sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Entrevista: Slam & Howie And The Reserve Men

20 canções gravadas em 17 salas distribuídas por 7 países europeus. É esta a prenda que os Slam & Howie And The Reserve Men oferecem aos seus fiéis seguidores. Foi para saber como se sentem os suíços com o lançamento do seu primeiro trabalho ao vivo que voltamos a conversar com Lt Slam.

Viva! Mais uma vez obrigado pela vossa disponibilidade. Este é o vosso primeiro álbum ao vivo. Como se sentem?
Estamos muito felizes com o resultado. Para ser honesto, é ainda melhor do que o esperado. Colocamos muita energia no processo deste álbum ao vivo e valeu a pena cada minuto.

Quando decidiram que era o momento certo para um álbum ao vivo?
Desde a criação da banda em 2006, que já fizemos mais de 700 espectáculos por toda a Europa e lançámos cinco álbuns de estúdio. Estivemos a pensar em como poderíamos agradecer aos nossos fãs pelo apoio em todos esses diferentes países. Chegamos à conclusão de que um álbum ao vivo seria a coisa perfeita.

Como foi a escolha das músicas para este álbum? Eventualmente algumas boas canções ficaram de fora...
Sim, estás certo. Não foi fácil escolher as músicas para o álbum. Nós gostamos de fazer shows com duração até 2 horas ou até mais, mas a capacidade de um CD de áudio é apenas 80 minutos. Portanto, não poderíamos colocar todas as músicas do disco ao vivo, embora gostássemos… No final comparei todos os setlists do ano de 2013 e depois de uma análise matemática muito precisa saiu este setlist final para o CD. Como vês, é tudo uma fórmula (risos!). Uma condição dessa fórmula era, que deveria haver um número equilibrado de músicas de cada álbum. Funcionou muito bem, exceto que há nenhuma música de For A Fistful Of Songs. Mas, de qualquer maneira, era um disco semioficial.

Este é um álbum de genuíno rock 'n' roll, não achas? Como me disseste uma vez, é manufaturado, artesanal...
Sim, concordo totalmente e vejo isso como um grande elogio, porque era assim, exatamente que queríamos que soasse. Se estamos a falar de álbuns ao vivo… e muitos deles são falsos álbuns ao vivo com um público artificial, no fundo muitos álbuns ao vivo dos anos 80 são discos de estúdio. Mas se falamos de um primeiro álbum ao vivo, era claro que ele deveria soar como um verdadeiro show Slam & Howie: cru, selvagem e tão poderoso quanto possível. Não encontras nenhum overdubs de estúdio neste disco. É 100% gravado ao vivo e estamos orgulhosos com esse facto. Deves ser capaz de sentir o cheiro a cerveja e fumo de um concerto ao vivo.

Live All Over Europe, regista passagens por vários países. Tens alguma boa/engraçada história para contar a respeito desta tour?
Ross, o nosso tocador de banjo tocou em vários espetáculos com uma peça de roupa única, sexy, assim num misto Evel Knievel/Capitão América... Algo como um pijama cowboy. Foi um presente do nosso maior fã, Oliver, que apareceu em mais de 100 espetáculos nossos. Isso é porreiro! Há dezenas de outras histórias, mas o que aconteceu nos bastidores fica nos bastidores se me entendes…

Fizeram bastantes vídeos destes concertos…
Sim, durante a tour, em 2013 filmamos live-clips para determinadas canções como:
Wanna Be On The Road Again (www.youtube.com/watch?v=Leawr2EPD-g)

Curioso é o facto de terem um vídeo de Denial Of Will, embora essa música não apareça no álbum...
Esses clips ao vivo não estão relacionados com o álbum ao vivo. Por exemplo, em Madrid tocamos e gravamos Dead Flowers dos Rolling Stones de um modo muito espontâneo. Isso é o que nós gostamos no rock'n'roll combinada com a moderna tecnologia... Fazes um bom show, e no dia seguinte, editas e misturas o vídeo na tourvan e um dia depois já está no YouTube como um presente para os nossos fãs!

Depois de um álbum ao vivo, para quando um DVD ao vivo? Têm isso em mente ou não?
Seria muito bom produzir um DVD fixe ao vivo. Mas isso custaria uma porrada de dinheiro e nós preferimos continuar como uma banda de rock a trabalhar no duro do que ir à falência por causa de um live-dvd. Mas nunca digas nunca...

