domingo, 7 de fevereiro de 2016

INFO: Francisco Silva regressa com novo álbum do projeto Old Jerusalem

Depois de um período de interregno desde o último álbum homónimo editado em 2011, Old Jerusalem regressa às edições discográficas com A Rose Is A Rose Is A Rose, o sexto trabalho de longa duração do projeto. Por contraponto ao anterior Old Jerusalem (PAD, 2011), integralmente composto e interpretado por Francisco Silva, A Rose Is A Rose Is A Rose retoma a colaboração com outros músicos, destacando-se a este título o trabalho desenvolvido com Filipe Melo, responsável pelo piano e arranjos de cordas do álbum e um verdadeiro e empenhado cúmplice na delineação do rumo estético do trabalho. De facto, quase poderia afirmar-se que na sua génese as canções de A Rose Is Rose Is A Rose serviram como “pretexto” para esta colaboração, que começou a delinear-se logo no momento em que os dois músicos se conheceram, num concerto de homenagem a Bernardo Sassetti em Lisboa. Juntando à prestação de fiéis colaboradores habituais (como o produtor Paulo Miranda e o baterista Pedro Oliveira) os contributos de músicos e técnicos que trabalham pela primeira vez em disco com o projeto (o já mencionado Filipe Melo no piano, Nelson Cascais no contrabaixo, as colaborações pontuais de Petra Pais e Luís Ferreira, dos Nobody’s Bizness, na voz e guitarras, respetivamente, o quarteto de cordas de Ana Pereira, Ana Filipa Serrão, Joana Cipriano e Ana Cláudia Serrão), A Rose Is A Rose Is A Rose apresenta uma versão de Old Jerusalem mais expansiva, ainda que sempre centrada na atenção às canções e à forma mais eficaz e agradável de as comunicar ao ouvinte. O projeto Old Jerusalem iniciou atividade em meados de 2001, tendo gravado um registo de apresentação em dezembro desse ano em conjunto com os Alla Polacca (a demo Old & Alla). Este registo de estreia marca também o início da atividade pública de Francisco Silva – o mentor da banda - enquanto escritor de canções. Depois de alguns concertos e de participações em várias compilações, Old Jerusalem lançou em janeiro de 2003 o álbum de estreia, April, produzido por Paulo Miranda e editado pela Bor Land. Desde aí Old Jerusalem tem mantido um nível de atividade regular, entre concertos, edição de novos registos – Twice The Humbling Sun (2005), o split-EP Splitted (2006) em conjunto com Puny e Bruno Duarte, The Temple Bell (2007), Two Birds Blessing (2009) e o já citado álbum homónimo Old Jerusalem (2011) - e colaborações com outros artistas, não só como músico/intérprete (The Unplayable Sofa Guitar, Green Machine, The Neon Road, entre outros), mas também como autor, tendo desenvolvido a este título trabalho com artistas tão diversos quanto Carlos Bica, Bernardo Sassetti, Alla Polacca, Mandrágora ou Kubik.

Tracklist:
1.      A Charm
2.      Airs Of Proibity
3.      A Rose Is A Rose Is A Rose
4.      All The While
5.      One For Dusty Light
6.      Florentine Course
7.      Summer Storm
8.      Tribal Joys
9.      Dayspring
10.  Twenties

Line-up:
Francisco Silva – guitarras, vozes, sintetizador, moog, bandolim, caixa de ritmos, percussão
Filipe Melo – piano
Nelson Cascais – contrabaixo
Pedro Oliveira – bateria
Luís Ferreira – guitarras
Petra Pais – vocais
Ana Pereira – violino
Ana Filipa Serrão – violino
Joana Cipriano – viola
Ana Cláudia Serrão - violoncelo

INFO: Trio progressivo SkyTalk lança EP de estreia

Os SkyTalk formaram-se apenas em janeiro de 2015 mas já têm dado que falar no circuito progressivo nova-iorquino, por isso o seu primeiro trabalho era aguardado com muita expetativa. A banda composta pelos irmãos gémeos Jordan e Talor Steinberg e por Dan "Ello" Costello, lançou, ainda em 2015 o EP Days In The Sun (5.3/6), composto por cinco temas de rock progressivo que bebe diretamente dos grandes mestres do passado – Yes e Rush. Essas cinco músicas resultam do esforço comum dos três elementos em diversas jam sessions e o resultado é um som progressivo algo diferente do habitual pelas suas influências da soul e do funk. Liricamente aborda conceitos espirituais e a crença de que a música é uma indispensável força para a melhoria do mundo. Atualmente o trio está a trabalhar no seu primeiro longa-duração.

