quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Entrevista: Derdian

Com Limbo os Derdian mandaram às malvas as editoras e assumiram uma postura de total independência. Para além disso, tinham entre mãos um disco com um potencial enorme. Um ano volvido e os italianos estão de regresso. Novamente independentes, novamente poderosos, novamente híper-melódicos e super-técnicos. Mais uma vez Enrico Pistolese acedeu a levantar o véu sobre a nova proposta Human Reset. Uma conversa que passou por mais uma troca de baixista, por aliens, por Silvio Berlusconi e por muitos outos temas de interesse. Confiram.

Olá Enrico, tudo bem? Faz um ano que falámos pela última vez. O que fizeram durante este ano?
Olá, muito obrigado pela tua atenção. No último ano, andamos muito ocupados com a composição, arranjo e gravação de nosso último álbum Human Reset.

Novo álbum que já saiu há um par de meses. Como tem sido a sua receção?
Ficamos espantados ao perceber que as reações têm sido realmente fantááááásticas! Tivemos ótimas críticas e este álbum foi considerado o melhor dos Derdian, por isso estamos muito felizes e orgulhosos deste nosso novo trabalho.

Há uma grande notícia para este álbum: o regresso de Marco Banfi... e como falamos na última vez, mais uma mudança de baixista...
Sim, parece que não temos sorte com os baixistas, todos eles nos odeiam! Grrr, bastardos malditos! No entanto, sim, temos sido obrigados a mudar de baixista devido aos desentendimentos musicais habituais, mas, desta vez, não queríamos procurar e encontrar um novo baixista porque no metal há tantos que persistem em querer fazer muitas notas e não percebem que o baixista certo para a música dos Derdian é alguém capaz de fazer o essencial. Groove e poder! Mais nada. Marco Banfi é aquele que conhecemos ao longo da nossa carreira com estes requisitos e todos na banda sabíamos isso, portanto quando perdemos Luciano, pensamos: "vamos chamar o Cat (é o seu nome artístico), ele de certeza que nos vai ajudar!"

Também podemos notar algumas diferenças na linha musical. Mais forte, porém mais melódico. Como foi a concepção deste álbum?
Mais forte porque, como o passar dos anos, estamos cada vez mais pissed off! O próximo será certamente um álbum de thrash metal e vais ouvir o Ivan e eu a berrar todo o tempo numa versão “que se lixe o mundo”!!! GRRRAAAAAAURRRR!!!! Melódicos, porque no entanto, somos uma banda de metal sinfónico e não podemos dececionar os nossos adorados fãs mais antigos! No entanto, o esquema é sempre o mesmo, não pensamos na música que vamos fazer. Ela surge nas nossas mentes doentes e diz: "Olá, eu sou a nova música!!!"

E podemos ouvir, por vezes, o Ivan a cantar em notas mais baixas. E funciona muito bem! Isto é, definitivamente, vocês assumiram o risco da evolução?
Ficarias contente em ouvir um cantor que canta sempre em notas altas? Eu desligava o meu aparelho de som após a primeira música! Um bom cantor tem de ser versátil e tem que ser capaz de cantar alto, baixo, médio, médio-baixo, médio alto, médio-médio, alto-baixo, baixo-alto... argh argh ...... mpppfff argh! Brincadeiras à parte, um bom cantor deve interpretar o que ele canta como num teatro, portanto o que ouves não é um risco, é a normalidade!

E, deixa-me dizer-te, grandes solos como sempre. Qual a percentagem de planificação e improvisação que existe nos solos de teclado e guitarra?
100% de improvisação e isso porque o Marco Garau (Garry para os amigos) é muito talentoso e não precisa estudar nada. Dario Radaelli (... Dario Radaelli para os amigos...) é um idiota, porque ele não estuda nada, mas é um sortudo por isso tudo que ele toca é muito fixe, (exceto as suas guitarras ritmo que realmente não prestam! Por isso essa é a minha única função: tapar os buracos dele... ehm, por favor, não entenda mal!) Dario és um bastardo e um dia ainda te mato!

