Escape Music

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sábado, 20 de dezembro de 2014

Review: Albion (Ten)

Albion (Ten)
(2014, Rocktopia Records/Cargo Records)
(5.9/6)

Desde há muito que Ten é sinónimo de inegável classe no campo do hard rock melódico. Depois de vários anos na editora mais emblemática do género, a Frontiers Records, Gary Hughes e seus companheiros deram um passo em frente e assinaram por dois álbuns com a Rocktopia. O primeiro desses discos está aí, chama-se Albion e ainda vem a tempo de ser incluído em muitas listas dos melhores do ano. Porque, de facto, Albion é um disco sensacional! A forma como os Ten juntam a costela hard rock britânica (bem conhecida por estar na origem de alguns seminais álbuns ao longo da sua história) com elementos celta/folk numa linha Falconer é brilhante. Mas para essa mistura resultar é preciso que as canções tenham sumo, sejam precisas nos arranjos, apresentem argumentos de eleição, possuam emotividade, criatividade e beleza. Escusado dizer que os dez temas de Albion, a começar em Alone In The Dark - soberba melodia, sensacionais coros e um trabalho de guitarra simplesmente de arrepiar (atentem só nos pormenores no solo e deliciem-se!) - e a terminar em Wild Horses, tem tudo o que foi referido. Mas tem mais: tem um vocalista com um desempenho que chega a arrepiar (isso acontece principalmente numa indescritível balada – uma das melhores baladas que já ouvimos – Gioco D’Amore); tem coros de uma classe inimaginável (citamos só como exemplo o inicio à capela de Albion Born); tem refrães de uma beleza rara – por exemplo é espetacular o de Die For Me e, claro, tem linhas melódicas e arranjos a roçar a perfeição. Albion imbui-se de um espirito celta mas tem tempo, também, para navegar pelo mar alto na companhia de piratas; introduz pormenores de pura magia; cria canções que dão prazer ouvir. Porque, no fundo, é disso que se trata: os Ten apresentam um disco com tal beleza, intensidade e qualidade que transmitem uma sensação de prazer e bem-estar ao ouvi-lo. De tal forma que nem nos apercebemos que estamos a ouvir um disco com quase uma hora de duração! Simplesmente obrigatório em todas as vossas playlists!

Tracklist:
1. Alone In The Dark Tonight
2. Battlefield
3. It’s Alive
4. Albion Born
5. Sometimes Love Takes The Long
6. A Smuggler’s Tale
7. It Ends This Day
8. Die For Me 
9. Gioco D’Amore 
10. Wild Horses

Line-up:
Gary Hughes – vocais, guitarras, programações
Dann Rosingana – guitarras
Steve Grocott – guitarras 
John Halliwell – guitarras
Steve Mckenna – baixo
Darrel Treece-Birch – teclados
Max Yates – bateria e percussão

Internet:

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Entrevista: Neracruz


O conceito Neracruz nasceu em 1995 em Londres com uma ideia em mente: uma mistura bilingue e bicultural, com elementos italianos e ingleses e temas cantados nas duas línguas. O primeiro resultado, em termos de álbuns, apenas surgiu este ano, ficando bem patente a diversidade estilística e cultural do projeto. O guitarrista Kevin Fisher foi o porta-voz da banda nesta entrevista.

Olá Kev! Obrigado pela tua disponibilidade para Via Nocturna e parabéns pelo vosso excelente álbum Neracruz.
Olá Via Nocturna e obrigado pela oportunidade de falar com os teus leitores. Sou o Kev e toco guitarra nos Neracruz.

Como nasceu este projeto?
A banda foi formada num estúdio de ensaios em Londres, em 1995, depois de um encontro casual entre Raff e Steve. A formação atual é composta por cinco membros: Raff (Vocais), Kev (guitarra), Marco (Teclados) e Luca (bateria).

