Review: The Syntax Of Things (GALASPHERE 347)

 

Álbum | The Syntax Of Things

Artista | Galasphere 347   

Edição | Chaos Records 

Lançamento | 27/fevereiro/2026

Origem | Internacional

Género | Prog rock

Highlights | Broken Bones (Eris), Life As An Architect (Hestia), The Syntax Of Things (Athena), Hiraeth Part 2 (Aion)

Para fãs de | Pink Floyd, Van der Graaf Generator, Porcupine Tree, White Willow, Airbag

Apreciação

Anglo-escandinavos na formação e profundamente setentistas na linguagem, os Galasphere 347 nasceram da união de músicos oriundos de projetos como White Willow, Änglagård, Airbag, Henry Fool ou da banda de Tim Bowness. E, agora, regressam com The Syntax Of Things, sucessor de um álbum de estreia já marcado por uma escala cinematográfica e espacial muito própria. Aqui, porém, a banda surge mais focada, emocional e refinada, sem abdicar da exuberância tímbrica que a carateriza. O projeto continua a cruzar prog sinfónico clássico, krautrock, ambientes cósmicos e uma melancolia art rock tipicamente britânica. Mellotron, Moog, ARP Odyssey, flautas, lap steel, Gizmotron e guitarras de 6 e 12 cordas coexistem num universo onde os polirritmos fortes e as mudanças subtis de dinâmica mantêm tudo permanentemente em movimento. Este é um trabalho de escuta exigente, culto e cerebral. Life As An Architect (Hestia) destaca-se imediatamente pelo solo de flauta absolutamente transcendente de Ketil Vestrum Einarsen, enquanto Broken Bones (Eris) mergulha em quase onze minutos de pura magia progressiva, impulsionada pelo groove do baixo de John Jowett e pelo diálogo incendiário do saxofone de Myke Clifford com a restante instrumentação. Em contraste, Nighthawks (Nyx) despe-se por completo: voz, piano e discretas orquestrações transformam-no num dos momentos emocionalmente mais frágeis do álbum. Para terminar, Hiraeth Part 2 (Aion) surge num tom melódico e contemplativo, guiado pelo piano e pela beleza do solo de guitarra de Bjørn Riis. The Syntax Of Things vem acentuar o que já sabíamos dos Galasphere 347. O coletivo consegue olhar para o passado sem se tornar refém dele e, mais importante, sem se tornar refém de nenhum dos nomes que o alimentam, fazendo com que a denominação de supergrupo aqui se encaixe perfeitamente sem nenhuma das inconsistências que tradicionalmente se atribuem a este tipo de projeto. [86%]

 

Tracklist

1. Hiraeth Part 1 (Cronus)

2. Life As An Architect (Hestia)

3. Broken Bones (Eris)

4. Nighthawks (Nyx)

5. Persephone (Kore)

6. The Syntax Of Things (Athena)

7. Hiraeth Part 2 (Aion)

 

Line-up

Stephen James Bennett – vocais, teclados, guitarras, gizmotron, lap steel

Ketil Vestrum Einarsen – flauta, programações

Mattias Olsson – bateria

 

Convidados

Jacob Holm-Lupo – baixo, guitarra (2)

Bjørn Riis – guitarras (3, 6, 7)

John Jowett – baixo (3, 5, 6)

Myke Clifford – saxofone (3)

Pete Smith – baixo (1, 7)

Comentários

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