terça-feira, 23 de agosto de 2016

Review: The Sun Is New Each Day (Armonite)

The Sun Is New Each Day (Armonite)
(2016, Independente)
(5.2/6)

The Sun Is New Each Day é o novo e segundo disco do duo italiano de prog rock Armonite, mais de 15 anos após a estreia. Este disco foi originalmente lançado em 2015, mas acaba por ter distribuição numa mais larga escala apenas este ano. Jacopo Bigi, violino elétrico e Paolo Fosso, teclados são os elementos base que dão vida e corpo a este projeto curioso onde o prog rock desafia as regras estabelecidas por os vocais serem totalmente (com exceção de uma pequena parte narrada em ‘G’ As In Gears e uns quantos berros – com alguma teatralidade – em Die Grauen Herren) substituídos por violinos. Os momentos mais calmos prevalecem neste disco onde também é o violino o principal responsável pela introdução de alguma sensualidade. No fundo, nota-se muita alegria (mesmo nos momentos mais sérios do disco) e entrega num coletivo que apesar de tudo não se prende ao óbvio e explora algumas sonoridades diferentes. São exemplos a incursão por ritmos eletrónicos (Connect Four), pela world music (Sandstorm) e pela melancolia como em Slippery Slope.

Tracklist:
1.      Suitcase War
2.      Connect Four
3.      ‘G’ As In Gears
4.      Sandstorm
5.      Slippery Slope
6.      Satellites
7.      Die Grauen Herren
8.      Le Temps Qui Fait Ta Rose
9.      Insert Coin

Line-Up:
Jacopo Bigi – violino elétrico
Paolo Fosso – teclados
Colin Edwin – baixo
Jasper Barendregt – bateria
Marcello Rosa – violoncelo

Internet:
Website   
Facebook   
Twitter    
Youtube   

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Entrevista: Adam Eckersley Band

Depois dos Bluezone, com quem lançou três álbuns, e depois de algum tempo como músico de sessão, Adam Eckersley começa a estabelecer-se com a sua banda. Dois EP’s e um álbum na bagagem antes de um segundo longa duração, naturalmente intitulado… The Second Album! Foi com este motivo que falamos com o guitarrista australiano.

Viva Adam! Tudo bem? Há muito tempo no ativo, como vês o lançamento deste novo e segundo álbum?
Estamos muito animado com o lançamento do segundo álbum, foi muito divertido de criar e as músicas são divertidas de tocar ao vivo por isso é ótimo ter algum material novo na estrada.

Começaram como Bluezone, denominação com a qual lançaram três álbuns. Agora a mudança para uma banda com o teu nome. Qual a razão?
Os Bluezone terminaram há cerca de 7 anos e eu segui em frente e passei algum tempo a tocar em diferentes bandas como músico de sessão (guitarra). Uma dessas bandas eram os The McClymonts, que é a banda da minha mulher e das suas irmãs que tinham uma tour de cinco meses nos Estados Unidos e como precisavam de um guitarrista, fui com eles. De regresso à Austrália ainda fiz alguns concertos antes do seu guitarrista efetivo assumir o seu papel. Na última noite que toquei com eles, o A & R da editora deles estava lá e viu-me tocar, pelo que nas semanas que se seguiram ofereceram-me um contrato com a Universal Music Australia. Estava ansioso por fazer um álbum como uma banda e não como solista porque sempre preferi tocar em bandas e já tinha tocado em bandas tanto com Benny (baterista) como Scotty (baixo), com interrupções, durante cerca de 12 anos. Pedi-lhes para se juntarem à banda e eles estavam ansiosos. Scotty tinha tocado em diferentes bandas com Dan (órgão) ao longo dos anos por isso chamou-o, fizemos uma jam que funcionou bem e avançamos juntos.

Com este novo projeto, já são dois EP e agora dois álbuns lançados. Como analisas o desenvolvimento do vosso processo de criação?
Quanto mais tocamos juntos na estrada, mais somos capazes de explorar ideias musicais. Assim, o nosso som está sempre a ser trabalhado, todos nós nos desafiamos uns aos outros.

Concentrando-nos neste segundo álbum, mostram uma enorme diversidade de estilos. De que forma lidam com tantas nuances?
Todos nós temos uma ampla gama de influências estilísticas quando se trata de música e não queremos criar situações em que não possamos explorar diferentes musicalidades dentro do nosso som. Portanto, permitimos essa diversidade. Não é nada forçado, mas também não a restringimos e soa bem.

Curiosa é a escolha para título... The Second Album... A criatividade foi toda para a composição (risos!)?
Naturalmente há uma razão especial para esse título... Na realidade não tínhamos esta ideia para título do álbum, mas simplesmente não conseguimos pensar em mais nada. Era para se chamar Who Doesn’t Like Candles, mas ninguém gostou da ideia (risos).

