Escape Music

Escape Music

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Entrevista: Vespers Nine


Os Vespers Nine já vinham a causar furor desde 2012 nas suas frequentes apresentações ao vivo com o seu rock melódico e musculado. Por isso, o primeiro álbum era bastante aguardado. True Story chegou finalmente e veio confirmar o que se esperava deste quinteto bastante experiente. Uma simpática Gricel Julie Dosal foi a porta-voz do coletivo de Miami.

Olá Gricel, muito obrigado pela tua disponibilidade com Via Nocturna! Quem são os Vespers Nine? Podes apresentar a banda aos rockers portugueses?
Vespers Nine é uma banda de rock de cinco elementos com base no sul da Florida. Lançamos esta formação no final de 2012 e praticamos um rock versátil, de alta energia e original, tocando ao vivo e encantando o público de rock onde quer que nos vejam. Formada por músicos bem conhecidos, Vespers Nine é um grupo altamente profissional que recentemente entrou em estúdio com o premiado produtor/engenheiro Hal Batt para gravar o seu muito aguardado primeiro álbum True Story. Este álbum foi lançado oficialmente a 27 de setembro de 2014, num concerto esgotado em Delray Beach, FL. Apresentamos o lendário ator convidado, Phil Kenzie que participou em três músicas com saxofone e de Jack Russell’s Great White, como grupo convidado de suporte. Abalamos o Crest Theatre com uma performance eletrizante e cheia de energia como o grupo tem sido reconhecido. A banda lançou o seu primeiro single extraído de True Story, intitulado Forever Yours acompanhado de um vídeo conceptual realizado pelo aclamado cineasta, David Liz.

O que vos motivou a iniciar este projeto?
A motivação para a formação dos Vespers Nine surgiu simplesmente como um trabalho de amor para todos os cinco músicos envolvidos. Todos os membros têm desempenhado, escrito e realizado música original, quer juntos em formações de bandas anteriores, ou em projetos separados, aprimorando as suas capacidades através dos anos. Todos também perceberam que compartilhavam estilos musicais e influências. A ideia de formar esse projeto em particular foi idealizada pela primeira vez por mim, que queria envolver o meu irmão, John Simon, como vocalista numa banda de rock, junto com ex-companheiros de banda, o guitarrista ritmo, Jesse Rivas e baterista, George Dosal. O catalisador para a ideia surgiu quando esses membros tocavam localmente simplesmente por divertimento como um projeto paralelo, mas foi finalmente cimentado quando ouvi o guitarrista, James Martinez, tocar guitarra pela primeira vez. Isso aconteceu quando eu e Martinez nos sentamos com o baterista George Dosal, para uma jam improvisada na minha casa durante uma função privada, onde Martinez foi um dos convidados. A ideia surgiu e os membros reuniram-se de imediato reconhecendo que funcionavam extremamente bem como banda. O resto é história!

De onde surgiu o nome Vespers Nine? Algum significado em particular?
O nome Vespers Nine surgiu a partir de um poema escrito por Samuel T. Coleridge, intitulado The Rime Of Ancient Mariner. Nesse sentido, são duas estrofes particulares onde se lê And a good south wind sprung up behind; The Albatross did follow, And every day, for food or play, Came to the mariner’s hollo!, In mist or cloud, on mast or shroud, It perched for VESPERS NINE; Whiles all the night, through fog-smoke white, Glimmered the white moonshine. O guitarrista, Jesse Rivas e eu estávamos à procura de ideias para o nome da banda, quando nos viramos para poemas e literatura em busca de inspiração. Rivas mencionou o poema, The Rime Of Anciet Mariner e ambos começamos a ler. Foi quando me surgiram essas duas estrofes em particular, e o termo Vespers Nine se destacou tendo ambos concordado imediatamente que o significado por trás dele era o da esperança e devoção e era precisamente isso que estávamos a procura. Em suma, Vespers Nine representa a esperança e devoção, como a do pássaro albatroz no poema que, empoleirado no mastro do navio em dificuldades, com marinheiros doentes durante nove dias seguidos, traz consigo a esperança, devoção e salvação - ou também conhecido como a chamada para a oração.

