terça-feira, 1 de setembro de 2015

Review: Fool's Gold (The Walks)

Fool’s Gold (The Walks)
(2015, Lux Records)
(5.4/6)

Com um EP em 2014 e um longa duração este ano, os The Walks parecem ter um processo de criação bastante rápido. De 4 temas de R passaram para 12 em Fool’s Gold, sendo que dois são repescados do EP. Notória é a capacidade criativa, capaz de proporcionar um conjunto de temas enérgicos, mas cheios de personalidade e criatividade. Bebendo influências do punk, do garage rock, do rhythm ‘n’ blues, e das sonoridades britânicas que abarcam quer o brit pop quer o brit beat, Fool’s Gold é um disco rico em groove e swing, com um baixo forte, presente e a introduzir imenso balanceamento. A distorção está controlada embora se apresente suficientemente suja para criar momentos de suficiente aspereza o que associado ao músculo da guitarra e à forma direta e sem rodriguinhos dos temas, leva à criação de um disco pojante e pulsante. Um disco no qual o quinteto conimbricense não teve receio em arriscar introduzir elementos mais experimentais, mais sinistros ou até acústicos. Fool’s Gold está feito para ser absorvido de um trago, numa sequência em rodopio em cada tema pede o seguinte. E neste saltitar de emoções, uma palavra para o exemplar desempenho dos convidados, com especial ênfase nos sopros, a guindarem este disco a outros patamares de qualidade.

Tracklist:
1.      Clockwork
2.      Lost In The Crowd
3.      Holding On
4.      Loaded Gun
5.      Move Along
6.      Redefine
7.      Pleasure And Pain
8.      Midas Touch
9.      Hell Of A Dream
10.  Riding The Vice
11.  Out Of Luck
12.  Inside Out

Line-Up:
Gonçalo Carvalheiro – baixo
Hélder Antunes – bateria
John Silva – vocais
Miguel Martins – guitarra
Nelson Matias – guitarra

Convidados:
Victor Torpedo – guitarra em Clockwork
Fábio Matias – trombone
Fábio Serrano – saxofone
Cláudio Tavares – teclados e percussões

Internet:
Facebook    

Edição: Lux Records     

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Entrevista: Tiro No Escuro

Aqui Escondido é o nome do segundo álbum dos Tiro No Escuro e teve edição pela Necrosymphonic. Herdam o punk rock norte-americano que cruzam com a música made in Rock Rendez Vous. Charles Sangnoir e Ramon Galarza assinaram a produção de  um dos grandes discos de rock nacional deste ano e sem nada a esconder a banda falou a Via Nocturna.

Olá! Obrigado pela vossa disponibilidade. Ao fim de dez anos de carreira, surge o vosso segundo álbum. De que forma ele carateriza a vossa evolução?
Olá a todos! Este segundo álbum resume as nossas vivências e experiências ao longo destes 10 anos, as histórias que temos para contar, e surge, também, como um agradecimento aos nossos fãs que nos têm apoiado desde o início e que esperavam muito por este álbum.

E, afinal de contas, o que é que os Tiro no Escuro têm escondido?
Como qualquer pessoa, os Tiro No Escuro têm vindo a desenvolver várias facetas, umas mais públicas, comerciais e moralmente aceites e outras mais sombrias, pesadas e intensas. O que este álbum deixa transparecer é uma combinação entre essas facetas, num cocktail que reflete o que sentimos neste momento.

O álbum abre com Ribas, uma sentida homenagem ao João Ribas. De que forma o seu percurso como homem e como músico vos influenciou?
A influência do João Ribas, tanto como músico como ser humano, é inquestionável na música e na postura dos Tiro No Escuro. Com esta homenagem, pretendemos prestar-lhe um tributo, na forma que nos pareceu mais adequada: a faixa inicial do nosso segundo álbum de originais!

Chegaram a privar de perto com ele? Que recordações mais marcantes ficaram?
Sim, felizmente tivemos esse prazer. Aquilo que mais nos marcou no Ribas foi a sua humildade e a sua intensa paixão pelo Punk. Sentimos um apoio muito grande da parte dele, e isso foi muito importante para nós, no sentido de nos motivar para continuar em frente.

Apesar de se enquadrarem no chamado punk rock, posso perceber algumas nuances em Aqui Escondido. Por exemplo, as letras são mais pessoais que propriamente de incitação à revolta ou de insurreição social. De onde vem essa inspiração?
A nossa inspiração provém das situações do dia-a-dia e das nossas vivências. Sabemos que nos demarcamos do cliché da insurreição social, mas é-nos mais natural falar sobre aquilo que vemos e sentimos todos os dias.