Como foram as sessões de trabalho para este novo álbum? Durante quanto tempo trabalharam nele?
Tentamos registar o máximo ao vivo porque queríamos que o álbum fosse um verdadeiro reflexo do que nós somos em palco. A parte mais importante era capturar a bateria e o baixo juntos para que a energia estivesse lá desde o início. Depois trabalhamos ou alguns overdubs de guitarra, solos e vocais durante mais ou menos uma semana. Foi uma grande experiência de trabalho com Nick DiDia como nosso produtor. Nick deu muitas ótimas sugestões e também soube como tirar o máximo proveito de nós.

Como está a ser feita a promoção deste álbum ao vivo? O que já fizeram e o que têm agendado?
Desde o lançamento do álbum que temos andado em tournée pela Austrália, mas ainda temos muitos sítios onde ir, mas estamos a trabalhar para levar a música a todos que nos querem ouvir.

Muito obrigado, Adam!
Muito obrigado, apreciamos o teu tempo e olha em redor para chegar ao teu lado do mundo a nossa música.

domingo, 21 de agosto de 2016

Flash-Review: New Live Dates (Martin Turner)

Álbum: New Live Dates
Artista: Martin Turner   
Editora: Dirty Dog Discs/Cherry Red  Records
Ano: 2016
Origem:  Inglaterra
Género:  Classic Rock
Classificação: 5.7/6
Breve descrição: Em 2005 e 2006 Martir Turner andou em tournée pelo Reino Unido tocando músicas da sua ex-banda, Wishbone Ash. Nos anos seguintes (2006 e 2007) lançou dois volumes em separado com o registo desses espetáculos. A oportunidade de juntar esses dois lançamentos num único disco – duplo CD – surgiu agora por intermédio da Cherry Red Records. E é, também, mais uma oportunidade de ouvir alguns dos grandes temas dos Wishbone Ash. Reforce-se que o set list é quase totalmente diferente de Life Begins, o outro álbum ao vivo de Martin Turner (e de canções dos Wishbone Ash), recentemente lançado.
Highlights: Doctor, Blind Eye, Lorelei, Outward Boud, Warrior, Lifeline, Cosmic Jazz, Master Of Disguise, Living Proof, Blowin’ Free, Flesh And Steel
Para fãs de: Wishbone Ash, Uriah Heep, Free, Cream, Thin Lizzy

Tracklist:
CD 1:
1.      Doctor
2.      Blind Eye
3.      Lorelei
4.      Walking The Reeperbahn
5.      Outward Bound
6.      Persephone
7.      Front Page News
8.      Runaway
9.      Baby The Angels Are Here
10.  Warrior
11.  Lifeline
12.  Silver Shoes
13.  Cosmic Jazz

CD2:
1.      Diamond Jack
2.      Master Of Disguise
3.      Say Goodbye
4.      F. U. B. B.
5.      Come In From The Rain
6.      Living Proof
7.      Blowin’ Free
8.      Flesh And Steel
9.      Standing In The Rain
10.  Why Don’t We
11.  Jail Bait

Line-up:
Martin Turner – baixo e vocais
Keith Buck – guitarras e vocais
Ray Hatfield – guitarras e vocais
Rob Hewins – bateria
Ted Turner – guitarras e vocais

INFO: Via Nocturna goes extreme

Undercurrent (Ruins)
Formados em 2002, os Ruins são originários da Tasmânia, na Austrália. A sua música é uma infame mistura de dinâmicas de dark-death metal, de poderosas e melancólicas ambiências black metal, de estruturas rítmicas diversas e intensas e vocais venenosos. Alex Pope (guitarrista/vocalista) e Dave Haley (baterista), já tocaram em diversos grupos ao longo dos anos, e são os responsáveis por Undercurrent, novo trabalho que marca um novo início para o projeto, já que revisita temáticas abordadas no primeiro disco. Depois de quase três anos a produzir Undercurrent, os Ruins atingem um mais alto nível de definição. A edição é da gaulesa Listenable Records.

Line-up:
Alex Pope – guitarras e vocais
Dave Haley - bateria

Tracklist:
1.      Shadow Of A Former Self
2.      Crossroads
3.      Rites Of Spring
4.      The Fires Of The Battlefields To Survive
5.      Certainty The Adversary
6.      Undercurrent
7.      Filled With Contempt
8.      Symbols From Intent

Discografia:
Atom And Time (EP, 2004)
Spun Forth As Dark Neets (2005)
Cauldron (2008)
Front The Final Foes (2009)
Place Of No Pity (2012)
Undercurrent (2016)


IV – Beyond The Reef Of Sanity (Kayser)
Os thrashers suecos Kayser estão de regresso com um novo álbum intitulado IV – Beyond The Reef Of Sanity, em setembro numa edição da Listenable Records. IV - Beyond The Reef Of Sanity é a continuação musical de Read Your Enemy, mas como um irmão maior – mais músculo e estrutura óssea mais forte. Um trabalho genuíno onde facilmente se reconhecem as principais caraterísticas dos suecos – os ingredientes estão todos lá mas vários estádios à frente, com uma enfatização no engrandecimento das canções que culmina no longo épico de 13 minutos The Silent Serenade.