Todos vocês já tinham tido experiências semelhantes antes de Vésperas Nine?
Sim, todos os cinco membros trazem consigo anos de experiência tocando em bandas, compondo música original, gravando em estúdio e realizando concertos.

Quais são as vossas principais influências?
As nossas influências são variadas e diversas, mas incluem Journey, Evanesence, Van Halen, Nickleback, Heart, Gemini Syndrome, Foreigner, Metallica, The Beatles, 3 Days Grace, Rush, Pink Floyd e a lista continua por aí a fora…

Vamos falar sobre True Story, a vossa estreia, certo? Como foi o making of do álbum?
Sim, True Story é o álbum de estreia dos Vespers Nine. O making of do álbum pode ser resumido na expressão "trabalho de amor", muitas vezes usada para descrever a nossa decisão de formar esta banda. Francamente falando, a composição e gravação deste álbum foi um trabalho muito duro - mas mais importante, criativamente falando, foi puro divertimento! Podermo-nos apresentar ao vivo na frente de uma audiência, gravar a nossa música em estúdio é a alegria criativa final para todos nós. Escrever canções que sentimos que eram as mais adequadas à banda, foi frequente, relativamente fácil e sempre gratificante – fosse uma música pesada ou uma balada mais subtil - as músicas fluíram bem. Os esforços de colaboração da banda são, por vezes, um desafio, mas nunca uma tarefa árdua. True Story foi produzido pelos Vespers Nine e pelo aclamado produtor/engenheiro Hal Batt, que foi fundamental no polimento da nossa assinatura sonora.

Como definirias este álbum?
Este álbum, True Story, é sincero, rock direto e bem trabalhado. É melódico, pesado e, finalmente, escrito com o ouvinte em mente!

Pode falar-nos sobre a experiência de gravação deste disco?
A experiência de gravação de True Story para os Vespers Nine foi excelente. Todas as dez canções foram gravadas nos Afterhours Recording Studio, em North Miami, FL, EUA, durante um período de cerca de um ano, com a banda entrar em estúdio periodicamente para gravar as faixas que iam sendo escritas e à medida que a banda ia evoluindo. As músicas em si refletem a história de crescimento da banda e a sua evolução. A maioria das músicas foram gravadas em sessões de estúdio que variaram desde várias semanas até um par de dias e todas as canções originais foram escritas pela banda de forma colaborativa, com a exceção de Remember My Name, que foi escrita exclusivamente por mim.

Este é um lançamento independente? Há algumas possibilidades de alguma editora poder proporcionar uma distribuição internacional?
Sim, este álbum é lançado de forma independente pelos Vespers Nine está atualmente disponível para a distribuição internacional, visitando o site da banda em Vespersnine.com, onde há links para comprar o álbum. Também pode ser comprado em todo o mundo, visitando CDbaby.com, iTunes Store ou uma variedade de outras fontes de distribuição de música, basta pesquisar Vespers Nine. É fácil de encontrar e comprar, portanto comprem um hoje!

Forever Yours foi o primeiro vídeo filmado a partir deste álbum. Porque essa música?
A canção Forever Yours é o primeiro single do álbum. A banda escolheu essa música, porque é o primeiro single, e transmite uma mensagem muito forte do que a própria banda acredita - esperança e devoção. É uma música poderosa, com guitarras intensas e vocais poderosos e sentimos que era a canção perfeita para lançar não só como o nosso primeiro single, mas também acompanhada pelo nosso primeiro vídeo conceptual. Forever Yours incorpora muito do que são os Vespers Nine. Tanto a versão local para os Estados Unidos, como as versões internacionais podem ser encontradas no nosso website (Vespersnine.com) no link media/vídeo. Também está facilmente disponível para os nossos fãs através do YouTube, pesquisando Vespers Nine Forever Yours. Ambas as versões foram filmadas pelo premiado cineasta indígena local de South Florida, David Liz, por isso não deixem de o ver, compartilhar, comentar, tweetar e divirtam-se!