Tracklist:
1.      Days In The Sun
2.      Hearing The Silence
3.      Fall Awake
4.      Say
5.      Foot Traffic

Line-up:
Jordan Steinberg
Talor Steinberg
Dan "Ello" Costello

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Notícias da semana


O novo álbum dos Wild Rose já tem título e data de lançamento. Chamar-se-á simplesmente 4 e sai a 6 de maio via Lions Pride Music. Este sucessor de Hit ‘n’ Run (2014, AOR Blvd Records) apresenta uma coleção de 10 temas do mais fino AOR.




A banda canadiana que começou como uma ideia individual de Kami Van Halst, tornou-se nos Van Halst, um coletivo forte de hard rock impregnado de metal. O seu novo álbum, World Of Make Believe, sai a 4 de março, mas um novo vídeo – para o tema Save Me – já poder visualizado.




Os lisboetas Inner Blast assinaram um contrato com a nacional Nordavind Records para a edição do seu longa-duração de estreia, Prophecy. Sobre o novo álbum, cujo lançamento está previsto já para o mês de abril, o guitarrista Aquiles comenta: “Este trabalho é o reflexo do nosso percurso e também da nossa cumplicidade, em que exploramos sonoridades do mais suave ao mais intenso, marcando assim a essência de Inner Blast.” A capa e o alinhamento completo deste novo disco serão revelados muito brevemente, assim como o lyric video para o primeiro tema de avanço, Insane.



Os rockers/metallers progressivos Heretic’s Dream tem um novo vídeo para o tema Secret Place, retirado do seu último álbum Floating State Of Mind, editado via Sliptrick Records.




Uma das mais ativas bandas do Metal português da última década, os Switchtense, está de regresso com Flesh & Bones, o seu terceiro álbum de estúdio. A forma como será disponibilizado aos fans é inovadora: basta ir ao Moita Metal Fest nos próximos dias 1 e 2 de abril e, na compra do bilhete diário ou do passe 2 dias, levam imediatamente Flesh & Bones no bolso! Nesse concerto os Switchtense irão apresentar pela primeira vez as canções deste novo álbum.


Os Quinta-Feira 12 são uma das surpresas para este ano. A banda de João Correia e Rodolfo Jaca - que ao vivo se apresenta como um quinteto - assinou um contrato de edição do álbum de estreia com a Rastilho Records, com edição prevista para maio de 2016. Os Quinta-Feira 12 são umas das mais promissoras bandas do espectro Rock/Indie cantado em Português. Enquanto não surge o segundo vídeo/single, fiquem com o vídeo de avanço, Fiasco, gravado pela banda nas ruas de Tokyo.



A 12 de fevereiro, a Purple Pyramid Records lançará o álbum final do ex-Gong Daevid Allen intitulado Elevenses, o segundo álbum da Daevid Allen Weird Quartet, e sucessor de Djdday de 2005.




Tim Hockenberry é um versátil multi-instrumentista, compositor e cantor com um registo vocal que tem reminiscências de Ray Charles, Joe Cocker e Tom Waits. O seu álbum homónimo de estreia será lançado a 4 de março. Ao longo da sua carreira, Tim Hockenberry compartilhou o palco com nomes como Bonnie Raitt, Steve Miller e Robert Cray, tendo, também, andado em tournée com a Trans-Siberian Orchestra.



Depois da excelente resposta ao tributo que Rick Wakeman prestou a David Bowie, o teclista acaba de gravar duas versões em piano dos temas Life On Mars e Space Oddity, sendo que os ganhos com estas versões reverterão integralmente para o Macmillan Cancer Support. As faixas estão disponíveis no Amazon, iTunes e Tesco.


Os Dalla Marta são uma banda de Cantanhede, constituída por Rita Silva (voz e percussão), Thomas Fresco (baixo), Rafael Castilho (bateria) e Francisco Freire (guitarra elétrica e sintetizador). Juntaram-se no final de 2014, tendo começado a trabalhar naquilo que agora resulta no primeiro EP Esboço. Esboço é um pequeno disco de apresentação, com 5 músicas originais, que tem como objectivo mostrar ao público um pouco do que é a banda.


