Escape Music

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segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Entrevista: Cody Beebe & The Crooks


Nasceram na cidade do grunge. Inspiram-se no oeste selvagem e no rock. Misturam soul e swing. Tocam as raízes americanas de forma subtil mas eficaz. Falamos dos The Crooks e do seu líder Cody Beebe com quem falamos a propósito de Out Here, numa altura em que a banda já vai fazendo as malas para vir até à Europa apresentar o seu rock.

Olá Cody! Tudo bem? Quem é o Cody Beebe e quem são os The Crooks? Podes apresentar este projeto para rockers portugueses?
Cody Beebe & The Crooks são um grupo americano de rock, de Seattle, WA. Tocamos rock’n’roll inspirado pelo espírito pioneiro do Oeste americano, misturando rock, country, folk, blues e jazz num som diversificado. A banda é composta por:
Cody Beebe - vocais e guitarra; Eric Miller – baixo; Aaron Myers – teclados; Brian Paxton – bateria; Skyler Mehal – guitarra solo.

Quais são as vossas principais influências?
Temos influências em toda a linha... Acho que é por isso que a nossa música às vezes é tão eclética. Gostamos da era do grunge, nos anos 90, incluindo Pearl Jam e Alice In Chains... Bandas de rock clássico, como Pink Floyd, Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, etc. Alguns de nós gostam de heavy metal, outros de jazz... Todos nós escrevemos as músicas juntos, pelo que elas saem com influências de vários géneros.

Qual é a vossa formação musical? Tiveram ou têm outros projetos musicais?
Todos nós viemos de diferentes bandas na faculdade e depois formamos os The Crooks quando nos mudamos para Seattle em 2009. Desde então, todos temos focado a nossa atenção principalmente sobre essa banda. Recentemente, Eric Miller e eu iniciamos um projeto paralelo com o guitarrista australiano Blake Noble, o violinista Tim Snider, e o baterista dos Candlebox, Scott Mercado. Este projeto chama-se Eust On The Rails.

Falaste do grunge e é engraçado porque vocês são oriundos de Seattle, precisamente a cidade natal do grunge. De que forma esse importante movimento musical ainda está presente na vossa música?
Adoramos a atitude que veio com a música grunge. Aaron Myers (teclista) é de uma pequena cidade no centro de Montana, que é o mesmo lugar do baixista dos Pearl Jam (Jeff Ament). Por isso Aaron cresceu a olhar para Jeff e tudo o que ele conseguiu. Isso ajudou-nos a tentar ser o mais original possível e a seguir os nossos corações, mesmo que não seja a coisa mais popular para fazer de momento. A minha inspiração vocal vem de cantores como Chris Cornell, Eddie Vedder e Layne Staley.

Out Here é o vosso primeiro álbum? Quais são os vossos sentimentos em relação a isso?
Out Here é realmente o nosso segundo álbum como banda. Lançamos o nosso primeiro álbum, Friends Of The Old Mill, em 2010. Depois andamos pelos EUA durante alguns anos em apoio desse lançamento e atingimos o número 64 na tabela Triple A com a nossa canção Waiting On You. Em 2013, lançamos Out Here. Estamos realmente orgulhosos deste disco e o facto de levar o ouvinte numa viagem. Nós gostamos de álbuns que são diversos, por isso, queríamos fazer um álbum que pudesse inspirar as pessoas através de tocar em diferentes géneros. Agora voltaremos a estúdio em dezembro para gravar um novo álbum com alguns singles que estarão incluídos num álbum que pretendemos lançar em 2015.

É um lançamento de 2013 com ótimas críticas. Como receberam isso?
Temos viajado muito nos últimos anos, tudo de forma independente. Tem sido muito trabalho duro, mas estamos determinados. Adoramos tocar para novas pessoas e fazer amigos e fãs ao longo do caminho. A melhor coisa para nós é podermos ter um impacto positivo sobre as pessoas e mudá-las para melhor. Esperamos que Out Here tenha ajudado as pessoas.

