segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Entrevista: Carl Verheyen

Ex-guitarrista dos Supertramp, músico de sessão, músico independente – eis Carl Verheyen. Depois de um álbum com a Carl Verheyen Band e um outro em nome próprio em que convidou alguns guitarristas amigos, Carl decidiu mudar a estratégia em Mustang Run, o seu novo trabalho. Agora os convidados são tudo menos guitarristas. E este foi um dos tópicos da conversa que mantivemos com o guitarrista americano.

Olá Carl! Obrigado por esta entrevista! Podemos falar um pouco sobre o teu novo álbum? Como foi todo o trabalho de preparação que culminou nesta obra?
Eu passo muito tempo a praticar e durante os períodos mais profundos novas ideias começam a surgir. Principalmente catalogo essas ideias para improvisar, mas quando um motivo melódico é suficiente forte para ser uma música gasto o tempo a desenvolvê-lo. Eu traço todas as minhas músicas para que os músicos as possam ler pela primeira vez em estúdio.

É verdade que, antes de criares Mustang Run ouviste 10 CD’s de seguida? Foi essa a inspiração?
Sim, peguei em todos os CDs que costumava ouvir ano após ano. Os CDs que eu toquei centenas de vezes. Avaliei cada um, como ele foi especial, o que me faz voltar a ouvi-lo. Conteúdo e textura melódica foram elementos fundamentais que existem nessas gravações e, sim, foi uma grande parte da minha inspiração para Mustang Run.

Em 2009, com Trading 8s optaste por ter guitarristas convidados. Agora mudas e tem como convidados... elementos para a secção rítmica. Porque estas escolhas?
Bateria e baixo, teclados e trompetes podem ser ainda mais inspiradores do que um colega guitarrista. Quis escolher os músicos que são bons amigos em vez dos conhecimentos musicais casuais. Conheço cada músico e sei em que músicas eles soariam melhor!

Este álbum surge depois de teres lançado um outro com a Carl Verheyen Band. Em que consistem ambos os projetos? São paralelos?
A Carl Verheyen Band está sempre a mudar, porque o alto nível dos músicos com quem gosto de trabalhar estão muito ocupados com outros projetos musicais. Assim, mesmo que eu queira muita coerência, a composição da CVB resulta muitas vezes de quem está disponível para tournée nesse ano.  

De regresso a Mustang Run, qual é o significado deste título?
Essa é uma história engraçada! O meu filho de 17 anos comprou um Ford Mustang 1997 com o seu próprio dinheiro, depois de trabalhar durante todo o verão. Mas nós (mãe e pai) ainda tivemos que por muito dinheiro para ele funcionar! Pneus novos, nova bomba de óleo, novos para-choques, nova correia de distribuição. Pensa em qualquer coisa e… precisava de ser substituída! Depois de algum tempo, era só esperar que aquele Mustang pudesse correr (RUN).

Como foi a seleção dos músicos convidados? Todos os que tinhas em mente estavam disponíveis?
Às vezes tenho que esperar para que todos os músicos terminem as suas tournées, mas sim toda a gente que eu queria estava disponível e disposta a contribuir.

Como decorreram as sessões de gravações? Estiveram todos juntos ou alguém gravou sozinho?
Quase sempre gravamos ao vivo no estúdio. Apenas John Helliwell (o meu querido amigo e saxofonista dos Supertramp) teve que me enviar a sua faixa porque vive na Inglaterra.

Este disco tem apenas uma música cantada. Era a tua intenção desde o início? Já agora, quem canta essa música?
Sou eu que canto. Não era a minha intenção incluir essa canção, mas muitos fãs a pediram depois de nós a tocarmos ao vivo.  

Continuas a tua carreira como artista independente, por isso perguntava-te como vês a situação real e atual da indústria musical?
Quem está disposto a trabalhar duro pode ser muito bem-sucedido. Eu nunca tive outro emprego, só a música toda a minha vida. Para mim, a transição de músico de sessão a tempo inteiro para músico a solo foi um pouco difícil, mas fiz isso acontecer, trabalhando todos os dias do amanhecer até anoitecer!

E continuas a ser regularmente requisitado para tocar com outros artistas?
Sim, a toda a hora. Na semana passada toquei numa nova canção de Paloma Faith.

E a respeito dos Supertramp? Que memórias guardas do período em que tocaste nessa autêntica instituição musical?
É um grande conjunto de amigos e têm um catálogo muito divertido de música para se tocar ao vivo. Tivemos uma reunião no mês passado em Nova York e foi divertido ver novamente toda a gente. Esperemos encontrar-nos novamente no próximo ano. Tenho grandes memórias dos grandes espetáculos e de locais incríveis em todo o mundo.