Falando de solos, como surge um pequeno excerto de Love Story no solo de Mafia?
Sinceramente não nos tínhamos apercebido, é a primeira vez que alguém refere isso. Há um excerto do Padrinho mas de Love Story, não sabíamos nada.

Liricamente abandonaram definitivamente as temáticas da fantasia para se concentrarem, mais uma vez, sobre assuntos reais, certo?
Sim, descobrimos que falar sobre assuntos atuais é porreiro e engraçado e também descobrimos que temos muitas coisas a dizer sobre o mundo e a vida e sobre a futura extinção da espécie humana, etc etc... É muito gratificante para estimular a nossa fantasia assistindo à realidade. Quando se escreve uma saga em que se usa a fantasia para estimular a fantasia é um processo diferente. No entanto, em Human Reset falamos sobre aliens, extinção humana, um suicídio no subsolo, um amigo desaparecido, o nosso antigo primeiro-ministro Silvio Berlusconi (em Mafia) e outras coisas mais. Como vês, neste momento, não há um tema geral, como em Limbo, mas deparamo-nos com um monte de problemas.

E qual o significado para um título como Human Reset? Será a solução para todos os problemas causados ​​pelo homem?
Ótima pergunta, muito obrigado, és um verdadeiro profissional! SIM!!!

Tenho alguma curiosidade em relação a duas canções: Mafia e Write Your Epitaph. Podes descrever o seu conceito?
Mafia é uma cena imaginária que representa um chefe no seu escritório instruindo os seus lacaios para espalhar o seu nome na cidade (da maneira mais dura também), a fim de o anunciar a ele e ao seu partido para as próximas eleições. A cena é imaginária, mas quando escrevi essa canção estava a pensar em Silvio Berlusconi, porque realmente isso aconteceu. No entanto, no final, o chefe percebe que os dois capangas são dois agentes do FBI infiltrados e mata-os. Em Write Your Epitaph, os alienígenas vêm falar com os homens antes da sua invasão e dizem-lhes que o seu domínio acabou e que eles não merecem viver num planeta tão belo. Por isso os humanos irão morrer para dar lugar a uma raça mais merecedora.

Segundo álbum sem editora e está hora de te interpelar sobre esta experiência. Na verdade, vocês não precisam de qualquer editora para fazer dos Derdian um dos maiores nomes do metal atual?
Exatamente, as editoras de hoje não se preocupam com as bandas e só estão interessadas em fazer algum dinheiro com elas. Por isso, não escolhem as melhores e as que merecem ser realidades internacionais, mas escolhem muitas. Obviamente, assim, não são capazes de promover, anunciar e ajudar todos de forma adequada. Sem seleção, bandas em demasia e muitos álbuns produzidos, o mercado está saturado e arruinaram a cena musical para sempre. Com a internet, hoje em dia, uma banda não precisa de uma editora. Tem todas as ferramentas necessárias, a fim de aumentar a sua fama e alcançar os seus fãs. Pessoal, não vendam as vossas criações a alguém que não se preocupa com a vossa música nem com vocês!

Como são os Derdian ao vivo? Vocês fazem uma referência a que não usam nenhum backing tracks ao vivo...
É precisamente isso. Queremos que os nossos espetáculos ao vivo sejam o mais natural possível, não usando backing tracks. Assim, tudo que ouves é tocada ao vivo pela banda. Como resultado terás um som diferente do álbum, mas nós gostamos assim! Quem quiser ouvir o CD, vai para casa e coloca-o no seu aparelho de som. Ao vivo, tem que haver uma sensação e uma emoção diferentes com a banda, e a banda também tem que ter um sentimento diferente com os fãs.

Por falar nisso, algumas datas já agendadas?
Por enquanto ainda não. Estamos a trabalhar nisso.

Já têm algum vídeo deste álbum?
Estamos a trabalhar no vídeo de Write Your Epitaph que será lançado nos próximos meses.