Ter nascido Londres, foi estratégico ou apenas uma coincidência?
Puramente coincidência. Raff viveu lá muitos anos e tinha a ideia de incorporar um pouco da sua cultura italiana na cena britânica de Goth Rock. Depois de um encontro casual com o músico Steve, muita cerveja e algumas jam sessions, nasceu, finalmente o conceito Neracruz.

A vossa música é difícil de descrever, com o cruzamento de diversos estilos. Quais são as vossas principais influências?
Todos trazem os seus próprios estilos e influências, pomo-los na panela e vemos o que sai. Raff traz as suas raízes góticas de Sisters of Mercy, Fields Of The Nephilim, bem como outros projetos, como Sig Sig Sputnik e, claro, The Cult. Eu trago comigo o meu background metálico depois de ter tocado em várias bandas de thrash metal. Steve tem uma ampla influência que vai desde o Glam direto ao núcleo duro do thrash. Marco traz o seu new-wave através de estilos Depeche Mode na composição e na mistura. Como nunca decidimos qual deveria ser a nossa direção, nunca tivemos que nos conformar com um estilo em particular. O resultado é que também nós somos incapazes de descrever o nosso som. Somos o que somos.

No entanto, como disseste, o conceito Neracruz nasceu em 1995. Por que tanto tempo até o lançamento do álbum?
Após uma série de espetáculos bem recebidos e com interesse local a banda embarcou numa pequena tournée pela Europa. Depois de um show em Itália Raff e Steve decidiram permanecer por lá, pois queriam explorar a possibilidade de construir uma base de fãs italianos. Isso causou uma fratura na banda com alguns membros a regressar ao Reino Unido. Novos membros foram contratados, como Marco de Milão e eu (Kev) do Reino Unido. Foi aqui que a personalidade da banda finalmente se transformou no que é hoje. No entanto, infelizmente, o cenário italiano não estava pronto para este tipo de experiências, pelo que avançamos sozinhos. As editoras não nos ligaram. Tivemos ofertas, mas todos os negócios envolviam uma mudança de direção, o que sempre recusamos. Pura sorte, surgiu então a Valery Records. Um rótulo que se recusa a seguir modas e que nos deu a oportunidade de lançar Neracruz da forma que sempre pretendemos.

Uma banda com dois britânicos e dois italianos. É uma mistura essencial para a vossa sonoridade?
Sim, é o que somos e se um desses ingredientes fosse retirado do pote isso iria destruir a própria essência do que é Neracruz.

E há letras curiosas que misturam o italiano e o inglês. Foi sempre a vossa intenção desde o início fazer isso?
Não, nós escolhemos o idioma, assim como eu escolheria um efeito de guitarra. Que língua melhor se adapta à música é um processo natural e não uma intenção.

Foi um trabalho fácil criar e cantar letras em ambas as línguas?
Isso surge de uma forma tão natural que nem sequer nos apercebemos até as canções estarem terminadas. Nunca analisamos e decidimos de antemão se uma música vai ter uma linguagem determinada. As músicas nascem de uma paixão sem nenhum pensamento em termos de viabilidade comercial. Em primeiro lugar, escrevemos para nós mesmos.

Como decorreu o processo de gravação e produção de Neracruz?
Gravamos o álbum nos estúdios Hit Factory com Niccolo Fragile que já trabalhou com artistas de top italianos, como Eros Ramazzotti, Zucchero, Renato Zero e Vasco Rossi. O processo de mistura foi depois transferido para o nosso colaborador de há muito, Marco Trentacoste. Ele é o sexto membro da banda e fez um trabalho incrível fixando num álbum todo o som e diversidade que é Neracruz. Não é uma coisa fácil de fazer com tantos estilos num só. Ele conseguiu dar a cada canção a identidade que pretendíamos.

