Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

Playlist 23 de maio de 2013

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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

Entrevista: Black Leather

Black Leather é um projeto de Phil Sick que veste a pele de um poeta onírico cuja angústia não lhe traz vontade de acordar. Com influências entre o post punk e o glamour dos anos 80, surgiu nos finais de 2009 a partir de um convite para participar na mostra de música FADE IN em Leiria. Considerados atualmente como uma das bandas revelação, surge em maio com o álbum de estreia, Homomensura, editado em formato vinil pela editora Sonic Beat. O próprio Phil Sick disponibilizou-se a falar a Via Nocturna sobre Homomensura.
 
Olá, obrigado por aceitares responder a esta pequena entrevista. Que expetativas para este vosso trabalho, o primeiro com edição física?
Olá! O prazer é nosso! As expetativas para te ser sincero serão sempre baixas mas admito que faz parte de um mecanismo de segurança. Na verdade é aquela velha história… Se as expetativas são baixas não há como correr mal…
 
Em relação ao S.T.R.A.I.G.H.T., desta vez optaram, também por uma edição física, se bem que em vinil. Porque tomaram essa opção?
Curiosamente pela mesma razão que optámos pelo formato digital gratuito de S.T.R.A.I.G.H.T.: fazendo os checks and balances de toda a situação de comercialização dos suportes musicais chega-se à conclusão que a opção a tomar só poderá ser feita em função do romantismo do conceito e não do conceito utilitarista do objeto - todos vendem mal, então faça-se o que gostamos mais. O capitalismo sempre serve para alguma coisa!
 
E quem teve a ideia? Vocês e por isso optaram pela Sonic Beat, editora especializada em edições em vinil, ou pelo contrário surgiu primeiro a editora? Ou foram os fãs?
A ideia inicial foi nossa. Na verdade fizemos posteriormente, uma espécie de quiz via plataformas na internet para saber algumas opiniões dos fans mas de certa forma a ideia já estava solidificada nas nossas cabeças. Depois surge a Sonic Beat e estabeleceu-se a colaboração.
 
E pelo que li, esta será uma edição limitada (a 300 cópias, suponho) e numerada. É verdade?
Sim.
 
E em termos sonoros/musicais, que diferenças e/ou semelhanças em relação ao EP podem apontar?
As diferenças serão talvez ao nível de universo explorado. HOMOMENSURA é mais denso e um pouco mais obscuro. A semelhança penso que seja a sinceridade e a despretensão com que abordamos e sempre abordámos as temáticas que trabalhamos.
 
A apresentação do álbum foi no passado dia 17 em Alcobaça. Como decorreu?
Sim a apresentação decorreu no passado dia 17 em Alcobaça e correu bastante bem. Ficámos bastante satisfeitos com a recetividade do público.
 
Podes explicar-nos o sentido do termo usado no título do álbum, bem como da capa?
Claro, o termo usado é um termo pré-socrático que tem a sua origem no filósofo Protágoras e cujo conceito alude à possibilidade/inevitabilidade da realidade enquanto fenómeno puramente subjetivo. O Homem é a medida da sua realidade.
 
Quem foi o responsável por todo o artwork?
Foi um grande amigo nosso: Jaime Raposo (Discordian Ink), altamente recomendável e acessível no facebook!
 
Quem são os músicos que te acompanham nesta aventura musical?
Nesta grande aventura ruidosa acompanham-me o Cristóvão Carvalho na guitarra solo, o Emanuel Severino na bateria e o André Frutuoso na guitarra ritmo.
 
Cubic foi o primeiro tema a ser disponibilizado no vosso Facebook. Algum motivo para esta escolha? E como têm sido as reações?
Nop. Na verdade foi uma escolha sem grande ponderação e de seleção algo instintiva. As reações têm sido positivas. Tal como disse quando as expetativas são baixas só pode correr bem.
 
Shoot Them e Sweet Lies são dois temas deste trabalho que são “repescados” do EP. Sofreram grandes alterações ou nem por isso?
Maioritariamente ao nível de masterização e produção. Para além disso a composição manteve-se.
 
Um nome como Black Leather remete-nos primeiro para os Sex Pistols, depois para os The Runaways, finalmente para os Guns ‘n’ Roses (entre outros naturalmente). Destes nomes, quem mais teve influência no nascimento e desenvolvimento da banda?
Honestamente eu diria que, directamente, nenhuma delas. Indirectamente, eu diria as três.
 
