sábado, 28 de março de 2015

Review: Medicine For Open Minds (The CityZens)

Medicine For Open Minds (The CityZens)
(2015, Triple Three Records)
(5.3/6)

Nascidos em 2014 em Vila Nova de Famalicão, os The CityZens não perderam muito a colocar cá fora o seu trabalho de estreia intitulado Medicine For Open Minds, isto já depois de ter lançado um EP com três temas. Medicine For Open Minds é, dito de forma simples, um disco de rock ‘n’ roll, direto, enérgico, explosivo. Claro que ao longo da dúzia de temas surgem algumas das variações dentro do género, embora de forma geral, se possa dizer que é um som dark e alternativo de espectro bastante alargado. As variações vão surgindo de tema para tema plasmando influências que vão dos The Creepshow aos Tool, de Elvis Presley a David Bowie, de The Doors a Clash. O curioso é a forma inteligente como o trio mescla estas influências e que resulta em algo com uma sequencialidade e uma coerência lógica, criando um disco coerente e carismático, com uma força intrínseca que, claramente se deve revelar na sua plenitude em palco. Embora esta amostra de estúdio já seja suficiente para marcas as credenciais dos The CityZens.

Tracklist:
1.      Salvation
2.      Jungle
3.      Billy Was A Black Punk Rocker
4.      Dream On
5.      Queen Without A King
6.      Chameleon
7.      GoGoGo
8.      My Riddle
9.      Slow Motion
10.  Let’s Fall In Love
11.  Red Blues For Two
12.  Black City Rocker

Line-up:
Jorge Humberto – vocais e guitarras
Luís Ribeiro – baixo e sintetizadores
Rui Ferreira – bateria e percussão

Internet:

Edição: Triple Three Records

sexta-feira, 27 de março de 2015

Entrevista: Crimson Wind


Os problemas criados com a saída do vocalista Alessio Taormina parecem estar ultrapassados e quatro anos depois, estreando um novo vocalista, Guido Macaione e uma nova editora, a cipriota Pitch Black Records, os Crimson Wind assinam o seu segundo trabalho Last Poetry Line. Um power metal pouco óbvio assim se definem os transalpinos nesta conversa mantida com o novo vocalista e com o baterista Claudio Florio.

Viva! Vamos falar sobre os Crimson Wind aos metalheads portugueses?
GUIDO MACAIONE (GM): Olá para todos! Com certeza, estamos muito felizes em poder falar com os nossos amigos portugueses.

Como se sentem de regresso aos álbuns, quatro anos após a estreia? Porque tanto tempo?
GM: Estamos muito orgulhosos deste nosso segundo álbum, tão diferente do anterior. Sim, quatro anos é muito, mas a banda teve muitas dificuldades após Alessio Taormina (ex-vocalista) ter deixado banda por motivos pessoais. Simplesmente os restantes elementos não encontraram um bom substituto. Mas agora estamos prontos para espalhar a nossa música pela Itália e, por que não, por todo o mundo.

Como foi o processo de criação de Last Poetry Line?
GM: As peças instrumentais do álbum foram concebidas e escritas por Emanuele Bonura (ex-guitarrista) e Diego Galati (teclados). Quando a banda me contratou, deram-me 11 músicas para ouvir e criar as linhas vocais, usando os textos já escritos por Emanuele. Num mês de trabalho tinha todas as linhas vocais de 10 canções, descartando a única que não incluímos no álbum. Confesso que criar as linhas vocais dessa forma para mim foi bastante espontâneo. Ouvi muitas vezes as músicas e as linhas vocais surgiram.

Existem diferenças substanciais em comparação com a estreia, The Wings Of Salvation não é verdade?
GM: Absolutamente. Todo o álbum é mais maduro do que o primeiro, quer nos tópicos tratados como na composição musical. As músicas foram projetadas para serem menos óbvias e mais espontâneas. Não queríamos o som power metal clássico, mas algo diferente.