The Dream é o vosso primeiro vídeo oficial. Porque a escolha desta música?
Simplesmente pedimos a um determinado número de fãs para dar a sua opinião. Foi também uma grande oportunidade para trabalhar com a dançarina Lisa Della Via, que é uma das principais dançarinas burlescas de Itália.

Alguma tour agendada para os próximos tempos?
Alguns shows italianos em fevereiro e, em seguida, esperamos bater a cena Europeia o mais rapidamente possível. De momento, estamos a trabalhar com alguns promotores sobre algumas ideias.

E outros projetos? Têm alguma coisa em vista?
Novas canções e a continuação desta grande colaboração que é Neracruz.

Obrigado Kev! Foi um prazer! Queres acrescentar mais alguma para os nossos leitores ou para os vossos fãs?
Gostaria de vos convidar a todos para participar na nossa comunidade no Facebook, que está atualizado com todo o tipo de notícias em tempo real. Confiram o nosso vídeo, por favor ajudem a apoiar músicos pobres e checkem o álbum. Podem encontrá-lo no iTunes, encomendá-lo nas lojas ou mandem-nos uma linha que nós vos enviaremos uma cópia. Espero ver todos vocês em breve em Portugal.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Playlist 18 de dezembro de 2014


Review: Naked (Buster Shuffle)

Naked (Buster Shuffle)
(2014, People Like You Records)
(5.6/6)

Da People Like You Records já esperamos qualidade acima da média na forma de sonoridades diferenciadas e refrescantes. Só este ano já nos deliciamos com Cherry Poppin’ Daddies e Bob Wayne. Agora chega o novo trabalho dos Buster Shuffle, intitulado Naked. Apesar de ser o terceiro trabalho dos londrinos, este é o nosso primeiro contacto com a banda e deve dizer-se, em abono da verdade, que ficamos agradavelmente surpreendidos. Naked é mais uma lufada de ar fresco no panorama rock europeu. O que é curioso é que tudo o que os Buster Shuffle aqui apresentam já foi feito. A magia está na forma como o septeto cruza essas influências para criar algo sublime e até paradoxalmente original. Genericamente pode dizer-se que a banda se inspira no rock dos anos 60, nomeadamente em The Beatles, mas a partir daqui evolui para tudo que é classe: desde o rock sinfónico de uns Pink Floyd, Yes ou Barclay James Harvest ao rock contemporâneo de uns Muse, com a oportunidade de piscar o olho ao punk rock, ao reggae, ao ska e ao pop. E até Supertramp aparece nas linhas vocais e no piano de Take Him Down. Momento inolvidável e exemplificador dessa eclética e brilhante mistura acontece em It’s Ok Because The Kids Are Fashinable onde a banda pega em The Beatles, adiciona rock sinfónico britânico e ainda tem tempo para incorporar algum músculo do rock à là Muse. Também Put Up é um momento que irá atingir a imortalidade com os sublimes coros iniciais seguidos de uma extraordinária melodia conduzida pelo piano. Exemplos marcantes e maiores de um disco mágico, inovador e, acima de tudo, bem disposto e que irá, definitivamente, proporcionar aos Buster Shuffle a exposição que já merecem.

Tracklist:
1. South
2. New Money
3. Naked
4. Devon
5. Take Him Down
6. I Wrote This Song Because My Girlfriend Told Me I Was Miserable
7. It's OK Because The Kids Are Fashionable
8. Girls
9. Believe It
10. Home
11. Put Up

Line-up:
Jethro Baker - piano e vocais
Terry Mascali - bateria
Tim Connell - contrabaixo
James Stickley – guitarras e vocais
Peter Oags - teclados
Deborah Bridgeman - backing vocals
Carrie Griffiths - backing vocals

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Entrevista: Mário Kohn

Mário Kohn é vocalista da banda paulista Eyes Of Gaia. Formado em canto erudito pela Faculdade de música Carlos Gomes, começou a desenvolver técnicas de rock e heavy metal por conta própria. Dividido entre o seu projeto principal, as aulas, um projeto acústico e uma banda de bares o vocalista ainda arranjou tempo para responder a Via Nocturna.