Outro ex-Supertramp, Marty Walsh acaba, também de lançar um álbum a solo. Tiveste a oportunidade de ouvir o seu trabalho? Alguma vez tocaram juntos nos Supertramp ou não?
Ouvi o CD de Marty e gostei muito! Juntos fizemos duas tournées nos anos 80 e a partir daí fui só eu na guitarra. Mas a minha banda tocou em Boston há 3 anos e Marty veio e esteve connosco... Foi um grande momento!

Há vários vídeos feitos a partir deste álbum...
Sim... E gostaria que houvesse mais!

Carl, foi um prazer! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Muito obrigado pelo vosso apoio ao longo dos anos! Vejo-vos na tournée

domingo, 31 de Agosto de 2014

Notícias da semana


Os The Vibrators, uma das poucas bandas sobreviventes do punk rock britânico de 1977, estão de regresso com um novo álbum, Punk Mania – Back To The Roots, a ser lançado pela Cleopatra Records a 16 de setembro. É um conjunto de 14 canções, onde se incluem Blackout, I Wish I Had A Gun e Love Like Diamonds. A edição em CD traz mais três faixas bónus sendo de destacar a versão de Slow Death dos Flamin’ Groovies. Uma referência, também para a participação do guitarrista dos UK Subs Nicky Garrat em 5 temas.



Imaginem o que é uma banda que junta o vibe dos Pink Floyd com o melhor do rootsy Americana. Falamos dos Cody Beebe & The Crooks, banda já com dois álbuns no seu catálogo e que se prepara para assaltar a Europa sob a chancela de qualidade da Teeneage Head Music. Confiram os vídeos de Sweep, Hold The Line e This Old Road.






Os Palace revelaram a capa do seu próximo álbum, The 7th Steel a ser lançado com o selo Massacre Records a 26 de setembro. O tema Iron Horde já está disponível para audição streaming.




O álbum Sounds Evolution dos Machinergy já está disponível para audição no YouTube. Fica, também a informação que a banda foi premiada no festival de curtas-metragens de Arruda dos Vinhos com o seu documentário Rhythm Between Sounds.  Entretanto, as filmagens do vídeo de Fúria estão prestes a começar. 


Os suecos ColdSpell têm um novo vídeo extraído do seu álbum do ano passado (edição Escape Music) Frozen Paradise. Trata-se de Angel Of The World.




Os Black Moth que tem novo trabalho, Condemned To Hope a ser lançado a 15 de setembro via New Heavy Sounds, disponibilizaram a segunda faixa deste álbum para audição. Trata-se de White Lies.





No início deste verão os Throne Of Vengeance tocaram no Calgary Metal Fest onde aproveitaram para gravar o tema Hands Tied. Este vídeo pode ser visualizado aqui.



Numa altura em que os Exorcism já preparam o sucessor de I Am God, com data de lançamento para 2015, a banda anunciou a saída do baterista Garry King. Simultaneamente, um novo tema de I Am God foi disponibilizado.

Flash-Review: Darker (Dawn)


Álbum: Darker
Artista: Dawn 
Editora: Laser’s Edge 
Ano: 2014
Origem: Suiça
Género: Prog Rock
Classificação: 4.1/6
Pontos Fortes: estruturas complexas, paisagens sonoras criadas pelos teclados, melodias vocais
Highlights: 8945, Out Of Control, Endless
Para fãs de: Genesis, Caravan, The Flower Kings

Tracklist:
1.      Yesterday’s Sorrow
2.      Cold
3.      Darker
4.      Lullabies For Gutterflies
5.      8945
6.      Out Of Control
7.      Lost Anger
8.      Endless

Line-up:
Julien Vuataz – baixo
Nicolas Gerber – teclados
René Degoumois – vocais, guitarras
Manu Linder - bateria

sábado, 30 de Agosto de 2014

Review: The Total Plan (Marty Walsh)

The Total Plan (Marty Walsh)
(2014, Weberworks)
(5.7/6)

