Review: Turbulence (TOXIKULL)

 

Turbulence (TOXIKULL)

Dying Victims Productions

Lançamento: 24/abril/2026

 

Com Turbulence, os Toxikull dão um passo firme na consolidação de uma identidade que, embora ancorada na tradição do heavy metal europeu, revela agora uma abertura mais assumida a outras latitudes. Esta sonoridade, mais americanizada, evoca nomes como W.A.S.P., sem nunca abandonar por completo a matriz europeia, surgindo, aqui e ali, reminiscências de Judas Priest, por exemplo. O sucessor de Under The Southern Light surge como um registo coeso e com uma percetível evolução no trabalho de cordas. Este aspeto surge mais refinado e dinâmico, privilegiando uma escrita orientada para a canção e para o hino. A primeira metade do álbum é bastante mais apelativa, sendo onde mais se nota esse aspeto. No meio surgem, lado a lado, os dois extremos do disco. Dying Star é uma power ballad de forte efeito; Strike Again é rasgada, estabelecendo a ponte para o passado speed metal da banda lisboeta. Esta é uma malha com boa evolução, claramente pensada para funcionar ao vivo e onde Infernando, o novo baixista, se revela com o seu instrumento a ganhar maior protagonismo. Já a segunda metade perde algum fulgor, com ideias menos incisivas, embora reserve Burning Spark como o momento mais experimental da carreira da banda. Turbulence é um bom álbum, mas não é um álbum irrepreensível. Mostra uns Toxikull em mutação, eventualmente menos espetaculares que em Under The Southern Light, mas a confirmar que continuam firmes no seu trajeto criativo. Gostando-se mais ou gostando-se menos, a verdade é que ninguém pode acusar os Toxikull de estagnação. E este registo, como aliás já o seu antecessor, prova isso mesmo. [87%]

 

Highlights

Blessed By The Night, Dragon Magic, Midnight Fire, Turbulence, Strike Again

 

Tracklist

1. Midnight Fire

2. Turbulence

3. Dragon Magic

4. Blessed By The Night

5. Dying Star

6. Strike Again

7. Hard To Break

8. Burning Spark

9. King Of The Hammer

10. Flames Of Glory

 

Line-up

Lex Thunder – vocais, guitarras

Michael Blade – guitarra solo

Infernando – baixo

Tommy 666 – bateria

 

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Edição

Dying Victims Productions   



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