Olá Mário! Obrigado pela tua disponibilidade. Podemos falar um pouco de toda a tua atividade em torno da música? 
Claro que sim. É um prazer.

Em primeiro lugar, podemos começar pelos Eyes Of Gaia. Podes descrever um pouco em que consiste musicalmente este projeto?
O Eyes of Gaia é uma banda de heavy metal que traz diferentes influências de cada integrante da banda, como hard rock, power metal, metal extremo, etc.

Quem está contigo neste projeto?
São os meus amigos Betto Cardoso, Bruno Tourino, Rodolfo Liberato e Paulo Virtuoso.

Neste momento estão a trabalhar no vosso álbum de estreia, The Power Of Existence. Como estão a decorrer as coisas?
Tivemos muitos atrasos mas finalmente estamos prestes a lançar o álbum de estreia.

Já há data prevista de lançamento do disco?
Sim, janeiro de 2015.

A produção está a cargo do Edu Falaschi. Como foi trabalhar com ele? Qual foi o seu input?
O Edu é um grande músico, tem grandes ideias e ajudou muito nos arranjos. O trabalho com ele e com o seu irmão Tito Falaschi foi realmente muito bom e divertido.

Chegaram a abrir para os Dragonforce. Como foi a experiência?
A abertura do show dos Dragonforce foi uma experiência única, uma banda de alta qualidade, e ao contrário do que esperávamos, tivemos um grande retorno do púbico.

Ultimamente tens publicado vídeos a interpretar temas conhecidos como Save Me, Cryin’ e Black. De que forma surgem esses vídeos? Estas performances não têm nada a ver com os Eyes Of Gaia, pois não?
Não, esses vídeos são feitos para mostrar o que posso fazer além dos Eyes of Gaia, e assim me divulgar como artista e professor de canto.

Para além dos Eyes Of Gaia tens essa atividade como professor. O que despoletou o início dessa atividade?
Faço aulas de canto desde minha adolescência. Em 2001, a pedido de alguns conhecidos, comecei a dar aulas de canto. Quando vi que realmente música era o que eu queria para minha vida, ingressei na faculdade e não parei mais.

Que área que ensinas?
Dentro das aulas de canto minha especialidade é o rock, mas acabo por dar aulas de outros estilos também. Além de canto dou aulas de teoria musical e musicalização infantil.

Sei que tens formação em canto erudito. Onde fizeste essa formação?
Comecei pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM) com o professor Carmo Barbosa, e depois transferi o curso para a Faculdade de Música Carlos Gomes.

Como se passa do canto erudito para o rock/metal?
Fui fazer canto erudito justamente pela base técnica que vi ser necessária para cantar heavy metal. No Brasil o curso de canto popular nas universidades é algo muito recente.

Em que outros projetos estás envolvido para além destas atividades?
Tenho uma banda para tocar em bares chamada Rock Top, e também um projeto acústico com meu grande amigo Tiago Sorensen.

Mais uma vez obrigado! Queres deixar alguma mensagem?
Gostaria de agradecer a oportunidade e aguardem o Eyes of Gaia em 2015 com muitas novidades.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Review: Soldiers Of The Mark (New Jacobin Club)

Soldiers Of The Mark (New Jacobin Club)
(2014, Manticore)
(5.0/6)