E em breve vêm até à Europa. Esperam a mesma receção? Quais são as vossas expetativas?
Não sabemos o que esperar. Essa será a nossa primeira vez em tournée pela Europa e estamos incrivelmente animados. Alguns de nós já viajaram pela Europa, mas nunca como uma banda. Esperamos que as pessoas gostem do nosso espetáculo ao vivo e mal podemos esperar para compartilhar a nossa música com diferentes culturas.

Alguns colegas da vossa empresa promocional – a Teenage Head Music – andaram/estão/irão em tournée pela Europa. Quando vêm cá os The Crooks?
Gostaríamos muito de ir! Esperamos que essa visita corra bem e possamos voltar a cada ano para uma tournée para novas partes da Europa. Gostamos de viajar e mal podemos esperar para tocar para todos vocês!

Out Here é um álbum com muito rock, mas também, com muito soul e swing. De onde vem toda essa inspiração?
Eu adoro a música soul vintage. O rock and roll é muito tão divertido de tocar... mas precisa ter alma, de modo que as pessoas sejam impactadas pela música. Nós esforçamo-nos para fazer música que toca as pessoas e as deixa com um impacto positivo. Mesmo nas nossas músicas mais pesadas de rock, temos uma mensagem profunda que tentamos passar. Isto é inspirado por grandes compositores como Steve Earle, Townes Van Zandt, Neil Young, etc.

E também com muitos convidados. Na minha opinião isto permite-vos introduzir variedade. Como aparecem estes convidados neste álbum?
Nós adoramos colaborar com outros músicos. Temos muitos grandes amigos no noroeste dos Estados Unidos que tocam em grandes bandas. Queríamos que eles fossem uma parte do nosso álbum porque nós realmente gostamos de todos e de cada um deles, e quisemos ajudar a promover o que eles estão a fazer bem, porque pensamos que eles são todos incríveis. Isso foi muito divertido para nós e adicionou camadas adicionadas e textura à música.

Foi uma experiência de gravação fácil com tantos convidados... Como geriram essa situação?
Uma vez que todos nós tivemos outras bandas no passado, realmente gostamos de colaborar e ouvir as impressões das outras pessoas sobre a nossa música. Muitas das pessoas que colaboraram já tocaram connosco no passado ou escreveram canções connosco e são nossos bons amigos, por isso tornaram o processo de gravação ainda mais divertido e memorável para nós.

Depois do lançamento do álbum vocês tiveram algumas mudanças de line-up. Como foi a integração dos novos membros?
Após a gravação deste álbum, os nossos percussionista e baterista deixaram o grupo. Em seguida, arranjámos um novo baterista, Brian Paxton, e um novo guitarrista, Skyler Mehal. Brian é incrível e adoramos tocar com ele. A sua energia em palco é incrível e faz com que os nossos shows ao vivo sejam ainda mais agradáveis…  Mais: ele é um grande baterista de rock e pode deixar crescer uma barba incrível!!! Quanto ao guitarrista, não estávamos à procura de um, mas Skyler entrou e gravou no nosso álbum e ficámos todos deslumbrados pela forma como ele é bom. Perguntamos-lhes se gostaria de vir para a estrada e estamos muito felizes que tenha aceite. Ele tem muita energia e é um músico fenomenal. Sinto que este line-up é o melhor dos Crooks de sempre.

E quanto a uma tournée pelos EUA, alguma coisa programada?
De momento, estamos a trabalhar nos nossos planos de uma tournée dos EUA, que acontecerá depois da europeia.