A respeito de espectáculos ou tours – o que têm nos próximos tempos?
De momento, estamos a ensaiar para nos prepararmos para os próximos concertos/tours que se apresentam. Datas futuras de espetáculos estão a ser negociadas como falamos e mal nós saibamos, também os nossos fãs irão saber! Estamos também a trabalhar no sentido de fazermos uma maciça promoção na rádio em estações de rádio de rock, tanto aqui nos Estados Unidos como internacionalmente!! Está a ser muito emocionante e estamos ansiosos e prontos para ir onde a música nos levar!

Obrigado Gricel! Foi um prazer poder fazer esta entrevista contigo. Queres enviar alguma mensagem ou abordar algo não mencionado nesta entrevista...
A mensagem que os Vespers Nine gostariam de transmitir a todos os fãs de música rock, bem como a qualquer pessoa, em geral – sigam os vossos sonhos, dediquem-se ao que amam e deixem a música acalmar e/ou incendiar a vossa alma!

Muito obrigado!!!!
Obrigado, o prazer foi nosso poder compartilhar a nossa música e história com Via Nocturna! Rock on e que Deus te abençoe!

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Playlist 20 de novembro de 2014


Review: Silence The Youth (Hide The Knives)

Silence The Youth (Hide The Knives)
(2014, Gain Music)
(5.5/6)

Depois de uma boa estreia, Savior For Sale em 2009, de repente Glen Gilbert viu-se sozinho quando todos os seus companheiros abandonaram os Hide The Knives. Quatro anos se passaram e Gilbert resolveu fazer renascer o seu coletivo, juntando um novo conjunto de músicos e apresentando mais uma rodela com uma explosiva mistura de hard rock, rock alternativo e até grunge sob a designação de Silence The Youth – que acaba por recuperar cinco temas da sua estreia. É pouco mais de meia hora distribuída por 10 temas melodicamente muito fortes a evoluírem desde os Nirvana aos Muse, passando pelos DAD. Os temas curtos não permitem muitas aventuras exploratórias, mas também não isso que aqui interessa. O que aqui interessa é poder de fogo, guitarras muito densas e possantes – afinadas sob o grave - a criarem bases que são autênticas paredes sonoras deixando para os vocais a tarefa de criarem todas as melodias – que, como já se referenciou são muito bem conseguidas, pelo menos na secção central do disco. De facto, os motores dos Hide The Knives custam a aquecer e isso porque no primeiro par de temas, parece que falta algo. Há força, mas as melodias não são apelativas. A partir de Savior For Sale, tudo começa lentamente a mudar e Silence The Youth vai crescendo, pelo menos até Deception. Catchy, musculado mas com potencial mainstream, Silence The Youth tem um bom conjunto de canções e é um excelente disco dentro do seu segmento, mesmo tendo em conta a falsa partida.

Tracklist:
1. Darkest Hour
 2. Our Hearts
 3. Savior For Sale
 4. Holy Banner
 5. Honey
 6. Care
 7. Deception
 8. Silence The Youth
 9. Light
10. Brothers

Line-up:
Ola Lindström – bateria
Magnus Persson – baixo
Glen Gilbert – vocais
Martin Johansen - guitarras

Internet:

Edição: Gain Music 

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Entrevista: Rafael Barreiros

Bandas, músicos e intérpretes têm sido, ao longo destes anos, os principais abordados nas nossas entrevistas. Mas, nesta, quisemos ir um pouco mais além, saber mais sobre quem prepara esses músicos e intérpretes. Rafael Barreiros trabalha em S. Paulo (Brasil) e foi ele que quisemos saber como se prepara um vocalista de rock/metal.

Olá Rafael! Obrigado pela tua disponibilidade. Normalmente, aqui em Via Nocturna, entrevistamos músicos e bandas, pelo que esta é a primeira vez que alargamos o nosso âmbito de ação. Por isso, começa por te perguntar quais são exatamente as tuas funções?
Olá! Sou professor de canto certificado, preparador vocal e produtor musical. Represento o Institute for Vocal Advencement (IVA) na América do Sul.

