quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Review: Hardwired... To Self-Destruct (Metallica)

Hardwired… To Self-Destruct (Metallica)
(2016, Blackened Recordings/Universal Music)
(6.0/6)

Os Metallica são um daqueles grupos que criam um tremor de terra mal surge alguma notícia a seu respeito. E ultimamente têm sido diversos esses tremores pelo facto de a banda, de repente, surgir com um… dois… três temas novos a circular na net. A notícia espalhava-se: os Metallica têm um novo álbum, ao fim de 35 anos de carreira e depois de Death Magnetic e 8 anos sem lançamentos originais. Como qualquer fã de metal e dos Metallica, logo surgiu aquele nervosinho miudinho! Os mestres estão de regresso! Mas também se instalaram as dúvidas: iremos ter a continuação da melhoria notada em Death Magnetic ou iria a banda retroceder no seu percurso e voltar a um passado com pouca glória de um St. Anger? A resposta não tardou muito, até porque os três primeiros temas disponibilizados logo anteviam algo de grande. Como de facto é Hardwired… To Self-Destruct! Um disco que coloca os Metallica na linha da frente do thrash metal que eles próprios ajudaram a criar. Riffs monumentais, temas a variar entre o speedado e o compassado e um groove impressionante imprimido por Rob Trujillo. Quase sem respirar, os temas sucedem-se a um ritmo estonteante, bem pesados, sendo que só a espaços (Halo On Fire, Here Comes Revenge) se vislumbram algumas brechas nessa imponente parede sonora de riffs e do duplo bombo de Ulrich. Os velhos Metallica estão, definitivamente, de regresso, com um álbum que bebe diretamente dos seus momentos gloriosos – Kill’em All, Master Of Puppets apresentando um conjunto de temas que entram diretamente para a lista dos seus melhores de sempre - Atlas Rise!, Moth Into Flame, Confusion, Spit Out The Bone. E até há um Am I Savage? que parece sair diretamente do… Am I Evil?. São doze temas divididos por dois discos e cerca de 80 minutos de um fenomenal thrash que promete trazer muitas dores de pescoço aos fãs…

Tracklist:
CD 1:
1.      Hardwired
2.      Altas, Rise!
3.      Now That We’re Dead
4.      Moth Into Flame
5.      Dream No More
6.      Halo On Fire

CD 2:
1.      Confusion
2.      ManUNkind
3.      Here Comes Revenge
4.      Am I Savage?
5.      Murder One
6.      Spit Out The Bone

Line-Up:
James Hetfield – guitarras e vocais
Lars Ulrich – bateria
Kirk Hammett – guitarras
Robert Trujillo – baixo

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Edição: Blackened Recordings/Universal Music   

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Entrevista: Seven


O novo milénio tem-se revelado auspicioso para Mick Devine e os seus Seven. Em apenas dois álbuns atingiram um nível de popularidade que nem na Polydor tiveram nos anos 80. E se a “estreia” 7 ainda mostrava um coletivo à procura de alguma identidade, Shattered é claramente a afirmação incontestável de mais um excelente nome de rock melódico. Foi o próprio Mick que conversou com Via Nocturna a respeito deste novo disco.

Olá Mick! Obrigado pela disponibilidade! Como te sentes com esta tua segunda vida - dois álbuns em dois anos?
É ótimo ter a oportunidade de voltar depois de uma longa pausa e ter a oportunidade de lançar o álbum que deveríamos ter lançado na altura. E também por ter a possibilidade de trabalhar com alguns grandes músicos para escrever e gravar um novo álbum. Sinto-me abençoado!

Mas desta vez, Shattered é um disco mais maduro que 7. O que mudou?
Sabes que o primeiro álbum foi uma homenagem ao passado e foi a nossa oportunidade para completarmos um sonho. Quando terminou, começamos a trabalhar na criação de novas faixas, embora não tivéssemos uma direção clara, mas quando as faixas se começaram a juntar, ficou claro que o nosso som estava a evoluir desde o primeiro álbum. Acho que a maturidade presente em Shattered é porque amadurecemos como pessoas e músicos ao longo dos anos. Escrevi todas as letras deste álbum que definitivamente refletem elementos da minha vida. Lars Chris produziu o álbum com um feeling mais pesado que cria nos meus vocais melódicos uma vibração diferente. Acho que o resultado está incrível.