Bem Cody, mais uma vez, obrigado, e dou-te a oportunidade para deixares uma última mensagem...
Muito obrigado pelo teu apoio e interesse na nossa música. Mal podemos esperar por ir à Europa pela primeira vez!!!!!!

domingo, 23 de Novembro de 2014

Notícias da semana

A editora gaulesa Send The Wood Music apresentou a banda Tess, praticante de um cruzamento entre o metal e o punk. O seu próximo álbum, já o quarto, chamar-se-á Que S’Élève La Poussière e estará nas lojas a 3 de fevereiro. O vídeo para o tema Otage já está disponível no seu canal de Youtube.



A Ethereal Sound Works anunciou a sua campanha de Natal que consiste na oferta de um CD gratuito em compras de valor igual ou superior a 10,00€ na sua loja online. O CD gratuito pode ser escolhido de uma lista específica de CDs editados pela própria editora de 2004 a 2013. A campanha termina a 31 de dezembro de 2014.



As lendas da bateria Carmine e Vinnie Appice têm uma extraordinária carreira atrás dos seus kits de bateria. Carmine nos Cactus, Vanilla Fudge, Rod Stewart e Ozzy Osbourne. O seu irmão Vinnie, mais virado para o metal com participações nos Dio, Black Sabbath e Heaven & Hell. Recentemente estes dois irmãos e monstros sagrados têm surpreendido as audiências com o seu espectáculo rock denominado Drum Wars, incluindo não só temas das suas bandas, como também batalhas de solos de bateria. Felizmente para todos, um desses shows foi gravado em Junho no Iridium em Nova Iorque e está agora disponível via Deadline Music e Rocker Records. Juntamente com Carmine e Vinnie, estão Jim Crean, Ethan Brosh e James Caputo! Um tema deste álbum está disponível para download gratuito no bandcamp da Rocker Records. Coincidente com este lançamento, está disponível uma série de espectáculos na Europa com Carmine e Vinne tocando com um conjunto de vocalista e músicos metal. Intitulado como The Metal All-Stars, a edição deste ano conta com Zakk Wylde, Joey Belladonna, Geoff Tate, Dave Ellefson, James LaBrie, Chuck Billy entre muitos outros. Para mais pormenores acedam aqui.



Os Johnny Fontane And The Rivals apresentam o seu álbum de estreia, Lemme Tell Ya a 23 de janeiro de 2015 o que, desde logo, traz uma nova dimensão ao blues suiço. São 12 temas com riffs catchy, solos e belas harmonias vocais. Vinnie Moore (Alice Cooper/UFO), Justina Lee Brown e Marco Pantherra surgem como convidados.



A Audio Fidelity já nos habituou a colocar no mercado trabalhos de excelente qualidade sonora e musical. Agora prepara-se para dar um passo em frente com a junção com a ETrain Records, editora do multi-vencedor de Grammys, Elliot Schneider.  O primeiro resultado desta parceria será a edição de Let It Snow dos New York Voices, uma coleção de clássicos temas de Natal.



Iniciado no início deste ano por Marcelo Beckenkamp, o novo metal operático brasileiro, Waterghost, surge com a proposta de apresentar materiais de qualidade e expandir o seu trabalho pelos quatro cantos do globo, com uma ideologia diferente, ser deixar de lado a real essência desse estilo musical. Nos seus trabalhos, o projeto optará em abordar assuntos mais amplos na composição das letras, possibilitando, assim, o público ter uma reflexão maior com as mensagens atribuídas. Para já, os Waterghost têm dois vídeo-singles: Four Elements e Let’s Carry On, precisamente lançado na última semana. Este último conta com os vocalistas André Anheiser Ferrari (Mr. Ego), Mischa Marmade (Zaltana) e Raphael Dantas (Perc3ption).





Como já tínhamos anunciado na semana passada, os Inkilina Sazabra apresentaram o seu novo e segundo single retirado do disco Maldita (Mente), lançado em junho pela Dicepeca Records. O novo single intitula-se Oiço Conselhos Demais.





O vocalista Mário Kohn acaba de lançar vídeo, interpretando o tema Cryin', dos Aerosmith. Entretanto, Mário está em fase de pósprodução do álbum da sua banda, Eyes Of Gaia!



New Generation é o novo tema e vídeo dos Metal Machine a ser disponibilizado. O tema fará parte do segundo álbum da banda a ser lançado no início de 2015. O vídeo foi filmado por Gustavo Freeze da espanhola Elborato Productions e editado por Axel W. da Rock’N’Growl.



Os PhaZer foram confirmados como convidados especiais e banda suporte no concerto dos D. A. D. no Paradise Garage em Lisboa, no próximo dia 6 de dezembro de 2014. Este concerto da banda dinamarquesa faz parte da digressão 30 Years, 30 Gigs, comemorativa do seu trigésimo aniversário, ao mesmo tempo que os PhaZer celebram o seu décimo aniversário.



Uma caixa com 4 discos – 3 CD’s e 1 VD – compilando todo o material que Todd Rundgren apresentou entre 1972 e 1983 na rádio e televisão BBC. Um verdadeiro must para os fãs do artista. A edição é da Esoteric Recordingse tem como título genérico Todd Rundgren At The BBC.

Flash-review: Songs From November (Neal Morse)


Álbum: Songs From November
Artista: Neal Morse 
Editora: InsideOut Music 
Ano: 2014
Origem: EUA
Género: Rock/americana
Classificação: 5.2/6
Breve descrição: Já não é a primeira vez que Neal Morse desliga a distorção, corta no tempo dos seus temas e apresenta um álbum de canções simples, onde o mais importante é a emoção. Morse é um verdadeiro camaleão da composição e, pelos vistos, adapta-se a qualquer tipo de situação, como mais uma vez fica demonstrado, juntando elementos acústicos, violinos, metais, pianos e coros gospel na criação de uma emotiva coleção de canções.
Highlights: Whetever Days, Heaven Smiled, Love Shot A Arrow, Sonf For The Free
Para fãs de: Beatles, Neal Morse, Philip Claypool

Tracklist:
01. Whatever Days
02. Heaven Smiled
03. Flowers In A Vase
04. Love Shot An Arrow
05. Song For The Free
06. Tell Me Annabelle
07. My Time Of Dying
08. When Things Slow Down
09. Daddy's Daughter
10. Wear The Chains
11. The Way Of Love

Line-up:
Gabe Klein – bateria, piano
Chris Carmichael – cordas
Jim Hoke – saxofone, pedal steel
Steve Herrman – trompete
Eric Darken – percussão  
Regina and Alfreda McCrary – Background Vocals
Eric Gillette – vocais
Neal Morse – teclados, vocais, guitarras, baixo, percussão, bateria 

Info: Stereotipical Working Class regressam aos discos com Every Cloud Has A Silver Lining

Oriundos de França, os Stereotipical Working Class (SWC) nasceram em 1999 por ação dos irmãos Martin e Bertrand Simonet. O line-up ficou completo com o guitarrista Christophe Fernandes e com o baterista Benjamin Galindo. Em 2003 lançaram o seu primeiro EP Illusions e, três anos depois, o seu álbum de estreia Sans Repéres. Em 2008 a banda lançou um álbum acústico, Station Of Nowhere e no mesmo ano começaram a trabalhar em Day After Day, publicado em 2009. Agora, em 2014, os SWC regressam com Every Cloud Has A Silver Lining, gravado e misturado por Fabrice Boy nos Hacienda Studios & Inglorious Records e masterizado por Fred Kevorkian (Sonic Youth, The National, Drowning Pool), numa edição da Klonosphere Records. Composto por 13 temas novos, Every Cloud Has A Silver Lining é o melhor trabalho dos Stereotypical Working Class, combinando riffs musculosos e memoráveis com ritmos poderosos e belas harmonias vocais. Um disco orientado para os fãs de Tool, Helmet e Thrice.

