quarta-feira, 29 de junho de 2016

Entrevista: Crimson Fire

 
Apresentamos-vos os Crimson Fire! Originalmente formados em 2004 este coletivo grego recupera de forma brilhante toda a paixão e glória do heavy metal dos anos 80. O seu segundo disco, primeiro para a cipriota Pitch Black Records, Fireborn, é um portento dentro do seu género. O quarteto helénico juntou-se para nos falar do seu trajeto e do orgulho neste novo e brilhante disco.

Viva pessoal! Obrigado pela disponibilidade! Mais de uma década no metal, mas Fireborn apenas é o vosso segundo lançamento. Que razões indicam para tão pequena produção?
Obrigado por nos entrevistares e pela review ao nosso disco. Para ser honesto, temos andado a atuar todo esse tempo para manter a banda ativa e não nos concentramos apenas na gravação. Achamos que tocar ao vivo é um aspeto muito importante da nossa música e de quem somos. Quando a altura chegou e todo o material estava no ponto, entramos em estúdio para gravar Fireborn. Deem-lhe uma escuta, não se irão dececionar.

Em todo o caso, talvez seja melhor fazer uma pequena apresentação da banda aos metalheads portugueses. Importas-te?
Nada, ficaria muito feliz! Os Crimson Fire foram criados no verão de 2004 por Jason "Al Becker", Stelios Koutelis e Johnny XT (John Britsas). Depois de terem completado o line-up no mesmo ano, entramos em estúdio em 2005 para gravar a nossa primeira - e agora rara - demo, que incluía três canções: Crimson Fire, Metal Is Back e The Prophet’s Gaze. Com esta demo gravada, conseguimos abertura para muitas bandas importantes da cena internacional e local de metal, (tais como Anvil, Uli Jon Roth, Demon, Brocas Helm, Elixir, Heir Apparent, Spitifire, Marauder etc.) e tocamos em cidades como Thessaloniki, Heraklion, Agrinion, Patras, Trikala e Komotini. Como ponto alto da nossa carreira, consideramos a nossa tournée com a banda canadiana Anvil, que passou por Thessaloniki, Megara e Komotini, bem como performances em Chipre no Power Of The Night Festivale e Mental Noise Festival em 2010 e 2011. Em 2010 lançámos o nosso primeiro longa-duração - agora esgotado intitulado Metal Is Back através da Iron Records, tendo recebido críticas positivas. Em 2012 lançámos um EP limitado a 300 cópias intitulado Fire In The Sky, contendo quatro faixas, duas das quais estão incluídas no nosso novo álbum, o segundo longa-duração, Fireborn lançado em 3 de junho de 2016 através da Pitch Black Records.
  
Precisamente, saltaram da Iron Records para a Pitch Black Records. Essa mudança afetou a vossa vida?
Bem, gostaríamos de dizer obrigado à Iron Records por acreditar em nós, lançar o nosso primeiro álbum e agenciar alguns espetáculos. Esse foi um primeiro passo para nós e a editora ajudou-nos bastante. Fizeram um bom trabalho em tudo o que resultou num álbum entretanto esgotado. A Pitch Black Records é uma editora relativamente nova, em crescimento e trabalhadora. Até agora têm apresentado excelentes capacidades de comunicação e profissionalismo. Pensamos que as suas caraterísticas combinam bem com a nossa mentalidade e filosofia, e foi por isso que escolhemos colaborar com eles. Fireborn é um grande álbum para nós, merece ser ouvido por todos os fãs de Heavy Metal. Pensamos que a Pitch Black Records vai promover o álbum e ajudar-nos a agenciar espectáculos mais importantes.

A banda teve diversas mudanças de line-up nos últimos anos. Qual é a atual composição dos Crimson Fire?
Sim, mudança é um termo com quem estamos familiarizados. Não é fácil ter uma boa química dentro da banda e conseguir gerir os interesses musicais de cada um. Às vezes funciona, outras vezes, não. Nesta altura, os Crimson Fire são: John Britsas (vocais), Stelios Koutelis (guitarra), George Kapo (guitarra), Kostas Exarhakos (bateria) e Nemo (baixo).
   