Já há alguma coisa definida em termos de apresentações ao vivo para o futuro próximo?
Sim, sim, já temos algumas datas agendadas que entretanto se podem confirmar na nossa página do facebook: iremos ao Porto no dia 31 deste mês no Plano B, temos 7,8 e 9 Coimbra, Viseu, Santo Tirso intercalados com algumas Fnac’s, depois viremos a Lisboa a 15 de junho, outras datas que estão também em vista e enfim, andaremos na estrada durante estes próximos meses.
 
A terminar, queres acrescentar algo mais para os nossos leitores?
Quero sim: Não levem esta cena demasiado a sério. Todos os modos de vida dão vontade de rir. Beijos e abraços.

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Review: Live In Texas (Captain Beyond)

Live In Texas (Captain Beyond)
(2013, Cleopatra Records)
 
Aos olhos dos nossos dias, os Captain Beyond eram, na altura um supergrupo. O vocalista Rod Evans tinha sido o vocalista dos Deep Purple na era Hush; Lee Dorman (baixo) e Larry Reinhardt (guitarra) tinham estado nos Iron Butterfly e o baterista Bobby Caldwell tinha-se juntado, recentemente, a Johnny Winter Group. O primeiro álbum homónimo foi editado em 1972 e um ano após, saiu Sufficiently Breathless, mais virado para o rock progressivo e que por isso teve pouca recetividade junto dos fãs. Com esse fraco resultado, a banda fez uma pausa até 1977, altura em que lançou o seu último trabalho de originais, Dawn Explosion, na altura já sem Rod Evans. Seguiram-se anos de desaparecimento até 1988 em que fizeram algumas aparições em festivais europeus e em 2000 foi lançado um novo EP Night Train Calling, já com um line up remodelado. Hoje em dia são considerados como um dos grandes nomes para descobrir do rock dos anos 70 e esta pérola que a Cleopatra Records nos apresenta ajuda muito. Trata-se de uma gravação nunca antes publicada de um concerto no Texas a 6 de outubro de 1973, pouco depois da edição do segundo trabalho e durante a sua tour com os King Crimson. Na nossa opinião, dois objetivos acabam por ser satisfeitos: para os fãs de sempre dos Captain Beyond trata-se de um documento histórico de valor incalculável que permite reviver um dos grandes momentos da carreira da banda e com a sua melhor composição de sempre; para quem ainda conhecia os Captain Beyond serve para dar a conhecer um dos nomes mais intrigantes e, como anteriormente referido, mais esquecido do cenário rock setentista. A sonoridade não é a melhor (naturalmente – estamos a falar de uma gravação com… 40 anos), mas serve perfeitamente para demonstrar como a banda cruzava psicadelismo com barulho, aproximando-se muito dos Deep Purple daquela altura, embora com menos genialidade. O CD vem acompanhado de um livro com notas adicionais do historiador rock Dave Thompson.
 
Tracklist:
1. Intro
2. Distant Sun
3. Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
4. Armworth
5. Myopic Void
6. Drifting In Space
7. Pandora's Box (It's War)
8. Thousand Days Of Yesterday
9. Frozen Over
10. Guitar Solo
11. Mesmerization Eclipse
12. Drum Solo
13. Mesmerization Eclipse (Reprise)
14. Stone Free
 
Line-up:
Rod Evans – vocais
Larry Reinhardt – guitarra
Lee Dorman – baixo
Bobby Caldwell – bateria
 
Edição: Cleopatra Records

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Review: Begin Again (Hell Or Highwater)

Begin Again (Hell Or Highwater)
(2013, Pavement Entertainment)
(4.4/6)
 
Havia a curiosidade de ver e perceber como é que Brandon Saller, baterista e vocalista dos Atreyu se iria comportar nesta sua nova fase com o projeto paralelo Hell Or Highwater, onde salta para à frente para ser apenas vocalista. Pois bem, primeiramente surpreende pela orientação estilística. Naturalmente, só fazia sentido a existência deste projeto se fosse diferente da sua banda mãe. E isso foi muito bem conseguido. De um post-hardcore saltamos para um hard rock dos anos 80 que, apesar de tudo soa bastante atualizado. E Begin Again é um disco desse hard rock cheio de energia, grandes solos, interessantes melodias e boas harmonias em que se pode destacar um agradável conjunto de temas, nomeadamente no eixo central do disco. Saller mostra que conhece bem as regras de jogo e tem um desempenho de muito bom nível. Os restantes instrumentistas acompanham-no. Por isso, também neste capítulo Begin Again é um disco de rock que deverá ser explorado pelos fans das sonoridades mais tradicionais. Uma palavra final para as surpresas que vêm incluídas em Begin Again. Seguramente que country metal seria algo inesperado de se ouvir, mas em Go Alone e When The Morning Comes, existem referências ao country que até acabam por ser bem enquadradas na globalidade do disco. Depois, a remix de Tragedy traz-nos ritmos eletrónicos também eles completamente inesperados. Na generalidade este é um disco interessante e agradável, com alguns temas muito bons e outros mais medianos, mas que, ainda assim, merece ser descoberto.
 
Tracklist:
 
1.  Gimme Love
2.  Hail Mary
3.  Terrorized In The Night
4.  Tragedy
5.  Find The Time To Breathe
6.  Rocky Waters Edge
7.  Go Alone (Featuring M. Shadows)
8.  When The Morning Comes
9.  Crash And Burn
10. Come Alive
11. We All Wanna Go Home
12. Tragedy (Remix)
13. The Boxer
14. Pretty Penny
 
Line-up:
Brandon Saller -   vocais
Matt Pauling -     guitarras
Neal Tiemann -   guitarras
Joey Bradford -   baixo
Captain Carl -     bateria
 
Internet:
 

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Review: Hail Mary (Dark New Day)


Hail Mary (Dark New Day)
(2013, Pavement Entertainment)
(4.3/6)
A história de Hail Mary é curiosa. Em princípio este teria sido o segundo álbum da banda em 2006, mas acabou por ficar esquecido quando os membros dos Dark New Day acabaram por regressar aos seus grupos principais: Evanescence, Seven Dust, Vigos Merlot, Stereomud e Eye Empire. Entretanto, a banda lançou em 2011 New Tradition e descobriu que os seus velhos fãs ainda estavam lá. Vai daí, a Pavement Entertainment publica o elo em falta. O segundo álbum que afinal é o terceiro sucede ao terceiro que afinal foi o segundo. Confusões à parte, a proveniência de todos os elementos que fazem parte dos Dark New Day é feita sentir de forma mais ou menos evidente. Equivale isto por dizer que em muitos momentos, os Dark New Day de Hail Mary se aproximam (se não de todos) pelo menos de alguns dos grupos de origem. Rock/metal musculado, com um coletivo a apresentar fortes momentos de groove pesado, alternando algumas descargas poderosas de energia com outros momentos com maior acentuar da melodia, compõem este conjunto de 12 temas coesos, com estruturas densas e equilibrados. E com a curiosidade de, pelo menos na nossa opinião, o disco se desenvolver em crescendo, ficando guardado para a segunda metade (nomeadamente Saddest Song e Simple) os momentos mais apetecíveis. Quem gosta dos grupos anteriormente citados terá, seguramente, aqui mais alguns motivos de interesse para partir à descoberta de Holy Mary.
 
Tracklist:
1. Anywhere
2. Dear Addy
3. Fiend
4. Give Me The World
5. Goodbye
6. Hail Mary
7. On My Way
8. Outside
9. Saddest Song
10. Simple
11. Someday
12. Vicious Thinking
 
Line-up:
Brett Hestla - vocais
Clint Lowery - guitarras
Corey Lowery - baixo
Will Hunt - bateria
Troy McLawhorn – guitarras
 
Internet:
 

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Playlist 16 de maio de 2013

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Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

Entrevista: Stala & So

Nascidos como So em 1997, só recentemente se transformaram em Stala & So, tendo vivido muitos anos como um projeto paralelo. Play Another Round é o segundo trabalho do coletivo finlandês, com a chancela de qualidade da Escape Music. A este respeito fomos conversar com Stala, não podendo nunca deixar de passar pelos Lordi e por Hard Rock Hallelujah, momento histórico do Eurovision Song Contest.
 
Olá Stala, obrigado por despenderes algum do teu tempo respondendo a Via Nocturna! E deixa-me dar-te os parabéns pelo excelente álbum que apresentam. A primeira pergunta talvez seja habitual: tendo surgido em 1997 porque é que Play Another Round é apenas o vosso segundo álbum?
Bem, eu e o Nick começámos a banda por volta de 97 e na altura a banda chamava-se apenas So. Para fazer curta uma história longa, em 2000, eu entrei para os Lordi e passados alguns anos, também o Nick. Isso significava que não tínhamos propriamente tempo para esta banda. Foi mais como um projeto paralelo ao longo tempo. Em 2010 comecei a fazer um álbum solo, que se viria a transformar no primeiro álbum de Stala & So. Além disso, só então se completou o line-up.
 
Uma das vossas principais características é a atitude positiva. De onde vem tanta positividade?
Somos pessoas muito positivas. Já existem muitas bandas negativas, especialmente na Finlândia. (E não me refiro a banda Negative). O rock ‘n’ roll deve ser divertido e é assim que quero fazer. Queremos entreter o nosso público, não entediá-los de morte.
 
Há quem diga que o glam está morto ou que estagnou na década de oitenta, mas vocês provam que essa é uma premissa errada. Sentem-se como uma banda glam? E como se revêm nos dias de hoje?
A nossa imagem também tem muitas influências das bandas britânicas dos anos 70. Essa é a parte interessante de estar numa banda. Podes vestir-te como um rockstar, mesmo que às vezes possa parecer estúpido. Mas não, não nos consideramos muito como uma glamband, é mais uma coisa circense.
 
Apesar de serem uma banda muito experiente nunca recusam outras experiências. Por isso participaram no Festival Eurovisão da Canção, na Finlândia. Como foi esse momento?
Essa foi uma experiência divertida. E realmente ajudou-nos a juntar a banda de novo. Foi um bom trampolim para a banda e muita publicidade grátis.
 
Como falaste que estiveste nos Lordi e por falar em Festival Eurovisão da Canção, como viveste o momento de terem vencido o festival há uns anos atrás?
Eu e o Nick estivemos ambos nos Lordi. Eu como Kita (baterista) e Nick como Kalma (no baixo). Eu estava de regresso quando o Eurovision aconteceu, Nick tinha acabado de deixar o grupo. Embora seja ele que toca baixo no Hard Rock Hallelujah.
 
Como vieram parar à Escape Music?
Andava à procura de editoras para licenciar o álbum fora da Finlândia. Em menos de uma hora, a Escape entrou em contato connosco e queria ouvir o álbum inteiro. E logo quiseram editá-lo. Isso diz muito sobre as pessoas que lá trabalham. Falamos de Paixão. No mundo da música isso é raro hoje em dia.
 
Como têm sido as reações até agora?
Os fãs adoram o álbum e também há muitas boas críticas. Só espero que as pessoas que gostam de rock melódico tenham a oportunidade de ficar a conhecer a nossa música.
 
The Boys Are Having Fun é o primeiro vídeo extraído deste álbum. Na minha opinião, trata-se de uma excelente escolha, porque é uma das melhores músicas do álbum...
Bem, obrigado. Quando a escrevi com meu amigo, senti que tinha algo lá dentro. E também é uma peça divertida de se tocar ao vivo. Tem vibrações muito positivas. A maioria do material foi tocado durante a nossa última tournée europeia com os Vain (EUA). E como podes ver os rapazes estão a divertir-se.
 
Como está a vossa colocação nos tops finlandeses?
Entrámos no Top 50 da Finlândia. Isso é um grande passo até porque, é um trabalho com o nosso próprio selo independente. É muito difícil competir com as grandes empresas num mundo de “ídolos” formatados. Mas nós fizemo-lo, graças aos nossos fãs leais.
 
Já estão em tournée? E há algo mais previsto?
Sim, agora andamos em tournée na Finlândia. Esperamos poder fazer uma outra pela Europa no próximo outono. Nada confirmado ainda, mas espero que em breve.
 
A terminar, dava-te a oportunidade de acrescentares mais alguma coisa a esta entrevista…
Bem, a toda a gente que leia isto, confiram o nosso novo álbum e espalhem a palavra. Divirtam-se!