Um forte passo à frente, não concordas? Como descreverias Shattered?
Em primeiro lugar, fiquei muito surpreendido com a qualidade da produção e gravação do primeiro álbum já que Lars conseguiu trazer de volta o som dos Seven e respirar nova vida, atualizando-o. Quando começamos a gravar o segundo álbum, acho que a escrita e as performances melhoraram ainda mais à medida que progredíamos. Shattered é uma coleção de faixas de rock melódico realmente fortes, produzidas com uma vibe atualizada que equilibra os vocais de rock melódico clássico com um baixo que impulsiona e entrega a energia para elevar as músicas a um novo nível. É, certamente uma evolução do som original de Seven. As críticas de ambos os álbuns foram fantásticas, mais do que eu poderia ter esperado, e nos meus sites de Facebook e Twitter os comentários foram incríveis. Os links para minhas páginas são @MickDevineMusic no Facebook e @DevineMichael no Twitter. Visitem-me e digam-me o que acham.

Na verdade, estás a viver um dos melhores momentos de sua carreira?
Definitivamente. Parece irónico que agora, muitos anos depois, seja capaz de conseguir o que desejamos tão desesperadamente nos anos 90. O mundo da música mudou tanto ao longo dos anos com tantas das mudanças negativas para os artistas. Mas o elemento mais positivo é o quão acessível é hoje a produção de grande música com a tecnologia impressionante na ponta dos nossos dedos. Sem isso estes álbuns nunca teriam acontecido.

Como foi o desenvolvimento do trabalho até o álbum estar finalizado?
Depois que terminamos de gravar 7, comecei a trabalhar em algumas ideias musicais que me foram enviadas por Fredrik Bergh e Lars Chriss. Não tínhamos nenhuma ideia onde essas canções poderiam ir ou se se transformariam em algo de bom. Tudo o que fiz foi tentar criar as melhores melodias possíveis e, em seguida, foquei-me em escrever letras que tivessem um significado real para mim. Nada foi escrito para uma fórmula, apenas escrevemos o que parecia certo para a música. Com as demos gravadas, Lars começou a produzir as faixas com Kay, Fredrik e Andy na Suécia e os masters foram-me enviadas para o Reino Unido onde gravei todos os vocais e backing vocals no meu estúdio em casa. Também pedimos aos talentos vocais de Nigel Bailey para adicionar uma excelente textura vocal a algumas das faixas e também à minha esposa Lin, que acrescentou algumas texturas bem necessárias aos vocais de apoio em Pieces Of You. Finalmente as faixas foram misturadas por Lars e depois masterizadas por Mike Lind novamente na Suécia. Sim, Lars e Mike são verdadeiros artistas e mais uma vez produziram e depois masterizaram as faixas para produzir um grande álbum. Eu fico sempre espantado com as melhorias do produto final em relação às gravações iniciais. Eles realmente sabem o que estão a fazer!!

Durante quanto tempo trabalham nesta coleção de músicas?
Começamos a gravar faixas para este álbum pouco depois de lançarmos nosso primeiro álbum. Por isso, levou cerca de dois anos para escrever, gravar e lançar.

A respeito do processo de gravação, onde gravaram? Como decorreu a experiência?
Gravamos este álbum da mesma forma que fizemos no primeiro. Com ideias e vocais sendo enviados por e-mail para trás e para a frente entre o Reino Unido, Suécia, África do Sul e os EUA, todos os quais acabaram por regressar à Suécia para ser finalmente produzido. É a maneira moderna de gravar quando todos vivem em países diferentes.

Deste álbum já foram apresentados dois vídeos, certo? Que músicas e por que razão foram escolhidas?
O primeiro vídeo que gravamos foi para Light Of 1000 Eyes, que é a primeira faixa do álbum e é uma killer music para abrir o álbum. Depois gravamos um vídeo para Fight, que foi lançado no mesmo dia do lançamento do álbum. Escolhemos Fight porque é uma faixa kicking! Adoramos isso!

A partir de agora os Seven estão definitivamente em cena... para ficar?
Definitivamente! O lançamento de Shattered provou-me que o som Seven pode progredir e melhorar cada vez mais. Estou certamente comprometido em fazer outro álbum, desde que as pessoas o queiram ouvir. Também estou envolvido noutros projetos, por isso, por favor, fiquem atentos ao meu nome num futuro próximo.

Muito obrigado, Mick! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Gostaria apenas de agradecer a todos os teus leitores que compraram o nosso álbum e espero que gostem. Para aqueles que não compraram, se gostam de ouvir boa música de rock melódico com uma abordagem moderna e pesada tenho a certeza que irão adorar Shattered... Por que não experimentá-lo? Mas, acima de tudo keep rocking e mantenham a música viva.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Review: Debackliner (Debackliner)

Debackliner (Debackliner)
(2016, Pitch Black Records)
(5.0/6)

Qualquer coisa se passa no meio rockeiro/metaleiro francês. Assim de repente, nas últimas semanas recebemos e tratamos coisas tão díspares como Existance, Grit e Fourth Circle, sendo que estes Debackliner são mais um novo nome a surgir na cena na região de Marselha. Este álbum homónimo é a sua estreia e mostra-nos uma banda com muita criatividade mas, por vezes, algo confusa. O seu metal parte do tradicional mas incorpora as mais díspares influências que vão até ao death metal. Os temas são bastante complexos, desenvolvendo-se em sucessivas camadas e com bastantes variações quer instrumentais quer vocais. No entanto, os melhores momentos, quanto a nós, são obtidos quando a banda se foca mais no tradicional. A abertura Pandora tem uma parte final assombrosa e o final, The Omega, Jolly Roger e a épica Circle, são os pontos mais altos de uma coleção de temas que consegue agradar a Iron Maiden, Blind Guardian, Nevermore, Avenged Sevenfold ou Gloryful. Old school metal, pirate metal, symphonic metal, thrash metal e death metal combinam-se de forma que, aparentemente nem seria possível, num disco com uma bateria poderosíssima e a composição  roçar sempre os limites… e adornada com um toque de modern metal que acentua toda a força e energia. Um disco de estreia claramente adequado a quem gosta de desafios extremos.

Tracklist:
1. Pandora
2. Rise of Angel
3. Children Of The Night
4. Werewolf
5. Erase The Hordes
6. Mr. Jack
7. The Omega
8. Jolly Roger
9. Circle

Line-Up:
Bob Saliba – vocais
Thomas Pognante - baixo
Rémi Caleca - guitarras
Serge Servise - bateria
Eric Luvera guitarra ritmo

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Edição: Pitch Black Records   

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Entrevista: She's Gonna Blow

She’s Gonna Blow é um novo projeto nacional explosivo, oriundo das beiras,  que promete agitar as hostes mais viradas para o punk/stoner. O primeiro EP e o seu vídeo Meaning são a primeira amostra, motivo pelo qual fomos falar com Pedro Maia.

Olá Pedro, tudo bem?! She’s Gonna Blow é o teu novo projeto. Quando começaste a trabalhar nele?
Desde o início do projeto. Reza a lenda que foi numa noite de forte neblina, de onde saíram 4 criaturas etílicas horrendas disponíveis a atormentar as mais nobres cócleas das beiras. Assim sendo, desprovidos de qualquer autoridade biológica, começámos a orquestrar as músicas do novo Apocalipse.

Quais são as vossas maiores influências?
Damos um pezinho de dança no punk, bailamos um metal e acalmamos com um Stoner.

Para além de ti, quem mais compõe os She’s Gonna Blow atualmente?
No Groovie Bass está o André Vaz, na Bateria Retumbante o Hugo Branco e na Voz Vociferante o David Ferro

O vosso primeiro EP está pronto? Como o descreverias?
Prontíssimo. Um rock parecido com uma perseguição policial destrutiva, mas quando tudo está prestes para explodir mergulhamos numa viagem de morfina onírica

Desse EP foi extraído o tema Meaning que está disponível para audição. É um tema representativo do que são os SGB?
Complemente. Foi uma das primeiras músicas que fizemos e representa tanto a vontade elétrica de esgravatar como a parte mais calma que também demonstra o lado mais intimista

Em termos de gravação, como decorreu a experiência? Onde gravaram?
Gravámos no estúdio O Pátio (Guarda). Foi tudo bastante rápido uma vez que gravámos em Take Direto.

Sendo uma banda extremamente jovem, que projetos têm em mente cumprir nos próximos tempos?
Temos vontade de arranjar mais e mais concertos. Estamos a evoluir aos poucos e queremos dar-nos a conhecer ao mundo seja com concertos ou com o nosso merchandising. Para um futuro não muito distante queremos voltar a estúdio a fim de gravar um álbum com temas novos.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Flash-Review: Até Pensei Que Fosse Minha (António Zambujo)

Álbum: Até Pensei Que Fosse Minha
Artista: António Zambujo    
Editora: Universal Music   
Ano: 2016
Origem: Portugal
Género: MPB, Jazz, Samba, Cantautor
Classificação: 5.6/6
Breve descrição: Nome importante do cancioneiro nacional António Zambujo resolveu arriscar prestar uma homenagem a um dos seus maiores ídolos e surge Até Pensei Que Fosses Minha, disco que apresenta 16 versões de temas imortalizados pelo grande cantor brasileiro que é Chico Buarque, numa interpretação muito própria de Zambujo. O resultado é muito bom, com os ritmos de samba, jazz brasileiro e MPB a cruzarem-se com alguma portugalidade. E é uma forma diferente de os fãs do cantor brasileiro analisarem os seus imortais temas.
Highlights: Injuriado, Geni e o Zepelim, Sem Fantasia, Cálice, Tanto Mar, Valsinha
Para fãs de: Chico Buarque, Caetano Veloso, Adriano Correia de Oliveira, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Tom Jobim

Tracklist:
1.      Futuros Amantes
2.      Injuriado
3.      Cecília
4.      Geni e o Zepelim
5.      Sem Fantasia
6.      Folhetim
7.      Cálice
8.      Joana Francesa
9.      Até Pensei
10.  Janudria
11.  João e Maria
12.  O Meu Amor
13.  Morena dos Olhos D’Água
14.  Nina
15.  Tanto Mar
16.  Valsinha

Line-up:
António Zambujo – vozes
Marcello Gonçalves – violão de 7 cordas
Ricardo Cruz – contrabaixo
João Moreira – trompete
Bernardo Couto – guitarra portuguesa
André Conde – trombone
José Conde – clarinete
Paulino Dias – percussão
Anat Cohen – clarinete
Ronaldo do Bandolim – bandolim
Zé Paulo Becker – violão
Ricardo Silveira – guitarra elétrica
Marcelo Caldi – acordeão
Sérgio Valdeos – violão

Convidados:
Roberta Sá, Chico Buarque, Carminho - vozes

Flash-Review: Reloaded (Al Atkins)

Álbum: Reloaded
Artista: Al Atkins                   
Editora: Gonzo Multimedia   
Ano: 2016
Origem:  Inglaterra
Género:  Heavy Metal
Classificação: 4.8/6
Breve descrição: Reloaded é o novo trabalho do vocalista original dos Judas Priest, Al Atkins. Trata-se de uma coleção de temas das últimas quatro décadas de carreira incluindo temas desde os seus dias nos Priest até à sua última banda ao vivo Holy Rage. A guitarra continua a brilhar nas mãos do seu colega dos últimos tempos Paul May, mas a voz de Atkins volta a demonstrar algum cansaço não conseguindo projetar a qualidade que os temas têm no campo instrumental.
Highlights: Mind Conception, Cradle To The Grave, Love At War, Victim Of Changes
Para fãs de: Atkins May Project, Judas Priest, Halford, Holy Rage, Tim Ripper Owens

Tracklist:
1.      Winter
2.      Mind Conception
3.      A Void To Void
4.      Coming Thick And Fast
5.      Heavy Thoughts
6.      Never Satisfied
7.      Money Talks
8.      Cradle To The Grave
9.      Love At War
10.  Victim Of Changes
11.  Mind Conception (early Judas Priest demo extract) (bónus track)

Line-up:
Al Atkins – vocais
Paul May – guitarras, baixo
Rob Allen – bateria

Convidados:
Ian Hill e John McCoy – baixo
Ralf Scheepers – vocais
Roy ‘Z’ Ramirez, Stu ‘Hammer’ Marshall, Chris Johnson, Tsuyoshi Ikedo - guitarras

INFO's: Leon Alvarado, John Wetton, Spirits Burning & Clearlight e Curved Air

The Future Left Behind
LEON ALVARADO
2016, Melodic Revolution Records
4.3/6
Ainda a respirar as boas receções que o trabalho de 2014, 2014, Music From An Expanded Universe, teve, Leon Alvarado apresenta já o seu mais recente disco intitulado The Future Left Behind. É mais um álbum conceptual que conta com a presença dos convidados Rick Wakeman e Billy Sherwood (Yes), Johnny Bruhn (Circa) e Steve Thamer. Aliás, a notada presença de Rick Wakeman é justificada pela influência que o ex-teclista dos Yes tem em Alvarado. De facto, Leon Alvarado já afirmou que as suas ideias de construir álbuns conceptuais de prog rock instrumental surgiram quando ouviu o álbum Journey To The Centre Of The Earth precisamente de Rick Wakeman. A novidade desta vez é a inclusão de vocais, não na sua forma tradicional mas em narrações. Steve Thamer, conceituado voice-over canadiano, com uma vasta experiência em filmes e animações foi a escolha adequada. The Future Left Behind envolve o ouvinte numa aventura épica com música, história e imagens o que lhe permite soltar a sua imaginação criando uma experiência personalizada.

The Official Bootleg Archive Vol. 1
JOHN WETTON
2016, Primary Purpose/Cherry Red Records
5.3/6
John Wetton é conhecido como baixista dos Asia, UK e da era vermelha dos King Crimson, apresentando, ainda, um vasto fundo de catálogo em nome próprio. The Official Bootleg Archive Vol. 1 junta três dos lançamentos anteriores de Wetton conhecidos como Official Bootlegs, que estavam descatalogados há cerca de 10 anos. Esta edição limitada apresenta, no total, seis CD’s totalmente remasterizados e com novo artwork plenamente aprovado pelo músico britânico. Esta caixa é já o sétimo lançamento da própria editora do músico, a Primary Purpose, com distribuição da Cherry Red Records e é composta pelos álbuns Live In Argentina 1996 - concerto realizado no Broadway Theatre em Buenos Aires, na Argentina, a 19 de outubro de 1996 (CD 1 e 2), com John Wetton acompanhado de Thomas Lang (bateria), Billy Liesegang (guitarras) e Martin Orford (teclados e vocais); Live In Osaka 1997 – concerto no Club Quattoro, em Osaka, Japão, a 2 de outubro de 1997 (CD 3 e 4) com Thomas Lang (bateria), Billy Liesegang (guitarras) e John Young (teclados e vocais) e Live At The Sun Plaza Tokyo 1999 – concerto no Sun Plaza, em Tóquio, Japão, a 5 de agosto de 1999 (CD 5 e 6) com Steve Christey (bateria e percussão), Dave Kilminster (guitarras e vocais) e Martin Orford (teclados e vocais). Em todos os casos a remasterização esteve a cargo de Mike Pietrini.

The Roadmap In Your Head
SPIRITS BURNING & CLEARLIGHT
2016, Gonzo Multimedia
3.9/6
The Roadmap In Your Head é o 13º álbum do coletivo de space rock Spirits Burning e o segundo a contar com o teclista Cyrille “Clearlight” Verdeaux. Este é um álbum com uma forte componente Gong, uma vez que aqui colaboram quatro músicos da Gong’s Radio Gnome Invisible Trilogy (Daevid Allen, Steve Hillage, Mike Howlett, Didier Malherbe) e quatro membros dos atuais Gong (Ian East, Fabio Golfetti, Dave Sturt, Kavus Torabi), num total de 35 colaborações diferentes. The Roadmap In Your Head é um disco com uma pluralista mistura de ambient, jazz e space rock com incursões por outros géneros musicais. De acordo com Don Falcone, mentor do projecto, este disco retrata uma viagem musical que começa num possível dia e termina no seguinte, tocando diferentes estilos e géneros, maioritariamente em formato instrumental, como aliás, já tinha acontecido com os anteriores trabalhos, The Roadmap In Your Head é, também uma homenagem a Daevid Allen, falecido o ano passado, que aqui colabora, cantando o tema final Roadmaps e tocando guitarra no mesmo tema e na faixa-título. The Roadmap To Your Heart está nas ruas desde o dia 4 de novembro numa edição Gonzo Multimedia.

The Curved Air Rarities Series Vol. 2 – Curved Space & Infinity
CURVED AIR
2016, Cherry Red Records
4.0/6
Curved Space & Infinity é o segundo volume da coleção The Curved Air Rarities Series da banda britânica Curved Air. Este segundo volume é composto por dois CD’s numa única embalagem contendo elevando o habitual prog rock do coletivo ao nível da música instrumental improvisada. Isso significa que Sonja Kristina, a emblemática vocalista da banda, não tem aqui qualquer participação, embora seja um disco com o seu total apoio. Curved Space, originalmente lançado como Francis Monkman's Jam agora adicionado de dois temas bónus, conta com os instrumentistas Francis Monkman (guitarras), Florian Pilkington-Miksa (bateria) e Rob Martin (baixo). Infinity são novas gravações efectuadas em 2016 e contam com as prestações de Florian Pilkington-Miksa (bateria), Kirby Gregory (guitarras) e Robert Norton (teclados).