O nome do vosso primeiro álbum diz tudo: Metal Is Back! Sem dúvidas! Vocês cresceram a ouvir os ícones do metal dos anos 80?
Sim, totalmente! Adoramos os anos 80! Crescemos a ouvir tudo, desde Judas Priest, Helloween, Shock Paris e Riot! Na realidade gostamos muito dos Riot, no entanto, pensamos que é uma banda muito subestimada. É definitivamente uma das bandas com quem gostaríamos de ir em tournée!

Como já disseste, duas das canções deste disco já tinham sido lançadas no vosso primeiro EP. De que forma trabalharam essas músicas?
As músicas estavam prontas há muito tempo mas quisemos mantê-las em segredo. Decidimos que seria bom tê-las lançado no EP Fire In The Sky (juntamente com uma cover de Stryper) que teve uma produção totalmente diferente de Fireborn e deixar os fãs decidirem qual a versão que mais gostam. As faixas que aparecem no EP são diferentes em termos de ambiente. Pensamos nelas como aperitivos musicais, uma ótima maneira de experimentar um novo álbum antes de ser lançado. É uma boa oportunidade para as ouvir e ver como a produção pode afetar a atmosfera dos álbuns.

Como é/foi o vosso processo de composição?
Geralmente alguém, Stelios (guitarra) ou Johnny B (voz), surge com uma ideia ou um riff que tem e nós vamos adicionando coisas e expandindo-o durante os ensaios. Depois disso, adicionamos as letras e damos uns retoques antes de a gravar. Em Fireborn as ideias surgiram de todos os lados! Nemo (baixo), por exemplo, escreveu a Hunter, uma canção impressionante com riffs pesados ​​e solos gritantes. As ideias de Kostas foram fundamentais na criação dos temas de bateria. John Manopoulos (ex-guitarrista) teve uma contribuição significativa e agradecemos-lhe por isso! O nosso bom amigo Dinos deu-nos a honra de contribuir também com algumas letras!

Já agora, em termos líricos quais são os principais temas abordados?
Geralmente concentramo-nos em questões como perseguir os teus sonhos. Também temos algumas temáticas épicas nas nossas letras (sabes como é, Metal sem guerreiros e coisas do género, não é Metal!). No nosso novo álbum, Fireborn, optamos por nos reinventar a nós próprios. A ideia do processo circular da vida é representada pela criatura mítica Phoenix e através de seu prisma olhamos para diferentes aspetos deste processo interminável, seja juventude, amor, vingança, luta pessoal, política, novos começos, bem como finais, etc. Ele simboliza o poder do homem para enfrentar e superar qualquer tipo de dificuldade para emergir ainda mais forte.

O que têm previsto para promover este álbum nos próximos tempos?
Tivemos uma festa de lançamento na semana passada com muita diversão! Ouvimos todo o álbum com os nossos fãs e amigos e enchemos o sistema de som com metal puro! Iremos tocar o nosso primeiro concerto a 1 de julho em Atenas e depois de agosto estamos a planear uma tour grega para Fireborn. Uma performance ao vivo no Chipre também está a ser planeada. Finalmente, temos tido algumas ofertas para tocar no estrangeiro (Polónia principalmente) e estamos a estudar como poderemos fazer isso. Portanto, se quiserem os Crimson Fire a tocar ao vivo no vosso país, digam-nos algo através do Facebook ou e-mail!

Mais uma vez, obrigado por este momento!
Foi um prazer! Obrigado a vocês por nos receberem e terem feito a review a Fireborn. Mantenham a chama viva!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Revew: Moonlight (Edu Falaschi)

Moonlight (Edu Falaschi)
(2016, Test Your Metal Records)
(5.7/6)

Edu Falaschi, vocalista e compositor bem conhecido pelo seu trajeto nos Angra e Almah, com dezasseis álbuns lançados mundialmente, disco de ouro no Brasil e mais de um milhão de discos vendidos, atinge os 25 anos de carreira. E que bela maneira o brasileiro arranjou para celebrar essa data - o lançamento de Moonlight, primeiro disco assinado com o seu próprio nome. São nove temas clássicos dos seus tempos dos Angra e Almah, com novos arranjos para voz, com acompanhamento de piano, guitarra acústica e cordas. O resultado são completamente inesperadas versões desses temas que conhecemos bem do power metal – versões que levam os temas para campos da música de câmara, para o clássico, para o jazz brasileiro e para a MPB. Sem dúvida uma bela e bem diferente forma de apreciarmos esses temas, vistos sob um prisma completamente diferente. Em Moonlight há beleza, sensualidade e musicalidade. Que resulta de muito trabalho, criatividade e talento!