Também em termos musicais, notam-se apontamentos de rock e linhas melódicas vocais que quase se encaixariam na pop. Como é feita essa amálgama de influências?
Para este álbum, pode dizer-se que fomos para estúdio com uma mente mais aberta relativamente ao primeiro álbum. Quisemos fugir um pouco dos riffs de punk rock mais conhecidos, que caraterizaram bastante o primeiro álbum, introduzindo uma sonoridade mais rock, com solos de guitarra mais complexos, etc, mas quisemos ao mesmo tempo introduzir uma linha vocal mais rica em melodias, de forma a preencher mais o nosso som e tentando sempre encontrar o equilíbrio entre ambas as influências.

De tal forma que acaba com uma bela e singela balada bem romântica… como têm reagido os punks mais fundamentalistas a essa “heresia” (risos!)?
É importante ressalvar que acima de tudo somos músicos e que tocamos aquilo que nos vai na alma. Felizmente, não nos consideramos presos a nenhum estilo predeterminado. Se se encaixa mais no Pop, Rock, Metal ou seja o que for, cabe a cada um decidir por si. Para nós, é simplesmente uma música de Tiro No Escuro.

O Kalu acaba por colaborar num tema. Como se proporcionou essa ligação e como vivenciaram experiência?
Para este álbum, quisemos ter a participação de um ícone do rock português. Naturalmente, o nome do Kalu surgiu no topo da lista. Efetuámos os contactos necessários e o Kalu aceitou de imediato. Desde a gravação em estúdio das vozes até à participação no videoclip da faixa Podes Alcançar, o Kalu mostrou ser, além de um excelente profissional, um tipo 5 estrelas!

E a produção esteve a cargo de dois nomes enormes da nossa música: Charles Sangnoir e Ramon Galarza. Como foi essa experiência de trabalhar com eles? Puxaram muito por vocês, deram muitas dicas…
Tanto um como o outro, contribuíram imenso para um resultado final que nos deixou bastante satisfeitos e podemos dizer, com muito orgulho, que foi um prazer enorme trabalhar com eles e não hesitaríamos em repetir a experiência.

Pelo que se vê no vosso facebook, oportunidades para tocar ao vivo não têm faltado. Como correu essa tour nacional?
Os Tiro No Escuro sempre foram uma banda “de palco”. Tentamos sempre transmitir ao público o gozo que nos dá estar em palco e isso reflete-se no feedback de quem nos vai ver ao vivo. Nesta tour voltámos a dar o melhor de nós em cada concerto e isso refletiu-se na atitude do público para com a banda. Nesse sentido, a tour correu muito bem!

E outros projetos que tenham em vista para os próximos tempos? Há algo que nos possam adiantar?
Por enquanto estamos em fase de “recobro” da tournée, mas esperamos marcar mais datas ainda para este ano e continuar a promover o novo álbum.

Mais uma vez obrigado! Querem acrescentar mais alguma coisa?
Nós é que agradecemos a oportunidade. Para aqueles que nos estão a conhecer agora, podem saber mais sobre os Tiro No Escuro em www.facebook.com/tironoescuro. Deixem o vosso feedback, venham aos concertos, apoiem o punk nacional!

domingo, 30 de agosto de 2015

Flash-Review: From A Distance (Not A Good Sign)


Álbum: From A Distance
Artista: Not A Good Sign      
Ano: 2015
Origem: Itália
Género: Prog Rock
Classificação: 4.3/6
Breve descrição: From A Distance é o segundo trabalho dos prog rockers de Milão Not A Good Sign. São dez temas de duração média, dinâmicos e distópicos de um prog rock pincelado aqui e ali de rock puro e baseados nas produções do género datadas dos anos 70. Um disco que começa nas melhores partes do seu antecessor homónimo de 2013 apresentando, a partir daí, novos desenvolvimentos e soluções técnicas e criativas. Isto sem prejuízo da manutenção dos típicos teclados vintage, guitarras trabalhadas, cenários introspetivos e complexidade estrutural.
Highlights: I Feel Like Snowing, Open Window, The Diary I Never Wrote, Going Down
Para fãs de: The Flower Kings, Yes, King Crimson, Neal Morse

