terça-feira, 26 de maio de 2015

Review: Radio Silence (Exovex)

Radio Silence (Exovex)
(2015, Independente)
(5.4/6)

O título da segunda música deste trabalho diz tudo: Metamorph. De facto, os Exovex, novo projeto do multi-instrumentista Dale Simmons é uma clara demonstração de como é possível fazer música sempre em evolução e transformação constantes, como que sofrendo sucessivas metamorfoses. Frequentemente este conjunto de seis temas começa calmo, suave, em registo acústico ou com linhas de piano e evolui para autênticas cacofonias sonoras, com grandes desempenhos de todos os instrumentos, eletricidade ligada e longos solos de guitarra. Há três temas que, por serem os mais longos, acabam por se destacar mais no aspeto referido: Stolen Wings, Seeker’s Prayer e Daylight (Silent Key). No global são seis temas orientados para um rock progressivo/alternativo a variar entre melodias Pink Floyd, dinâmicas de bateria de uns Tool e a emotividade de uns Riverside. Ao qual devem ser associados pontuais assomos de poder, agressividade e peso. E se o álbum começa bem com Stolen Wings, acaba da melhor forma com uma sensacional Daylight (Silent Key) com um eterno solo de guitarra numa canção de grande musicalidade.

Tracklist:
1.      Stolen Wings
2.      Metamorph
3.      Seeker’s Prayer
4.      The Last Orbit
5.      Dead Reckoning
6.      Daylight (Silent Key)

Line-up:
Dale Simmons – vocais, guitarras, baixo, piano, teclados e sintetizadores
Keith Carlock – bateria em #1 e #2
Josh Freese – bateria em #3, #4, #5
Gavin Harrison – bateria em #6
Richard Barbieri – teclados e sintetizadores em #1
Nicole Neely – violoncelo, violino e viola

Internet:

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Entrevista: MarysCreek


Depois de sete anos de ausência, os heavy hard rockers MarysCreek estão de regresso com um novo EP, Incubic Twin, com cinco novos temas. Como sempre os suecos apresentam arranjos heavy rock, melodias catchy e a tradicional melancolia escandinava. Um EP que também serve como precursor de um novo longa duração que ainda deve surgir este ano, mais maduro, obscuro e pesado como nos confidenciou o guitarrista Peter Bergkvist.

Olá Peter! Obrigado pela tua disponibilidade. Passaram-se sete anos desde a vossa estreia. O que aconteceu que justifique este longo silêncio?
Olá! Muita coisa aconteceu nestes últimos sete anos. Após o lançamento de Some Kind Of Hate a editora decidiu encerrar as suas funções e fechar. Sem editora, sentimos que tínhamos de começar de novo, gravamos um álbum que nunca foi lançado porque nunca encontramos um rótulo adequado para trabalhar. Também tivemos algumas mudanças de formação ao longo dos anos, passando de um guitarrista para dois. Temos trabalhado constantemente para aperfeiçoar o nosso som dentro e fora do palco.

E agora é hora de recuperar o tempo perdido... Para já um EP de cinco músicas que tem recebido ótimas críticas. Naturalmente satisfeitos, mas estavam à espera de tal?
Estamos entusiasmados com todas as excelentes críticas que vamos recebendo. Não esperávamos, mas tínhamos algumas esperanças.

E também um longa duração em preparação. Será uma continuação natural deste EP?
Nós nunca deixamos de escrever canções, pelo que o processo de escrita para o nosso próximo álbum tenha vindo em progresso durante um longo período de tempo. E sim, será uma continuação a partir de onde Incybic Twin terminou.

Em que fase está esse novo álbum? Já há datas disponíveis para lançamento?
Está na fase de gravação. Jonas está a gravar as suas partes de guitarra e Mats está a gravar os vocais simultaneamente. Assim que tenhamos isso pronto vamos enviar nossa música para Stefan Glaumann (Rammstein, Within Temptation etc.) para misturar o álbum. Ainda não há nenhuma data definida.

Como descreverias a vossa evolução desde a estreia em 2007?
Evoluímos muito. Da formação original apenas estão Mats e Stefan e com três músicos novos és obrigado a evoluir. A nossa música tornou-se mais obscura e pesada. Ao longo destes sete anos temos encontrado novas fontes de inspiração e vemos a música de uma forma diferente do que fizemos quando gravamos Some Kind Of Hate.

Esta coleção de cinco músicas do EP são todas novas?
Sim.

E no longa duração serão também músicas novas?
O próximo álbum terá doze músicas. Onze delas são novas e uma é retirado do Incubic Twin mas é regravada.

Para além da gravação do novo álbum, o que têm previsto para os próximos tempos?
Agora o nosso foco é no novo álbum. Quando estiver pronto, esperamos começar uma tournée de apoio a esse álbum.

Muito obrigado. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Fiquem com os vossos olhos e ouvidos abertos para o novo álbum que vai ver a luz dentro de alguns meses... rock on!

domingo, 24 de maio de 2015

Notícias da semana


Os Herectic’s Dream assinaram com a Sliptrick Records para o lançamento do próximo álbum Floating State Of Mind previsto para o outono. As indicações apontam para uma mudança na sonoridade do coletivo italiano que se tornará mais progressivo, com múltiplas camadas vocais, ricos arranjos de guitarra e uma base bastante sódida. A banda disponibilizou recentemente o vídeo para o tema A New Season.



Quando se discute as lendárias bandas psicadélicas de garagem dos anos 60, há um nome que ocorre logo: The Chocolate Watchband. Precisamente, a Purple Pyramid/Cleopatra Records lança a 26 de maio o mais recente trabalho desta lendária banda, I’m Not Like Everybody Else, que reúne os seus maiores e mais populares êxitos, mas com novas gravações.




O novo álbum dos Degreed chama-se Dead But Not Forgotten e já tem data de lançamento agendada: 19 de junho via Sun Hill Production. O terceiro trabalho dos suecos é descrito como pesado e suave, obscuro e brilhante com tudo que existe no meio. O colectivo foi fundado em 2005 e conta com o vocalista Robin Ericsson, finalista do Ídolos versão sueca.




O segundo vídeo retirado de Stranded In Arcadia dos Mars Red Sky já está disponível para visualização. Trata-se do tema The Light Beyond. A banda francesa está quase a terminar a sua Soviet Attack Tour na América do Sul ao que se seguirá uma tour pela Europa, incluindo um set especial em Londres, no Desertscene Festival com os convidados especiais Eyehategod.



Os Eat The Gun lançam o seu próximo álbum, o seu quinto, ainda sem título definido, via Steamhammer/SPV em agosto.




Depois do lançamento de Key To Your Heart e Corrosion Of Society, o guitarrista e compositor Marc Vanderberg apresentou o terceiro tema retirado do EP The Four Elements. Trata-se de Storm, Thunder And Lightning. Por sua vez, o quarto tema que completa o EP – Devil May Care – foi estreado na metalradioexpress.com no passado dia 22. Todos este temas podem ser ouvidos no Reverbnation do músico britânico.



Dois nomes da Massacre Records acabam de disponibilizar vídeos. Os Gloryful apresentam Black Legacy, tema retirado do seu fantástico álbum Ocean Blade e os Messiah’s Kiss Buried Alive, retirado de Get Your Balls Out.




Csaba Zvekan dos Exorcism lançou um vídeo de tributo a Ronnie James Dio com a sua própria interpretação do clássico tema Heaven And Hell. Este tema será incluído no liveset dos Exorcism.



A mais antiga banda de power metal da Ucrânia está de regresso. Falamos dos W. Angel’s Conquest que apresenta o seu quinto álbum intitulado Taste Of Life. Mantendo a direção dos álbuns anteriores, os ucranianos continuam a apresentar elementos folk cruzados com passagens inesperadas e complexas, mas mantendo sempre a melodia e velocidade intactas. Um vídeo de apresentação já está disponível.



Os gigantes do hard rock britânico Ten já têm o seu novo álbum, Isla de Muerta, nas ruas desde o dia 20, mas também têm disponível um vídeo sample de 16 minutos com pequenos excertos das canções que compões este seu segundo trabalho para a Rocktopia Records. Este vídeo sample junta-se ao lyric video para o tema Tell Me What To Do recentemente publicado.


Um dos nomes mais respeitados da NWOBHM são as lendárias Girlschool que veem agora dois dos seus concertos, nunca antes lançados, serem disponibilizados mundialmente através da Deadline Music. Ambos os concertos apresentam as poderosas Girlschool com o seu clássico line-up - Kim McAuliffe (guitarra/vocais), Enid Williams (baixo), Denise Dufort (bateria) e a inimitável vocalista e guitarrista Kelly Johnson. Os dois concertos foram gravados em Londres, 1980 e Glasgow, 1982. O primeiro tendo por base o recentemente lançado álbum Demolition, agora considerado um clássico; o segundo centrado nos álbuns Hit And Run (1981) e Screaming Blue Murder (1982). As Girlschool ainda estão ativas com Jackie Chambers que substitui Kelly Johnson, andando atualmente em tournée pelos EUA ao que seguirá a Europa com os Motörhead e Saxon em novembro.

Review: Sobrenatural (Gazua)

Sobrenatural (Gazua)
(2015, Rastilho Records)
(5.6/6)

Um grupo independente atingir a marca de cinco álbuns num país como Portugal é notável, relevante e merece todo o respeito. Esse grupo chama-se Gazua, conhecido dos meandros rockeiros (punk e não só!) por apresentar trabalhos de grande qualidade. E por nunca estagnar, assinando álbuns sempre com algo de inovador, dando sempre um passo em frente. E desta vez, isso volta a suceder com Sobrenatural. Mas desta vez o passo foi mesmo gigante! Os Gazua arriscam entrar por campos até agora impensáveis. O punk mantém-se na atitude e nas palavras (raiva, fúria, grito, por exemplo, continuam a aparecer muitas vezes). Mesmo que com poesias cada vez mais elaboradas e profundas, aquele sentimento de injustiça, de indignação e de revolta continua presente mas apresentado de uma forma muito mais sofisticada. Musicalmente, depois de uma curta intro cheio de feedbacks surge Envolve-me, o primeiro tema que, claramente faz a ponte com o passado. Sim, porque os lisboetas evoluíram mas não cortaram de todo com o seu memorável passado. E este Envolve-me abre uma sequência de verdadeira magia com o tema título, soberbo, Montanha e Tempestade. Montanha revela-nos uns surpreendentes Gazua, como nunca os havíamos visto: uma linha de guitarra a fazer a segunda voz verdadeiramente soberba numa melodia que parece retirada dos grandes cantadores da nossa história – Zeca e Adriano! Já Tempestade é uma das faixas mais heavy de todo o disco. Chegamos a meio já deliciados, mas ainda há muito mais para ouvir e descobrir. Sangue Bravo introduz elementos folk, O Muro tem um espantoso trabalho de baixo condimentado com coros tribais; Mais Depressa tem uma curiosa relação entre a letra e a música com João a cantar “mais depressa… mais depressa” e a música a acelerar; A Unha e a Carne mostra o trio a abrir as portas a algum experimentalismo. Isto antes dos dois brutais temas finais: Oiço Vozes e Grito são mágicas. Do que melhor já se fez no que ao rock nacional diz respeito. Poderíamos referir as duas vozes na estrofe inicial de Oiço Vozes ou o trabalho de baixo e bateria de Grito, mas isso são apenas pormenores do que podem ouvir. Como se vê, Sobrenatural marca uma importante evolução na carreira dos Gazua e mostra-se o mais ambicioso trabalho da banda até agora, apresentando um conjunto diversificado de recursos (a utilização subtil de guitarra portuguesa será um dos mais importantes) enriquecedores da sua sonoridade. E o objetivo foi atingido com distinção. Sobrenatural é um sério candidato ao melhor disco do ano. 

Tracklist:
1.      Sinfonia
2.      Envolve-me
3.      Sobrenatural
4.      Montanha
5.      Tempestade
6.      Sangue Bravo
7.      O Muro
8.      Mais Depressa
9.      A Unha e a Carne
10.  Oiço Vozes
11.  Grito

Line-up:
João Corrosão – voz e guitarras
Paulinho – baixo
JP – bateria

Internet:

Edição: Rastilho Records 

Flash-Review: Hildegard (Hildegard)


Álbum: Hildegard
Artista: Hildegard
Editora: Independente
Ano: 2015
Origem: EUA
Género: Art Rock/Prog Rock/experimental jazz
Classificação: 4.5/6
Breve descrição: Hildegard é uma colaboração entre duas das mais importantes figuras da cena progressiva de New Orleans: a vocalista Sascha Masakowski e o guitarrista Cliff Hines. Juntos criaram um coletivo que desafia as definições fundindo prog rock, art-pop e jazz contemporâneo. Composições dinâmicas e complexas; vocais a criar melodias catchy, estruturas rítmicas e harmónicas luxuriantes juntamente com vocais frágeis e hipnotizadores, muitas passagens acústicas e inesperadas explosões de distorção incontrolada é o que se pode ouvir neste trabalho de estreia.
Highlights: Sally Brown, Karma, Cabin 72, Vanishing Hue
Para fãs de: Thom York, Mike Dillon Band, David Byrne, Talking Heads, Curved Air

Tracklist:
1.      A-Z
2.      Sally Brown
3.      Siren Song
4.      Karma
5.      Cabin 72
6.      Austria
7.      Isolation
8.      The Witness
9.      Quetzal
10.  Vanishing Hue

Line-up:
Cliff Hines – guitarras, baixo, vocais, sintetizadores
Sasha Masakowski – vocais, sintetizadores
Max Zemanovic – bateria, percussão
John Maestas – guitarras, sintetizadores
Max Moran – baixo
Andrew McGowan – piano, rhodes, órgão

Convidados:
Ciel Rouge – bateria programada em # 1
Joe Shirley – sintetizadores e bateria programada em #2, #5
Lulu Reeks, Emily Fredrickson, Stephen Lands – cordas em #2, #4, #6, #7
Oliver Bonie, Emily Fredrickson, Stephen Lands – sopros em #2, #7
Nicholas Solnick – percussão em #1, #3
Paul Thibodeaux – percussão em #7
Martin Masakowski – baixo acústico em #2, #4, #6, #7

INFO: Carl Verheyen lança disco acústico de versões

Já está no mercado, desde o dia 14 de fevereiro, o novo álbum do virtuoso da guitarra e ex-guitarrista dos Supertramp Carl Verheyen. Intitulado Alone, este é o segundo álbum acústico de Verheyen na sua longa carreira de mais de 40 anos. Uma carreira aclamada pelo seu trabalho como músico, vocalista, compositor e produtor com 13 álbuns e dois DVD lançados mundialmente. Carl Verheyen é vulgarmente visto como um virtuoso da guitarra capaz de tocar qualquer estilo com mestria e convicção. Pertence à elite de LA de músicos de sessão, tendo tocado em centenas de álbuns, bandas sonoras e programas televisivos. A música presente em Alone vem de uma grande diversidade de fontes. A maioria são versões de canções que Carl gosta, incluindo três temas escritos por John Lennon para os The Beatles, no meio do álbum, em jeito de uma mini-suite. Mas há mais: alguns temas de jazz, uma canção de Peter Gabriel, alguns originais, um tema de filme e uma variação sobre um tema do mago da guitarra acústica Pat Metheny. O objetivo de Carl Verheyen era simples: fazer versões desde que ele próprio pudesse acrescentar algo à canção. E muitos dos arranjos agora apresentados surgiram de improvisações em ensaios, após muitas horas sozinho apenas com uma guitarra acústica. Alguns são arranjos feitos há muitos anos, outros, como Goodbye Yellow Brick Road foi improvisada no momento.

Tracklist:
1. Last Train Home
2. Mercy Street
3. Darn That Dream
4. The Gentle Rain
5. Good Morning Judge
6. All You Need Is Love
7. Norwegian Wood
8. In My Life
9. Nordenham
10. Wheels
11. Going Home – Theme From Local Hero
12. Last Days Of Autumn
13. Goodbye Yellow Brick Road
14. Over The Rainbow


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Entrevista: Artigo 21

Em apenas dois anos os Artigo 21 cresceram de tal forma que o seu homónimo primeiro álbum lançado pela Infected Records mostra todos os argumentos que devem estar presentes em qualquer grande disco de punk rock: melodia, agressividade, velocidade, honestidade e letras inteligentes. No total, são 12 temas capazes de agarrar qualquer tipo de ouvinte. Falamos com Xico (guitarrista) que nos apresentou este novo e emergente coletivo lisboeta.

Olá! Obrigado pela disponibilidade. Qual é o articulado do Artigo 21?
Olá! O articulado do Artigo 21 consagra o direito constitucional à resistência, referindo que “Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.”

Pouco mais de dois anos de existência – como foram vivenciados?
É verdade. Tem sido um percurso natural para nós que gostamos disto. A música vai surgindo e a resposta tem sido positiva. Aproveitamos para tocar o máximo que conseguimos, mostrar o nosso trabalho e limar bem as músicas para a gravação do álbum. 

E já o primeiro longa duração. Como decorreram os trabalhos de criação e gravação?
A composição é o fruto de todas as nossas cabeças, um puxa pelo outro. Alguém traz uma ideia, uma melodia ou uma letra e depois vai-se construindo. Umas vezes flui bem, outras com muita discussão à mistura... faz parte. A gravação, tendo sido a primeira para maior parte de nós foi um desafio, mas correu tudo bem. O Miguel (produtor) foi paciente e foi um processo divertido.

Quais são as vossas principais influências?
As nossas influências são bastante variadas, desde o punk rock ao metal, ao hardcore. Até temos quem oiça jazz na banda. Em termos de bandas, posso citar algumas como Bad Religion, Pennywise, Offspring, Tara Perdida, Censurados,  Pantera, Biohazard, etc.

Quais as principais mensagens que querem transmitir com este disco?
No disco abordamos vários temas, alguns mais pessoais que outros. Acho que a genuinidade é a mensagem que pretendemos transmitir, e tentamos cumpri-la ao mais alto nível.

Para além da mensagem vocês apresentam uma interessante mistura entre velocidade e melodia. Fazem questão nestes dois aspetos?
Essa mistura acaba por ser fruto das nossas variadas influências. Queremos uma sonoridade melodiosa, mas que tenha ao mesmo tempo energia e poder. Tentamos também criar o ambiente que se identifique com cada música.

E o português é a vossa prioridade para fazer passar essa mensagem?
É uma prioridade, sim. Acreditamos que a música também soa muito bem no nosso Português.

De que forma chegaram à Infected Records?
Através dos concertos conhecemos o João e ele ficou a conhecer o nosso trabalho. Quando terminámos a gravação do disco, o João gostou muito do resultado e juntámo-nos à família.

Sei que tiveram uma sala cheia na apresentação do disco. Foi uma festa em grande?
Foi uma grande festa sim, superou sem dúvida as nossas expetativas. Boa música, boas bandas e um espírito brutal. Não podíamos ter tido uma recompensa maior ao nosso trabalho e temos que agradecer a todo o pessoal que apareceu para fazer a festa.

E a seguir vêm uma série de datas…
Sim, vamos andar pelo país fora a promover o álbum. Podem passar pela página do facebook para ver as datas, e fazer-nos uma visita.

Quanto ao futuro – até onde pensam chegar com os Artigo 21?
Quanto ao futuro, é continuar a tocar, dar concertos e fazer música da melhor forma que sabemos. O resto fica em aberto.

A terminar – querem deixar alguma mensagem?
Apoiem a música feita em Portugal. Temos excelentes bandas, excelentes músicos e excelentes salas. Com o apoio do público é mais fácil continuarmos a lutar pela arte em que acreditamos. Até breve!