sexta-feira, 27 de maio de 2016

Entrevista: Chris Ousey


Chris Ousey tem um passado rico com passagens por diversos colectivos de sucesso como Monroe, Virginia Wolf e Heartland. Adicionalmente tem uma carreira a solo e colabora com outros projectos, sendo Ozone, com Steve Overland, o mais recente e com mais visibilidade. Em seu nome próprio, já não assinava nenhum disco desde Ryhme And Reason de 2011, pelo que o novo Dream Machine causou alguma ansiedade nos fãs. Foi com este novo álbum por base, embora sem esquecer o seu trajeto mais recente ou mais afastado, que falamos com o excelente vocalista.

Olá Chris, como estás? Obrigado pela tua disponibilidade. Novo álbum com o teu nome depois de Rhyme And Reason de 2011. Como te sentes com este novo trabalho?
Olá, estou bem, obrigado. Sinto-me muito satisfeito com este novo álbum. Soa muito bem como eu esperava que fosse e eu estou feliz porque parece ter sido bem recebido.

Pelo meio tiveste a oportunidade de gravar com Steve Overland no projeto de Ozone. Naquela altura tive a oportunidade de falar com Steve e agora pergunto-te a ti, como viste esse projeto?
Foi um grande projeto em que estive envolvido. Sempre fui um grande fã de Steve, portanto fiquei entusiasmado quando a ideia me foi apresentada pela primeira vez pela minha editora. Não é todos os dias que dois cantores como nós se unem e foi ótimo tocar fora dos nossos estilos habituais. Acho que funcionou muito bem. Infelizmente, por causa de compromissos de trabalho, acabamos por gravar os vocais de bastantes faixas de forma separada. Eu fiz o meu trabalho no estúdio de Mike Slamer na Califórnia e Steve gravou aqui na Inglaterra perto de sua casa. Mas conseguimos trabalhar alguns detalhes vocais em conjunto para o final do projeto, portanto foi muito divertido.

Foi, de facto, uma boa joint venture entre dois grandes vocalistas. É uma experiência para continuar?
Ainda é um pouco cedo para dizer. Na maior parte do tempo tanto Steve como eu estamos bastante ocupados com vários projetos. Se pudéssemos fazê-lo funcionar, não vejo por que não.

Bem, voltando a Dream Machine, este novo álbum é uma continuação lógica de Rhyme And Reason?
Acho que provavelmente é. Embora tenha havido muito tempo entre as edições, algumas das músicas de Dream Machine foram escritas logo a seguir ao lançamento de Rhyme And Reason, por isso acho que eles preenchem essa lacuna de forma razoavelmente homogénea.

Durante quanto tempo trabalhaste neste álbum?
É difícil de precisar sobre o tempo que levou. Eu tenho tendência para estar sempre a escrever e a colocar as ideias de lado para o projeto certo que surja. Provavelmente tinha metade do disco em forma bruta, gravado em demos, quando me pediram para colocar outro disco a solo cá fora. Acho que o resto levou ao Tommy e a mim cerca de dois meses.

Todas as canções foram escritas por ti e por Tommy Denander. Olhando para o resultado final é, de facto, uma grande equipa...
Estou sempre ansioso por trabalhar com Tommy. Ele é um músico extraordinário e um dos melhores compositores da atualidade. Sei que quando ele me envia uma ideia para uma faixa, o apoio musical será de primeira qualidade. Acho que também ele sabe como funciona a minha voz, pelo que também poupa muito tempo.

E as primeiras reviews confirmam precisamente isso: uma grande resposta dos media. Com toda a tua experiência ainda sentes aquele nervoso miudinho quando lanças um novo álbum?
Há sempre esse ligeiro nervosismo que não resulte bem. Mas para ser honesto, o mais importante para mim é que eu tenho feito o melhor trabalho possível. Como compositor e vocalista tenho um certo padrão que tento alcançar. Claro que queremos que aquilo em que estamos a trabalhar no momento seja um pouco melhor do que o anterior. Quanto mais fazes, mais desafiante se torna. É divertido continuar a empurrar um pouco mais.