E outro álbum de estúdio? Tiveram tempo para trabalhar em novas músicas neste período?
Infelizmente não. Trabalhamos muito neste live-cd. Imagina, gravamos 38 espetáculos, em cada um tocamos mais ou menos 22 músicas. Isso quer dizer que tive de lutar com 836 canções diferentes dos Slam & Howie. Isso levou semanas e semanas e, portanto, não tive tempo para escrever novas músicas. Mas deixa-me dizer-te, há uma caixa enorme com canções inéditas e inacabadas, por isso, não te preocupes, estaremos de volta com um novo álbum de estúdio mais cedo do que tarde!

Bem, foi um prazer voltar a conversar contigo. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Muito obrigado por vosso apoio e esperamos que todos gostem de Live All Over Europe tanto como nós. CHEERS!!

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Playlist 28 de agosto de 2014


Review: Higher Mountain - Closer Sun (The Milestones)

Higher Mountain – Closer Sun (The Milestones)
(2014, Listenable Records)
(5.3/6)

Já lá vão quase 20 anos desde que este quinteto se estreou no mítico Tavastia Club na Finlândia. Foi surpreendente e desde logo apontados como um nome a ter em conta no cenário hard rock europeu. Agora já vão no 4º álbum, já não são novatos e inexperientes, mas continuam a depositar a mesma dose de paixão, entrega, honestidade e dedicação ao rock n roll de sempre. E Higher Mountain – Closer Sun bem pode ser a maior montanha que os The Milestones escalaram, ou pelo menos é neste trabalho que mais perto estão de atingir o sol. Hard rock n roll com um acentuado travo sulista, com maciças doses de groove e shake, blues e coros soul destilados como a mais fina linhagem dos seus antecessores: Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, The Black Crowes. Temas cheios de emoção e paixão, com muito suor mas também inspiração. Como simplesmente o rock deve ser. Ora mais elétrico, ora mais acústico e onde a harmónica joga um papel decisivo na americanização do som The Milestones. Mas sempre rock n roll a sério, mesmo que em Oh My Soul cheirem a westerns ou em It’s All Right se vistam de blues. Após quatro anos em silêncio, este bem pode (e deve!) ser a oportunidade dos finlandeses para, definitivamente darem o salto que merecem. Porque, com eles, o rock n roll está bem entregue!

Tracklist:
1.      Walking Trouble
2.      Shalalalovers
3.      Drivin’ Wheel
4.      Oh My Soul
5.      Grateful
6.      Sweet Sounds
7.      It’s All Right
8.      You
9.      Looking Back For Yesterday
10.  Damn
11.  Fool Me

Line-up:
Olavi Tikka – vocais, harmónica
Tomi Julkunen – guitarras
Marko Kiviluoma – guitarras
Veli Palevaara – baixo
Tommi Manninen – bateria

Internet:

quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Entrevista: Starroy

Há dois anos atrás contactávamos Barry Fowler para nos falar de Ocho For Willow. Entretanto, muita coisa se passou no seio dos Starroy, entre mudanças de formação e um novo álbum – Mixing The Pain. Precisamente com estes tópicos em mente fomos novamente procurar o guitarrista norte-americano que junto com o novo elemento do coletivo, Red Dorton, nos explicou tudo.

Olá Barry, tudo bem? O que andaram os Starroy a fazer desde a última vez que falamos em 2012?
Barry Fowler (BF): Tivemos algumas alterações na banda, escrevemos, gravamos, andamos em tournée, aprendemos, vivemos... o tempo voa man​​!!! Está tudo bem e apontamos baterias para a nossa nova tournée europeia em 2014.

É verdade! A 11 de setembro estão de regresso! Onde é que vão tocar e expetativas para esta nova tour?
BF: Temos um número de locais familiares e também uma série de novos locais. Já recebemos uma série de mensagens de fãs que viram os espetáculos e apreciaram os álbuns anteriores. Sinto que vamos ter uma grande tournée. A formação é mais forte do que nunca e estamos a tocar incrivelmente bem juntos. Vai ser divertido para mostrar todo o trabalho que temos colocado nesta banda.

Isto apesar de ainda recentemente cá terem estado. Como foi essa experiência?
BF: A anterior tour pela Europa foi, como se costuma dizer, um grande abre-olhos. A tal ponto que pensamos voltar para casa e fazer tournées. Mentalmente, estávamos todos concentrados apenas na Europa. Tenho certeza que essa ideia ainda está sobre a mesa. Há tanta coisa a atravancar a estrada/locais aqui nos Estados Unidos. Agora, qualquer um pode pegar uma guitarra e aprender a tocar. A diferença é a paixão pela música na Europa que é uma inspiração para continuar a fazer o que estamos fazer... Para que possamos voltar e compartilhar tudo de novo.

Para este novo álbum tiveram algumas mudanças de line-up. Isso afetou o processo de composição?
Red Dorton (RD): Eu sou novo no grupo, mas os outros elementos estiveram sempre abertos às minhas ideias. Sinto que este álbum é um pouco mais Rock-n-roll in your face que o último.
BF: A escrita e uma espécie de presente. Os novos elementos têm contribuído com as suas ideias e adicionam elementos nos seus respeitáveis lugares. Também nos ajudaram a deitar fora os excessos e limpar a gordura das canções. Deixá-las apenas com o necessário para contar essas histórias. Este novo álbum é liso, polido em todos os aspetos – tocar, escrever, contar histórias, uma referência do que esta banda é.

Por isso, neste álbum as músicas são mais curtas e mais pesadas. Era a vossa intenção?
BF: Bem, as músicas têm vindo a ser trabalhadas. Algumas já estavam escritas há algum tempo, enquanto outras foram escritas durante a tournée na Europa. Não quisemos necessariamente fazer algo mais pesado, apenas dissemos que nos iríamos concentrar todos juntos na escrita. Para ser honesto – com Ocho não esperava sair da nossa zona. Dito isto, e vendo o que temos visto, ganhamos um público mais amplo. Tivemos que repensar todo o foco da banda. Queríamos fazer um álbum um pouco mais rock/focado/energético, na veia do Rock n Roll do passado... Acho que acertamos em cheio.

Voltando aos novos membros, como foi a sua integração?
BF: Foi uma integração bastante fácil. Os Starroy sempre foram capazes de moldar a sua maneira dentro e fora das situações. Esta foi provavelmente uma alteração mais fácil do que no passado, porque já toquei em diferentes formações/line-ups tanto com Red como com Cameron ao longo dos anos. Red e eu estávamos num grupo, os Reformation, que já estava familiarizado com tournées aqui na Europa. Por outro lado, Cameron, Red e tocávamos num projeto chamado Gypsy Revolution. Portanto, já temos bastantes ligações em diferentes formações.

Têm algum convidado neste álbum?
BF: Sim, temos um amigo nosso que tocou algumas teclas em Freak Jones. Ele já tinha estado no disco anterior também. O seu nome é Grant Garland e ele é um daqueles músicos que pode pegar praticamente em qualquer instrumento e faze-lo falar. No caso de Freak Jones ele deu o que o tema precisava e que era aquilo que procurávamos para este disco.  

Empty Cup é o primeiro vídeo retirado Mixing The Pain, certo? Porque escolheram essa música? Há projetos para mais algum vídeo?
BF: Na realidade, o primeiro vídeo foi Get Down Insanity mas esperamos ter mais alguns vídeos disponíveis. Tem sido um turbilhão entre fazer o álbum em Nashville, a mistura por telefone ou através da web. O sucesso do Kickstarter e toda a gente a tocar em diversas formações. Estamos todos em todo o lado. Posso dizer-te que Adam e eu temos algumas faixas acústicas a partir das sessões de composição que iremos lançar. Apenas para mostrar o íntimo das canções e como uma grande canção é simplesmente uma grande canção, não importando o quão simples é a sua apresentação.

E para além disso, tens outros projetos em mente para os próximos tempos?
BF: Atualmente, todos estamos a fazer muito. Acho que há muito talento a sair aqui da nossa região. Todas as noites, esta área circundante pede os nossos círculos de músicos. É uma loucura todo o talento e grandeza existente no Nordeste do Arkansas. Para responder à tua pergunta – nos Starroy estamos todos juntos e em grande forma, mas estamos sistematicamente a emprestar talentos para outras coisas. Starroy é o grande projeto, mas aprimoramos as nossas habilidades e ganhamos inspiração em todos os tipos de formações. Mantenham os olhos abertos.

Obrigado Barry, foi um prazer voltar a conversar contigo. Há mais alguma coisa que queiras acrescentar?
BF: Por favor, arranjem uma cópia deste novo álbum para assim poderem cantar connosco na próxima tournée. Prevejo algo em grande. Vemo-nos em pouco menos de um mês!!!

terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Reviews: Make Art (Sticky Boys)

Make Art (Sticky Boys)
(2014, Listenable Records)
(5.5/6)