Obrigado Henry, mais uma vez. Foi um prazer! Queres acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores ou para os vossos fãs?
Foste muito profissional com as tuas perguntas, e por isso tive a oportunidade de comunicar tudo o que eu achava importante. Muito obrigado, foi um prazer para mim também. No entanto, gostaria de agradecer a todos os teus leitores também, porque sei que às vezes sofro de verborreia e se tiveram a paciência para chegar ao fim, são heróis! Seguramente! Adeus pessoal! Adoramo-vos!

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Review: TCLB Live (The Captain Legendary Band)

TCLB Live (The Captain Legendary Band)
(2014, Independente)
(5.6/6)

Com as raízes bem cimentadas no country, os The Captain Legendary Band são um coletivo oriundo de Baton Rouge, LA, que cruza os melhores contornos do rock, do blues, do southern, do progressive folk. Em 2012 receberam o título de Live Band Of The Year atribuído pela Academy Of Texas Music. O grupo viu, finalmente, reconhecida, a sua energia colocada em cada atuação e como resultado surge este duplo álbum TCLB Live, que sucede ao altamente aclamado Smoking Barrel. Este álbum ao vivo permitiu, ainda, aos TCLB serem nomeados para os prémios The Academy Of Texas Music nas categorias de Vocal Group Of The Year e Album Of The Year. O que falamos aqui é de um honesto southern rock pincelado de country e blues, num disco dividido em duas partes: uma acústica e outra elétrica. O primeiro, o acústico, apresenta 13 temas despidos de artificialismos ressalvando a qualidade intrínseca das canções e dos seus executantes. Este disco mostra o porquê do prémio de melhor banda ao vivo em virtude da atitude muito interativa com o público. Nesses treze temas, dois são completamente novos (Writting On The Wall e Gypsy Eyes) e os restantes passam em revista a carreira da banda com um apoteótico final na forma de Lost In A Song. O resultado é sensacional, com o disco a apresentar uma vibe só comparável ao mítico Five Man Acoustical Jam, dos Tesla. Para o segundo CD, liga-se a corrente, mas o DNA mantêm-se inalterado. Algures entre uns Creedence Clearwater Revival e uns mais atuais Slam & Howie And The Reserve Men, a banda vai desfilando um conjunto de temas rockeiros com sabores a deserto e saloon. Menos interativos com o público, os TCLB vão apresentando o seu rol de grandes canções. Momento alto em Where Did I Go Wrong onde o coletivo de Charlie hager entra, sem aviso, pelo Time dos Pink Floyd para depois regressar ao seu tema. Sensacional! A banda andará no final do ano em tournée pela Europa. Se tiveram oportunidade não os percam. Nós por cá ficamos à espera de um novo registo de originais.

Tracklist:
CD 1 – Acoustic Side
1.      Cold TX Night
2.      Back 2 Home
3.      Leaving LA In The Broad Daylight
4.      Kemah Bay
5.      Train Song
6.      Writing On The Wall
7.      Heartbroke Bank Robbery
8.      Put Me In My Place
9.      LA Moonshine
10.  Gypsy Eyes
11.  P & WT
12.  Standing On The Rock
13.  Lost In A Song

CD 2 – Electric Side
1.      Brothers
2.      NE TX Women
3.      Lifetime
4.      Brianna
5.      Where Did I Go Wrong
6.      Flyin’
7.      I Can’t Change
8.      Honey
9.      Harry The Beast Stomp
10.  Down
11.  The Captain
12.  Cocaine Afternoon
13.  Moonshiner’s Prayer
14.  Smoking Barrel

Line-up:
Charlie Hager – vocais, guitarras acústicas e elétricas
Aaron Bancroft – guitarras acústicas e elétricas
Jeff Hager – baixo
Matt Groll – bateria

Convidado:
Billy Jo High – pedal steel, guitarras, bandolim

Internet:

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Vídeo dos Vespers Nine

É com bastante excitação que os Vespers Nine, banda da Florida, apresentam o seu trabalho de estreia intitulado True Story a 27 de setembro. O quinteto nasceu em finais de 2012 e pratica um rock versátil e enérgico com influências de nomes como Foreigner, Journey, Queen, Beatles, Van Halen Styx, Rush, Metallica e Boston. É constituído por John Simon (vocais), James Martinez (guitarras), Jesse Rivas (guitarras), Gricel Julie Dosal (baixo) e George Dosal (bateria). O álbum True Story foi gravado nos After Hours Recording Studios em Miami com o produtor Hal Batt. De acordo com o baixista Gricel Julie Dosal, este álbum não apresenta qualquer conceito, apenas o desejo de cinco músicos se expressarem livremente. Um registo que surgiu de forma muito natural, assente num trabalho colaborativo de elementos com gostos musicais semelhantes. Ainda segundo Gricel Dosal, cada canção representa uma história que reflecte o crescimento e evolução da banda. Juntamente com o álbum, os Vespers Nine gravaram o videoclip do tema Forever Yours que é, nada mais, que uma história de amor e esperança. O vídeo pode ser visualizado, em estreia para Portugal, aqui. A banda está, entretanto, a escrever novo material para poder apresentar ao vivo nos concertos de suporte a este lançamento. A 27 de setembro a festa de apresentação de True Story contará com a presença de Jack Russel dos Great White, bem como de alguns nomes surpresa!

domingo, 14 de Setembro de 2014

Flash-Review: Crawling Out Of Hell (Fallen Angel)


Álbum: Crawling Out Of Hell
Artista: Fallen Angel
Ano: 2014
Origem: EUA
Género: Power/Thrash Metal
Classificação: 3.7/6
Pontos Fortes: Harmonias ao nível das guitarras, dinâmicas na bateria
Highlights: Sinner’s Vengeance, Blood On My Soul, Dark Lord
Para fãs de: Iced Earth, Savatage, Cage

Tracklist:
1. Crash To Oblivion
2. Sinner's Vengeance
3. March Into Hell  
4. Blood On My Soul
5. The Grinding Wheels Of War Frankie
6. The Reapers Shall Gather
7. Arrival
8. Dark Lord
9. Darkness
10. The One Who Walks Alone
11. The Answer
12. Respiration Desperation
13. The Neutral Zone
14. Life Or Death
15. On And On
16. Ashes To Ashes
17.  Leaving It All Behind
18. Watching
19. Sad Wings
 20. Grant Me Peace

Line-up:
Steve Seniuk – vocais
John Cruppe – guitarras, teclados
Robb Lotta – guitarras
Joe Surace – baixo
Frankie Quaggs - bateria

Notícias da semana

Depois de em 2013, terem abalado o panorama musical português com o seu rock encorpado, os The Quartet of Woah estão de regresso com um novo single. Backwardsfirstliners é o tema que surge como o remate perfeito para o muito aclamado álbum de estreia Ultrabomb, o mesmo que foi considerado como um dos melhores do ano pela crítica e que mostrou que o público português há muito que estava preparado para guitarras bem ligadas e batidas mais que assertivas. Com o regresso a estúdio marcado para Novembro próximo, os The Quartet of Woah estão apostados em dar início a um novo ciclo enquanto vão continuando com as muitas apresentações ao vivo.





Os Viathyn uniram-se à Bravewords para a estreia do vídeo The Coachman. Este tema faz parte do álbum Cynosure a ser lançado a 7 de outubro.





A Esoteric Recordings continua a sua série de reedições dos trabalhos de Bill Nelson do período compreendido entre 1971 e 2001. A mais recente proposta chama-se After The Satellite Sings e estará nas ruas a 29 de setembro. Este álbum foi, originalmente, gravado em 28 dias nos Fairview Studios em East Yorkshire no ano de 1995.




A lendária banda britânica de Heavy Metal, Satan, que o ano passado regressou aos originais com Life Sentence, tem pronto o seu primeiro álbum ao vivo, também ele lançado pela Listenable Records. O trabalho foi gravado durante a tournée americana de suporte a Life Sentence.