Tracklist:
01. Talkers Are Not Doers; 02. Soon Enough; 03. Walking Over You; 04. The Best That I Can; 05. Song For Kepler; 06. Your Own Way; 07. More Than A Man; 08. Perfect Frame; 09. Live And Learn; 10. Truth Or Consequences; 11. Friendly Fire; 12. Something Good; 13. Dead Men Walking


sábado, 22 de Novembro de 2014

Review: Trail Of Fire - Live In North America (Satan)

Trail Of Fire – Live In North America (Satan)
(2014, Listenable Records)
(5.2/6)

Trial Of Fire – Live In North America é um álbum duplamente lendário para os lendários Satan. É o seu primeiro álbum ao vivo e marca a sua estreia em solo do Tio Sam. Depois do regresso, em grande classe como foi Life Sentence, este é o prémio mais que merecido para uma das mais importantes bandas do movimento NWOBHM. Por isso, em mais de uma hora temos aqui um maciço ataque de heavy metal tradicional, quase sem tréguas nem momentos calmos, a não ser alguns curtos breakdowns mais almos em Break Free, The Ritual e Siege Mentality. Um álbum assente essencialmente em Life Sentence, donde estão seis temas sendo o resto preenchido com clássicos da banda. O principal problema aqui prende-se com a fraca captação sonora que torna este live quase num bootleg – guitarras muito estridentes e uma bateria enlatada são os principais problemas. Pode afirmar-se que com este som, seja qual for a qualidade da música fica seriamente afetada. No entanto, no caso dos Satan, o contrário também pode ser afirmado: com canções deste calibre, a qualidade do som pouco afeta. Mas seja como for, para um primeiro álbum ao vivo exigia-se uma melhor captação. Assim, um disco que podia ser histórico para o heavy metal só o será para os fans dos britânicos. Ainda assim… é Satan!

Tracklist:
1.      Intro/Trial By Fire
2.      Blades Of Steel
3.      Time To Die
4.      Twenty Twenty-Five
5.      Break Free
6.      No Turning Back
7.      The Ritual
8.      Siege Mentality
9.      Oppression
10.  Incantation
11.  Testimony
12.  Alone In The Dock
13.  Heads Will Roll
14.  Cenotaph
15.  Kiss Of Death

Line-up:
Brian Ross – vocais
Steve Ramsey – guitarras
Russ Tippins – guitarras
Graeme English – baixo
Sean Taylor - bateria

Internet:

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Entrevista: Vespers Nine


Os Vespers Nine já vinham a causar furor desde 2012 nas suas frequentes apresentações ao vivo com o seu rock melódico e musculado. Por isso, o primeiro álbum era bastante aguardado. True Story chegou finalmente e veio confirmar o que se esperava deste quinteto bastante experiente. Uma simpática Gricel Julie Dosal foi a porta-voz do coletivo de Miami.

Olá Gricel, muito obrigado pela tua disponibilidade com Via Nocturna! Quem são os Vespers Nine? Podes apresentar a banda aos rockers portugueses?
Vespers Nine é uma banda de rock de cinco elementos com base no sul da Florida. Lançamos esta formação no final de 2012 e praticamos um rock versátil, de alta energia e original, tocando ao vivo e encantando o público de rock onde quer que nos vejam. Formada por músicos bem conhecidos, Vespers Nine é um grupo altamente profissional que recentemente entrou em estúdio com o premiado produtor/engenheiro Hal Batt para gravar o seu muito aguardado primeiro álbum True Story. Este álbum foi lançado oficialmente a 27 de setembro de 2014, num concerto esgotado em Delray Beach, FL. Apresentamos o lendário ator convidado, Phil Kenzie que participou em três músicas com saxofone e de Jack Russell’s Great White, como grupo convidado de suporte. Abalamos o Crest Theatre com uma performance eletrizante e cheia de energia como o grupo tem sido reconhecido. A banda lançou o seu primeiro single extraído de True Story, intitulado Forever Yours acompanhado de um vídeo conceptual realizado pelo aclamado cineasta, David Liz.

O que vos motivou a iniciar este projeto?
A motivação para a formação dos Vespers Nine surgiu simplesmente como um trabalho de amor para todos os cinco músicos envolvidos. Todos os membros têm desempenhado, escrito e realizado música original, quer juntos em formações de bandas anteriores, ou em projetos separados, aprimorando as suas capacidades através dos anos. Todos também perceberam que compartilhavam estilos musicais e influências. A ideia de formar esse projeto em particular foi idealizada pela primeira vez por mim, que queria envolver o meu irmão, John Simon, como vocalista numa banda de rock, junto com ex-companheiros de banda, o guitarrista ritmo, Jesse Rivas e baterista, George Dosal. O catalisador para a ideia surgiu quando esses membros tocavam localmente simplesmente por divertimento como um projeto paralelo, mas foi finalmente cimentado quando ouvi o guitarrista, James Martinez, tocar guitarra pela primeira vez. Isso aconteceu quando eu e Martinez nos sentamos com o baterista George Dosal, para uma jam improvisada na minha casa durante uma função privada, onde Martinez foi um dos convidados. A ideia surgiu e os membros reuniram-se de imediato reconhecendo que funcionavam extremamente bem como banda. O resto é história!

De onde surgiu o nome Vespers Nine? Algum significado em particular?
O nome Vespers Nine surgiu a partir de um poema escrito por Samuel T. Coleridge, intitulado The Rime Of Ancient Mariner. Nesse sentido, são duas estrofes particulares onde se lê And a good south wind sprung up behind; The Albatross did follow, And every day, for food or play, Came to the mariner’s hollo!, In mist or cloud, on mast or shroud, It perched for VESPERS NINE; Whiles all the night, through fog-smoke white, Glimmered the white moonshine. O guitarrista, Jesse Rivas e eu estávamos à procura de ideias para o nome da banda, quando nos viramos para poemas e literatura em busca de inspiração. Rivas mencionou o poema, The Rime Of Anciet Mariner e ambos começamos a ler. Foi quando me surgiram essas duas estrofes em particular, e o termo Vespers Nine se destacou tendo ambos concordado imediatamente que o significado por trás dele era o da esperança e devoção e era precisamente isso que estávamos a procura. Em suma, Vespers Nine representa a esperança e devoção, como a do pássaro albatroz no poema que, empoleirado no mastro do navio em dificuldades, com marinheiros doentes durante nove dias seguidos, traz consigo a esperança, devoção e salvação - ou também conhecido como a chamada para a oração.

Todos vocês já tinham tido experiências semelhantes antes de Vésperas Nine?
Sim, todos os cinco membros trazem consigo anos de experiência tocando em bandas, compondo música original, gravando em estúdio e realizando concertos.

Quais são as vossas principais influências?
As nossas influências são variadas e diversas, mas incluem Journey, Evanesence, Van Halen, Nickleback, Heart, Gemini Syndrome, Foreigner, Metallica, The Beatles, 3 Days Grace, Rush, Pink Floyd e a lista continua por aí a fora…

Vamos falar sobre True Story, a vossa estreia, certo? Como foi o making of do álbum?
Sim, True Story é o álbum de estreia dos Vespers Nine. O making of do álbum pode ser resumido na expressão "trabalho de amor", muitas vezes usada para descrever a nossa decisão de formar esta banda. Francamente falando, a composição e gravação deste álbum foi um trabalho muito duro - mas mais importante, criativamente falando, foi puro divertimento! Podermo-nos apresentar ao vivo na frente de uma audiência, gravar a nossa música em estúdio é a alegria criativa final para todos nós. Escrever canções que sentimos que eram as mais adequadas à banda, foi frequente, relativamente fácil e sempre gratificante – fosse uma música pesada ou uma balada mais subtil - as músicas fluíram bem. Os esforços de colaboração da banda são, por vezes, um desafio, mas nunca uma tarefa árdua. True Story foi produzido pelos Vespers Nine e pelo aclamado produtor/engenheiro Hal Batt, que foi fundamental no polimento da nossa assinatura sonora.