Quem já tinha gostado da atitude descomprometida, sem regras e até um pouco javarda de This Is Rock ‘n’ Roll, não deixará de gostar também deste seu sucessor Make Art. Falamos dos Sticky Boys, banda que após dois anos de amadurecimento, continua fiel ao seu desígnio: tocar hard rock ‘n’ roll, sujo, alto, direto, verdadeiro. O trio francês mantém as suas referências algures entre uns AC/DC, uns DAD e até uns Motörhead, continua a demonstra uma atitude e uma entrega ao seu género assinaláveis e o resultado só pode ser mais um disco explosivo, sempre a abrir, com a guitarra bem alta e um baixo a marcar o ritmo de uma forma possante. Não inventam nada, pois provavelmente o rock ‘n’ roll é mesmo assim: sem nada para inventar. Apenas tocar de forma livre e apaixonada, sentir cada riff como se fosse o último, bater forte e deixar fluir o poder e o feeling em cada nota e em cada acorde. São assim os Sticky Boys. É assim Make Art. Acima de tudo honesto e, muito importante, conseguido com um conjunto de grandes temas. Porque se aqui há energia, loucura e entrega, também há inspiração, qualidade e personalidade.

Tracklist:
1.      Mary Christmas
2.      Bad Reputation
3.      High Power Thunder
4.      Mrs Psycho
5.      Uncle Rock
6.      Party Time
7.      The Future In Your Hands
8.      Love On The Line
9.      The game Is Over
10.  Juicy Lucy
11.  Make Art

Line-up:
JB Chesnot – baixo
Tom Bullot – bateria
Alex Kourelis – vocais, guitarras

Internet:

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

Entrevista: Peppino D'Agostino

Natural de Itália, mas radicado, desde os anos 80, nos Estados Unidos, Peppino D’Agostino é um nome de referência no cenário da guitarra acústica, tendo chegado a vencer o prémio Best Acoustic Guitarist da conceituada revista Guitar Player. Em Penumbra, apresenta o seu mais intricado e complexo trabalho de sempre. Aqui fica a conversa que tivemos com o guitarrista que passa em revista a sua carreira, analisa Penumbra, fala dos diferentes compositores com quem trabalhou e que, no final,  ainda nos surpreendeu com uma resposta em português.

Olá Peppino, obrigado por concederes esta entrevista a Via Nocturna! Para quem não conhece o teu trabalho, podes falar um pouco da tua carreira?
Olá! Obrigado pela tua consideração! Eu comecei a tocar guitarra em Itália, quando tinha 10 anos de idade, depois de ver o meu primo a tocar algumas músicas dos Beatles. Depois de aprender os primeiros acordes maiores e menores estava viciado neste belo instrumento! Sou autodidata e tive sempre um enorme apetite por aprender novas técnicas e estilos musicais. Compus a minha primeira peça para guitarra quando tinha 11 anos e continuo a escrever a minha própria música até hoje. Comecei a ser pago para executar quando tinha 18 anos, tocando em bares, festivais e clubes em Torino. Em meados dos anos 80 mudei-me para a Califórnia, porque estava interessado nas possibilidades e oportunidades que os EUA tinham para oferecer. Depois de tocar nas ruas de San Francisco e em vários restaurantes no Cais dos Pescadores liguei-me ao meu primeiro agente que me consegui o meu primeiro contrato de gravação. Depois do meu primeiro disco ter saído, comecei uma tournée americana e internacional. Quando olho para trás sinto-me muito feliz com o que fiz e feliz também por ganhar a vida a fazer o que sempre quis e gosto: tocar guitarra!

Ao longo da tua carreira ganhaste vários prémos. Podes falar sobre isso e a influência que tiveram no teu crescimento como guitarrista?
Sim, ganhei o prémio Best Acoustic Guitarist da revista Guitar Player. Certamente, ao ser reconhecido pelo meu trabalho isso deu-me mais entusiasmo e força. Mas também é um desafio pois as pessoas que agora vêm aos meus espetáculos esperam um desempenho com um nível cada vez mais elevado! Isso mantém-me ocupado a trabalhar e a continuar a ser um estudante de música!

E acabas de lançar um novo álbum. Como foi toda a sua preparação?
Este álbum é, seguramente, o mais difícil que eu fiz até agora de um ponto de vista técnico e tive que me preparar com muito cuidado para a gravação. Compus peças que refletem o meu amor pela disciplina e a complexidade arquitetónica da música clássica. Também tive a sorte de ter a lenda da guitarra brasileira e vencedor de um Grammy, Sérgio Assad que escreveu duas composições lindas para mim.