Há quanto tempo te dedicas ao ensino da música? Estiveste sempre ligado ao canto ou não?
Sou professor de música desde 1994 e comecei a ensinar canto em 2002.

Em que instituições tens executado, ao longo dos anos, as tuas atividades?
Trabalhei em diversas escolas na cidade de São Paulo e também no interior do Estado de São Paulo. Estive ligado oficialmente ao Speech Level Singing (SLS) de 2008 a 2013 e de 2013 para cá sou certificado pelo Institute for Vocal Advencement, com o meu próprio estúdio desde 2008 no Bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Ao longo destes anos que nomes/artistas recorreram às tuas faculdades?
Trabalhei e ainda trabalho com diversos artistas brasileiros, como: 5 a Seco, Guto Cornaccioni, Caê Rolfsen, Gabriel Setubal (Pitanga em Pé de amora), Madame Mim, Big Chico Gaita Blues, Cadu Carvalho, Dudu Setti, Renato Primo, Storya, Ricardo DeStefano, Fernanda Faya, João Guarizo, Cintia Maia e Paulo Capella.

Se falarmos em técnicas vocais de canto, existe uma preparação específica para vocalistas de rock/heavy metal?
Qualquer estilo demanda primeiro o controle e equilíbrio vocal, o que a antiga escola de canto italiana chamava de Voz natural. O rock é por definição um estilo mais vigoroso e em alguns casos, mais agressivo. Algumas vozes naturalmente soam mais “sujas” que outras. É preciso que o professor saiba antes como balancear a voz do estudante, muito antes de aplicar os adornos referentes ao estilo. O que temos é muita gente a tentar efeitos na voz antes mesmo de dominarem a primeira passagem vocal, por exemplo.

Em termos sucintos, como se prepara uma voz para ser vocalista de rock/metal?
Prepara-se como se prepara qualquer voz para qualquer estilo, com exercícios para ajustar a respiração, cordas vocais e ressonância. Esse é o tripé que sustenta um canto equilibrado. Se o professor não conhece como equilibrar uma voz nas passagens vocais por todo o range do aluno, não adianta propor exercícios de drive, screamin ou outros adornos de rock. Isso vale para qualquer estética.

Suponho que trabalhes, essencialmente, a parte técnica. Há espaço nos teus métodos de formação para o efeito “sentimento”, chamemos-lhe assim, ou isso depende da entrega de cada vocalista?
Quando consegues equilibrar uma voz em toda a sua extensão, é possível então, trabalhar dinâmica, vibratos, portamentos etc. A emoção do cantor também depende do quão livre ele está na relação com a sua própria voz. Existem cantores com péssima técnica no mercado, mas que têm bastante emoção. É um erro comum e crasso dizer que se esse cantor estudasse técnica, ele perderia toda a emoção na interpretação. Infelizmente essa é uma lenda que é perpetuada até por produtores musicais no mundo todo.

Sei que para além de coach nesta área também és multi-instrumentista. Qual o teu instrumento preferido?
Comecei com violão erudito aos 8 anos, bateria aos 14, violão guitarra e baixo aos 15 anos. Uso o piano apenas como apoio para as aulas, mas o meu instrumento preferido é o violão.

Tens desenvolvido ultimamente algum trabalho musical em alguma banda ou de forma individual?
O meu projeto pessoal é a gravação a nível profissional dos meus alunos. São vários pequenos projetos deles, andando todos ao mesmo tempo.

Tens estado ultimamente envolvido com algum projeto em termos de composição e/ou produção?
Já fui compositor, mas nesse momento apenas trabalho na pré-produção vocal de alunos e artistas que me procuram para trabalhos profissionais.

Quem estiver interessado nos teus serviços, o que deve fazer?
No meu site www.rafaelbarreiros.com as pessoas podem falar comigo através de um formulário de contato e agendar as aulas inclusive por Skype.

Obrigado Rafael, mais uma vez. Queres deixar uma última mensagem?
Quero agradecer pelo espaço da entrevista e dizer que cantar é uma arte que se desenvolve com muita paixão e persistência, sem esses dois fatores não se chega muito longe. Continuem praticando. Os melhores cantores são os que mais praticam. Obrigado!

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Review: Wonderworld (Wonderworld)

Wonderworld (Wonderworld)
(2014, Independente)
(5.8/6)

Os Wonderworld resultam da junção do vocalista italiano Roberto Tiranti (Labyrinth) com o guitarrista norueguês Ken Ingwersen com a junção do baterista Tom Fossheim. O seu nome remete-nos logo para os Huriah Heep e embora Ken Ingwersen tenha trabalhado com Ken Hensley, as ligações sonoras entre o jovem projeto e os veteranos não são muito óbvias. Aliás, personalidade e uma identidade muito própria são os principais predicados desta estreia homónima o que, desde logo, situa o trio num patamar equidistante de diversas influências e nunca se colando a nenhuma em particular. Por isso, soa particularmente a Wonderworld. Isto apesar de o excelente trabalho de guitarra lembrar por vezes Van Halen (Every Now And Then), ou o funk (Voices, cover de Russ Ballard e Every Now And Then) se aproximar de uns Extreme. Mas, por outro lado, a faceta mais hard rock está na linha dos grandes power trio da história do rock: Triumph ou Rush. E se ainda quiserem mais complicação, as linhas bluesy aqui e ali introduzidas (Break The Chains, Hero Without Saints) lembram o trabalho de Lee Small. Certo, não é fácil perceber. Mas é precisamente por isso que afirmamos que Wonderworld é um disco que, no fundo, acaba por ser… Wonderworld! E é um álbum deveras espetacular apresentando arranjos e execuções técnicas de eleição, com momentos soberbos sacados às seis cordas de Ingwersen, linhas de baixo de grande dinâmica, uma bateria cirúrgica e um trabalho vocal sensacional, que atinge os limites do celestial na soberba balada No One Knows. Russ Ballard é aqui homenageado com uma versão do tema Voices – um grande tema com uma não menos espetacular versão. Tudo num disco, como se disse, de grande qualidade e com descoberta obrigatória. Altamente recomendado!

Tracklist:
1.      Wonderworld
2.      Break The Chains
3.      Surrender
4.      Voices
5.      The Sound Of The World
6.      No One Knows
7.      Every Now And Then
8.      A New Life
9.      Hero Without Saints
10.  Kissing The Sky

Line-up:
Roberto Tiranti – vocais e baixo
Ken "JR" Ingwersen – guitarras
Tom Fossheim – bateria

Internet:

segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Review: Love Kills (My Own Ghost)

Love Kills (My Own Ghost)
(2014, Secret Entertainment)
(5.2/6)

Do Luxemburgo não há notícias de nomes de grande relevância no campo do metal, mas os My Own Ghost não ligam a dados estatísticos e, com apenas um ano de existência põem cá fora Love Kills um disco claramente orientado para os fãs das female fronted metal bands. E que estes, supostamente deverão gostar. Porque Love Kills tem tudo no seu devido sítio. Guitarras pesadas, melodias pop, uma ambiência gótica e elementos eletrónicos (quase techno) juntos no mesmo caldeirão liderado pela voz de registo variável de Julie Rodesch. Nada de novo, portanto, embora o que aqui se faz tenha qualidade suficiente. Pode é não ser o bastante para se impor numa luta titânica dentro deste género. Entre uns Xandria aqui e acolá e uns Within Tempation por outros lados, Love Kills tem na capacidade melódica e de adaptação a diferentes registos da sua vocalista um dos pontos mais fortes. Instrumentalmente, não sendo muito forte nos solos, é audaz nas harmonias e nos leads melódicos, poderoso nos riffs e dinâmico na secção rítmica. E depois tem um conjunto de temas, como Crimson Ground, Born In Fire, Lost, Waiting In The Wings ou Beautiful Mistake que podem perfeitamente ombrear com alguns dos nomes dentro do seu espectro. Portanto, motivos suficientes para que os adeptos deste género se interessem por este trabalho.

