Resultado de uma colaboração internacional entre músicos da
Finlândia e de Itália, o projeto Firesky nasceu da vontade de Mika Brushane
criar um espaço próprio. Depois de vários anos a ganhar forma nos bastidores, Firesky surge finalmente como a apresentação oficial desta dream
team multinacional, reforçada ainda pela participação de algumas figuras bem
conhecidas da cena melódica europeia. Falámos com Mika Brushane sobre o
percurso até ao nascimento da banda, o processo criativo à distância e aquilo
que o futuro poderá reservar aos Firesky.
Olá, Mika, como estás? Em
primeiro lugar, bem-vindo e obrigado pelo teu tempo. Com o lançamento de
Firesky, o vosso álbum de estreia, como apresentarias este projeto aos ouvintes
que possam estar a descobrir a banda pela primeira vez?
Olá e obrigado por me convidarem para esta entrevista!
Os Firesky são a escolha perfeita para quem gosta de rock
melódico, hard rock e AOR. Além disso, quem gosta de um toque dos
anos 80 na música também vai encontrar isso nos Firesky.
Este é um projeto
relativamente recente, mas já soa muito coeso. Como surgiu a ideia da banda e o
que o motivou a concretizá-la?
Na verdade, comecei a imaginar este projeto há quase
dez anos, quando decidimos que os Strike não iriam continuar e o meu
primeiro álbum com os Imperium foi lançado. Queria ter um projeto entre
os álbuns dos Imperium. Tive algumas formações para os Firesky ao
longo dos anos, mas nunca conseguimos concretizar nada… Até que surgiu esta Dream
Team!
Os Firesky começaram
com uma faixa incluída numa compilação antes de avançarem para um álbum
completo. Esse passo inicial ajudou de alguma forma a definir a direção do
disco?
Não acho que tenha tido um grande impacto na direção
do álbum, mas teve um grande impacto na nossa motivação para fazer um ótimo
álbum a seguir a essa faixa.
Como fundador e força
motriz por trás dos Firesky, qual foi a tua visão inicial para o projeto?
Tinhas uma direção musical clara desde o início, ou ela evoluiu durante o
processo de composição?
A minha visão era fazer música que tocasse as pessoas
que gostam de rock melódico/AOR com um toque dos anos 80, e acho
que conseguimos isso.
A banda reúne músicos
de diferentes países e origens. Como é que esta formação internacional se
formou e com o que achas que cada membro contribui para a identidade geral dos
Firesky?
Sou um grande fã da cooperação internacional, por isso
era claro para mim que os Firesky seriam um projeto multinacional. O
nosso vocalista Davide (Itália) traz a sua voz única que se encaixa na
perfeição nas músicas fantásticas que o nosso teclista/produtor Saal (Itália)
compõe, e o Saal dá vida ao ambiente geral do álbum. E o nosso guitarrista Samuli
(Finlândia) tem um grande talento para se adaptar a diferentes atmosferas nas
canções, ao mesmo tempo que é, no fundo, um guitarrista muito técnico, e para complementar
isso, o nosso baixista Time (Finlândia) estabelece os tons graves perfeitos com
os seus anos de experiência nas cenas de rock!
Trabalhar num projeto
de estúdio internacional pode ser tanto emocionante quanto desafiante. Como é
que geriram o processo criativo à distância? De alguma forma isso influenciou o
som final do álbum?
Sim, exatamente… É um pouco desafiante, pois não
podemos sentar-nos juntos na mesma sala de ensaios e improvisar com as músicas,
mas, ao mesmo tempo, é muito emocionante fazer um álbum em que metade da banda
está a milhares de quilómetros de distância, mas ainda assim se consegue fazer
boa música com eles!
Também colaboraram com
várias figuras conhecidas da cena do rock melódico. Como é que surgiu a
participação de convidados como Alessandro Del Vecchio e Dave “Rox” Barbieri, e
o que é que eles acrescentaram ao álbum?
Os rapazes em Itália, Saal e Davide, são os
responsáveis por terem conseguido que estes talentos contribuíssem para o nosso
álbum, e acho que tornaram um álbum excelente ainda melhor! Acho que é bom
quando se acrescenta um pouco de “ajuda externa” à música, pois confere-lhe
pequenas nuances que são aquele “algo a mais” nas canções.
Há também contribuições
na composição de músicos como Pierpaolo Monti e Dave Zublena. Este aspeto
colaborativo foi importante na criação de faixas específicas como Like
Brothers?
Resumindo, sim! A ajuda deles tornou-a melhor.
Sendo um projeto de
estúdio, surge uma pergunta inevitável: achas que os Firesky acabarão por se
tornar uma banda ao vivo? Há alguma possibilidade de digressões ou de atuações
especiais ao vivo para promover o álbum?
Não, infelizmente não! Comecei isto especificamente
como um projeto de estúdio por muitas razões e, logisticamente, também seria
bastante difícil funcionar como uma banda ao vivo.
Por fim, agora que o álbum de estreia foi lançado, quais são as tuas expectativas para o futuro dos Firesky? E, para terminar, há algo que gostasses de dizer aos fãs que estão a descobrir a vossa música neste momento?
Como recebemos um feedback muito positivo do nosso álbum de estreia, as minhas esperanças e expectativas são que a editora esteja satisfeita connosco e que comecemos a trabalhar num novo álbum em breve. Gostaria de agradecer a todos os que ouviram a nossa música e dizer aos novos fãs que estou contente por nos terem descoberto e que fiquem atentos, porque há mais a caminho… Obrigado, Pedro, e saudações a todos!



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