Desta vez, estás sozinho, o que não aconteceu no teu disco anterior, quando tocaste com a Pacific Guitar Ensemble. Em que situação te sentes mais confortável?
Tocar com a Pacific Guitar Ensemble é uma experiência completamente diferente do que tocar a solo. Na PGE sou um de seis guitarristas a tocar peças individuais que combinados dá os resultados que queremos. Com PGE é muito importante ouvir cada um, a forma como tocamos e coletivamente alcançar o nosso objetivo comum de executar uma peça. Quando eu toco sozinho tenho que fazer as linhas de baixo, as melodias e os efeitos percussivos sozinho. Além disso, a luz incide apenas sobre mim e tenho que entreter o público apenas por mim!

Penumbra é o título deste teu novo álbum. Será por ter um sentimento mais obscuro?
Pode dizer-se isso. Penumbra é a parte mais clara da sombra e na minha opinião reflete a condição humana. Em geral vivemos na Penumbra, não no escuro, nem na luz. Não somos santos nem diabos. A maioria de nós apenas tenta ser melhor, mesmo com todas as nossas deficiências e fragilidades humanas. Felizmente a música tem sido o grande consolador e uma inspiração desde o início dos tempos e a grande aliada da humanidade.

Desta vez é um álbum todo instrumental, não é?
Sim, todos temas instrumentais com guitarra.

Algumas canções são escritas por ti, mas também tens algumas escritas para ti por outros compositores. Como se proporcionaram essas colaborações?
Conheço todos os compositores pessoalmente e somos amigos. Sinto-me com muita sorte em conhecer génios da guitarra como Roland Dyens e Sérgio Assad! O Sérgio toca guitarra de cordas de nylon, mas também gosta do som da guitarra acústica que é o instrumento que eu toco. Acho que ele se inspirou para escrever por causa da sustentação do meu instrumento e da minha maneira de tocar.

E é fácil para um guitarrista colocar o seu próprio sentimento numa canção escrita por outros? Como fazes nestes casos?
Quando escolho uma peça escrita por outra pessoa, tenho que sentir uma ligação emocional e cerebral com a música. Estou muito perto do material tocado em Penumbra e quando tocar essas músicas em palco, sinto-me emocionalmente muito perto dessas composições.

Quais são as tuas principais influências como guitarrista?
Pop music, música brasileira, irlandesa, clássica, jazz, flamenco, bandas sonoras de filmes, música da Sardenha, ragtime, country, minimalista, barroco para mencionar apenas alguns...

Sei que tens tido várias datas nos EUA. Como tem sido a receção das novas músicas e a expetativa para os próximos espetáculos?
Estou verdadeiramente impressionado com os meus fãs! Eles entendem a minha viagem como músico e estão a receber este novo CD com entusiasmo, mesmo que o material requeira mais atenção. Os meus ouvintes estão abertos para desafios e uma das minhas missões é educar e mostrar que há mais na música do que simplesmente pirotecnia e truques! Dou importância às melodias, harmonias e ritmos que fluem de forma interessante neste CD. As técnicas difíceis que uso para alcançar os meus objetivos estão apenas a servir a música.

Bem, foi um prazer conversar contigo. Queres acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores ou para os teus fãs?
Vamos manter este mundo seguro e espalhar o dom da verdadeira música em torno de todos vocês.

Muito obrigado!
[em português!] Obrigado pela oportunidade e espero encontrar-te um dia em Portugal

domingo, 24 de Agosto de 2014

Flash-Review: Follow Your Heart (Katie Garibaldi)


Álbum: Follow Your Heart
Artista: Katie Garibaldi
Ano: 2014
Origem: EUA
Género: Country/Folk/Americana
Classificação: 3.8/6
Pontos Fortes: desempenho vocal, trabalho de guitarra acústica, incorporação de diferentes instrumentalizações
Highlights: Follow Your Heart, Holding On, Make Them Go Away, Love The Hell Out Of You
Para fãs de: Sheryl Crow, Jewel, Taylor Swift

Tracklist:
1.      Follow Your Heart
2.      Holding On
3.      Make Them Go Away
4.      Love The Hell Out Of You
5.      Lock The Door, Lose The Key
6.      Close, Close, Close
7.      Whispers & Rumors
8.      Vegas
9.      Wedding Day Song
10.  Always Kiss Me Goodnight
11.  White Roses
12.  You Saved The Best For Last
13.  Stand In My Way

Line-up:
Katie Garibaldi – vocais, guitarra acústica
Kevin Blair – baixo elétrico e acústico
Todd Richardson – bateria
Max Butler – guitarra, cavaquinho, bandolim
Sylvain Carton – flauta, clarinete, saxofone
Henry Hung – trompete, trombone
Matt Blackett – guitarra elétrica
Shawn Shaffer – harmonica
Philip Brezina – violino
Michelle Kwon - violoncelo