Tracklist:
1.      Wait For Me
2.      Going Down
3.      Flying Over Cities
4.      Not Now
5.      Aru Hi Yoru Deshita
6.      Pleasure Of Drowning
7.      I Fell Like Snowing
8.      Open Window
9.      The Diary I Never Wrote
10.  Farewell

Line-up:
Paolo Botta – teclados
Alessio Calandriello – vocais
Alessandro Cassani – baixo, vocais
Martino Malacrida – bateria
Francesco Zago – guitarras

Convidados:
Maurizio Fasoli – grande piano
Eleanora Grampa – oboé, english horn
Jacopo Costa – vibrafone, glockenspiel

INFO: Flamenco com blues, jazz e sons cinematográficos no novo disco de Stephen Duros

O virtuoso guitarrista e compositor Stephen Duros lançou, via Luminescent Records, o seu novo e altamente aguardado álbum conceptual estranhamente intitulado de Aeaea (4.1/6), um disco com um assinalável sentido de equilíbrio entre estética e virtuosismo. A música de Stephen Duros e o seu trabalho com uma guitarra de cordas de nylon tem raízes nos sons tradicionais do flamenco, embora tenha desenvolvido o seu próprio estilo. Um estilo que inclui blues, ritmos asiáticos e do Médio Oriente, melodias e ritmos que de sugestões de jazz, reggae, sinfónico, cinematográfico e pop que assim se juntam a uma rumba cigana de flamenco em composições emocionalmente satisfatórias. O conceito por trás deste álbum consiste em contar uma viagem musical ou odisseia. O álbum conta uma história, de uma forma parecida com um livro. Em vez da tradicional forma de canções, o álbum tem 12 capítulos que quando ouvidos continuamente, se conectam numa longa peça. O título do álbum Aeaea (ee-EE-a) é, na verdade, o nome de uma ilha mitológica existente no poema grego Odisseia. O álbum não fala sobre essa ilha, antes indica que é um excelente ponto de partida para a viagem. Uma viagem que se repercute na música com diferentes paisagens sonoras. Em Aeaea, Duros toca guitarra flamenca, guitarra elétrica, baixo, teclados, percussão e programa a bateria num desempenho de total liberdade musical, sem fronteiras no processo de escrita.

Line-up:
Stephen Duros – guitarra flamenca, guitarra elétrica, baixo, teclados, bateria programada
Andrew Reissiger – charango
Luis Romanos – bateria e percussão
Gary Moser – riq e darbuka
Jeff Pierre – congas

Tracklist:
1.      Chapter I
2.      Chapter II
3.      Chapter III
4.      Chapter IV
5.      Chapter V
6.      Chapter VI
7.      Cahpetr VII
8.      Chapter VIII
9.      Chapter IX
10.  Chapter X
11.  Chapter XI
12.  Chapter XII

sábado, 29 de agosto de 2015

Notícias da semana

O portal online Ultraje vai lançar a edição #0 da sua revista, em formato papel. A revista, que será impressa a cores, apresentará um total de 28 páginas no tamanho A4. O custo é de €2,60 + portes de envio, e inclui o Volume I da compilação da Ultraje, em CD. Ainda não há uma data concreta para a saída da mesma, mas os envios vão ter início durante a primeira quinzena de setembro. Quem fizer a pré-encomenda da revista, habilita-se a ganhar dois discos de vinil, dos Megadeth e dos Nachtmystium. A pré-encomenda pode ser feita através do preenchimento de um formulário.



Os Innfight são uma nova banda germânica de rock/metal alternativo composta por membros dos Virus, 7th Day Davidian e Liquid Horizon. A sua estreia em disco acontecerá a 18 de setembro pela Innfight Music/Cargo Records e terá como título genérico Boulevard Of Pain. Um teaser do álbum já está disponível.





Os Bulletboys disponibilizaram o vídeo para o tema Rollover. Este tema é retirado do último álbum dos hardockers californianos intitulado Elefante, lançado a 9 de junho pela Deadline/Cleopatra Records, primeiro disco de originais em nove anos. Neste vídeo participa a voluptuosa modelo da Playboy Ivy Ferguson.



Os Federal Charm lançam o seu novo álbum Across The Divide a 2 de outubro através da Wire-Sound/Cargo Records. O sucessor da estreia de 2013 foi produzido por Jon Gree e pela própria banda. O tema Hercules estará disponível para download digital a partir de 14 de setembro. Para quem não conhece, os Federal Charm giram em torno do rock clássico de bandas que vão desde os The Allman Brothers Band até aos Led Zeppelin, com um travo de indie blues dos The Black Keys até algo mais contemporâneo como os Rival Sons.



O há muito aguardado novo álbum das lendas do rock clássico The Lizard está quase aí. Reptilicus Maximus, sétimo álbum da banda, tem data de lançamento agendada para setembro via Hyperspace Records e contará com a colaboração de Glenn Hughes (Deep Purple), Frank Marino (Mahogany Rush) e Vinnie Moore (UFO). Recorde-se que os The Lizard são compostos pelo baterista Bobby Rondinelli (Rainbow/Black Sabbath/BOC), o vocalista/teclista Mike DiMeo (Riot/Masterplan), o baixista Randy Pratt (que toca harmónica nos Cactus) e o guitarrista Patrick Klein (responsável pela gravação e mistura do álbum).




O baterista Carmine Appice e a lenda criadora de hits dos anos 60, Dean Parrish juntaram-se depois de 50 anos, para gravarem um EP de sete temas com música soul dos anos 60, intitulado Northern Soul – I’m On The Way.





Os divertidos Psychostick lançaram um vídeo onde prestam tributo a Bruce Campbell. O vídeo foi registado no Wizard World Comic Con em Chicago.
  




Em 2012 lançaram um EP homónimo. Em fevereiro deste ano surpreenderam com o álbum Halfway To Hopkins. Falamos dos Atlas Road Crew, banda na mesma linhagem de Skynyrd, Allman Brothers, The Band, Stones mas cruzado com a modernidade de uns Black Keys, Kings Of Leon ou mesmo The Delta Saints. A banda andará em tournée pela Europa a partir de janeiro de 2016. 



Capazes de combinar o swagger de bandas como The Faces ou T. Rex com o rock direto dos The Stones ou The Black Crows. Assim são apresentados os Them Vibes, originários de Nashville que têm em Shine On o seu portentoso álbum de estreia. Recentemente a banda terminou os trabalhos do seu novo EP, intitulado TV, com o produtor Richard Dodd, nome responsável pelo álbum Wildflower de Tom Petty.



Os britânicos Cats In Space aterraram! O novo e excitante projeto britânico de power pop rock leva-nos até aos anos 70 quando bandas como ELO, Queen, 10CC e Cheap Trick dominavam as ondas radiofónicas. O que não é de estranhar se vos dissermos que os Cats In Space reúnem membros que já tocaram ou colaboraram com nomes como The Sweet, Asia, T’Pau, Ian Gillan Band, Mike Oldfield, Airace, Arena entre outros. A sua estreia chama-se Too Many Gods e tem lançamento a 2 de outubro através da Harmony Factory/Cargo Records. O single de avanço, Mr. Heartache, coescrito por Greg Hart e Mick Wilson (10CC) e que conta com o lendário Andy Scott (The Sweet) nos vocais e guitarras, sai a 7 de setembro mas o vídeo já pode ser visualizado.


Os gregos Innerwish estão em estúdio desde o dia 5 de agosto a gravarem o seu quinto álbum, ainda sem título definido, que será lançado no início de 2016 via Ulterium Records. Este será o primeiro álbum como os novos membros George Eikosipentakis nos vocais e Fragiskos Samoilis na bateria.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Entrevista: The Freeway Revival


Se procuram sons orgânicos, capazes de juntar de forma sensível, country, rock e blues, não percam mais tempo. Deem uma oportunidade aos The Freeway Revival e ao seu novo álbum Over The Mountain e não se arrependerão. A banda virá à Europa em breve (Portugal, naturalmente ficará de fora) mas enquanto isso não acontece fiquem com esta interessante entrevista com uma banda que sabe bem o que quer e que caminhos deve seguir. A partir do seu novo quartel-general sedado em Nashville… os The Freeway Revival!

Olá pessoal, tudo bem? Obrigado pela vossa disponibilidade. Podem apresentar os The Freeway Revival aos rockers portugueses?
Antes de mais, obrigado por esta entrevista. Os The Freeway Revival são Jonathan Clayton nas guitarras ritmo e solo e pedal steel; Joseph Lee nas guitarras ritmo e solo; Mike McCue na bateria e percussão; Keith Harry no baixo e Adam Clayton no piano, órgão e vocais. Geralmente a maioria das músicas são criadas a partir da colaboração entre Jonathan Clayton e Joseph Lee, enquanto a maioria das letras são contributo de Adam Clayton

Quais são as vossas principais influências?
Nós temos uma grande variedade de influências que vão desde artistas country como Hank Williams Sr. até Merle Haggard e Waylon Jennings. A partir do blues, podemos referir Robert Johnson, Muddy Waters e muitos outros grandes artistas do género. Também misturamos o funk e rock dos anos 70 de grupos como Lynyrd Skynyrd, Little Feat, Elton John e The Allman Brothers Band. É importante lembrar que durante esses períodos de tempo todos esses músicos tiveram influência uns sobre os outros, pelo que retiramos influências da maioria dos fundadores da música americana.