Tracklist:
1.      Nova Era
2.      Bleeding Heart
3.      Arising Thunder
4.      Rebirth
5.      Breathe
6.      Angels And Demons
7.      Spread Your Fire
8.      Wishing Well
9.      Heroes Of Sand

Line-Up:
Edu Falaschi – vocais e guitarra acústica
Tiago Mineiro – piano

Convidados:
Adriano Machado – violino
João Frederico Sciotti – saxofone e flauta
Sandami – percussões

Internet:
Website    
Facebook   
Youtube   

Edição: Test Your MetalRecords      

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Entrevista: Marauder

Mantendo um ritmo certo de um álbum a cada quatro anos, os gregos Marauder mantém-se firmes como uma das bandas de referência no seu país e chegam ao disco número seis intitulado Bullethead, mais um manifesto de puro e clássico heavy metal. Theodore Paralis, baixista do coletivo, falou-nos deste novo álbum e das peripécias vividas pelos Marauder nos últimos tempos.

Olá Thodoris! Obrigado pela entrevista! Quatro anos em silêncio, mas a espera valeu bem a pena – um grande regresso. Devem sentir-se orgulhosos...
Obrigado! Estou feliz por teres gostado! Estamos muito satisfeitos com o resultado e como dizes, isso faz-nos sentir orgulhosos.

Afinal nada de estranho para vocês, porque vão mantendo esse intervalo de quatro anos entre cada lançamento...
Isso agora é uma coisa que muitos têm notado e nos têm perguntado!! Ok, não é coincidência. Acreditamos que um álbum deve levar o seu tempo e se pensares bem, leva 1-2 anos para a sua promoção e para as pessoas entrarem em contacto com as novas canções; talvez um ano ou mais para concluir a composição e gravação e alguns meses para a editora o lançar. Se fizeres bem as contas...

Têm um novo vocalista que se estreia neste disco. Como foi a sua adaptação à banda?
Ele já não é membro da banda por isso acho que não foi assim tão boa. Mas este facto não tem nada a ver com a sua contribuição para o álbum, é bom referir. Ele fez um ótimo trabalho.

Esse facto fez-vos mudar alguma coisa no processo de trabalho?
Sim, mudamos um pouco o processo de trabalho. Tentamos fazê-lo entender a maneira que queríamos que as músicas fossem cantadas e fazer com que ele adquirisse o feeling certo. Nick conseguiu-o muito bem.

Então, como analisas este álbum em comparação com os vossos trabalhos anteriores? Diz-se que é o mais épico poderoso até à data. É verdade?
Definitivamente é o mais poderoso, mas não o mais épico. Os álbuns Elegy Of Blood e 1821 tiveram conceitos mais épicos/guerra, ao passo que Bullethead tem apenas 3-4 canções épicas. Bullethead é ​​mais agressivo e groovy com refrães cantaroláveis que vão ficar na tua mente! Além disso, tem o melhor trabalho de guitarra até agora. Tentamos compor os solos de uma forma muito mais melódica e técnica do que antes.

Vocês são um estranho caso de longevidade no vosso país. O que vos faz manterem-se firmes a lutar pelo metal? De onde vem a inspiração?
A nossa inspiração vem da própria música. Somos um grupo de pessoas que toca a música que ama. Acreditamos que o metal pode dar-te a força interior para lutar, para ires em frente com a tua vida e seres tu próprio.

Têm algum vídeo filmado a partir deste álbum?
Nada ainda. Talvez num futuro próximo.

O que têm planeado para promover este álbum nos próximos tempos?
Espetáculos ao vivo.

Muito obrigado, mais uma vez! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado pela entrevista! Classics Never Die!!!

domingo, 26 de junho de 2016

Flash-Review: Tudo Ainda é Pouco (KKBB)

Álbum: Tudo Ainda É Pouco
Artista: KKBB   
Editora:  Independente
Ano: 2016
Origem:  Portugal
Género:  Pop/Rock
Classificação: 4.7/6
Breve descrição: Som fresco e refrescante a variar entre o pop e o rock, com tempo para incursões por linhas rítmicas de hip hop é o que nos propõe este jovem coletivo nacional. Melodias simples e diretas, assentes na sensualidade pop e arranjos vocais bem trabalhados a apelar à loucura apaixonada da adolescência. Falta algum arrojo para levar algumas boas ideias um pouco mais além.
Highlights: Eu Não Vou Esquecer, Fazes-me Sofrer, Cara ou Coroa, Tudo Ainda é Pouco
Para fãs de: Dama, Agir, Anjos, Miguel Gameiro

Tracklist:
1.      Fazes-me Sofrer
2.      Eu Não Vou Esquecer
3.      Brave
4.      Cara ou Coroa
5.      Tudo Ainda É Pouco
6.      Corpo e Mente
7.      Lost In You
8.      Tudo se Perdeu
9.      Musa Carnal
10.  À Espera de te Encontrar

Line-up:
Diogo Amorim – vocais e guitarra
João Cravo – bateria
Pedro Noé – piano e sintetizadores
Pedro Santos – baixo
Filipe Patrício – guitarra e vocais

Flash-Review: Pandora (Celestial Ruin)

Álbum: Pandora
Artista: Celestial Ruin   
Editora:  Independente
Ano: 2016
Origem:  Canadá
Género:  Symphonic/Melodic Metal
Classificação: 5.3/6
Breve descrição: Obscuro mas simultaneamente belo, Pandora mostra-nos uns Celestial Ruin ao seu melhor nível. Cinco temas poderosos, criativos, sinfónicos, épicos e bombásticos numa perfeita e harmónica conjugação entre a força da secção rítmica, as ambiências e orquestrações dos teclados, as melodias das guitarras e a bela voz de Larissa Dawn.
Highlights: Nevermore, Sense Of Exile, No Quarter
Para fãs de: Evanescence, Nightwish, Within Temptation

Tracklist:
1. Murder of Crows
2. Sense of Exile
3. No Quarter
4. Nevermore
5. Firestorm

Line-up:
Larissa Dawn - vocais
Mike Dagenais - baixo
Eriz Crux - guitarras
Adam Todd - bateria
Ruben Wijga - teclados

Flash-Review: The Last Valley Of Jupiter (Bluesness)

Álbum: The Last Valley Of Jupiter
Artista: Bluesness   
Editora:  Independente
Ano: 2016
Origem:  Portugal
Género:  Blues Rock/Stoner Rock
Classificação: 5.5/6
Breve descrição: Ricardo Marques não para de nos surpreender. Agora mais um projeto com um EP de 4 temas bom forte base assente no blues. Algures entre um blues tradicional e algo mais contemporâneo, não fugindo ao fuzz rock dos anos 70. Um baixo grandioso e uma bateria cirúrgica e quase minimalista ajudam a guitarra limpa de Ricardo e a voz suave e segura de Sara a criar belíssimos ambientes exploratórios das potencialidades do blues.
Highlights: My Kind Of People, Dis-Connections, The Last Valley Of Jupiter
Para fãs de: BB King, Gary Moore, Pristine

Tracklist:
1.      My Kind Of People
2.      The Last Valley Of Jupiter
3.      Way Down
4.      Dis-Connections

Line-up:
Sara Jimmy - vocais
Ricardo Marques - guitarras
Vasco Pereira - baixo
Rúben Fernandes - bateria

sábado, 25 de junho de 2016

Notícias da semana

Com o lançamento de Battlefield – The Rocktopia Records Collection dos Ten a 17 de junho, a Rocktopia Records lançou, também, o vídeo para o tema Battlefield. Battlefield – The Rocktopia Records Collection inclui os álbuns Albion e Isla de Muerta e o EP The Dragon And Saint George na sua totalidade, bem como as faixas bónus que apareceram nas edições japonesas.


Os Cheers Leaders, formaram-se no início de 2015 e prontamente começaram a trabalhar em material, que originou  The Wizard SpellA banda é formada por, Gilberto Ferreira (baixo), Miguel Ferreira (bateria), Nelson Fontes (Voz) e Tiago Marques (Guitarra). Combinam diversos géneros musicais que contemplam o rock, o metal e o experimentalismo, fundindo-se num todo denso e corpulento. Black Rose Yard, tema gravado ao vivo no Rock Shop é o novo vídeo do grupo nacional.


Nascidos em Nova Iorque, os rockers Tempt lançaram a sua estreia no passado dia 17 de junho. Runaway, saiu via Rock Candy Records/Cargo Records e foi misturado pelo multi-plantinado Michael Wagener (Skid Row, Mötley Crüe, Dokken, Alice Cooper).




Lion & Queen é o nome do terceiro álbum dos Great Master, banda italiana de epic metal. Lion & Queen sucede a Underworld (2004) e Serenissima (2013) e foi produzido por Simone Mularoni. O vídeo do tema título já está disponível.



A Underground Symphony anunciou a ligação aos progers italianos Degrees Of Truth para o lançamento do seu álbum de estreia The Reins Of Life em setembro. O álbum incluirá 11 temas de ecléctico e sofisticado prog metal liderado pela fantástica voz de Claudia Nora Pezzato. Para já podem ir vendo o vídeo do tema TheWorld Beneath My Feet.


A banda de rock Americana Another Lost Year estreou o seu novo vídeo We All Die Alone, retirado do seu último trabalho Alien Architect. Este disco foi lançado recentemente pela Mirage M’hal Records/EMP/eOne nos Estados Unidos, prevendo-se a sua edição na Europa a 12 de agosto numa edição EMP/SPV.



Eric Gales, guitarrista de blues rock, tem incendiado a Sunset Strip no último ano com os seus concertos explosivos no lendário Viper Room. Temas como Block The Sun, The Open Road e os mais recentes incluídos no álbum Good For Sumthin’ aparecem agora numa edição em CD/DVD intitulada A Night On The Sunset Strip a ser lançada a 8 de julho via Cleopatra Blues. Um trailer pode ser visualizado aqui.




Os Fractal Cypher, em parceria com a New Noise Magazine, apresentam o seu segundo single retirado da estreia The Human Paradox. Trata-se do tema Lost.




Desolate Angels é a nova e mais ambiciosa faixa de Soundscapism Inc., um épico experimentalista de 10 minutos. O vídeo do tema será incluído na próxima Ethereal Sound Works video compilation. Para já podem ir vendo aqui.


Lo Sound Desert é um vídeo documentário sobre a cena californiana de desert rock, a mesma que deu origem a nomes como Kyuss, Fu Manchu, Queens Of The Stone Age e muitos mais. Este documentário será lançado a 1 de julho via Monoduo Films e mostra uma década de filmagens realizada spot Jörg Steineck (Truckfighters), sendo que as narrações estão a cargo de Josh Homme (Kyuss, Eagles of Death Metal, Queens of the Stone Age, Them Crooked Vultures), Brant Bjork (Kyuss, Fu Manchu), Mario Lalli (Fatso Jetson, Orquestra del Desierto, Ten East, The Perfect Rat) e outros de bandas como KyussQueens Of The Stone AgeYawning ManFatso JetsonMondo GeneratorDali’s LlamaHornssSlo BurnUnida e Fu Manchu. Um trailer pode ser visto aqui.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Entrevista: Wild Rose

As coisas têm corrido bem aos Wild Rose – um tema num filme, outro a atingir o número 1 do top e álbuns completamente esgotados. A entrarem na segunda década de existência, 4 marca também alguns regressos e uma mudança de editora. Foram estes os tópicos principais que abordamos com o teclista Dirty Haris

Olá Dirty, como vais? Novo álbum, nova editora, novos membros... tanta coisa nova nos Wild Rose para este novo disco… Como lidaram com essa situação?
Olá! Na verdade, estamos muito bem! Para começar com o álbum, acredito que 4 é o nosso melhor álbum até o momento. A Lion’s Pride é a nossa nova editora e assinamos com ela, graças à sua reputação crescente e, claro, ao nosso manager, Chris. A Steel Gallery faz a edição grega e a Avalon/Marquee Inc. a japonesa. Agora, os novos membros ...  bem, não são bem novos. George e John Bitzios estavam no line-up original da banda. Juntos gravámos o nosso primeiro álbum Half Past Midnight, lançado em 2011 e estamos mais do que satisfeitos em tê-los connosco novamente. Ficamos tristes de ver Phil sair depois de ter gravado 4 e depois de 10 anos da banda. Panos Barkoutsos é o nosso novo baixista e irás vê-lo em ação mais cedo do que pensas.

Mas, desde a última vez que conversamos em 2014, outra notícia relevante ocorreu na banda. A vossa música Through The Night entrou no número do top. Acredito que não seja esse o principal objetivo de uma banda, mas com certeza faz-vos sentir bem com essa distinção…
Faz, na verdade! Through the Night esteve três semanas consecutivas como número 1 do top do rock clássico, foi mais do que esperávamos e fez-nos sentir muito orgulhosos da nossa música. É isso que faz as bandas continuar! O reconhecimento é o principal pagamento do artista.

Em segundo lugar, a primeira prensagem do vosso primeiro álbum esgotou. Há ideias para uma reedição?
Bem, ele já esgotou há 3 anos. E na verdade, todos os três álbuns anteriores estão esgotados. No entanto, não gostaríamos de lançar uma segunda prensagem do álbum sem um par de novos recursos... Como faixas bónus perdidas ou... Uppss, agora fui longe demais. Não está nos nossos principais planos, mas também não está inteiramente fora de cogitação!

Finalmente uma música vossa incorporada na banda sonora de um filme. Boas notícias e uma espécie de sonho tornado realidade?
Como referiste! Too Late foi uma das primeiras músicas que escrevi em conjunto com Andy em 2006. Foi lançada pela primeira vez num promo CD single em 2007 e foi destaque no nosso álbum de estreia, Half Past Midnight. Assinamos um acordo com Nevermore Production Films LLC para a faixa Too Late e... cá estamos.

E, finalmente, chegamos a 4, naturalmente, o vosso quarto álbum. Com as mudanças de line-up referidas antes, houve mudanças no método de trabalho?
Os nossos métodos de trabalho estão sempre a mudar como resultado do progresso da banda. No entanto, George e John não são exatamente novos na banda, por isso, não tivemos que lhes apresentar os nossos métodos, apenas... uma atualização por parte deles! Tem sido ótimo trabalhar junto com eles novamente. Eles são brilhantes para este tipo de música! Panos juntou-se a nós depois das gravações, mas a linha base, que ele e Dimos criaram é incrível!

O que tentam atingir com este novo álbum tanto em questões musicais como líricas?
Como já mencionei antes, noutra entrevista, escrevemos sempre com o coração. As letras e as melodias vêm naturalmente para nós e se isso não acontecer, simplesmente não vamos compor mais qualquer música. Estou a querer dizer que não estamos a tentar alcançar nada específico. Esta é a nossa inspiração, embalada num novo álbum e espero que vocês gostem tanto quanto os anteriores.

Este álbum marca, ainda, o início de vossa segunda década de existência. Quais são os vossos principais objetivos para esta nova fase de existência?
Bem, eu não tinha pensado nisso desta maneira... Já conseguimos muito mais do que esperávamos quando começamos a banda, com apenas algumas ideias para canções. O nosso principal objetivo é a criação de mais shows e tentar tocar com mais regularidade e visitar mais países. Apesar de não inteiramente realista - uma vez que eu estou em Londres, George e John vivem na Alemanha e o resto dos membros estão na Grécia - acredito que com muito trabalho, boa comunicação e um bom planeamento pode ser feito.

Em breve irão embarcar numa tournée Mediterrânica. Onde irão tocar e o que poderão esperar os vossos fãs?
Já houve dois espetáculos na Grécia, a 17 e 18 de junho em Salónica e Atenas, respetivamente, que, para meu pesar, não pude participar devido à minha carga de trabalho em Londres. Em setembro, será a vez de visitar Plovdiv - Bulgária, e, depois de mais um espetáculo na Grécia, iremos para Milão - Itália e Zaragoza, Madrid e Barcelona - Espanha para terminar o tour. Os fãs podem esperar muitas músicas do nosso novo álbum 4, sem esquecer aquelas que mais gostam dos álbuns anteriores.

Muito obrigado Dirty!
Foi muito bom conversar contigo! Obrigado por terem aqui esta segunda vez!