segunda-feira, 2 de março de 2015

Entrevista: Johnny Fontane & The Rivals


Com Lemme Tell Ya! os mafiosos Johnny Fontane & The Rivals trazem uma nova dimensão ao blues suíço e europeu – um espetacular álbum em que as referências ao saudoso Gary Moore vão surgindo aqui e ali. Aliás, o genial guitarrista é um dos ídolos de Tom Marcozzi, com quem conversamos a respeito desta siciliana estreia.

Viva Tom! É um prazer poder falar contigo, obrigado pelo teu tempo e parabéns pelo vosso excelente álbum. Podes apresentar Johnny Fontane & The Rivals aos rockers portugueses?
Olá e muito obrigado por nos teres em Via Nocturna. Somos os Johnny Fontane & The Rivals, somos da Suíça e tocamos Blues e Blues-Rock.

Um dado curioso - porque a escolha de um histórico nome de gangster para batizar a banda?
Bem, na verdade, aconteceu por acidente durante a gravação do álbum. Estávamos em falta com uma linha de texto e ao fazer as partes vocais, eu vim com a linha de “Baby lemme tell ya one more thing..." e essa frase levou ao título do álbum e também à ideia do tema sobre a mafia porque o produtor vocal me disse para cantar essa linha com sotaque Italo-Inglês ao estilo de Al Pacino em Scarface.

Quais são as vossas principais influências?
Bem, as influências da banda vêm de diferentes ângulos do mundo da música. Na verdade, tenho muitas bandas e guitarristas que admiro. Os que me influenciam mais de momento são Joe Bonamassa, Henrik Freischlader no lado mais rock e SRV, BB King, Eric Clapton no lado mais tradicional para mencionar apenas alguns.

Por vezes, a minha memória é levar para outro nome histórico, Gary Moore. Ele é, também, uma das vossas influências?
Sim, ele é definitivamente um dos meus heróis favoritos de sempre. Um músico verdadeiramente abençoado que sentia a música a cada respiração e nota que tocava.

Daí uma canção como Garymental. É dedicada a ele?
100 pontos para ti, hahaha... sim, ouviste bem... existem algumas linhas de guitarra nessa faixa que Gary usou em algumas das suas músicas. Primeiro ao escrever e, em seguida, durante a gravação da canção, o título de trabalho foi Instrumental, uma vez que era a única canção sem vocais. Durante a gravação das guitarras comecei a moldar a música e decidi renomear a canção de Garymental, porque senti que seria uma boa maneira de dizer obrigado a um guitarrista brilhante que morreu demasiado cedo!

Lemme Tell Ya! é a vossa estreia. Como se sentem agora que o álbum está cá fora? Estão totalmente satisfeitos?
Sim, estamos totalmente satisfeitos! Trabalhamos duro para isso e realmente valeu a pena!

Podemos falar um pouco dos convidados neste álbum? Como é que entraram em contato com eles?
Estamos muito orgulhosos por ter estes convidados especiais a bordo. Vinnie é um primo afastado meu. Conhecemo-nos há 5-6 anos atrás, durante uma visita dos UFO à Suíça. Desde então, mantivemos contacto e foi assim que aconteceu ele surgir no disco. Quanto a Justina, na verdade, descobri-a no Youtube. E desde que passou a viver em Zurique foi fácil entrar em contacto com ela. Fizemos alguns espetáculos juntos e, em seguida, decidimos tê-la no álbum. Marco Pantherra é um velho amigo meu. Tivemos aulas de guitarra com o mesmo professor nos anos 80. Eu mantive a guitarra enquanto ele mudou para a harmónica... hahaha. Ele tinha que estar no álbum, é um mestre no seu instrumento.

De uma maneira geral, acho que todos os vossos convidados acrescentam algo de mágico ao trabalho. Naturalmente, sentem o mesmo…
Sim, com certeza! Sabíamos que gostávamos de acrescentar boas vibrações e foi por isso que decidi fazê-lo.

Estiveram todos juntos em estúdio ou não?
Sim, todos estiveram presentes, exceto Vinnie. Vinnie gravou as guitarras em Tell Me no seu estúdio nos Estados Unidos.

Como decorreu o processo de gravação?
Uma vez que eu próprio tenho um estúdio de gravação, decidimos produzir o álbum lá. Exceto no caso do acompanhamento vocal onde entrou o meu bom e velho amigo Marcel Lappert, fiz toda a engenharia e produção juntamente com os meus companheiros de banda. A mistura foi feita pelo grande Adam Hawkins. Podes pesquisar, ele trabalhou com muitos grandes artistas e fez um trabalho perfeito na mistura.

E com uma estreia como esta, onde pensam que podem chegar?
Bem, sempre disse a mim mesmo que se fizesse um disco teria que ser bem feito ou não o faria, de todo. E vai ser o mesmo no próximo projeto... vamos ver o que vai ser haha​​.. .

Estão envolvidos em mais algum projeto?
Agora estamos agora em tournée com a banda, e gostaríamos de levar a nossa música ao maior número possível de pessoas. Por enquanto, vou-me concentrar no actual projeto, já que tenho sempre ideias para coisas novas.

Fala-me, então, desta tour em que estão envolvidos…
Sim, este ano tocaremos por toda a Suíça e esperamos muito em breve vir a alguns outros países da Europa. Confiram a nossa agenda na web Www.johnnyfontane.com

Muito obrigado Tom. Foi um prazer fazer esta entrevista. Queres acrescentar mais alguma coisa?

Foi um prazer! Muito obrigado novamente e espero tocar na tua região em breve. Felicidades a todos e obrigado pelo apoio. Saudações! 

domingo, 1 de março de 2015

Notícias da semana

Numa edição da Non Nobis Productions, já está disponível para venda no formato físico o mais recente single dos Leather Synn, Honour And Freedom. Este single é composto por dois temas:
Lado A: Honour and Freedom (tema inédito original da Banda)
Lado B: Face to Face (Cover dos portugueses Alkateya)
A edição em vinil encontra-se disponível em 3 versões diferentes.



Sucedendo a Orleans To London datado de 2006, aí está Jimmy McIntosh And…, o novo álbum do guitarrista americano nascido em São Paulo Jimmy McIntosh. Trata-se de uma colecção de funk, blues, rock e jazz que mostra todas as potencialidades do guitarrista que aqui aparece acompanhado John Scifield, Mike Stern, Ronnie Wood, Toss Panos, Dan Lutz, John Humphrey, Keith Hubacher e Ian Neville.




Já está disponível o lyric video oficial do tema Raise Your Fist dos Stud. Este tema faz parte do excelente Rust On The Rose lançado em Outubro de 2014 pela Cranksonic.







A estreia dos Reach, banda sueca de hard rock, intitula-se Reach Out To Rock e estará nas lojas a 4 de março via Sun Hill Production/Cargo Records.





Nada combina melhor que tocar metal com um belo por do sol e Lisboa em plano de fundo! Esta foi a premissa para o novo vídeo de Pedro Marques, guitarrista dos 11th Dimension, que marca assim o lançamento do seu canal de youtube  e respetiva página de facebook. Os 11th Dimension são uma banda lisboeta de metal progressivo, com influências de Post-Metal, Progressive Metal e Ambient. Com um ano de existência estão agora a lançar-se no panorama underground nacional, contando já com vários concertos realizados e tendo mais agendados para breve.



25 anos depois da edição disco duplo em vinil Amantes E Mortais, Luís Fernando está de volta. Há quem considere esse disco um marco no Hard Rock em Portugal e, goste-se ou não, foi, de facto, um ato de coragem. A banda está de volta aos palcos com a seguinte formação Luís Fernando (Guitarra), Christina Quest (Voz),Filipe Gonçalves (Bateria), Nuno Correia (Baixo) e Rui Barreto (Teclas). Entretanto, os Amantes & Mortais assinaram pela editora discográfica Discos de Garagem, prevendo entrar em estúdio em março para começar a gravar aquele que será o seu primeiro disco desta nova reencarnação. Para já, quem os quiser ouvir poderá ir, dia 7 de março à República da Música em Alvalade.




O sexto álbum dos The Poodles já tem título e data de edição – Devil In The Details sairá a 27 de março via Gain Music. Um excerto daquilo que poderão ouvir neste novo álbum pode ser visto aqui.





Os italianos Spellblast acompanharam os Circle II Circle aquando da sua última tournée europeia em novembro de 2014. Agora, a banda apresenta o primeiro vídeo retirado desses fantásticos shows. O tema escolhido foi We Ride, perfeitamente demonstrativo da sua energética performance.





Medicine For Open Minds, o álbum de apresentação dos The CityZens já está nas lojas desde o dia 23 de fevereiro. O primeiro single retirado deste trabalho chama-se Salvation e o seu vídeo já está disponível.





Os reis do thrash metal nacional, Web, preparam o seu regresso a acontecer em maio deste ano. O novo álbum intitula-se Everything Ends e marca o início da ligação da banda portuense com a editora Raising Legends Records.





Os rockers canadianos The Guess Who criaram alguma da mais transcendente e eletrizante música dos anos 70 e portanto justifica-se o lançamento de The Best Of The Guess Who pela Audio Fidelity numa edição limitada em 4.0 Quad Hybrid SACD.




A lenda da bateria Billy Cobham lança, via Cleopatra Records, dois álbuns ao vivo. O primeiro já está nas lojas (nas versões CD e vinil) desde 17 de fevereiro e chama-se Mirror’s Image, enquanto o segundo, Reflected Journey sairá a 28 de abril. Estes dois álbuns são as duas partes do mesmo espetáculo gravado em Tóquio a 15 de fevereiro de 1992.




Billy Lobster, uma das maiores revelações do Blues, em Portugal, lançou o seu primeiro single online ontem, dia 28 de fevereiro – em http://billylobster.bandcamp.com/ e http://billylobster.weebly.com. Billy Lobster é o nome artístico de Pavel Racu, moldavo, e que tem como lema o princípio KISS – Keep It Simple, Stupid! – que aplica à forma como produz a sua música. Finalista do concurso Vodafone Band Scouting, tem como influência grandes nomes do Blues/Rock, como Buddy Guy e John Lee Hooker. O ​​One Man Show promete​ ​agitar o panorama musical​ ​português a cada batida de bombo e riff de guitarra!

Flash-Review: Estado Novo (Estado Novo)


Álbum: Estado Novo
Artista: Estado Novo
Editora: Inverse Records
Ano: 2014
Origem: Finlândia
Género: Stoner/Doom Metal
Classificação: 4.4/6
Breve descrição: Clássico. Analógico. Sem overdubs. Sem compromissos com nada. Assim é o trabalho de estreia dos finlandeses (sim, finlandeses!) Estado Novo. Um disco que parece ter saído diretamente dos anos 60/70, com monumentais riffs graves e arrastados. Sim, o legado Black Sabbath está bem vivo! Os apontamentos acústicos bastante presentes acentuam a áurea retro. 
Highlights: The Serpent, Dilitant, The Method, Term Of The King
Para fãs de: Black Sabbath, Led Zeppelin

Tracklist:
1.      Verbal
2.      Dilitante
3.      Term Of The King
4.      The Method
5.      Physic
6.      The Serpent
7.      Salazar
8.      Random Convict
9.      On Going
10.  Twisted Mogul

Line-up:
Teppo Haapasalo – vocais
Hiili Hiilesma – bateria
Kalle Sundström – guitarras
Jukka Puurula - baixo

INFO: Violência doméstica abordada no novo disco de Jessi Teich

De forma magistral, Jessi Teich mistura um jazz sofisticado com blues e um romance trágico cheio de soul. Uma estética nervosa, mas elegante que fluidamente se infiltra na sua música e cria sensibilidades. Sem exagero, um nome que é plenamente comparável a Ella Fitzgerald, Sade, Fiona Apple, Billie Holiday e Sarah Vaughan. Graduada pela Berklee College Of Music a jovem encarna todo o sentimento jazz e soul quer como cantora quer como compositora. E isso fica provado no seu novo álbum, Twisted Soul, gravado em Paris, ao vivo em estúdio. Um trabalho operático pela sua sequencialidade conceptual e que mostra todo o talento vocal – o mesmo que já lhe granjeou 10 prémios internacionais, dos quais três para canções de Twisted Soul. Cada música é um capítulo e o primeiro desses capítulos, The Hauting, já três vezes premiado, prenuncia o arco autobiográfico que se lhe segue. A abordagem a um tema perfeitamente atual como é o caso da violência doméstica, no qual Jessi pretende deixar uma mensagem de esperança para ajudar outras mulheres a lidar com a situação. O álbum começa mais escuro e conflituoso, mas à medida que vai avançando verifica-se uma recuperação de força que lhe permite reconstruir tudo de novo. Pelo meio duas versões – Clap Hands de Tom Waits e Cry Me A River de Justin Timberlake. Musicalmente Jessi Teich gravou com o Thierry Maillard Trio liderado por um dos maiores pianistas franceses, sendo ainda possível ouvir os vestígios do acordeão francês cortesia de Laurent Derache.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Review: American Stranger (Lunden Reign)

American Stranger (Lunden Reign)
(2015, Independente)
(5.4/6)

Lunden Reign é o nome do novo projeto que junta Nikki Lunden e Lora G Espinoza-Lunden com o guitarrista Luis Maldonado (Bigelf) e American Stranger o trabalho de estreia que tem vindo a fazer furor no lado de lá do atlântico. O projeto tem origem na Califórnia e até já foi apelidado de “o novo som de LA”. Então, o que de tão transcendente tem este trabalho? Em primeiro lugar trata-se de um rock intemporal – um rock que chega aqui e ali a pisar terrenos de um hard rock soft e por vezes até com uma atitude punk - que terá sempre lugar em qualquer discografia que se preze. E porque? Poderíamos apontar várias razões: o trabalho de guitarra de Maldonado é de grande destreza técnica e melódica num registo a variar entre o elétrico e as bases eletroacústicas com inclusão de alguns riffs pesados; a voz de Nikki Lunden é pojante e arrebatadora; o trabalho de bateria apresenta uma dinâmica muito interessante; a inclusão do violoncelo em três temas revela-se perfeitamente adequada. Os temas, curtos na sua generalidade, são suficientemente diretos e elucidativos das pretensões do coletivo que, assim e acima de tudo, assina um conjunto de belas canções. Como, por exemplo, Love In Free Fall, The Savage Line, 28IF (Without, Which Not), Hear Me ou When Love Lies. Portanto, como se percebe, o burburinho que este coletivo tem vindo a causar no lado de lá do Atlântico é mais que justificado. Está, também, na altura da Europa os descobrir.

Tracklist:
1.      Love In Free Fall
2.      The Savage Line
3.      28IF (Without, Which Not)
4.      Hush & Whispers
5.      American Stranger
6.      Hear Me
7.      Mary
8.      The Light
9.      When Love Lies
10.  It’s About Time

Line-up:
Nikki Lunden – vocais
Lora G Espinoza-Lunden – guitarras
Luis Maldonado – guitarras e baixo
Geoff Pearlman – guitarras adicionais
Ana Lenchantin – violoncelo
Morgan Young e Gerry Doot – batería
Hector Maldonado e Matthew Denis – baixo

Internet:

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Entrevista: InLegend


Hand-hammered piano craft. A expressão diz-vos alguma coisa? Não? Então descubram o que Bastian Emig, aqui vocalista, mas na maior parte do tempo baterista nos Van Canto tem para oferecer nos Inlegend. Fazer metal sem guitarras já não é a primeira vez que acontece, mas o coletivo germânico eleva essa premissa a um patamar único de genialidade. Fiquem com as explicações do próprio Bastian Emig.

Olá Bastian, é um prazer falar contigo e obrigado pela tua disponibilidade. Conta-nos como se faz rock e metal sem... guitarras?
Bem - em nossa opinião ser rock ou metal é mais uma atitude do que um line-up em concreto. Já ouvi grandes bandas de metal, que até incluem cantores de ópera... consegues imaginar??

Então aparece o conceito hand-hammered piano craft. Como o descreverias?
Yeahuma vez que sou baterista, acho que a minha maneira de tocar piano tem uma abordagem bastante percussiva. Depois, há martelos e energia – tudo produzido pelas tuas próprias mãos... Se gostas do que ouves… Aí está: hand-hammered piano craft.

O conceito é realmente inovador! Quando tiveste a ideia de fazer algo assim?
costumava escrever canções no piano para minha ex-banda de metal Jester’s Funeral. Para fazer com que os guitarristas entendessem o que eu queria que eles tocassem, tive que encontrar maneiras que se assemelhassem a guitarras para me certificar que eles percebiam as minhas ideias. Mas existem muitas grandes bandas com piano por aí, que facilmente manteriam o ritmo, como Panzer Division, Marduk e tal...

De qualquer forma, a inovação parece ser a tua marca. eras baterista de outra banda inovador - Van Canto. A eterna busca de algo novo, certo?
Poderia parecer que sim, mas para ser honesto, nunca me importei com algum conceito em concreto ou com novas formas de fazer música. As coisas que faço são limitadas pelos meus dons e dirigidas pela diversão.

Portanto, qual será o teu seu próximo passo?
Wembley!! Não, a sério, estou a tentar compartilhar a nossa música com o maior número de pessoas possível. Há tanta música por aí que estamos contentes que alguém utilize o seu tempo ouvindo a nossa música.

A respeito de Stones At Goliath, parece que não foi um processo fácil, com mudanças de line-up. O que aconteceu exatamente?
Yeah - todos nós temos outras bandas além dos INLEGEND. Uma vez que o processo de gravação demorou algum tempo, os nossos ex-baterista e baixista continuaram a tocar nas suas próprias bandas e foram-se ocupando com as suas coisas. Como tentamos tocar as novas músicas, também rapidamente se tornou evidente que era necessário mais um pianista, porque algumas músicas são, pelo menos, a quatro mãos. E como decidi focar-me nas vocalizações para poder interagir com as pessoas ao vivo, tivemos que encontrar mais três membros o que não foi uma coisa fácil.

Existe algum significado especial nesse título Stones At Goliath?
De alguma forma, reflete os últimos anos que passamos... às vezes sentíamo-nos como David a conquistar muitos Golias e as únicas coisas nas nossas mãos eram algumas boas canções onde colocávamos todas as nossas esperanças. Mas acho que toda a gente tem algo para segurar, enquanto enfrenta o seu Golias pessoal... precisamente pedras direcionadas, disparadas com uma coragem nascida do desespero e convicção de pode fazer milagres.

E que diferenças entre este novo álbum e Ballads & Bullets?
Muitas! E espero que os nossos fãs consigam ouvir toda essa progressão. Acho que o disco é muito diversificado, colorido e versátil. Abrem-se muitas paisagens sonoras que te transportam consigo numa pequena viagem através de algumas melodias agradáveis.

Ballads & Bullets havia sido um lançamento SPV. Stones At Goliath marca, também, a estreia de uma nova editora. Como lidaram com essa alteração?
Após este longo processo de composição, gravação, mistura e tudo o mais, decidimos não colocar esta preciosidade nas mãos de quem iria lidar com ela como mais um disco. Procurámos um parceiro forte que entendesse o valor desta loucura. E quem, de facto, é mais qualificado que os nossos fãs? Foi por isso que decidimos fazer o lançamento através de uma campanha de crowdfunding e o resultado foi de cortar a respiração. Acho que os nossos objetivos foram ultrapassados quatro vezes... Ainda não consigo acreditar nos últimos três meses...

Um dos pontos mais fortes deste álbum, na minha opinião, são os coros. Com quantos coros trabalharam?
Obrigado! Há, na verdade, vários tipos de coros neste disco. Um enorme Coro Gospel, com quem tivemos o prazer de trabalhar, um coral de crianças que fizeram um grande trabalho e, claro, alguns coros gritados, mais fortes, que incluem a maioria dos membros dos Van Canto. Senti-me abençoada por ter sido capaz de trabalhar com tantos timbres diferentes. Atualmente convidamos o Stimmgewalt Choir, de Berlim, para alguns dos nossos últimos espetáculos ao vivo para poder chegar perto do sentimento do disco foi uma grande aventura!

Que balanço fazes desta experiência única de trabalhar com coros gospel, de ópera e com crianças?
Como compositor estou muito grato porque abre uma nova dimensão de sons e timbres que normalmente não tens. Também foi emocionante trabalhar as letras - em relação às partes com perguntas/respostas como em On The Morrow. Ao ensaiar e gravar essa canção senti-me um pouco como estando num palco de teatro a atuar conjuntamente com o coro. Os coros foram dirigidos por mim e foi uma grande experiência - como pequenos movimentos podem afetar a parede de som na tua frente - incrível... Certamente também cansativo, mas acho que é o preço para bons resultados .

Têm alguma tour agendada para promover Stones At Goliath?
Nós tocamos em qualquer palco. Mesmo que seja um muito pequeno como um jardim em frente da casota do teu cão – e podemos apresentar um sereno show acústico ou um nós-arrebentamos-com-a vossa-cabeça-sem-piedade... Quem nos quiser agendar será muito bem-vindo!

Muito obrigado, Bastian! Foi um prazer poder fazer esta entrevista. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado, muito obrigado pelo vosso tempo - eu sei como é precioso e nós apreciamos muito se quiseram dar-nos uma oportunidade de ouvir Stones At Goliath. É impossível colocar mais sangue, suor e lágrimas num disco. Estou certo disso. Obrigado pela atenção!