Atualmente estão sedeados em Ashville, certo? Mas vocês não "nasceram" aí. O que motivou a vossa mudança para a Carolina do Norte?
Como banda, decidimo-nos mudar para Asheville porque sendo nós de uma cidade pequena não tínhamos as mesmas oportunidades. Isso pode ficar muito sombrio. Também queríamos tornar-nos uma banda profissional e forçar-nos a ir numa direção. Entrar no meio com músicos com pensamentos similares é importante. Muitos dos nossos amigos músicos na Virgínia queriam tocar de vez em quando e ter outra coisa durante a semana. Queríamos mais e sabíamos que para o conseguir teríamos que sair da nossa zona de conforto. Asheville tem uma boa reputação de ter grande quantidade de músicos, mas, ainda assim, não tem tanta concorrência para obtenção de bons músicos como nas cidades maiores. Também nos apaixonamos pelas belas paisagens, e isso tem proporcionado algumas das nossas melhores músicas! Asheville sempre foi vista como um passo muito importante. Acabamos por gostar devido ao sentido de comunidade e decidimos montar aqui a nossa base de operações.

Over The Mountain é o vosso novo álbum - como o descreveriam?
Um álbum com músicas muito boas. Ele encarna os estilos da banda, é melhor escrito e tem uma direcção coesa. Acho que é muito agradável de ouvir e leva-nos sempre a pensar nos tempos e lugares onde fomos para escrever essas canções. É muito diferente do som que tínhamos em mente e sinto que o nosso produtor tentou moldar-nos para um som mais leve (tudo bem, para mim). Definitivamente, somos mais que uma banda ao vivo e muitas vezes as pessoas diziam que gostariam que houvesse esse fogo em disco. Portanto, se tivesse que resumir com uma palavra, para nós, essa seria "diferente". Verás muito mais rock ao vivo do que a capa deixa antever. Mas, que posso eu dizer, somos uma banda de palco!

Como é que a nova formação influenciou o processo de criação?
Bem, todos nós temos diferentes origens, tanto na música como na nossa vida. E para mim, sinto que é isso que traz uma visão e criatividade para o nosso processo musical. Uma composição sólida foi sempre o foco principal desta banda, mas desde o início desta formação atual que sinto que o aspeto live foi elevado a um nível superior. Não que a composição tenha caído no esquecimento ou qualquer coisa, mas o desempenho ao vivo transformou-se em algo que nunca foi. É uma coisa bonita quando pessoas com diferentes olhos e ouvidos conseguem criar uma experiência que é universal e abrangente; essa é verdadeiramente a magia da música. Estou agradecido por esse poder místico.

Daí essa enorme experiência ao vivo com sete tours nacionais. O que podem os vossos fãs podem esperar dos The Freeway Revival ao vivo?
Quando alguém vem para um concerto dos The Freeway Revival, pode esperar uma grande variedade de música que se estende ao longo das décadas, no som, sabor e sentir. Num momento, podem querer retardar a dança com a sua senhora ou com uma senhora próxima, mas no momento seguinte vão agitar-se com toda a energia dentro de si. Com alma, brincalhão, eclético, grooving e movimento são as palavras relacionáveis que ​​eu usaria para descrever uma experiência Freeway Revival.

E estão prontos para a tour europeia? É a vossa primeira vez por cá? Quais são as expetativas?
Sim, estamos prontos e ansiosos para começar! É a primeira vez que visitamos a Europa e estamos muito animados. Queremos fazer novos amigos e ver, saborear, ouvir e cheirar todas as coisas novas. Sem cerveja americana! Espero que o nosso sotaque não seja muito difícil de entender!

Maia uma vez, obrigado! Desejamos-vos tudo de bom e uma boa tour na Europa. Querem acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado, também. Queremos fazer disto uma grande experiência para todos. Fiquem em contacto connosco no Twitter, Facebook e no www.thefreewayrevival.com. Em breve iremos anunciar as cidades e datas da tournée. Não sejam tímidos, mal podemos esperar para vos conhecer!