Tracklist:
01. Crimson Ground
02. Lost
03. Waiting In The Wings
04. Crystal Ball
05. Bad Love
06. Beautiful Mistake
07. Silence
08. Free Fall
09. Pathways
10. Broken Mirror
11. Born In Fire
12. Mute
13. Intoxicated

Line-up:
Julie Rodesch - vocais
Fred Brever - guitarras
David Soppelsa - guitarras
Joe May - baixo
Michael Stein - bateria

Internet:

domingo, 16 de Novembro de 2014

Notícias da semana



Os Arcade Messiah lançaram o segundo tema Sun Exile, retirado da estreia homónima do novo projeto do britânico John Bassett (KingBathmat), com lançamento a 1 de dezembro via Stereohead Records.







Os D460, banda espanhola de rock e metal alternativo, apresentou o seu novo vídeo para o tema From The Other Side.





Guitarrista dos Yes e dos Flash, Peter Banks, recentemente falecido tem agora o lançamento, via Gonzo Multimedia do duplo CD The Mars Tapes. Este álbum representa os Empire III em ensaio nos Mars Studios em Los Angeles em 1979.




Os Mabel Greer’s Toyshop (MGT), banda progressiva e psicadélica formada nos anos 60 reuniram-se e já anunciaram um novo álbum intitulado New Way Of Life a ser lançado a 19 de março de 2015. A produção esteve a cargo do ex-Yes Billy Sherwood, elemento que também toca teclados. O destaque vai para duas canções – Beyond & Before e Sweetness – agora com novas roupagens mas que apareceram no primeiro trabalho dos Yes em 1969. Outras versões de temas antigos acontecem na forma de Jeanetta, Get Yourself Together, Images Of You & Me e Electric Funeral. Todas as outras faixas são novas e escritas principalmente por Bayley. O vídeo de Electric Funeral já está disponível.


O segundo álbum dos Lawless intitulado R. I. S. E. está nas lojas a 21 de novembro, em mais uma edição da Escape Music. Paralelamente a banda irá fazer uma tour a partir de 21 de novembro (ver datas em cartaz).



Oriundos de Chicago, os cómicos Psychostick têm um novo lyric vídeo para a sua faixa de tributo a Bruce Campbell. Este tema faz parte do último trabalho da banda, IV: Revenge Of The Vengeance lançado a 4 de novembro via Rock Ridge Music.



Os Heavenwood iniciaram uma campanha de crowdfunding para o lançamento do seu quinto álbum de estúdio intitulado The Tarot Of The Bohemians (Part 1). A banda portuense pretende lançar este álbum de forma gratuita, via digital, com a edição física limitada a 500 cópias. O primeiro single e vídeo é The Juggler que pode ser visto aqui ou descarregado gratuitamente aqui. The Tarot Of The Bohemians (Part 1) será misturado e masterizado por Kristian “Kohle” Kohlmannslehner nos Kohlekeller Studios na Alemanha. O artwork esteve a cargo do conceituado (Cradle Of Filth, My Dying Bride, The Hauted, Cathedral entre outros) Matthew Vickerstaff da Darkwave Art.


A Ethereal Sound Works, editora independente portuguesa, tem o prazer de anunciar a assinatura do contrato de edição do EP de estreia dos Artic Fire intitulado Lower And Louder a lançar durante novembro do corrente ano. A edição terá os formatos CD e Digital.



Os Inkilina Sazabra preparam-se para lançar o novo videoclip/single Oiço Conselhos a Mais. Este será o 2º single retirado do mais recente disco Maldita (Mente), lançado em junho do corrente ano. Recorde-se que Maldita (Mente) é o terceiro disco de originais da banda, cujo single de apresentação foi o tema Desejo Maldito.