Desde 1994 que os New Jacobin Club vêm lançando álbuns e Ep’s de forma regular, mas desta feita, pelo menos em termos de longa-duração, temos que recuar quatro anos até encontrar o álbum anterior – This Treason – se bem que tenha havido um EP – Left Behind – pelo meio. Mestres do shock/horror rock no Canadá apresentam um álbum curto que não deixa os seus créditos por mãos alheias. Isto equivale por dizer que o seu heavy metal está cheio de ruídos sinistros que ajudam a criar ambientes de um filme de terror. Presente está muita teatralidade, cimentada também pela dualidade vocal, onde os vocais mais agressivos surgem a espaços (Parade Of Innocents e Into The Fire). Musicalmente Soldiers Of The Mark anda próximo do que os Therion fizeram-na fase Gothic Kabbalah (embora sem a componente orquestral nem operática dos suecos – mesmo levando em linha de conta a presença de uma violoncelista no coletivo) eventualmente pela semelhança com o trabalho de Snowy Shaw. E desde aqui salta-se obrigatoriamente para o verdadeiro pai do género: Alice Cooper. As diferenças surgem também na componente punkMisfits – que aqui vai surgindo mais ou menos camuflada. Independentemente de todas as comparações – que ajudam o situar o que aqui se ouve – importa é referir que Soldiers Of The Mark é um disco extravagante, teatral, circense, artístico e com arranjos e estruturas muito interessantes o que leva a apresentar um conjunto de temas de heavy metal com algum classicismo e com boas malhas, nomeadamente The Mark, Champagne Ivy, My Smile e Return To Eden. Uma boa continuação, portanto, do rico trajeto que os canadianos têm vindo a desenvolver.

Tracklist:
1. The Mark
2. Parade Of Innocents
3. Champagne Ivy
4. Angel MMXIV
5. A Grey Day To Die
6. Into The Fire
7. Garthim
8. My Smile
9. Seal Of Metatron
10. Return To Eden

Line-up:
The Horde – vocais/guitarras
Mistress Nagini – teclados
The Ruin – baixo
The Luminous – violoncelo
Rat King – bateria
Poison Candi – vocais, theremin, percussão

Internet:

Edição: Manticore

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Entrevista: Stud


As coisas finalmente parecem correr bem para os lados dos Stud. O ano passado Out Of The Darkness surpreendeu o mundo com o seu hard rock/metal melódico. Um ano passou e o quarteto finlandês está de regresso com Rust On The Rose. Mika Kansikas, guitarrista do colectivo, voltou a responder às nossas questões.

Olá Mika, tudo bem? O que têm feito os Stud desde a última vez que falamos?
Estivemos principalmente ocupados com a criação de um novo álbum juntos. Isto foi, na verdade, um processo muito longo e intensivo. Ao fazer o álbum, fizemos tudo o que podíamos para promover o álbum de estreia. No entanto, a coisa mais importante era criar o nosso live set e poder tocar ao vivo tanto quanto podíamos.

Muitos anos sem um álbum e... de repente dois álbuns em dois anos! Estão a trabalhar muito ou estão muito inspirados?
A resposta é sim... para ambas as perguntas. A verdade por trás disso é que tivemos Out Of The Darkness, o álbum de estreia, pronto quase um ano antes de ser lançado. Por isso, tivemos tempo para trabalhar em novo material, enquanto aguardávamos o lançamento do álbum, o que aconteceu em outubro de 2013. Fazer o novo álbum levou-nos quase o mesmo tempo que o primeiro.

Este novo álbum chama-se Rust On The Rose. Existe algum significado particular para um título como este?
É apenas uma boa frase do som da faixa-título. Tivemos outras opções para nome do álbum, mas sempre regressávamos a Rust. Então, pensamos, que se lixe, é um bom nome com um bom som, vamos escolhe-lo. Deve haver zilhões de álbuns com nomes como Break The Chains, que é uma outra canção do álbum, e que também foi uma opção a determinada altura.

E é outro grande álbum. Sinto que ainda está mais orientado para os anos 80. Concordas?
É difícil dizer estando tão perto da música. Alguns dizem que o novo álbum é um passo natural em relação à estreia, com o som um pouco mais moderno. Com certeza a nossa intenção não era fazer um álbum a soar a anos 80, mas apenas continuar a fazer músicas que gostamos e que vem naturalmente. Estamos muito satisfeitos com o facto de que fizemos, de novo, um álbum em que cada canção se aguenta por si própria e contribue igualmente para o álbum. Não há sobras em nenhum dos nossos álbuns e quando lançarmos o próximo, é o que pretendemos alcançar novamente.

Como foi o processo de trabalho desta vez?
O processo de trabalho foi bastante semelhante ao da estreia. Antes de ir para o estúdio, fizemos demos de todas as músicas. A diferença é que já tínhamos tocado muitas das músicas ao vivo, o que certamente beneficiou o resultado final. O resto do processo seguiu o mesmo caminho de antes: fazer as faixas de apoio, vocais, solos de guitarra, teclados e, em seguida, edição, mistura e masterização de tudo. Muitas horas gastas em cada fase, mas olhando para trás, tudo correu como o planeado.

Como analisas este novo álbum, em comparação com o anterior?
Além da pequena diferença na forma como o álbum soa, não existem os longos hinos como Reach Out. A maioria das canções são um pouco mais curtas – a maior é Playing To Win que encerra o disco. Canções como Break The Chains, We’re Gonna Striker e Freedom Call são rock pesado mais tradicional, enquanto a faixa título é, mais radio-friendly, mais leve. Tudo somado, o estilo de STUD vem claramente através de refrões catchy, muitas guitarras, vocais limpos e um sólido apoio de bateria e baixo.

Por alturas da nossa primeira conversa, a respeito do primeiro álbum, disseram que não queriam convidados, porque queriam tentar por vocês próprios. E provaram muito bem que o conseguiriam fazer com Out Of The Darkness. E agora? Mais uma vez, apenas os quatro ou, desta vez, tiveram alguns convidados a colaborar?
Sim, apenas nós os quatro. No entanto, Matti Jalonen esteve encarregado de baixo em quase todas as faixas, uma vez que Pasi Hietanen tinha deixado a banda anteriormente. Uma parte importante da equipa, novamente, foi Puke Kataja, que foi essencial para a gravação e mistura do álbum. Svante Forsbäck de Chartmakers, que também trabalhou com Rammstein e Volbeat, masterizou o álbum.

A vossa estreia foi um lançamento independente, mas este surge pela Cranksonic. É o vosso próprio selo?
Sim. A Cranksonic é o nosso próprio selo, que, de momento, trabalha principalmente com Stud.

Já fizeram algum vídeo deste álbum?
Ainda não, embora tenhamos planos. Estamos a trabalhar ideias iniciais como qual música escolher e qual o tipo de história que o vídeo irá contar. Espero que possamos começar a filmar no início do próximo ano.

Próximos projetos, como tours. Alguma coisa agendada?
Estamos a construir a programação ao vivo para o próximo ano, e, para dizer a verdade, é difícil arranjar gigs apropriados na Finlândia. O que estamos a tentar fazer, é encontrar oportunidades de tocar para um público mais vasto, quer seja como banda suporte de alguns nomes maiores ou através de festivais no próximo verão. Estamos, também, à procura de oportunidades para tocar fora da Finlândia. Quem estiver interessado, basta deixar-nos uma mensagem. Também iremos lançar mais um single deste álbum, e, possivelmente, uma música nova no ano que vem. Embora, não haja outro álbum no próximo ano.

Obrigado Mika, foi um prazer! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Quem gosta de hard rock melódico e metal deve ouvir Stud. Não se trata apenas de uma única música, mas os nossos dois álbuns têm muitas coisas boas. Atualmente, o apoio dos fãs é muito importante. Deixem que os vossos amigos também conheçam os Stud. Obrigado novamente ao Via Nocturna por esta oportunidade de compartilhar os nossos pensamentos a respeito do novo álbum e da banda. Esperamos ver-vos em tournée no futuro. Liguem-se aos Stud em facebook.com/STUDofficial e keep rockin’!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Notícias da semana



Extraído do seu álbum Scarred, Statement é o tema alvo de um novo lyric video dos dinamarqueses Chainfist.