Os The Silent Rage estão a comemorar o seu 10º aniversário, e é nesta data tão importante que anunciam a edição do seu álbum de estreia, intitulado The Deadliest Scourge, para abril de 2016. Outra boa notícia é a assinatura de um contrato com a editora grega Alone Records. Este álbum terá uma edição especial em digipack, limitada a 500 exemplares, numerados à mão e com um tema bónus. Proselytize The Masses é a primeira faixa disponibilizada.  


Rolling With The Punches é o título do novo álbum dos lendários glam rockers Vain com edição agendada para 14 de abril. Para tal está a decorrer uma campanha para ajudar esta edição. Desta forma, os fãs podem fazer parte deste álbum, tendo ainda a possibilidade de se encontrar com a banda, visitar os estúdios, ter uma conversa privada com Davy Vain, obter material personalizado entre outras ofertas irrecusáveis. Visitem o projecto aqui.



Tsunamiz, artista de rock electrónico da margem sul do Tejo, já conhecido pelas suas adaptações muito pessoais e modernas de artistas como Zeca Afonso e Leonard Cohen, apresenta desta vez duas versões de Nirvana e Dramarama. Enquanto prossegue a produção do seu segundo álbum de originais, Tsunamiz vai presenteando os seus fãs com versões e temas raros que estão disponíveis para download gratuito na sua página de Soundcloud. A escolha desta feita foi Talk To Me dos Nirvana, um tema pouco conhecido da mítica banda de Seattle, que segundo consta terá sido oferecido por Courtney Love a Iggy Pop após a morte de Kurt Cobain. É um tema para o qual não existe versão de estúdio e apenas más captações ao vivo. Terá sido um tema ignorado por ser considerado demasiado pop por Cobain. Tsunamiz moderniza o tema e dá-lhe uma estética a fazer lembrar Zita Swoon e Beck. A segunda versão é do tema Anything, Anything do grupo de rock alternativo californiano Dramarama. Este tema ficou conhecido com a sua inclusão na banda sonora do filme Pesadelo em Elm Street 4, o filme da saga Elm Street que teve mais êxito nas bilheteiras. A versão de Tsunamiz é post-rock piscando o olho aos sons góticos dos anos 80, fazendo lembrar Bauhaus.


Angela Castellani, aka LA Strange lançou a 14 de novembro de 2015 o EP Voices, pela All Out Music UK. São quatro faixas de um som rock, obscuro e dramático, na sequência do seu primeiro álbum Queen Of Disguise. Mais uma vez a cantora trabalhou com o produtor britânico James D. Bell, tendo as gravações sido distribuídas entre Londres e Itália. A capa é uma alegoria ao trágico acidente que ocorreu a 13 de janeiro de 2012, onde La Strange sobreviveu ao naufrágio do Costa Concordia. O vídeo do single Voices já está disponível.



Os Her Name Was Fire são um duo de Rock com várias influências, composto por João Campos (Gula, Ex-Rejects United, Ex-Summer of Damien) e Tiago Lopes (Ex-Witchbreed, Ex-Parasomnia Noise, Ex-Mons Lunae). Desde o dia 1 de fevereiro que o duo tem disponível online de forma gratuita o EP de estreia. O concerto de apresentação acontecerá a 19 de fevereiro no Stairway Club em Cascais. Um teaser do EP pode ser visualizado aqui.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Entrevista: F. P. M.

A estreia dos FPM está aí com Já Estou Farto, um disco batizado a partir de um tema que a banda recuperou dos míticos Ku de Judas. Um disco de diferentes ambiências, de base punk e hardcore mas que se estende por outros sons pesados. Antes da festa de apresentação do disco em Alvalade, Via Nocturna falou com o coletivo lisboeta.

Olá, tudo bem? Para começarmos, podem apresentar os FPM?
Boas!!! Na voz é o Diogo Rocha (Júnior) nas guitarras o Tiago Rocha (Bez) o Ricardo (Toucas) no baixo o Gui e na bateria o Diogo Ribas.

O que vos motivou a criarem esta banda?
Foi a vontade de tocarmos juntos e fazer algo diferente de tudo o que estávamos a fazer naquela altura em termos musicais.