Quem se estreia para Rocktopia Records são os britânicos In Faith. O álbum traz como título genérico There’s A Storm Coming e sai a 24 de outubro. Para já entretenham-se com o vídeo de Does It Feel Like Love.





O álbum dos rocker britânicos Skyscraper chama-se Elevation e já está nas ruas desde o dia 8 deste mês via Ghost Dancer Music/Cargo Records. O vídeo para o tema Monday Morning também já está disponível.




O que têm Frank Gambale, Chuck Loeb, Hal Lindes, Brian Tarquin e Denny Jiosa em comum? São guitarristas. E estão todos juntos no projeto Smooth Jazz Cafe, a ser lançado pela Cleopatra Records a 30 deste mês. Um disco no qual todas as composições estão a cargo de Brian Tarquin. No tema On The Brick recaiu a escolha para primeiro vídeo. 





Os Legacy Of Cynthia lançaram recentemente o vídeo para o tema The End Of Days, retirado do seu trabalho de estreia Renaissance.

sábado, 13 de Setembro de 2014

Review: Human Reset (Derdian)

Human Reset (Derdian)
(2014, Independente)
(5.9/6)

Depois de três álbuns conceptuais para editoras como a Steelheart ou Magna Carta os Derdian mudaram a sua política e lançaram, no ano passado Limbo em formato independente e sem nenhum conceito subjacente. A aposta correu bem, Limbo recebeu excelentes críticas e a filosofia era de manter. Como aconteceu. Um ano volvido, novo trabalho, seguindo a mesma lógica e com mais uma alteração no posto de baixista com o regresso de Marco Banfi. Human Reset tem tudo o que fez dos Derdian uma das melhores propostas europeias do heavy/power metal melódico e progressivo. Tem tudo mas, ainda assim, consegue dar um passo em frente. Tem power – mas mesmo muito power! É melódico – são deliciosas as linhas melódicas quer ao nível do solo vocals, como dos coros, como nos solos. São melodias que viciam e se colam rapidamente na nossa memória! O instrumental é assombroso – coletivamente com arrebatadores arranjos e individualmente com empolgantes solos de guitarra/teclas. A criatividade atinge níveis de excelência – o que se repercute em inimagináveis alterações rítmicas. O resultado é um poderoso, tecnicamente evoluído, melodicamente inteligente e complexo mas perfeitamente compreensível e audível cruzamento de power metal, heavy metal e progressivo. Ao qual se adicionam elementos de barroco e classicismo. Simplesmente brilhante com verdadeiros pormenores de mestria e detalhes de pura magia. Estando ainda próximos dos seus compatriotas Rhapsody Of Fire, em Human Reset verifica-se um gradual afastamento noutras direções como Dream Theater, por exemplo. Cruza-se assim o Power Metal Melódico e o progressivo,  e o que passamos a ouvir desde então são verdadeiramente inimagináveis texturas de piano e teclas, mirabolantes guitarras e uma secção rítmica arrasadora. Poderíamos dedicar algum tempo a analisar todos detalhes macro e micro que fazem parte deste disco e contribuem para um dos melhores lançamentos do ano. Parece-nos desnecessário alongarmo-nos muito mais. Simplesmente um conselho: obrigatoriamente adquiram Human Reset, desfrutem tudo o que o heavy metal tem de melhor e descubram por vocês próprios o que os Derdian são capazes de construir.

Tracklist:
1.      Eclipse
2.      Human Reset
3.      In Everything
4.      Mafia
5.      These Rails With Bleed
6.      Absolute Power
7.      Write Your Epitaph
8.      Music Is Life
9.      Gods Don’t Give A Damn
10.  After The Storm
11.  Alone
12.  Delirium
13.  My Life Back

Line-up:
Enrico Pistolese – guitarras
Marco Garau – teclados
Ivan Giannini – vocais
Dario Radaelli – guitarra solo
Salvatore Giordano – bateria
Marco Banfi – baixo

Internet: