O vocalista e
compositor português Manuel Linhares alcança um novo marco de projeção
internacional com Atlântico, trabalho editado em 2026 que se encontra em
consideração para as nomeações da 69.ª edição dos GRAMMY Awards, a
realizar em 2027. Nascido nos Açores e criado no Porto, Manuel Linhares
tem construído uma linguagem própria a partir do encontro entre o jazz
contemporâneo, a identidade lusófona e as diferentes culturas ligadas pelo
Atlântico. A sua mudança para Nova Iorque abriu um novo capítulo nesse
percurso, colocando-o em contacto direto com os músicos e a dinâmica criativa
da cena jazzística da cidade. Dessa travessia nasceu Atlântico, álbum
realizado em colaboração com o compositor brasileiro António Loureiro,
responsável pelos arranjos. Gravado no Studio 42, em Williamsburg, o
disco reúne nomes da cena nova-iorquina como Or Bareket, Glenn Zaleski e Keita
Ogawa, contando ainda com uma participação especial de David Binney.
Os músicos portugueses Gil Silva e Hugo Caldeira completam uma formação
que reforça a natureza transatlântica do projeto. O álbum foi submetido à
consideração dos membros da Recording Academy em três categorias: Album
of the Year e Best Jazz Vocal Album, com Atlântico,
e Best Arrangement, Instruments and Vocals, através de Impérios
da Devastação, com arranjo de António Loureiro. Entretanto, o disco
tem conquistado espaço em programas especializados como World Of Jazz, Allston
Boylston, da estação californiana KUCI FM, e Jazz Crumbs, da rádio
polaca Bemowo FM. A receção crítica também tem atravessado fronteiras, com
publicações do Japão, Espanha, Turquia, Itália e Reino Unido a destacarem-no
entre os melhores lançamentos de 2026 e a sublinharem a forma natural como nele
convergem o lirismo português, os ritmos e harmonias de influência brasileira,
a improvisação contemporânea e a pulsação urbana de Nova Iorque. Entre duas
margens geográficas e emocionais, Atlântico transforma a distância em
matéria musical. A sua chegada à consideração dos GRAMMYs representa agora mais
uma etapa na afirmação internacional de Manuel Linhares e da música
portuguesa no panorama do jazz vocal contemporâneo.

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