Como decorreu o processo de gravação?
Para mim, foi uma experiência muito boa. Gravei as minhas partes não muito longe de onde moro, por isso pude dormir na minha própria cama todas as noites. Normalmente quando gravo noutros locais, gasto muito tempo em hotéis. Gravei duas ou três faixas por dia, dependendo de como me sentia. Apesar de tudo, uma experiência bastante indolor e simples.

Tu estás sempre a trabalhar, por isso pergunto-te se estas atualmente envolvido em algo novo ou se tens em mentos outros projetos para um próximo futuro.
Estou prestes a entrar em estúdio para gravar o segundo disco de Snakecharmer. Estou ansioso, em particular, para gravar com o nosso novo guitarrista Simon McBride. Temos algumas canções fortes e deve estar pronto muito em breve.

E a respeito das tuas bandas anteriores... Ideias para novos álbuns?
Acho que talvez já tenha passado muita água debaixo da ponte para um regresso dos Virginia Wolfe, mas não poria de parte alguma coisa no futuro para os Heartland. Pelo menos, seria bom revisitar alguns deles ao vivo.

Estás a preparar alguma tournée para promover Dream Machine?
Espero fazer algo num futuro não muito distante, que pode incluir tocar uma boa seleção de músicas de alguns dos meus últimos lançamentos, bem como do novo lançamento. Não tenho certeza dos detalhes ainda.

Chris, muito obrigado, mais uma vez!
De nada. Adeus por agora e espero ver-te num espetáculo. 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Playlist Via Nocturna 26 de maio de 2016


Review: Excelsior (Mad Hatter's Den)

Excelsior (Mad Hatter’s Den)
(2016, Inverse Records)
(5.2/6)

Uma curta intro de contornos árabes dá início a um desfilar de onze temas (onde se inclui um outro curto interlúdio instrumental) sob a forma de Excelsior, naquele que é já o segundo trabalho dos Mad Hatter’s Den. O heavy metal clássico é a escola do coletivo e já havia ficado demonstrado na estreia, mas agora, os finlandeses, após algumas mudanças de line-up, reinventam-se e conseguem reinventar o seu metal. Daí até à inclusão de elementos sinfónicos e progressivos e à entrada por campos de power metal foi um saltinho. Aliás, acaba por ser um dos pontos de maior destaque esta ligação, muitas vezes pouco expectável, entre o classicismo e a contemporaneidade no que diz respeito ao metal. Isto resulta num conjunto de temas pouco óbvios, com diferentes recursos, diferentes influências, ideias inovadoras e virtuoso tecnicismo. De Iron Maiden a Nevermore, passando por Manilla Road e até pelo instrumental dos seus conterrâneos Nightwish, Exclesior é um disco que desafia os sentidos, mesmo que por vezes se perca em exageros criativos.

Tracklist:
1.      Eye Of The Storm
2.      Break The Chains Into Black
3.      Birds Of Prey
4.      Masters Of Hate
5.      Trail Of Fears
6.      Through The Unknown
7.      Guardian Angel
8.      Hero’s End At The Silver Gates
9.      Ascension
10.  The Aftermath
11.  Not Of This World

Line-Up:
Arto Pitkänen – bateria
Jarno Vitri – baixo, vocais
Jaakko Hänninen – guitarras
Kari Korhonen – guitarras
Petja Puumalainen - teclados

Internet:
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Edição: Inverse Records  

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Entrevista: Crimson Hall

Better Safe Than Sorry é o título do single de avanço do álbum de estreia dos Crimson Hall previsto para junho. O quinteto formou-se em 2014 com o objetivo de fazer algo próprio e as primeiras reações a este primeiro lançamento têm deixado a banda motivada. Via Nocturna foi conversar com o guitarrista João Ferreira sobre mais este nome nacional emergente.

Olá, tudo bem? Quem são os Crimson Hall? Podem falar um pouco do trajeto desenvolvido até agora?
Olá! Os Crimson Hall são um grupo de músicos que tinham uma grande vontade de ter um projecto totalmente seu, visto que grande parte das suas vidas passava por tocar música de outros, quer fosse a acompanhar determinado artista ou mesmo a tocar covers. Começámos a compor em 2014, entrámos em estúdio em meados de 2015, e estamos agora aqui com as coisas a chegarem ao público.

Quem são os Crimson Hall? Podes apresentar os elementos?
Os Crimson Hall são compostos pelo André Peixoto na voz, o Ricardo Gomes na guitarra, o David Rodrigues na bateria, o João Ferrão no baixo e eu, João Ferreira, na guitarra. Eu e o André somos vizinhos há dez anos, o Ricardo e o David eram meus colegas no curso de jazz da Universidade Lusíada e o Ferrão conheci através de amigos e convidámo-lo para se juntar a nós.

O que vos motivou a erguerem esta banda?
Era aquilo que dizia há pouco, queríamos ter um projeto nosso. E queríamos que esse projeto fosse a via através da qual as nossas criações pudessem chegar às pessoas. Tínhamos muito material criado por nós individualmente, algum já com bastante tempo, que nunca tinha visto a luz do dia e a criação dos Crimson Hall permitiu-nos usar essas ideias e algumas que apareceram entretanto.

Já tinham tido experiências semelhantes anteriormente?
Já. Mas desta vez decidimos que ia ser a sério, mesmo que tivessemos de sacrificar outras coisas que fazemos. Por vezes, pomos os nossos projetos em standby para nos podermos dedicar a trabalhos para que somos chamados e, desta vez, decidimos que nos íamos dedicar o máximo possível a isto.

Que nomes ou movimentos mais vos influenciaram?
As nossas influências são variadas. Foo Fighters, Nirvana, The Strokes, Artic Monkeys, Ornatos Violeta passando pelo Brit Pop que o André ouve... Bem, depois eu o Ricardo e o David estudámos jazz o que também poderá ser considerado uma influência para nós, pelo menos na abordagem à construção dos temas.

Better Safe That Sorry é o nome do vosso single, sendo que o lançamento decorreu já em abril. Têm algum feedback das primeiras reações?
Sim, temos. E o incrível para nós é que as pessoas gostam... Hahah... É incrível que tenham aparecido montes de pessoas, nos concertos dos passados dias 5 e 7 de maio, que já sabiam a letra toda e cantaram conosco, mandaram-nos um vídeo do concerto no Popular Alvalade em que as pessoas cantam todas o refrão e nós estamos tão gratos. É tão surpreendente ter uma mensagem criada por nós que está a chegar às pessoas. E já temos 2180 visualizações do nosso vídeo no youtube... É incrível, obrigado!!

Como descreveriam o que se pode ouvir neste single?
É rock! Já houve quem dissesse que é rock americano, mas para nós é rock... São guitarras, a voz e a bateria tornam-se mais intensas quando a mensagem se torna mais dura... O tema fala sobre a dúvida e a desilusão em relação a alguém e no final a desilusão é o ponto central e aí as coisas tornam-se sérias... Haha! É um crescendo da dúvida em relação à desilusão final!

E este single é um fiel demonstrativo do que virá a seguir?
Sim é, escolhemos este tema como single porque o consideramos demonstrativo da nossa linguagem e neste início precisamos de afirmar a nossa identidade. Porém, dentro do disco vão existir três ou quatro variações desta linguagem, cada uma representada por um ou dois temas.

Projetos e objetivos para o futuro – aonde pensam poder chegar com os Crimson Hall?
Nós queremos três coisas: continuar a criar música, fazer concertos e que a nossa música chegue ao máximo número de pessoas possível. Para atingir este objetivo propomo-nos a trabalhar com todas as forças e empenho que temos. Depois onde podemos chegar só o tempo o dirá!

Muito obrigado! Querem acrescentar mais alguma coisa?
Queremos agradecer esta oportunidade de falarmos sobre nós, muito obrigado. Oiçam a nossa música e apareçam nos concertos!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Review: Midnight Eternal (Midnight Eternal)

Midnight Eternal (Midnight Eternal)
(2016, Inner Wound Recordings)
(5.4/6)

Com apenas dois anos de existência os Midnight Eternal chegam ao seu primeiro álbum apresentando-se como mandam as boas regras do metal sinfónico com vocais femininos. O maior destaque vai para voz de Raine Hilai, doce e angelical mas com um registo bastante diferente do habitual. Um trabalho vocal que se manifesta em diversas camadas, com a inclusão de vocais masculinos, muitas vezes em segundas vozes e quase sempre limpos. Instrumentalmente, as linhas melódicas são agradáveis, numa síntese interessante com o poder dos riffs de guitarra e da bateria. Temas rápidos como Repentance, poderosos e pesadões como Shadows Fall, com bases acústicas como The Lantern, instrumental curto como Pilgrim And The Last Voyage e com grande musicalidade como When Love And Faith Collide, vão-se sucedendo num Midnight Eternal certinho embora sem surpreender. Essa capacidade surge apenas em temas como Repentance, The Lantern e em Like An Eternity, este último a lembrar o mítico Phantom Of The Opera. A excelente produção acentua os aspetos positivos da obra e um trabalho fantástico de Jan Yrlund a criar uma capa de belíssimo efeito, ajudam este disco a destacar-se um pouco da enorme quantidade de discos dentro deste género.

Tracklist:
01. 'Till The Bitter End
02. Repentance
03. Signs Of Fire
04. Shadow Falls
05. The Lantern
06. Believe In Forever
07. Midnight Eternal
08. When Love and Faith Collide
09. Like An Eternity
10. Silence
11. Pilgrim And The Last Voyage
12. First Time Thrill

Line-Up:
Raine Hilai - Lead Vocals
Richard Fischer - Guitar, Vocals
Greg Manning – Bass, Vocals
Dan Prestup – Drums
Boris Zaks – Keyboards

Internet:
Website   

Edição: Inner Wound Recordings   

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Entrevista: Epic


Os Epic são a nova banda nascida em torno da ponderosa vocalista Tanya Rizkala sendo que a primeira aventura musical sob a forma de Like A Phoenix foi apresentada no final do ano passado. O coletivo foi descoberto pela Escape Music que remasterizou o álbum e o lançou novamente. A simpática vocalista falou a Via Nocturna desta sua nova fase artística.

Olá Tanya, como estás? Podes apresentar os Epic aos rockers portugueses?
Epic é uma banda de rock com voz feminina. Tocamos Melodic Heavy Classic Rock.

Canadianos, americanos e libaneses… Como se conheceram e originaram esta banda?
Mario, o guitarrista e principal compositor da banda Epic e eu somos ambos canadianos, Souheil, o nosso baterista é americano mas todos temos origens libanesas, assim como o nosso baixista. E estamos orgulho da nossa fusão multicultural. É enriquecedor!

Porque razão, a escolha de um título como Like A Phoenix para o álbum de estreia?
Phoenix é a ave que renasce das cinzas. O que queremos dizer com Like A Phoenix é o voltar do Classic Rock, que tem estado ausente há muitos anos. É principalmente o retorno dos gigantes do rock com novos álbuns incríveis e como eles prepararam o caminho para nós, a geração mais jovem do rock clássico, e como eles nos deram a oportunidade de compartilhar a nossa música com o mundo de hoje. Like A Phoenix é também uma mensagem pessoal de amor, esperança e força para aqueles que realmente precisam, para continuarem a fazer o que mais amam, para enfrentar as dificuldades da vida com positividade e continuar a lutar sem se importarem com as dificuldades que às vezes surgem. Irás notar que as letras são todas sobre aprender a lutar e a caminhar, independentemente do número de vezes que a vida te derrube.

É assustador ter um disco de estreia logo lançado pela Escape Music?
Não é assustador, muito pelo contrário, é emocionante! Isso dá-nos a oportunidade, como artistas de rock, para mostrar o nosso talento e paixão e poder acrescentar algo mais. Estamos muito orgulhosos de fazer parte da família Escape Music.

Mas este álbum já havia sido lançado há algum tempo antes, não foi? Esta versão é exatamente a mesma?
Lançamos o álbum em dezembro passado. Assinamos em fevereiro. E o álbum foi relançado pela nossa estimada editora Escape Music a 22 de abril. A nossa versão tinha sido masterizada na Itália e o álbum foi remasterizado pela Escape Music no Reino Unido. Para além disso, o álbum é o mesmo.

Like A Phoenix não é um álbum fácil de descrever, porque é muito diversificado. Como o descreverias?
Like A Phoenix tem as músicas de rock pesado, músicas de rock radio friendly, power ballads nervosas e baladas acústicas. Varia do suave ao Heavy Rock, tudo sob o género Melodic Heavy/Classic Rock.

Sendo tão diversas, são fáceis de perceber diferentes influências. Como as misturam no processo de composição?
As nossas principais influências variam de Whitesnake, Van Halen, AC/DC, Heart, Aerosmith, Mr.Big, Journey, para citar alguns. Cada banda influenciou-nos de forma diferente, mas temos o nosso próprio e criativo som Rock.

Como foi a experiência em estúdio?
O tempo em estúdio é sempre um tempo de diversão entre os membros da banda, com piadas, risadas, embora tenha a certeza que muitos músicos também concordariam quando digo que também pode ser stressante porque vais quer que o teu álbum seja grande e quando o gravas, é um tiro de uma só vez. Não é como uma tournée onde começas a soar diferente a cada noite... Trabalhas sob mais pressão durante o tempo de estúdio. No final do dia somos abençoados para ser músicos e fazermos o que fazemos melhor, o que nós amamos e pelo qual estamos apaixonados: música!

Próximos passos e projetos em que estejam/venham a estar envolvidos no futuro... O que tens para nos dizer?
O próximo passo é tocar ao vivo, fazer uma tour e participar em tantos festivais de rock quanto possível. Na mesma nota, esperamos ter a oportunidade de tocar em Portugal em breve! Iremos para a Alemanha e Holanda no início de julho. As datas seguintes dos festivais serão anunciadas no devido tempo.

Mais uma vez muito obrigado Tanya! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Só desejaria agradecer-te a ti, Pedro e ao Via Nocturna pela introdução de minha banda Epic para as pessoas simpáticas de Portugal! Gostaria de agradecer ao Khalil e ao Barrie, da Escape Music, por ter dado a oportunidade de colocar os Epic no mapa. Esperamos encontrar-te em breve a rockar no teu belo país. Obrigado ao Via Nocturna por manter o Rock ‘n’ Roll vivo!

domingo, 22 de maio de 2016

Flash-Review: Re-Verso (Re-Verso)

Álbum: Re-Verso
Artista: Re-Verso   
Editora:  Independente
Ano: 2016
Origem:  Portugal
Género:  Rock/Pop/Folk alternativo
Classificação: 4.9/6
Breve descrição: Não é muito vulgar pegar em escritores de renome e musicar os seus poemas. Não é vulgar e não deve ser fácil. Mas Nuno Ferreira e os seus Re-Verso meteram mãos à obra e com a utilização de poemas de Miguel Torga e Fernando Pessoa (mais dois de sua autoria) criou um conjunto se de sete temas que variam do rock alternativo até estruturas de jazz, com passagens por paisagens acústicas e sons de MPB. Um conjunto de sete temas onde cada um tem nuances que os diferenciam dos restantes.
Highlights: Clarão, Chove. Há Silêncio, Ao Longo Ao Luar, Nunca Olhar Para Trás
Para fãs de: Elliott Smith, The Beatles, Aimee Mann, Radiohead, Ornatos Violeta, Trovante

Tracklist:
1.      Clarão
2.      Chove. Há Silêncio
3.      Ao Longe, ao Luar
4.      Vigília
5.      Vazio
6.      Dorme, Que a Vida é Nada!
7.      Nunca Olhar Para Trás

Line-up:
Nuno Ferreira – voz, guitarras e teclados
João Roque – guitarras
João Custódio – baixo
João Rijo – bateria
Margarida Campelo – voz e coros

Convidados:
Rita maria – voz e coros
Pedro Vidal – pedal steel guitar

INFO: Ace Frehley revisita ícones em Origins Vol. 1

Space Invader (2014) marcou o regresso de Ace Frehley aos discos após um período de cinco anos, num disco que chegou a ser considerado como o melhor álbum a solo do guitarrista original dos Kiss desde o homónimo álbum de 1978. Agora, dois anos volvidos, o guitarrista que tem o seu nome marcado no Rock and Roll Hall of Fame resolveu prestar homenagem às suas origens. Origins Vol. 1 (5.8/6) é o nome do trabalho onde recupera alguns temas míticos de bandas ainda mais míticas. Cream, Led Zeppelin, The Rolling Stones, Jimi Hendrix, Thin Lizzy, The Kinks, Free, The Troggs, Steppenwolf e os próprios Kiss são os nomes aqui presentes. Mas, para além dos clássicos temas há a referir as colaborações de autênticas lendas vivas do hard rock – bem, Ace Frehley é ele próprio uma! O vocalista dos Kiss, Paul Stanley participa em Fire And Water dos Free. Esta é uma união relevante porque é a primeira vez que aparecem juntos desde o álbum Psycho Circus, álbum de reunião dos Kiss, datado de 1998. Outros convidados são Slash no clássico dos Thin Lizzy, Emerald, com um brilhante desempenho ao nível da sua guitarra; Lita Ford que canta em Wild Thing dos The Troggs; e os guitarristas John 5 (Rob Zombie) nos temas Parasite dos Kiss e Spanish Castle Magic de Jimi Hendrix, e Mike McCreedy (Pearl Jam) em Cold Gin (também dos Kiss). Ace Frehley prepara-se para levar estas versões muito próprias e onde a guitarra dita a sua lei, com solos a prolongarem-se até ao infinito, para a estrada. E com ele irão Richie Scarlet (guitarras e vocais), Chris Wyse (baixo, The Cult) e Scott Coogan (bateria, Brides of Destruction). A edição é da Steamhammer/SPV e o disco está disponível desde o dia 15 de abril.

Tracklisting:
1. White Room (Cream)
2. Street Fighting Man (The Rolling Stones)
3. Spanish Castle Magic (Jimi Hendrix, feat. John 5)
4. Fire and Water (Free, feat. Paul Stanley)
5. Emerald (Thin Lizzy, feat. Slash)
6. Bring It On Home (Led Zeppelin)
7. Wild Thing (The Troggs, feat. Lita Ford)
8. Parasite (Kiss, feat. John 5)
9. Magic Carpet Ride (Steppenwolf)
10. Cold Gin (Kiss, feat. Mike McCreedy)
11. Till The End Of The Day (The Kinks)
12. Rock N Roll Hell (Kiss)

sábado, 21 de maio de 2016

Notícias da semana

Mani Neumeier, baterista e frontman dos lendários Guru Guru, banda alemã de Krautrock, tem o seu álbum a solo Talking Guru Drums, lançado pela primeira vez nos Estados Unidos pela Purple Pyramid Records. Considerado um dos mais influentes percussionista de sempre, Mani oferece neste disco uma eclética exploração de diversas sonoridades que vão do psicadelismo à folk music, passando pela worldmusic.


Dando seguimento à apresentação do seu mais recente disco, A Rose Is A Rose As A Rose, o sexto trabalho de longa duração, editado em abril de 2016, Old Jerusalem apresenta agora o segundo vídeo retirado do álbum, desta feita para o tema A Charm, uma canção sobre decadência e regeneração, aqui apresentada na interpretação visual da realizadora Natacha Oliveira. 


De uma fusão dos sons coloridos de Syd Barret com a era psicadélica dos The Beatles e com a intensidade e poder dos clássicos Black Sabbath, The Who ou Led Zeppelin, surgem os A Devil’s Din. A banda canadiana estreou-se em 2011 com One Day All This Will Be Yours. Agora regressam com Skylight a 17 de junho. O primeiro vídeo/single, correspondente à faixa de abertura do álbum, já pode ser visualizado.
 



Os Black Magic Fools, banda sueca de medieval metal, têm um novo álbum intitulado Soul Collector e desse trabalho foi já apresentado o vídeo do tema Last Supper.

Indiscutivelmente, uma das grandes apostas do cenário britânico do melodic rock são os Daylight Robbery. O seu álbum Falling Back To Earth recebeu críticas muito positivas um pouco por todo o mundo, e foi desse álbum que foi retirado o mais recente vídeo da banda. Trata-se do tema Fallen Star.