Tracklist:
1.      Beyond The Reef Of Sanity
2.      Through The Darkness
3.      Debris (Of A Dream)
4.      The Silent Serenade
5.      Dusk
6.      Asphalt And Suicide
7.      One Man Army
8.      I Sold My Soul (For Your Dream)
9.      Old Blanket
10.  Allergic To Life

Lineup:
Rob Ruben – bateria
Mattias “Swaney” Svensson – guitarras
Christian “Spice” Sjöstrand – vocais
Jokke Pettersson – guitarras
Emil “Ewil” Sandin - baixo

Discografia:
Kaiserhof (2005)
The Good Citizen (EP, 2006)
Frame The World… Hang It On The Wall (2006)
Read Your Enemy (2014)
IV – Beyond The Reef Of Sanity (2016)


Combat Cathedral (Assassin)
Combat Cathedral, o ultimo disco dos germânicos Assassin, mostra a banda de Düsseldorf a dar dois passos em frente no seu curriculum. Uma banda altamente motivada e pronta para arriscar e evoluir. E uma das razões prende-se com o novo dono do microfone, Ingo “Crowzak” Bajonczak, ou mesmo com o surgimento de ideias frescas. Por isso, Combat Cathedral é vocal e estilisticamente muito mais diverso, sem perder, naturalmente, o feeling thrash metal que carateriza os Assassin e fez da banda um dos expoentes máximos do género no cenário europeu. Por outro lado, este novo disco, uma edição da Steamhammer/SPV, mostra uns Assassin com fases mais lentas embora sem perder intensidade, situação notória num tema como Frozen Before Impact.

Line-Up:
Ingo “Crowzak” Bajonczak – vocais
Michael Hoffmann – guitarras
Jürgen “Scholli” Scholz – guitaras
Joachim Kremer – baixo
Björn “Burn” Sondermann – bateria

Tracklist:
1.      Back From The Dead
2.      Frozen Before Impact
3.      Undying Mortality
4.      Servant Of Fear
5.      Slave Of Time
6.      Whoremonger
7.      Cross The Line
8.      What Doesn’t Kill Me Makes Me Stronger
9.      Ambush
10.  Word
11.  Sanity From The Insane
12.  Red Alert

Discografia:
The Upcoming Terror (1987)
Interstellar Experience (1988)
The Club (2005)
Breaking The Silence (2011)
Chronicles Of Resistance (Compilação, 2011)
Chaos And Live (DVD, 2012)
Combat Cathedral (2016)

sábado, 20 de agosto de 2016

Review: The Sorceress Reveals - Atlantis (Souls Of Diotima)

The Sorceress Reveals - Atlantis (Souls Of Diotima)
(2016, Rockshots Records)
(5.6/6)

A Atlântida tem, ao longo dos tempos, inspirado muitos músicos e bandas que nela e nas suas lendas se baseia para construírem temas e álbuns. No entanto, arriscamos afirmar que nunca ninguém foi tão longe como os Souls Of Diotima no seu terceiro trabalho The Sorceress Reveals – Atlantis. O álbum começa com uma música de embalar para uma criança que não consegue dormir e que pede à sua mãe uma história. E é aqui que começa uma narrativa de 70 minutos de música, fantasia e interpretação que nos transporta para um filme épico. Basta fecharmos os olhos e vemos claramente esse filme a passar diante de nós. Este é um trabalho muito ambicioso que mistura as principais caraterísticas dos italianos (o metal melódico/power metal) com outras nuances como orquestrações bombásticas, coros majestosos, teatralização, bandas sonoras, musicais, diálogos, narrações e muitas outras surpresas a serem descobertas ao longo da audição. Ao longo dos 20 temas que compõem The Sorceress Reveals – Atlantis há um prelúdio, um prólogo e oito interlúdios que servem como introduções de oito temas. O número excessivo de interlúdios acaba por ser um aspeto negativo já que cria pontos de quebra que causam uma menor fluidez na audição. Também a introdução completamente desfasada do resto do trabalho de guturais em Tears Of Fury nos parece uma decisão, no mínimo, pouco criteriosa. No entanto, face à qualidade global de The Sorceress Reveals – Atlantis, estes acabam por ser aspetos de somenos importância.

Tracklist:
1. The Sorceress Reveals - Atlantis (Prelude)
2. The Land Of The Wind
3. Stories, Songs And Celebrations
4. Divine Love (Interlude)
5. Divine Love
6. Fate And Destiny (Interlude)
7. Fate And Destiny
8. Gold And New Horizons (Interlude)
9. Gold And New Horizons
10. The Battle Of Giants (Interlude)
11. The Battle Of Giants
12. Tears Of Fury (Interlude)
13. Tears Of Fury
14. Zeus Unleashed (Interlude)
15. Zeus Unleashed
16. Atlas Condemned (Interlude)
17. Atlas Condemned
18. Our Atlantis (Interlude)
19. Our Atlantis
20. The Sorceress Reveals - Atlantis (Prologue)

Line-Up:
Claudia Barsi - vocais
Antonio Fiori - guitarras
Gianmaria Puledda - guitarras
Antonio Doro – baixo, vocais
Giorgio Pinna – bateria

Internet:
Facebook   
Twitter   
Instagram   

Edição: RockshotsRecords