E de repente dois ex-guitarristas dos Supertramp lançam álbuns a solo. No final de 2013 foi Carl Verheyen com Mustang Run, trabalho já aqui analisado e em meados deste ano é a vez de Marty Walsh (gravou com a mítica banda britânica os álbuns Brother Where You Bound e Free As A Bird e andou em tournée em 1985, 1986 e 1988). The Total Plan é a estreia em termos de álbuns instrumentais de Marty Walsh e é um verdadeiro disco de guitar hero. Walsh não só cria grandes canções como as executa de forma magistral na sua guitarra. Like A Rock, a faixa de abertura, deixa bem claro que para o guitarrista norte-americano não existem limites. Este é um tema que entra claramente dentro dos grandes clássicos dos guitar-hero metálicos como Joe Satriani ou Marty Friedman. Depois, é certo, vai-se afastando dessa vertente mais metaleira e varia entre o blues, o jazz/fusão e até algo mais cinematográfico, como em Coast To Coast. Mas sempre com forte ênfase no rock. E sempre em grande nível. E sempre com a guitarra (elétrica ou acústica) a desenvolver um brilhante trabalho. Associado a esta diversidade e a este brilhantismo nas seis cordas, surgem uma lista de notáveis convidados que, em cada tema, ficam responsáveis pelos solos que não são de guitarra. E estes solos (órgão, saxofone e trompete) associam-se às guitarras para criarem sensacionais sequências de solos verdadeiramente mágicas e esfusiantes. Já nos referimos a dois dos melhores momentos de The Total Plan, embora haja outros que merecem especial referência como seja o caso de Fuel, soberbo tema de fusão onde o bass ‘n’ drum se afigura simplesmente genial ou Inside The Rain, onde a guitarra assume uma postura mais melancólica e triste. Em resumo, The Total Plan não é apenas um álbum de guitarra. Marty Walsh cria nela o papel principal. Mas toda a gente envolvida está em grande nível e todas as canções são muito bem conseguidas. Por isso, é de todo redutor falar num álbum de guitarra. Será melhor referirmo-nos a um álbum instrumental de rock pensado, maduro e virtuosamente executado.

Tracklist:
1.      Like A Rock
2.      Feeling Free
3.      Groove Machines
4.      Fuel
5.      Coast To Coast
6.      Inside The Rain
7.      The Duke
8.      The Road
9.      Back Pages
10.  Now Is The Time

Line-up:
Marty Walsh – guitarras
John Robinson, Michael Jochum, Jack Kelly, Tom Major, Dan Graham, Mike Blong – bateria
Abe Laboriel, Billy Sherwood, John Pena, Danny Morris, Lincoln Schleifer, Eric Holden, Marty Walsh – baixo
Nick Manson, James Raymond, Michael Ruff, Ian Walsh, Bill Cuomo, Derek Bergmann, Marty Walsh – teclados
Roby Duke – sintetizadores
Vanessa Collier – saxofone alto
Alex Macrides, Paul Jefferson, Gary Herbing , Steve Alaniz– saxofone tenor
Rob Krahn – trombone
Brian Philips, Darren Barrett – trompete
Steve Kercher – guitarra acústica

Internet:

Edição: Weberworks

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Entrevista: Slam & Howie And The Reserve Men

20 canções gravadas em 17 salas distribuídas por 7 países europeus. É esta a prenda que os Slam & Howie And The Reserve Men oferecem aos seus fiéis seguidores. Foi para saber como se sentem os suíços com o lançamento do seu primeiro trabalho ao vivo que voltamos a conversar com Lt Slam.

Viva! Mais uma vez obrigado pela vossa disponibilidade. Este é o vosso primeiro álbum ao vivo. Como se sentem?
Estamos muito felizes com o resultado. Para ser honesto, é ainda melhor do que o esperado. Colocamos muita energia no processo deste álbum ao vivo e valeu a pena cada minuto.

Quando decidiram que era o momento certo para um álbum ao vivo?
Desde a criação da banda em 2006, que já fizemos mais de 700 espectáculos por toda a Europa e lançámos cinco álbuns de estúdio. Estivemos a pensar em como poderíamos agradecer aos nossos fãs pelo apoio em todos esses diferentes países. Chegamos à conclusão de que um álbum ao vivo seria a coisa perfeita.

Como foi a escolha das músicas para este álbum? Eventualmente algumas boas canções ficaram de fora...
Sim, estás certo. Não foi fácil escolher as músicas para o álbum. Nós gostamos de fazer shows com duração até 2 horas ou até mais, mas a capacidade de um CD de áudio é apenas 80 minutos. Portanto, não poderíamos colocar todas as músicas do disco ao vivo, embora gostássemos… No final comparei todos os setlists do ano de 2013 e depois de uma análise matemática muito precisa saiu este setlist final para o CD. Como vês, é tudo uma fórmula (risos!). Uma condição dessa fórmula era, que deveria haver um número equilibrado de músicas de cada álbum. Funcionou muito bem, exceto que há nenhuma música de For A Fistful Of Songs. Mas, de qualquer maneira, era um disco semioficial.

Este é um álbum de genuíno rock 'n' roll, não achas? Como me disseste uma vez, é manufaturado, artesanal...
Sim, concordo totalmente e vejo isso como um grande elogio, porque era assim, exatamente que queríamos que soasse. Se estamos a falar de álbuns ao vivo… e muitos deles são falsos álbuns ao vivo com um público artificial, no fundo muitos álbuns ao vivo dos anos 80 são discos de estúdio. Mas se falamos de um primeiro álbum ao vivo, era claro que ele deveria soar como um verdadeiro show Slam & Howie: cru, selvagem e tão poderoso quanto possível. Não encontras nenhum overdubs de estúdio neste disco. É 100% gravado ao vivo e estamos orgulhosos com esse facto. Deves ser capaz de sentir o cheiro a cerveja e fumo de um concerto ao vivo.

