domingo, 22 de fevereiro de 2009

Entrevista com Neonírico

Com nome novo, formação renovada e álbum novo, Martinho Torres regressa com a sonoridade que caracterizou os The SymphOnyx ainda mais trabalhada e intrincada. O álbum de estreia desta nova entidade Neonirico chama-se muito a propósito Renaissance. Martinho Torres, explicou-nos as tranformações que a banda sofreu e o que espera do futuro lançamento.


VIA NOCTURNA (VN): Em primeiro lugar, por que razão se deu a mudança de nome de The SymphOnyx para Neonírico?
NEONIRICO (NN):
A mudança de nome deve-se ao facto de termos assumido um novo rumo para o projecto. Sentimos que este era o momento indicado para traçarmos uma nova direcção, tanto a nível musical como a nível de conceito, pelo que optámos por proceder a essa revolução assumindo uma completa renovação.

VN: Neonírico é uma entidade completamente nova ou a sequência de The SymphOnyx apenas com uma diferente designação?
NN
: Neonírico é uma entidade nova, mas que mantém algumas das características que moldavam o projecto The SymphOnyx. A esse propósito, não deixa de ser curioso o título do nosso novo álbum: Renaissance. Fizemos uma recriação incorporando nesse título todas as metamorfoses a que fomos sujeitos ao longo dos últimos tempos. Quando escolhemos o nome do disco, tivemos em conta o processo de assimilação que lhe está subjacente. O renascimento é o assumir de uma nova alma, de um novo rumo, partindo do que já existia para alcançarmos novas metas, novos objectivos.

VN: O termo Neonírico parece-me bastante forte. O que significa exactamente?
NN
: Neonírico é um termo com uma composição fonética que pretende realçar o melhor de dois aspectos dominantes do projecto: o neo de novo, e o onírico de sonho. Este novo sonho vai de encontro ao novo rumo por nós idealizado.

VN: O single Angel Of Faith já roda por aí e tem recebido boas críticas. Era a reacção que esperavam?
NN
: O single Angel of Faith foi uma óptima escolha, pois reúne todas as características que definem a banda: composições sólidas, coerentes e diversificadas, orquestrações, jogos de vozes, um instrumental eléctrico consistente e muitos pormenores de estúdio que se descobrem após várias audições. Estamos bastante satisfeitos com as reacções obtidas.

VN: Depois do single o que podem os fãs esperar de Renaissance?
NN
: Renaissance é um disco de descoberta. Vamos à procura da conquista de novos fãs, pois sentimos que este disco é bastante abrangente em termos de estilo e conceito. Queremos ser surpreendidos, pelo que vamos aguardar pelas reacções logo que o álbum seja editado.

VN: Sei que estão a planear um grande espectáculo adequado a salas de média/grande dimensão. Podem levantar um pouco do véu a esse respeito?
NN
: O nosso espectáculo está, neste momento, a ser trabalhado. Temos já várias sessões experimentais realizadas e sentimos que estamos a construir uma obra de grande qualidade. Pensamos neste concerto para salas de média/grande dimensão, pois integramos nele elementos que servem o propósito de o tornarmos num espectáculo narrativo. Haverá projecção, um cenário, uma imagem forte e uma gestão eficaz dos diferentes momentos do concerto. Procuramos, acima de tudo, transmitir sensações, pelo que o foco central do nosso espectáculo será a temática do disco (a descobrir…). Cada um será livre de interpretar as imagens e a música que transmitiremos.

VN: E em termos de datas e locais, já há algo confirmado?
NN: Temos já dois espectáculos marcados, mas estamos, neste momento, a agendar outras datas, as quais serão oportunamente divulgadas. O primeiro acontecerá no novíssimo Teatro de Fafe, a 22 de Maio, e servirá de apresentação do nosso novo álbum. O concerto seguinte acontecerá a 30 de Maio, no Auditório Municipal de Lousada. Ambos terão início pelas 22 horas.

VN: Em termos de formação, quem está agora nos Neonírico?
NN
: Os Neonírico são, actualmente, formados pelo João Guimarães e Carla Ricardo nas vozes, pelo Martinho Torres na guitarra e Carlos Torres na bateria.

VN: Como decorreu o processo de gravação? Sentiram demasiada pressão, uma vez que Opus I: Limbu tinha colocado a fasquia bem alta?
NN:
Este disco foi gravado sem pressões, sempre com o objectivo de darmos o nosso melhor. A pressão que existia vinha de nós, pois sempre idealizámos um trabalho que fosse o reflexo da nossa personalidade multifacetada, o resultado da nossa diversidade artística. Queríamos alcançar metas sem preconceitos ou formatações, sempre com o intuito de satisfazer o nosso desejo de ir um pouco mais além em termos estéticos e musicais.

VN: O álbum voltará a ser editado pela Ethereal Sound Works, certo? Já há data previsível para sua edição?
NN
: O trabalho será editado em meados de Março de 2009.


VN: Obrigado
NN
: Um abraço Neonírico para todos os fás do programa Via Nocturna.

3 comentários:

ozzy disse...

Aguardo com grande ansiedade esse novo disco!

Anami disse...

Se tudo correr bem espero poder assistir ao vosso espectáculo em Lousada.
Já sabem que a vossa música me toca de uma forma especial.
parabéns pela vossa preserverança e Felicidade para o novo album.

rsilva disse...

Ja conheço dois dos elementos deste grupo desde o meu tempo de liceu. Já eram muito conhecidos e apreciados em Guimarães. Com este projecto novo e singular, com a experiencia que ja têm, só pode acontecer uma coisa - SUCESSO! Força, continuem a acreditar em vocês pois não são de forma alguma os unicos a acreditar. O céu é o limite!
Desejo-vos as maiores felicidades e que Portugal se prepare.
Forte abraço.