma identidade própria no universo do heavy/power metal melódico. Formados em 2020, em plena pandemia, conseguiram transformar um contexto improvável num ponto de partida sólido, dando origem a Sorrow Turns To Dust, um álbum de estreia bem recebido e revelador do seu potencial. Agora, com Divine Power Flowing, procuram dar continuidade a essa base, refinando a sua abordagem e explorando novas nuances sem perder a componente melódica que os caracteriza. É a partir deste ponto que se desenrola a conversa com o coletivo.

 

Olá, pessoal, como estão? Obrigado pela vossa disponibilidade. Para os leitores que talvez estejam a descobrir-vos pela primeira vez, podem apresentar os Unchosen Ones e contar-nos como a banda começou em 2020?

Olá! Bem, nós somos os Unchosen Ones, uma banda de metal extremamente melódico, e nascemos em 2020, à beira do caos da pandemia. De alguma forma, sobrevivemos e agora oferecemos o melhor heavy metal melódico da Espanha!

 

O vosso álbum de estreia, Sorrow Turns To Dust, causou uma forte impressão. Que lições ou experiências desse lançamento mais moldaram a direção de Divine Power Flowing?

Nós só queríamos seguir a mesma direção, mas também melhorar o que fizemos e elevar o nosso som a um novo nível. Não sei se conseguimos, mas pelo menos tentámos!

 

Descreveram o novo álbum como uma evolução significativa. Em termos práticos, onde acham que essa evolução é mais notável?

Basta comparar os dois álbuns, em termos de composição e produção, para perceber a diferença. Não é uma diferença abismal, mas a diferença é notável.

 

O título Divine Power Flowing sugere algo grandioso e simbólico. Que conceito ou mensagem representa para vocês, pessoal e artisticamente?

O título Divine Power Flowing representa a evolução de que falámos antes. Grandioso, épico e bombástico, como se os próprios deuses nos tivessem emprestado um pequeno fragmento do seu poder para compor este álbum (risos).

 

O álbum combina elementos poderosos e enérgicos com melodias memoráveis e refrões cativantes. Como equilibram a intensidade com a acessibilidade na tua composição?

Não é fácil! Felizmente, temos uma forte musicalidade no nosso grupo e também um monte de pessoas ecléticas e loucas a bordo que conseguem misturar bem as suas influências.

 

Também podemos notar um forte espírito heavy/power metal dos anos 90 no vosso som. Que bandas ou discos dessa época mais influenciaram a identidade deste álbum?

Posso citar algumas... Kamelot, Rage, Gamma Ray, Nocturnal Rites, Blind Guardian... todos os clássicos. Mas as nossas influências são mais amplas do que esses nomes.

 

As vossas letras continuam a explorar conflitos internos, tristeza e crescimento pessoal, mas também fazem referência a videojogos clássicos. O que vos atrai nesses temas? Foram integrados naturalmente à vossa narrativa?

Sim, com certeza. O nosso vocalista é o principal letrista e um grande fã de videojogos, por isso introduzir elementos da cultura pop nas músicas é algo natural. Algumas músicas têm até aquele toque de VGM, como Cursed Without A Cause, com teclados e atmosferas que remetem a Nobuo Uematsu.

 

O álbum foi gravado pela banda, com mistura e masterização feitas por José Fernando Tercero. De que forma esse processo de produção moldou o som final em comparação com o vosso trabalho anterior?

O José também produziu o nosso álbum de estreia, mas desta vez queríamos começar de novo e desenvolver um som diferente. No final, o resultado foi semelhante ao Sorrow Turns To Dust, mas mais refinado e sombrio e também mais melódico.

 

A capa foi criada à mão usando técnicas tradicionais de guache e lápis. Por que foi importante usar essa abordagem artística?

Foi a técnica escolhida por Abigail Gonzalez (artista), e ela tinha liberdade para fazer o que fosse necessário para o produto final, portanto, sim, foi uma escolha da artista!

 

Para encerrar, quais são os vossos planos para levar Divine Power Flowing aos palcos e o que o público pode esperar dos Unchosen Ones ao vivo no futuro próximo?

No momento, temos algo a caminho, mas não muito. O público pode esperar um espetáculo magnífico, apoiado pelos próprios deuses!

 

Obrigado, pessoal. Alguma mensagem de despedida que gostassem de partilhar com os vossos fãs ou com os nossos leitores?

Se estão a ler isto, significa que ouviram o nosso álbum, por isso, obrigado pelo vosso apoio! No caso raro de não terem ouvido, vão e desfrutem do lançamento mais melódico e cativante deste ano!

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