Já tinham tido algumas experiências anteriores?
Já. O Diogo teve uma banda que eram os ColdTurkey onde tocava bateria e cantava, o Tiago e o Ricardo já tinham tido uma banda chamada Tryout e o Gui e o Ribas quando começaram com os FPM tinham uma banda chamada Freemind. O Ribas também tocou nos SlowMotionRiot e nos Taurina.

Qual o significado de FPM e porque a sua escolha para nome da banda?
Feio Porco e Mau. O nome da banda ajusta-se à visão que temos do mundo que nos rodeia, não no geral, mas sim aquele mundo que entra pela casa a dentro sempre que ligas a televisão, onde vês fome, guerra, desigualdade social, onde existe um foço entre raças e religiões. Também porque adoramos o filme do Ettore Scola (Feios Porcos e Maus).

Naturalmente, o punk é um dos movimentos que mais vos influenciou, mas ouvindo Já Estou Farto, notam-se outras ambiências. Que outras coisas se ouvem no seio dos FPM?
Nunca tivemos o objetivo de ser uma banda de punk ou hardcore, mesmo porque dentro da banda cada um de nós ouve outros estilos e isso depois transparece na nossa música. Podemos estar juntos a ouvir Tara Perdida e logo de seguida Johnny Cash ou Neil Young e depois Sepultura… O que é bom!

Como tem sido a vossa história até aqui?
O primeiro ensaio foi em abril de 2010. Começámos a dar concertos passado um ano. Mas é desde de 2013 que esta formação se junta e a partir dai foi quando começámos a desenvolver a nossa própria identidade musical e gravar demos na nossa sala de ensaios. Em 2015 fomos para estúdio, no Generator, como Miguel “Vegeta” Marques, gravar o nosso primeiro disco.

Por que razão a escolha de um tema dos Ku de Judas para revisitar, sendo que ainda é esse o título deste álbum?
Tocámos pela primeira vez a Já Estou Farto em 2013 no Bairro Alto onde estava o João Ribas a assistir ao concerto e que ficou logo agarrado à nossa versão e insistiu para nós nunca pararmos de a tocar. E assim foi. Também queríamos uma música que tivesse significado para a banda e na história do underground em Portugal e apareceu a Já Estou Farto e ainda bem!!! Tínhamos várias hipóteses para o nome do álbum. O Já Estou Farto foi o que nos pareceu mais direto e mais forte e que representa o nosso estado de alma neste momento, o mais sincero.

Nesse mesmo tema colaboram Ruka e João Pedro Almendra. Como se proporcionou esse contacto?
Num churrasco em casa do Diogo Ribas foi onde surgiu a ideia juntamente com o Ruka. O Ruka queria fazer algo connosco e a Já Estou Farto era perfeita para isso, por todo o simbolismo que a música traz com ela. Depois falámos com o Almendra que em 30 segundos aceitou fazer isto connosco. Foi lindo ir para estúdio com eles e ver a música ganhar outros contornos e ter o Almendra e o Ruka no nosso primeiro álbum e fazer uma bonita homenagem ao Ribas, ao Serpa e ao Aguilar, membros de Ku de Judas, é um grande orgulho para nós.

O apelido Ribas está carregado de simbolismo no cenário punk nacional e os FPM continuam o legado com o João Diogo, sobrinho do saudoso e mítico João. Sentem que por esse facto, as pessoas prestam mais atenção aos FPM?
Quando as pessoas vêem o apelido pode suscitar alguma curiosidade. Mas nunca foi esse o objetivo. Nem nosso nem do Diogo. Queremos que as pessoas olhem para nós como a banda que somos. Mas será sempre um orgulho para nós termos tido uma ligação direta com o João e enquanto tocarmos vamos sempre lembrar-nos dele e fazer questão de o homenagear em cada concerto que dermos e também temos muito orgulho em vestir a camisola de tudo o que ele representou e representa.

A gravação decorreu nos Generator Studios, local já emblemático para o movimento punk, com o Miguel Marques nos comandos. Como vivenciaram essa experiência?
Foi do melhor! Primeiro porque tirámos todos férias durante uma semana e fomos para a Ericeira onde fica o estúdio e por lá ficamos durante essa semana toda. Trabalhar com o Miguel foi fácil pelo excelente profissional que é, e também porque nos demos bem com a pessoa que ele é. Ficámos todos amigos!

Afinal já estão fartos de quê?
Fartos do conformismo, da dormência social em que muitas pessoas estão. Muitas coisas podiam ser diferentes mas nunca serão enquanto houver mentes gananciosas e corruptas que dizem que lutam por ti nas camaras da televisão mas nos bastidores só queram é encher bolsos. Fartos de muita coisa, mas temos que ser nós a fazer algo de diferente e não apenas dizer que isto e aquilo esta mal … temos de agir!!!

Curioso verificar que, passados 30 anos, a crítica social do tema original ainda hoje se mantém atualizada…
O tema Já Estou Farto pode ser lido de várias maneiras. Pode ser um desabafo porque este mundo apenas te sufoca e que te leva a encontrar outros caminhos que na altura podem te parecer os mais certos mas que na realidade só te vão fazer afundar mais, ou pode ser um desabafo pessoal que estás farto da tua própria auto destruição. Mas é triste que as coisas que andamos fartos sejam as mesmas que os Ku de Judas também já andavam fartos.

E quanto ao futuro? Que projetos têm em mente? Até onde pensam chegar?
Este ano 2016 queremos andar a tocar por zonas do país onde nunca tivemos a oportunidade de tocar. Na semana passada estivemos em Alvalade a gravar o segundo vídeo que vai sair durante esta ou a próxima semana e também temos o objetivo de em 2017 estarmos a gravar o segundo álbum de originais. E é como nós dizemos, queremos continuar a fazer algo que nos encha a alma e que nos dê alegria e orgulho fazer.

Mais uma vez obrigado. Querem acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado nós!!!  Dia 6 de feveiro vamos estar  a lançar o álbum no RCA em Alvalade onde vão subir ao palco os Jackie D. e os Contra-Mão e também vamos ter 3 convidados muitos especiais para nós. O Tiago Cardoso dos Artigo21, Cabeças dos Shape e o grande João Pedro Almendra.  Apareçam !!!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Review: Flying Under The Radar (Doug Wahlberg Band)

Flying Under The Radar (Doug Wahlberg Band)
(2015, Independente)
(5.6/6)

Love When It Rains, tema de abertura de Flying Under The Radar, o há muito esperado álbum de estreia da Doug Wahlberg Band, ilustra na perfeição tudo o que de bom se vai ouvir nos sete temas seguintes. Belos ganchos, guitarras frenéticas com leads bem estruturados e utilização de bases acústicas, com algumas influências rockabilly e psicadélicas. Depois dessa abertura, surge The Lake, com um grande trabalho de baixo a liderar e as guitarras a rasgar e uma balada bem orquestrada na forma de Broken. As tendências mais negras assentes no bass ‘n’ drum acentuam-se em What If?, para Waiting On The Sun piscar o olho a algo mais próximo do gótico onde brilha um subtil piano. Nesta altura já mais de metade do disco está ouvido, os ouvintes estão conquistados fruto de um belo naipe de canções e Doug Wahlberg e a sua banda já provaram (se ainda havia necessidade disso face ao seu historial) a sua capacidade e inteligência. Todavia, o fecho deixa um pouco a desejar, com um trio de temas mais vulgares e claramente menos interessantes. Apesar de tudo, Flying Under The Radar voa a uma altitude suficiente para poder e merecer ser captado por todos os radares de quem gosta de um uma boa dose de rock numa abordagem moderna ao género mais clássico, tanto de origem americana, como britânica.

Tracklist:
1.      Love When It Rains
2.      The Lake
3.      Broken
4.      What If?
5.      Waiting On The Sun
6.      Can’t Wait
7.      Nothing
8.      Torture

Line-Up:
Doug Wahlberg – vocais, guitarras
Jeff Claypool – vocais, teclados
George P. Miller – baixo
Rich Genovese – bateria
Peter Hodgson – mellotron, B3
T-Bone Stone – teclados
Rick Tedesco – guitarras
Dnash – bateria e teclados
Bem Lionetti – bateria
Peter Klein – baixo
Tom Wahlberg – guitarras, vocais e B3

Internet:
Website   

Playlist 04 de fevereiro de 2016


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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Entrevista: Mad Hornet


Seguramente pouco conhecidos por cá, os Mad Hornet são um coletivo hard rock italiano que bem merece que se lhes dedique algum tempo. A um primeiro álbum bem recebido, sucederam-se alguns problemas que afetaram a banda. Aparentemente tudo ultrapassado, o coletivo volta à carga com um novo registo Would You Like Something Fresh?, mantendo a mesma postura e atitude como, aliás, se percebe desta conversa com o vocalista Mic Martini.

Olá Mic! Parabéns pelo vosso excelente álbum e obrigado pela entrevista. Podes apresentar os Mad Hornet aos rockers portugueses?
Olá amigos! É uma grande honra para nós! Somos uma banda de hard rock de Maruggio (Taranto, sul de Itália) e o nosso primeiro objetivo é tocar músicas R'n'R que todos os fãs de rock possam apreciar. Melodias e socos para todos (risos)! Mas sem limites de influências nem de estilos.

Importas-te de falar um pouco da vossa história até ao momento?
A banda nasceu em 2006 com um line-up diferente, incluindo um teclista. Alguns meses depois decidimos continuar com quatro membros sem os teclados. Na altura era uma abordagem musical diferente mas o espirito festivo era o mesmo!

Este álbum marca o vosso regresso. O que aconteceu, depois de 2009, quando tiveram que parar depois de uma estreia bem recebida?
Muitos problemas. Diferentes pontos de vista e outros fatores (trabalho, estudo...), mas todos continuaram a tocar em diferentes projetos. Especialmente Ken Lance (o guitarrista) que andou em tournée com alguns grandes artistas italianos da pop.

E agora, o que vos motivou a regressar?
O desejo de tocar rock n roll multifacetado com grandes amigos. Nós respeitamos toda a gente e desfrutamos quando estamos juntos a criar as nossas ideias.

Os novos Mad Hornet são semelhantes ou diferentes quando comparados com a primeira versão da banda?
Penso que não sejam muito diferentes. Talvez as músicas sejam um pouco mais pesadas agora. Mas o nosso primeiro álbum (Hot Tarots) foi muito arrojado e cheio de energia. Uma exibição real de nossa atitude rock e foi gravado sem teclado.

Definitivamente, sem teclados. Esta é uma opção completamente abandonada?
Quem pode afirmar isso? Mas não penso… Agora, os guitarristas conseguem obter uma variedade de sons e podemos substituir as teclas com um monte de travessuras electrónicas (risos)!!

De regresso a Would You Like Something Fresh?, este é um título engraçado e até estranho para um disco de hard rock, não concordas? Tem algum significado especial?
Oh, com certeza man (risos)!! É uma maneira típica de dizer na nossa zona (no sul). Durante o verão, se encontrares alguém de tarde após o trabalho (especialmente pessoas mais velhas), muitos deles irão dizer-te: Ouh, would you lke something fresh?

Curiosa é, também, a introdução com um curto discurso em italiano. De que se trata?
É um frame de um filme italiano chamado Bodyguard. Aí podes ouvir "Gostarias de algo para beber?", na língua italiana, é claro. De facto, não é um grande filme, mas é muito engraçado (risos). A típica comédia italiana a partir de 2000.

Por que razão escolheram o tema What Is Love para fazer uma versão?
Porque essa canção faz-nos lembrar os nossos tempos de verão nos anos 90. Vivemos perto do mar (apenas 1 km) e naquela altura, todas as noites o juke-box tocava essa canção. Portanto, acho que está no nosso DNA. Dança e rock melódico. Uma boa mistura, acho eu… (risos)

Como tem sido a receção a este disco quer na Itália quer fora?
Fantástica! Estamos muito felizes! Muita gente gosta da variedade de estilos e de composição que o álbum apresenta. Para nós é uma grande satisfação! Significa que fizemos um bom disco!

E a respeito de atuações ao vivo, como está a situação?
Uma história triste (risos)! Iremos tentar fazer mais atuações em mais lugares. Se alguém quiser a nossa música, nós vamos! Mas, sabes como é, se não tens contactos com pessoas "importantes" é realmente difícil organizar uma verdadeira tour. Esperemos que isso possa mudar em breve...

Muito obrigado Mic. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Muito obrigado pela entrevista!! Estamos orgulhosos de ter falado contigo! Temos esperança de visitar e tocar no teu belo país cheio de pessoas porreiras e belas raparigas! Adoramos-te!! Grazie e rock on!!!