Os Heylel têm um novo vídeo retirado da apresentação ao vivo do seu álbum Nebulae. Trata-se de The Great Abstinence. Fica, também, a informação que novos vídeos destas sessões estão a ser preparados.



A Ethereal Sound Works, editora independente portuguesa, tem o prazer de anunciar a assinatura do contrato de edição do EP de estreia dos Ipsis Verbis intitulado Emerge a lançar durante fevereiro de 2015. A edição terá os formatos CD e Digital.



Os rockers britânicos Furyon lançarão o seu segundo álbum intitulado Lost Salvation a 26 de janeiro, via Dream Records/Cargo Records. No entanto, na véspera de Natal o site da Classic Rock Magazine apresenta, em primeira mão, o vídeo do tema These Four Walls. Depois, com o número 206 da mesma revista podem adquirir um EP com 4 novos temas da banda.



Os Sleeping Romance acabam de lançar um single em formato digital intitulado Fire & Ice. Este single contém, ainda, mais dois temas: uma versão cinemática de Fire & Ice e uma nova versão do tema December Flower incluído no seu álbum de estreia Enlighten. A edição está a cargo da Ulterium Records.





Formados em 2005 os Ella Palmer fazem parte da segunda geração de bandas do género a emergir de Setúbal influenciadas por nomes como More Than A Thousand ou One Hundred. Menos core que os seus similares mas sempre emocionais, os Ella Palmer regressam em 2014 com nova formação e com um novo disco, o primeiro em cinco anos. Intitulado Heal Wounds, Find Gold o novo registo e sucessor de The Longest Journey destaca-se dentro do género pela sua abordagem mais rock, num claro sinal de maturidade. À semelhança do primeiro álbum, a escolha para single de apresentação recaiu num dos dois temas cantados em português: Antes/Depois. A edição física está prevista para o início de fevereiro de 2015 a cargo da Toothless Tiger Records.




Continuando a sua série de históricos concertos dos Captain Beefheart and his Magic Band, a Gonzo Multimedia, publica, agora, Commodore Ballroom, Vancouver 1973.






Os The Statesboro Revue estão a preparar o seu próximo álbum, sucessor de Ramble On Privilege Creek (2013) e Different Kind Of Love (2009). A edição deverá acontecer no início do próximo ano. Juntamente está prevista uma nova visita à Europa.




Os gigantes do hard rock canadiano Moxy assinaram pela Escape Music para o lançamento do CD/DVD comemorativo do seu 40º aniversário. Esta caixa incluirá um CD/DVD ao vivo, gravado no Sound Academy em Toronto, bem como regravações dos melhores temas dos primeiros três álbuns da banda – Moxy I, Moxy II e Riding High. A edição está prevista para março do próximo ano.



Depois da reedição da estreia Bright Curse em 2013, via Bilocation Records, os britânicos Bright Curse começaram a trabalhar em novo material. A banda sofreu duas mudanças consecutivas no posto de baixista, mas finalmente encontrou a pessoa certa em Max Ternebring. O trio londrino prepara-se, agora, para o lançamento de um EP no início de 2015.



Os Cinemuerte divulgaram recentemente o teledisco para o tema Dog, o primeiro single retirado do EP DHIST, editado no passado mês de novembro pela Raging Planet. O teledisco foi realizado por André Guiomar, realizador do Porto premiado pela sua curta-metragem Piton e pode ser visto aqui. DHIST é o primeiro de uma série de três registos em formato EP que o grupo de Lisboa tem planeado editar nos próximos meses. As capas dos três eps são da autoria de Tommy Ingberg, reconhecido fotógrafo surrealista sueco recentemente galardoado pela PX3 Prix De La Photographie Paris. Podem ouvir o EP na sua totalidade aqui.