Cláudio, este é o primeiro trabalho com o novo vocalista, Guido. Como foi a sua adaptação à banda e às músicas antigas?
CLAUDIO FLORIO (CF): O Guido adaptou-se muito bem, cantando ao vivo todas as músicas no seu próprio estilo. Definitivamente, ele tem uma forma muito diferente de cantar de Alessio. Mas lendo os comentários e vendo o feedback do público ao vivo, a sua forma de cantar foi muito apreciada pelos críticos e fãs.

E o facto de terem um novo vocalista permitiu que pudessem mudar alguma coisa no processo de composição?
CF: Sim, sim. Guido é muito bom a criar linhas vocais e refrães. As suas habilidades enriqueceram o álbum, mantendo canções cativantes.

Já percebi que apenas numa parte ele teve a oportunidade de colaborar no processo de escrita para este álbum?
CF: Sim, apenas em parte: ele escreveu as letras de duas músicas e compôs todas as linhas vocais, arranjos vocais e backing vocals.

É também a vossa estreia para a Pitch Black Records, certo? Como chegaram a eles?
CF: Sim, é verdade, e estamos muito satisfeitos!! A editora tem-se mostrando muito profissional e está a fazer um bom trabalho com a campanha de marketing. Através deles, fomos convidados para tocar num festival em Chipre, em Julho

Projetos futuros em que estejam envolvidos ou planeados – podem adiantar-nos alguma coisa?
CF: Por agora vamos concentrar-nos nas atividades ao vivo. Perdemos os nossos fãs e estamos ansiosos para apresentar o álbum na nossa cidade. Para o futuro, haverá novidades em breve...

Obrigado, foi um prazer conversar convosco. A terminar querem acrescentar mais alguma coisa?
CF: Foi um prazer também e muito obrigado pela entrevista! Claro, gostaríamos de convidar os metalheads portugueses a conhecer-nos no nosso facebook e na página do YouTube. Estejam preparados, talvez possamos ir tocar a Portugal!!! Fiquem atentos ao facebook! Stay metal!

quinta-feira, 26 de março de 2015

Review: Kings & Queens (Leah)

Kings & Queens (Leah)
(2015, Inner Wound Recordings)
(5.0/6)

 A canadiana Leah surpreendeu em 2012 com Of Earth & Angels na sua forma de cruzar metal com o folk e a música celta. Depois de um EP a cantora chegou à família Inner Wound Recordings para o seu segundo longa duração. E aqui, quando falamos longa é mesmo longa. Kings & Queens ocupa quase a totalidade do espaço permitido em CD. E isso pode ser contraproducente. Felizmente para Leah McHenry, a diversidade introduzida ao longo desta longa viagem sonora atenua um pouco o cansaço. E essa diversidade inclui muitas mudanças rítmicas, linhas de piano sedutoras espalhadas por alguns temas, inclusão de coros maioritariamente religiosos e, naturalmente, alguns apontamentos celtas/folk. Por outro lado, há uma grande complexidade, com a música a ser fruto da adição de bastantes camadas, sobressaindo daí uma impressionante parede sonora criada pelas guitarras. E é sobre esta camada que se desenvolvem doces melodias vocais. Em resumo é isso que os Leah nos apresentam neste segundo disco. Alguns temas são mais pesados, outros mais soft, alguns são mais escorreitos, outros mais catchy e outros ainda mais difíceis de entender, mas no cômputo geral Kings & Queens é um bom disco de metal destinado a quem gosta de desafios mais complexos e intrincados e não se importa com a exagerada doçura vocal.

Tracklist:
01. Arcadia
02. Save the World
03. Angel Fell
04. Enter The Highlands
05. In The Palm Of Your Hands
06. Alpha Et Omega
07. Heart Of Poison
08. Hourglass
09. Palace Of Dreams
10. This Present Darkness
11. The Crown
12. Remnant
13. There Is No Farewell
14. Siúil A Rún (Acoustic Version)

Line-up:
Leah McHenry - vocais
Timo Somers – guitarras
BarendCourbois – baixo
Sander Zoer – bateria

Internet:

quarta-feira, 25 de março de 2015

Entrevista: Lunden Reign



Lora G e Nikki Lunden são as duas senhoras por trás deste inovador projeto Lunden Reign. Uma opera rock com base na luta pela discriminação é o mote para um disco de qualidade que promete conquistar o mundo. Com a colaboração de, entre outros, Luis Maldonado (esse mesmo, dos BigElf entre muitos outros), American Stranger mostra como se pode ser estranho no próprio meio. Percebam porque nesta conversa com as duas senhoras do projeto.

Viva! Obrigado pela vossa disponibilidade. Quem são os Lunden Reign? Podes começar por apresentar este novo projeto?
Lunden Reign é uma banda de rock progressivo big-beat com sede em Los Angeles, Califórnia. A nossa música transmite mensagens importantes sobre tolerância, amor, auto-reflexão, dignidade e força interior. Lora G e Nikki Lunden são os membros nucleares dos Lunden Reign. Atualmente o seu line-up inclui Matthew Denis no baixo, Steve Ornest na guitarra e Morgan Young na bateria.

Que motivações estiveram na origem desta nova banda?
Poder desenvolver canções com melodias assombrosas, riffs pesados ​​de guitarra com uma batida forte e original e individual para cada canção. As letras são feitas para provocarem o pensamento e elevar a sensibilização para as questões sociais, principalmente a intolerância e a injustiça. Queremos inspirar uma mudança positiva e chamar a atenção para os direitos e necessidades das diversas comunidades e culturas e para a sociedade como um todo.

Como foi que Luis Maldonado entrou neste projeto? Ele ainda é membro dos Big Elf, não é?
Luis veio como produtor e co-escritor depois de ter visto Lora apresentar-se no The Roxy em Hollywood. Luis está com muitas bandas e os Big Elf são apenas uma delas. Ele surge como convidado de Lunden Reign de vez em quando, em função da sua disponibilidade. Ele é um magnífico produtor musical.

O primeiro passo foi o álbum American Stranger, descrito como o novo som de LA. Como se sentem com este trabalho e com todas essas reações em seu redor?
American Stranger tem vindo a ter um forte impacto em todo o mundo até agora e nós não poderíamos estar mais felizes com isso. Não só estamos a ganhar impulso, mas estamos a dar força e apoio àqueles que se sentem discriminados - um estranho na sua própria pele, ao aumentar a consciência da intolerância e levantando-se contra crimes de ódio que é algo que, atualmente, necessita de muita atenção.

Podes descrever de forma sucinta este projecto para quem não vos conhece?
Lora G (Espinoza-Lunden) é uma compositora e guitarrista de Mission Viejo, CA. Lora gosta de compor letras com uma mensagem sólida e escrever música com acordes abertos ao estilo alternativo. Também é fundadora e ativista dos direitos e privilégios iguais para todos os membros da comunidade LGBT. Nikki Linden é uma cantora/ compositora e multi-instrumentista veterana que tem 18 anos de performances ao vivo (a solo e em grupo). Nativa de Iowa, de Franklin, Iowa (pop.143) mudou-se para Los Angeles no outono de 2012 para frequentar o Musician’s Institute em Hollywood.

Segundo pude perceber, American Stranger é um manifesto contra a discriminação. Estou certo? Pode desenvolver um pouco mais o conceito?
Sim, e muito. American Stranger é uma história completa do princípio ao fim. Foi projetado para ser uma espécie de opera rock sobre a intolerância e sobre aqueles que levantam a sua voz contra isso bem como aqueles que a estão a destruir. O personagem central é Mary (canção #7), uma jovem mulher que se sente isolada, incompreendida e tão desligada do mundo.
I want so hard to be set free, from everyone that judges me. I want to live a live someday, a world away from yesterday
Pode mesmo ser suicida, mas nunca se revelou como tal:
I found young Mary on the floor, her pretty face but nothing more
A canção Mary é prefaciado por 28IF, Hear Me e American Stranger. No entanto, no final, ela supera-se em Hush & Whispers:
Who cares what I am, it’s all insane stop trying to change my life

A respeito do processo de gravação - como se sentiram em estúdio? Querem descrever um pouco da vossa experiência?
Foi uma experiência extraordinária gravar em alguns dos mais famosos estúdios do mundo: Capitol Records, Hollywood, Abbey Road (Studio 2), Londres e Stagg Street Studios, em Los Angeles. É fácil encontrares-te preso com lágrimas nos olhos, e nós no estômago quando a música te leva onde é suposto. É assim que sabes que fizeste as coisas bem. Nikki acredita firmemente que há algo intangível que cada músico ou banda deixa para trás no estúdio para o próximo artista. É a perfeita combinação de todos estes elementos que é responsável ​​por muitos momentos de arrepiar os cabelos durante o processo de American Stranger.

A festa mundial de lançamento terá lugar no final de março, em Hollywood. O que está a ser preparado para essa noite especial?
Gostaríamos de dizer que temos um plano elaborado, mas o nosso foco principal é tocar o álbum na sua totalidade, juntamente com novas músicas que nunca tocamos antes. Essas músicas aparecerão no nosso segundo álbum que vamos começar a gravar em abril. O local do evento é The Avalon, Hollywood (Bardot Lounge). O Avalon é o lugar onde os Beatles e outros nomes lendários tocaram no passado. Estaremos na sala mais intima do The Avalon, a Bardot Lounge.

Até onde pretendem ir com os Lunden Reign no futuro?
Atualmente estamos a trabalhar para criar uma performance multimédia para American Stranger, onde haverá atores, mas não necessariamente partes faladas. Vai ser um musical onde os Lunden Reign se apresentarão ao vivo com atores e músicos andando em torno da audiência, envolvendo-a. Muita interação com o público. Não vai demorar muito, talvez uma hora, uma hora e quinze minutos, uma vez por mês em Hollywood. Se crescer, passaremos a uma vez por semana. Se crescer ainda mais, gostaríamos de levar este espetáculo a outras cidades.

Obrigado, foi um prazer conversar convosco. Querem acrescentar mais alguma coisa?
Gostaríamos de agradecer a Via Nocturna por este espaço e por compartilhar a nossa música e a nossa história. Esperamos um dia tocar em Portugal e Espanha porque temos um crescente número de seguidores na Europa. Para além disso, um enorme obrigado ao nosso manager e parceiro Dennis Kennelly que tem sido o nosso maior supporter desde o dia 1. Muito obrigado!

terça-feira, 24 de março de 2015

Review: Season Of The Witch (Stormwitch)

Season Of The Witch (Stormwitch)
(2015, Massacre Records)
(5.4/6)

Depois de uns anos 80 do século passado em grande forma, os Stormwitch cessariam funções em 1994, regressando novamente em 2002, mas, nos últimos dez anos, a bruxa esteve cativa em qualquer castelo. A Massacre Records ajudou à sua libertação e 2015 poderá ser mesmo a época da bruxa. Os germânicos mantém intactas as suas qualidades de fazer heavy metal clássico com sabor a NWOBHM com excelentes linhas melódicas, refrães pegajosos, twin guitars e harmonias. Aqui e ali com alguma inovação, como os coros e apontamentos sinfónicos em Last Warrior, a melodia candlemassiana do longo épico The Singers Curse, a intimista Different Eyes (ambas apenas disponíveis na versão digipack) ou mesmo a orientação mais hard rock em Runescape. Mas claro, o ponto forte são, as excelentes linhas melódicas que se desenvolvem sobre temas velozes embora não supersónicos – aquilo que nos anos 80 se chamaria de speed metal. Nesse particular destaque para os refrães de Evil Spirit e Season Of The Witch e para At The End Of The World, uma faixa com uma melodia que se cola ao cérebro de tal forma que nunca mais de lá sai. Destaque, também, para dois temas mais compassados, numa linha mais Dio, mas ambos muito bem conseguidos. Falamos de The Trail Of Tears e Harper In The Wind. Portanto, se vocês são daqueles metaleiros que gostam de coisas simples, como era o metal dos anos 80, onde a melodia era a base de tudo, então têm aqui um belo festim. Desfrutem…

Tracklist:
1.         Evil Spirit
2.         Taliesin
3.         Last Warrior
4.         True Until The End
5.         Season Of The Witch
6.         Runescape
7.         At The End Of The World
8.         The Trail Of Tears
9.         Harper In The Wind
10.       The Singers Curse (Digipak Bonustrack)
11.       Different Eyes (Digipak Bonustrack)

Line-up:
Andy Mück - vocais
Ralf Stoney - guitarras
Volle Schmietow - guitarras
Jürgen „Wanschi“ Wannenwetsch - baixo
Micha Kasper – bateria

Internet:

Edição: Massacre Records

segunda-feira, 23 de março de 2015

Entrevista: Cellulite Star


Após seis anos sem qualquer gravação as quatro ladys dos Cellulite Star regressam aos discos com o poderoso e enérgico Out Of The Cage. As sucessivas mudanças de formação podem ter atrasado todo o processo mas também estiveram na origem do mais sólido line-up das transalpinas. Isabella Tuni, mais conhecida por Izzy dá a voz ao coletivo e também nesta entrevista com Via Nocturna.

Olá Izzy! Podes começar por apresentar as Cellulite Star aos rockers portugueses?
Olá!! Somos uma banda de rock, toda feminina, da Itália. Depois de várias mudanças de formação e um primeiro álbum chamado Atitude Explicit lançado em 2008, finalmente estamos de volta com o nosso novo álbum Out Of The Cage, que consideramos ser um álbum cheio de poder, alegria, liberdade e rock ' n'roll!

Precisamente, Out Of The Cage está finalmente cá fora, seis anos após a vossa estreia. Como se sentam a este respeito?
Estamos absolutamente elétricas! Demorou muito tempo, mas estamos muito satisfeitas com o resultado e mal podemos esperar para tocar estas músicas novas ao vivo!

O que aconteceu para demorar tanto tempo para lançar um novo álbum?
Bem... houve muitas mudanças de formação e é difícil concentrarmo-nos em escrever novo material quando a banda não é tão "sólida" como deveria ser. Quando acertamos a equipa levamos o nosso tempo para escrever as melhores canções que podíamos, e as sessões de gravação demoraram um pouco mais, porque todos nós vivemos muito distantes uma das outras e a logística nem sempre é fácil.

Como definirias a música deste álbum para quem não vos conhece?
Consideramo-nos uma banda de rock, mas temos muitas influências diferentes, indo do punk ao heavy metal mais clássico. Dêem-nos uma oportunidade e não se arrependerão!

Sim, com um som muito cru e enérgico. De onde vem tanta energia? O que vos faz cantar?
Hah! Na realidade não sei de onde vêm as nossas energias! Acho que a nossa grande paixão pela música é o truque. Quanto às questões que nos fazem gritar bem alto a nossa música... Pegamos nos problemas que temos de enfrentar no dia-a-dia e transformamo-los em música, sempre adicionados de uma pitada de ironia e misturados com uma atitude positiva!

Enérgico, mas também com muita diversão e festa... a música é pura diversão?
A música é certamente muito divertida, mas não é só isso. Atrás de cada álbum ou espetáculo ao vivo há muitos sacrifícios, horas de trabalho e investimentos. Mas, mais uma vez, compor e tocar música é realmente algo mágico.

O álbum foi produzido por Davide Moras e misturado/masterizado por Federico Pennazzato. Qual foi o seu input no resultado final?
Nunca iremos agradecer o suficiente ao Davide e ao Federico por todos os seus esforços! Davide esteve sempre perto de nós durante o processo de composição e adicionou algumas coisas porreiras. Acompanhou-nos passo a passo e foi ótimo trabalhar em conjunto! Federico é um engenheiro de som profissional e sabíamos que estávamos em boas mãos com ele! Agradecemos-lhes por terem trabalhado com estas quatro meninas loucas sem terem tido um colapso nervoso, hah!

Numa canção como Cruel, assumem o risco de sair da vossa zona de conforto e funciona muito bem! É um caminho que poderão seguir nos próximos álbuns? Algo mais melódico...
Eu acho que Cruel se encaixa perfeitamente na zona de conforto criado por esta formação! Como disse antes, as novas canções têm muitas influências diferentes, e isso é porque todos os que participaram na composição de Out Of The Cage têm diferentes gostos e raízes. Tenho a certeza de que haverá outros episódios melódicos nos próximos álbuns!

E quem são os convidados?
Há mais do que um convidado nessa canção: Davide Moras nos vocais, Federico Pennazzato nos sintetizadores e Ethan Brosh na guitarra solo e limpa.

A última música é cantada em italiano. Foi uma experiência única ou estão a pensar repetir?
Realmente gostamos muito de ter gravado algo na nossa língua materna e estamos muito satisfeitas com o resultado, pelo que devemos repetir a experiência! Quem sabe…

Estão a trabalhar em alguma tour ou aparições em festivais?
Estamos a trabalhar em novos shows ao vivo. Por favor, sigam-nos nas nossas redes sociais (Facebook e Twitter), permanentemente atualizados!

Obrigado Izzy! Foi um prazer conversar contigo. Queres acrescentar algo mais?
Foi um prazer para nós também! Esperamos que os rockers portugueses possam desfrutar da nossa música e obter Out Of The Cage!! Esperamos, também, poder vir a tocar no teu país e conhecer-te!

domingo, 22 de março de 2015

Notícias da semana


A editora italiana Fading Records/AltrOck lançará o muito aguardado segundo álbum da banda milanesa de prog rock Not A Good Sign. Este novo álbum intitular-se-á From A Distance e nele poderemos ouvir a escola do prog rock dos anos 70 cruzada com algum hard rock e até psyche. Ao contrário do acontece no seu género, From A Distance, é composto por 10 temas de média duração.



Os Artigo 21 nasceram no verão de 2012, em Lisboa, quando Nika (2 Sacos e 1/2; Colourblind), Xico (Sequestro; Colourblind) e Aureo (2 Sacos e 1/2), movidos pela paixão em comum pelo punk-rock e unidos pela mesma vontade de dar uma "pedrada no charco", resolvem avançar com a ideia de um projeto cantado em Português. Para a voz convidam Tiago Cardoso (R12), entrando mais tarde Daniel (Albert Fish, New Winds), fechando aquela que é a formação atual da banda. Influenciados pelo mítico punk-rock Norte-Americano dos anos 90 e pelo punk-rock cantado em Português, a banda consegue criar um som próprio e facilmente identificável com a fusão das suas principais influências. Melodia, agressividade q.b., letras conscientes e inteligentes, velocidade, criatividade, honestidade, intensidade e refrões fortes. Tudo o que é necessário numa banda punk-rock para cativar e "agarrar" o público, os Artigo 21 oferecem. Depois de dois anos a ganhar a "rodagem" necessária, tocando um pouco por todo o país, a banda apresenta o homónimo disco de estreia. Um disco com 12 temas originais, gravado e produzido por Miguel “Vegeta” Marques, nos Generator Studios, masterizado por Miguel Carvalho (Dalma Productions) e com o selo Infected Records, com distribuição digital via Digital Media Entertainment.




Desde 20 de março que os londrinos Bight Curse têm disponível, em todas as plataformas digitais o seu novo single com os temas Shaman e Fear The Lord. Ambos os temas foram gravados em Londres e masterizados por Tony Reed (Mos Generator).





Os Heavenwood anunciaram o regresso do baterista Daniel Cardoso às fileiras da banda o qual é considerado por Filipe Marta, manager do grupo,  ‘um músico muito criativo, profissional e competente além de ser uma parte importante na história dos Heavenwood‘. De facto, Daniel Cardoso gravou as baterias nos álbuns Redemption de 2008 e Abyss Masterpiece de 2011, tendo atuado com a banda no decorrer deste período. A banda portuense encontra-se atualmente a gravar o seu quinto álbum de estúdio intitulado The Tarot Of The Bohemians, o qual terá edição em finais de setembro de 2015! As sessões de gravação das partes de baixo e vozes principais tiveram lugar no Stone Sound Studio, no Porto, com a supervisão do produtor/baixista Ricardo Oliveira; as sessões de gravação de bateria terão lugar nos Ultrasoundstudios em Braga com Pedro Mendes. Após finalizarem as captações de bateria, os Heavenwood entrarão no Raising Legends Studio onde o produtor André Matos se encarregará das gravações finais.




Há muito aguardado, o novo álbum dos Little Texas aí está: chama-se Slow Ride Home e presta tributo aos soldados americanos que perderam as vidas em combate. Este extraordinário trabalho estará nas lojas a partir de 14 de abril, numa edição da Cleopatra Records. Um preview do álbum pode ser visto aqui.




O guitarrista siciliano Antonello Giliberto está prestes a lançar um novo álbum, o seu segundo, sucessor de The Mansion Of Lost Souls. Esta nova proposta intitulada Journey Thorugh My Memory apresenta 10 temas instrumentais que variam entre simples e delicados interlúdios acústicos até complexas e furiosas peças de metal. A realização deste álbum teve a supervisão do incontornável John Macaluso (Yngwie Malmsteen, Symphony X, ARK, TNT, James LaBrie, Riot, Joe Lynn Turner, Uli Jon Roth, George Lynch e muitos outros) – que também tocou bateria em todas as faixas - e do virtuoso Dino Fiorenza (Steve Vai, Paul Gilbert, Slash, Zack Wilde, Yngwie Malmsteen) que fez todas as partes de baixo.




Only Ashes Remain é o título do próximo álbum dos Days Of Jupiter com data de lançamento agendada para 24 de abril via Ninetone Records. Os suecos assinam 11 novos temas que prometem elevar o seu hard rock a um novo patamar de qualidade.




Apenas um mês depois do lançamento da sua demo no bandcamp, os Grusom assinaram pela germânica Kozmik Artifactz. O álbum de estreia, intitulado The Journey, deverá sair em julho nas versões vinil, CD e digital. O primeiro single saiu a 16 de março.





Um novo vídeo dos italianos Heretic’s Dream para o tema A New Season está já disponível. Este tema faz parte do terceiro álbum do coletivo, com o título genérico, Floating State Of Mind, a lançarem maio via Agoge Records.




Love Someone é um tema que antecipa a chegada do Verão e que faz adivinhar amor no ar. Este segundo single oficial dos Brass Wires Orchestra traz uma promessa de boa disposição no seu género de apelativo folk-rock.




O músico e multi-instrumentista Anthony W. Rogers anunciou o lançamento do seu segundo álbum intitulado Wrong, com 10 temas originais tocados e gravados inteiramente a solo na sua casa na ruralidade de West Virginia entre 2012 e 2014. Wrong é o primeiro lançamento da Wildflow Unlimited, editora que procura promover os seus artistas em vinil.




O Inverno dos Outros é o título do novo álbum dos Mulherhomem e foi produzido por Pedro Moreira Dias da Vodafone FM, gravado por Pedro Chamorra e misturado por Fernando Matias. O vídeo do tema de avanço, Todo o Ar, já está disponível.