Review: Wax (ASKVADER)

 


Álbum | Wax

Artista | Åskväder    

Edição | ICEA   

Lançamento | 02/outubro/2026

Origem | Suécia

Género | Hard rock

Highlights | Frontier, Wax, Hyde, Salt, Aim High

Para fãs de | The Hellacopters, Turbonegro, Thundermother, Imperial State Electric e Danko Jones

Apreciação

Os Åskväder não gastam muito tempo a preparar terreno em Wax. A distorção aparece suja, os riffs ocupam quase todo o espaço disponível e as canções tendem a resolver rapidamente o assunto. É uma opção estética, mas também uma declaração de princípios para a banda de Gotemburgo que, depois de Quick Fixes (2018), do homónimo de 2020, de Fenix (2022) e do EP Electric Tide (2023), chega ao terceiro álbum com Saga Flygare Täll como nova vocalista e guitarrista. A mudança não descaraterizou os Åskväder. Pelo contrário, Wax continua a alimentar-se de hard rock clássico, riffs com sangue blues e aquele rock’n’roll escandinavo que gosta das guitarras mais ásperas do que polidas. Há, contudo, maior espaço para a melodia, sobretudo nos refrões, criando um contraste interessante com uma produção deliberadamente retro e sem grande ornamentação. Stew mostra até onde essa simplicidade pode ser empurrada: há nela um frenesim punk que parece encurtar ainda mais a canção; Hyde, por sua vez, abana o disco noutra direção, com um balanço rock’n’roll de sotaque sulista. São evidências que ajudam a evitar que os onze temas fiquem presos aos mesmos riffs. Wax funciona melhor precisamente quando não complica. Tem músculo, groove e energia, mas também algumas soluções demasiado familiares para causar verdadeiro impacto. Os Åskväder não escondem de onde vêm. A diferença é que continuam a conseguir fazer esse passado soar suficientemente vivo para justificar mais uma volta. [82%]

 

Tracklist

1.      Farewell

2.      Frontier

3.      On The Fence

4.      Salt

5.      Under Your Skin

6.      Hollow

7.      Stew

8.      Aim High

9.      Creep

10.  Hyde

11.  Wax

 

Line-up

Lucas Monryd – baixo

Tim Ferm – bateria

Saga Flygare Täll – vocais, guitarras

Martin Gut – guitarra solo

Comentários

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