Como definirias este álbum?
Este álbum, True Story, é sincero, rock direto e bem trabalhado. É melódico, pesado e, finalmente, escrito com o ouvinte em mente!

Pode falar-nos sobre a experiência de gravação deste disco?
A experiência de gravação de True Story para os Vespers Nine foi excelente. Todas as dez canções foram gravadas nos Afterhours Recording Studio, em North Miami, FL, EUA, durante um período de cerca de um ano, com a banda entrar em estúdio periodicamente para gravar as faixas que iam sendo escritas e à medida que a banda ia evoluindo. As músicas em si refletem a história de crescimento da banda e a sua evolução. A maioria das músicas foram gravadas em sessões de estúdio que variaram desde várias semanas até um par de dias e todas as canções originais foram escritas pela banda de forma colaborativa, com a exceção de Remember My Name, que foi escrita exclusivamente por mim.

Este é um lançamento independente? Há algumas possibilidades de alguma editora poder proporcionar uma distribuição internacional?
Sim, este álbum é lançado de forma independente pelos Vespers Nine está atualmente disponível para a distribuição internacional, visitando o site da banda em Vespersnine.com, onde há links para comprar o álbum. Também pode ser comprado em todo o mundo, visitando CDbaby.com, iTunes Store ou uma variedade de outras fontes de distribuição de música, basta pesquisar Vespers Nine. É fácil de encontrar e comprar, portanto comprem um hoje!

Forever Yours foi o primeiro vídeo filmado a partir deste álbum. Porque essa música?
A canção Forever Yours é o primeiro single do álbum. A banda escolheu essa música, porque é o primeiro single, e transmite uma mensagem muito forte do que a própria banda acredita - esperança e devoção. É uma música poderosa, com guitarras intensas e vocais poderosos e sentimos que era a canção perfeita para lançar não só como o nosso primeiro single, mas também acompanhada pelo nosso primeiro vídeo conceptual. Forever Yours incorpora muito do que são os Vespers Nine. Tanto a versão local para os Estados Unidos, como as versões internacionais podem ser encontradas no nosso website (Vespersnine.com) no link media/vídeo. Também está facilmente disponível para os nossos fãs através do YouTube, pesquisando Vespers Nine Forever Yours. Ambas as versões foram filmadas pelo premiado cineasta indígena local de South Florida, David Liz, por isso não deixem de o ver, compartilhar, comentar, tweetar e divirtam-se!

A respeito de espectáculos ou tours – o que têm nos próximos tempos?
De momento, estamos a ensaiar para nos prepararmos para os próximos concertos/tours que se apresentam. Datas futuras de espetáculos estão a ser negociadas como falamos e mal nós saibamos, também os nossos fãs irão saber! Estamos também a trabalhar no sentido de fazermos uma maciça promoção na rádio em estações de rádio de rock, tanto aqui nos Estados Unidos como internacionalmente!! Está a ser muito emocionante e estamos ansiosos e prontos para ir onde a música nos levar!

Obrigado Gricel! Foi um prazer poder fazer esta entrevista contigo. Queres enviar alguma mensagem ou abordar algo não mencionado nesta entrevista...
A mensagem que os Vespers Nine gostariam de transmitir a todos os fãs de música rock, bem como a qualquer pessoa, em geral – sigam os vossos sonhos, dediquem-se ao que amam e deixem a música acalmar e/ou incendiar a vossa alma!

Muito obrigado!!!!
Obrigado, o prazer foi nosso poder compartilhar a nossa música e história com Via Nocturna! Rock on e que Deus te abençoe!