Entrevista: Sabotør



 


Num panorama musical frequentemente associado ao black metal, os Sabotør surgem como uma rajada de aço forjado nas tradições mais cruas e combativas do heavy metal clássico. O resultado dessa visão é Første Aksjon, álbum de estreia da banda, cantado integralmente em norueguês, uma obra que mergulha na história da resistência do país durante a Segunda Guerra Mundial. Para conhecer melhor as origens do grupo, o conceito por detrás do álbum e os planos para o futuro, estivemos à conversa com Rasmus Stenstadvolden Strømberg, baixista e vocalista dos Sabotør.

 

Olá, Rasmus, em primeiro lugar, obrigado pelo teu tempo e parabéns pelo lançamento de Første Aksjon. Como estão as coisas nos Sabotør neste momento, agora que o álbum está finalmente cá fora?

O álbum foi lançado ontem [NE: à data da resposta; 08 de maio de 2026] e, até agora, temos recebido muitos comentários positivos! Parece que as pessoas estão a gostar.

 

Para quem possa estar a descobrir os Sabotør pela primeira vez através desta entrevista, como apresentarias a banda e a sua trajetória desde a formação em 2024?

Os Sabotør são uma banda de heavy metal da Noruega que toca um estilo de metalpunk épico inspirado na música heavy rock dos anos 80, como English Dogs, Warfare e Brocas Helm. Só tocamos desde o outono de 2024, por isso somos uma banda bastante nova, mas já fizemos alguns concertos. Em novembro do ano passado, tocámos com os Ranger e os Rapid da Finlândia aqui em Bergen, e foi muito fixe!

 

Os Sabotør são uma banda relativamente jovem, mas Første Aksjon já soa muito focado e coeso. Como é que a ideia da banda surgiu entre vocês, os três?

Todos concordamos que há muito pouco heavy metal na Noruega. Muitas pessoas tocam black metal, mas o heavy metal parece ter sido esquecido, especialmente na nossa cidade. A única banda de heavy metal incrível por estas bandas são os Morax, que são muito bons. Queríamos tocar uma versão crua de heavy metal semelhante aos Venom e aos English Dogs, e eu queria mesmo cantar em norueguês. Decidimos simplesmente formar uma banda em torno destas ideias e fomos direitinhos para a sala de ensaios.

 

O álbum gira em torno do movimento de resistência norueguesa durante a Segunda Guerra Mundial. O que motivou a decisão de construir todo o conceito em torno destes acontecimentos históricos reais?

Acho que a história é fixe e sou muito interessado na história da resistência norueguesa. É um tema importante e não devemos nunca esquecer.

 

Há um forte sentimento de patriotismo, rebeldia e resiliência ao longo de todo o álbum. Vês o Første Aksjon puramente como uma homenagem histórica ou também como algo que pode ressoar nos tempos contemporâneos?

Trata-se apenas de história, de ser patriota e de enfrentar invasores malignos.

 

Os títulos das faixas e as letras são em norueguês, o que confere ao álbum uma identidade ainda mais forte. Foi importante para ti preservar essa autenticidade cultural e histórica desde o início?

Sim, acho que é muito importante. O norueguês é uma língua linda e o meu objetivo é alcançar 100% de precisão histórica com estas letras.

 

Apesar do espírito cru e old-school, o álbum continua a parecer muito incisivo e dinâmico na sua execução. Como foi o processo de gravação de Første Aksjon?

Foi gravado ao longo de dois fins de semana separados em 2025 no Formkraft Studio, aqui em Bergen. Foi um processo muito rápido e eficiente. Claro que foi gravado com amplificadores reais, sem metrónomo nem nada e sem triggers.

 

As músicas soam perfeitamente adequadas para um ambiente ao vivo intenso. O que pode o público esperar de uma experiência num concerto dos Sabotør?

Pura mania do metal! Ataque rápido vindo do céu, como uma metralhadora de um avião!

 

Já há planos para uma digressão ou datas de concertos para promover o Første Aksjon? Talvez até fora da Noruega?

Acabámos de dar um concerto em Bergen há duas semanas, mas ainda não temos datas futuras confirmadas. Queremos tocar mais, por isso provavelmente devemos começar a contactar salas de espetáculos.

 

Olhando para além do álbum de estreia, já têm ideias ou ambições sobre para onde o Sabotør poderá evoluir a seguir, tanto musical quanto conceptualmente?

O conceito permanecerá o mesmo, mas acho que todos queremos evoluir musicalmente e escrever canções mais complexas, com mais elementos e melodias épicas.

 

Por fim, obrigado mais uma vez pelo teu tempo. Queres deixar alguma mensagem final aos leitores da Via Nocturna 2000 e a todos aqueles que se preparam para entrar no mundo dos Første Aksjon?

Ouçam a nossa música e comprem o nosso álbum! Os Sabotør vieram para ficar! Alt for Norge!



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