Live All Over Europe, regista passagens por vários países. Tens alguma boa/engraçada história para contar a respeito desta tour?
Ross, o nosso tocador de banjo tocou em vários espetáculos com uma peça de roupa única, sexy, assim num misto Evel Knievel/Capitão América... Algo como um pijama cowboy. Foi um presente do nosso maior fã, Oliver, que apareceu em mais de 100 espetáculos nossos. Isso é porreiro! Há dezenas de outras histórias, mas o que aconteceu nos bastidores fica nos bastidores se me entendes…

Fizeram bastantes vídeos destes concertos…
Sim, durante a tour, em 2013 filmamos live-clips para determinadas canções como:
Wanna Be On The Road Again (www.youtube.com/watch?v=Leawr2EPD-g)

Curioso é o facto de terem um vídeo de Denial Of Will, embora essa música não apareça no álbum...
Esses clips ao vivo não estão relacionados com o álbum ao vivo. Por exemplo, em Madrid tocamos e gravamos Dead Flowers dos Rolling Stones de um modo muito espontâneo. Isso é o que nós gostamos no rock'n'roll combinada com a moderna tecnologia... Fazes um bom show, e no dia seguinte, editas e misturas o vídeo na tourvan e um dia depois já está no YouTube como um presente para os nossos fãs!

Depois de um álbum ao vivo, para quando um DVD ao vivo? Têm isso em mente ou não?
Seria muito bom produzir um DVD fixe ao vivo. Mas isso custaria uma porrada de dinheiro e nós preferimos continuar como uma banda de rock a trabalhar no duro do que ir à falência por causa de um live-dvd. Mas nunca digas nunca...

E outro álbum de estúdio? Tiveram tempo para trabalhar em novas músicas neste período?
Infelizmente não. Trabalhamos muito neste live-cd. Imagina, gravamos 38 espetáculos, em cada um tocamos mais ou menos 22 músicas. Isso quer dizer que tive de lutar com 836 canções diferentes dos Slam & Howie. Isso levou semanas e semanas e, portanto, não tive tempo para escrever novas músicas. Mas deixa-me dizer-te, há uma caixa enorme com canções inéditas e inacabadas, por isso, não te preocupes, estaremos de volta com um novo álbum de estúdio mais cedo do que tarde!

Bem, foi um prazer voltar a conversar contigo. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Muito obrigado por vosso apoio e esperamos que todos gostem de Live All Over Europe tanto como nós. CHEERS!!

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Playlist 28 de agosto de 2014


Review: Higher Mountain - Closer Sun (The Milestones)

Higher Mountain – Closer Sun (The Milestones)
(2014, Listenable Records)
(5.3/6)

Já lá vão quase 20 anos desde que este quinteto se estreou no mítico Tavastia Club na Finlândia. Foi surpreendente e desde logo apontados como um nome a ter em conta no cenário hard rock europeu. Agora já vão no 4º álbum, já não são novatos e inexperientes, mas continuam a depositar a mesma dose de paixão, entrega, honestidade e dedicação ao rock n roll de sempre. E Higher Mountain – Closer Sun bem pode ser a maior montanha que os The Milestones escalaram, ou pelo menos é neste trabalho que mais perto estão de atingir o sol. Hard rock n roll com um acentuado travo sulista, com maciças doses de groove e shake, blues e coros soul destilados como a mais fina linhagem dos seus antecessores: Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, The Black Crowes. Temas cheios de emoção e paixão, com muito suor mas também inspiração. Como simplesmente o rock deve ser. Ora mais elétrico, ora mais acústico e onde a harmónica joga um papel decisivo na americanização do som The Milestones. Mas sempre rock n roll a sério, mesmo que em Oh My Soul cheirem a westerns ou em It’s All Right se vistam de blues. Após quatro anos em silêncio, este bem pode (e deve!) ser a oportunidade dos finlandeses para, definitivamente darem o salto que merecem. Porque, com eles, o rock n roll está bem entregue!

Tracklist:
1.      Walking Trouble
2.      Shalalalovers
3.      Drivin’ Wheel
4.      Oh My Soul
5.      Grateful
6.      Sweet Sounds
7.      It’s All Right
8.      You
9.      Looking Back For Yesterday
10.  Damn
11.  Fool Me

Line-up:
Olavi Tikka – vocais, harmónica
Tomi Julkunen – guitarras
Marko Kiviluoma – guitarras
Veli Palevaara – baixo
Tommi Manninen – bateria

Internet: