sexta-feira, 26 de maio de 2017

Review: Late Bloomer (Black Paisley)

Late Bloomer (Black Paisley)
(2017, Independente)
(5.7/6)

Late Bloomer é o trabalho de estreia de um coletivo sueco, provavelmente desconhecido da maioria, os Black Paisley, mas que já cá andavam como StephMetal, uma banda de covers. Dos covers ao originais foi a evolução natural e daí até ao alocar recursos e meios para se chegar a um álbum foi o processo previsível. Mas se este processo é (ou foi) previsível, o mesmo já não se pode dizer da música que o quinteto apresenta em Late Bloomer. Forte e consistente dose de rock clássico com alguns toques de blues, country e sulista é a receita para este conjunto de nove temas bem interessantes. E é curioso verificar que nomes tão díspares nos surgem quando se ouve Late Bloomer. Vocalmente, o trabalho aproxima-se (nem sempre mas bastas vezes) de Eddie Veder dos Pearl Jam, mas musicalmente Brian Adams acaba por ser uma das referências mais óbvias, o que não deixa de ser, aparentemente, um contrassenso, face à distância estilística que separa estes dois nomes. E se é verdade que o inicio com Run Run Run promete muito hard rock, isso acaba por não se confirmar porque os Black Paisley rapidamente retiram o pé do acelerador, introduzem a guitarra acústica e acalmam. Mas é precisamente nesta altura que surgem os melhores momentos: Autumn (bela melodia), Kickin’ (rock mais vibrante), It Ain’t Over (bluesy, sulista com órgãos atmosféricos) e Coming Home (fantástica balada com inicio de piano à ABBA) são os melhores momentos que a banda consegue criar. E é aqui que se mostra e se prova que os Black Paisley têm ideias e capacidades para evoluírem ainda mais numa próxima etapa. Isto porque na primeira atingiram um resultado bastante satisfatório.  

Tracklist:
1.      Run Run Run
2.      Way To Something
3.      Easy
4.      Ordinary Day
5.      Autumn
6.      Kickin’
7.      This Is My Day
8.      It Ain’t Over
9.      Coming Home

Line-up:
Stefan Blomqvist – vocais e guitarras
Ulf Hedin – guitarra solo
Jan Emanuelsson – baixo
Robert Wirensjö – teclados, piano
Robert Karaszi - bateria

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Playlist Via Nocturna 25 de maio de 2017


Review: The Unity (The Unity)

The Unity (The Unity)
(2017, Steamhammer/SPV)
(5.9/6)

Com elementos dos Love.Might.Kill e outros que já tiveram passagens pelos Gamma Ray e Avantasia, os The Unity são o que vulgarmente se chama de superbanda. E o grande mérito desta superbanda é que fez um… superálbum. O que chama a atenção desde logo é a escolha do nome do projeto – The Unity - a lembrar que, se calhar, estes músicos estão mais unidos que uma junção de ocasião ou conveniência – como em algumas superbandas – poderá sugerir. E essa unidade é verificada quando se passa para a música. O que The Unity nos traz é algo de surpreendente porque pega no tradicional power metal e daí parte para outros patamares e outras andanças muito mais à frente. O disco é todo ele de uma elevada complexidade com diversas camadas instrumentais. Mas, independentemente do número de coisas que acontecem por unidade de tempo, o mais impressionante é a capacidade criativa ao nível do trabalho de guitarras e o arrojado trabalho ao nível vocal. Desde uns Firewind a uns Avenged Sevefold passando por uns Helloween ou Avantasia, o coletivo busca o melhor das suas influências para criar um disco moderno, que respira poder, diversidade e criatividade. Então o primeiro quarteto de temas é sensacional e logo ali fica demonstrada toda a capacidade de um conjunto de músicos que juntou forças porque realmente tinha algo de novo para construir e mostrar. No meio de temas muito elaborados surge Close To Crazy que acaba por ser o melhor exemplo de uma atitude descomprometida e um pouco fora do contexto. Depois Never Forget fecha o disco com chave de ouro num tema com forte componente melódica e muito catchy. Ainda antes, Always Just You é o que mais se aproxima de uma balada, embora bastante desconstruída para esse nível. Mas, quanto a nós, Redeemer é o expoente máximo do brilhantismo criativo dos The Unity. Uma enorme musicalidade num tema compassado (às vezes lembra Dio) e com um solo brutal de emotividade. Portanto, que não restem dúvidas: este é um disco feito por mestres, com enorme qualidade – uma qualidade que nasce da união e entrega e do talento.

Tracklist:
1. Rise And Fall
2. No More Lies
3. God Of Temptation
4. Firesign
5. Always Just You
6. Close To Crazy
7. The Wishing Well
8. Edens Fall
9. Redeemer
10. Super Distortion
11. Killer Instinct
12. Never Forget

Line-up:
Gianba Manenti - vocais
Michael Ehre - bateria
Henjo Richter - guitarras
Stef E - guitarras
Jogi Sweers - baixo
Sascha Onnen – teclados

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Edição: Steamhammer/SPV   

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Entrevista: Reflection

Profunda e sentida, a entrevista que o fundador dos Reflection, Stathis Pavlantis, nos concedeu, só é comparável ao sentimento intrínseco do seu regresso com Bleed Babylon Bleed. Passaram oito anos desde o anterior lançamento e a principal novidade é a estreia de um novo vocalista. Quase a completar um quarto de século de existência a mítica banda grega vive um dos seus momentos mais inspirados – sejam eles mais doom ou mais epic.

Olá Stathis e bem-vindos de volta. O que aconteceu para estarem quase uma década sem lançar nenhum álbum?
Para além de algumas coisas terem ocorrido, nós não somos uma banda profissional que tem que fazer álbuns... Nós não temos montes de faixas para escolher o que gravar.

Certamente muito aconteceu durante este tempo. O que mais se destacaria?
Antes de mais, o nosso anterior vocalista, Leo Stivala, não poderia continuar a deslocar-se continuamente entre Malta e a Grécia e ele/nós decidimos separamo-nos e foi muito difícil encontrar um substituto. Em segundo lugar, depois de termos encontrado um vocalista, fizemos muitos ensaios, gravamos o álbum e pouco antes da mistura, fui diagnosticado com linfoma de Hodgkin (cancro) e tudo desabou. As quimioterapias foram duras e não consegui lidar com a banda. A minha prioridade era a minha família. Os meus filhos e a minha esposa. Outro ano e meio foi adicionado ao projeto. Quando recuperei voltamos ao trabalho...

Mas também muitas coisas mudaram durante este longo período de tempo. Como viveste e sentiste todas essas mudanças no negócio da música, nas questões assuntos sociais, e por aí fora? Isso afetou a composição nos Reflection?
Não, acho que não. Somos um grupo de malta da velha guarda!!! A única mudança que notamos foi o facebook em vez de Myspace! A música e a alma são sempre as mesmas. Ainda ouvimos as mesmas bandas, fazemos as mesmas coisas.

Bom, mas o mais importante agora é comemorar o vosso regresso. Um regresso com um novo vocalista, como vimos. Já está na banda há muito tempo?
George é um bom amigo de longa data. Conhecemo-lo há séculos! Trabalhei muitas vezes com ele em estúdio nos seus projetos anteriores. Ele estava mais no power melódico e não tínhamos ideia de que se poderia transformar no vocalista que canta no álbum! Demorou muito tempo com certeza, mas George é um "soldado" e uma pessoa muito experiente. Fez um excelente trabalho! Estamos juntos há 3 anos.

Este regresso acaba por ser mais orientado para o épico e não tanto para o doom. Era essa a vossa intenção ou simplesmente aconteceu?
Não, simplesmente aconteceu. O álbum anterior era um álbum 90% doom. Este é mais épico talvez o próximo seja mais power. Depende do nosso sentimento. Não temos certas regras a seguir. Limitamo-nos a gravar o que gostamos. Adoramos as músicas e é tudo!

E com a importante inclusão de elementos étnicos, embora, desta vez, sem nenhum título na sua vossa própria língua...
Sim. Era algo que queríamos fazer... Ambos os lados da minha família experimentaram o genocídio. Do lado de meu pai, os meus avós em Pontos, e do lado de minha mãe os meus avós em Pireas/Atenas durante a ocupação dos alemães em 1940... Os meus avós conseguiram sobreviver a esse inferno e eu cresci com esta história trágica. Era algo que tinha que fazer como forma de homenagem. Conheço todos os detalhes desta viagem através do inferno e vejo que o genocídio, embora devesse aparecer apenas nos livros, é algo com que vivemos todos os dias, outra vez e em muitos lugares do mundo. Desta vez decidimos não utilizar a nossa língua nativa, mas usamos o ponente Lyre que foi usado no EP de 1995 Sire Of The Storm!!!

Mas este é, eventualmente, o vosso álbum mais consistente e maduro. É assim que o vês, também?
Sempre que há um álbum novo, dizemos a mesma coisa!!!! (risos). Acho que é até o próximo sair!

Destaque também para alguns convidados, alguns deles de renome mundial. Como se proporcionaram esses contactos?
Albert Bell (Forsaken) é como um irmão para mim e pensei que ele seria a pessoa ideal para narrar a introdução de Marching To Glory. E fê-lo!!! Foi uma grande honra! Kostas Tokas (Powercrue), por outro lado, é um amigo muito próximo e um excelente cantor. Queríamos ter um clima totalmente diferente em Stormbringer e sua voz suave faz um belo contraste com a voz de Thomaidis! E... Mats Leven (Candlemass/CRUX etc)!!!! Foi um sonho tornado realidade para nós, já que admiramos Mats desde a era Abstract Algebra. Tínhamos essa música que foi composta para uma voz como a dele em mente, enviamos-lhe e ele disse exatamente isso! Gostou da música e fez uma excelente performance - como sempre!

Lendo a vossa declaração inserta no álbum, nota-se uma revolta por toda a situação política e social vivida na Grécia nos últimos anos. Vocês também foram vítimas dessa coisa que se convencionou chamar de crise. Como lidaram com isso? Já ultrapassaram essa fase?
A crise é algo temporário. Depois de 7 anos, já não falamos de crise, mas de uma situação permanente... Mas, sim, podemos dizer que passamos por esta fase e agora somos, como sempre, uma verdadeira nação ocupada pelos Alemães. Quando estás ocupado simplesmente não "lidas" com isso. Lixa-os tanto quanto puderes até estares livre novamente.

É daí que surge um título como Bleed Babylon Bleed?
Bem, isso é obviamente uma metáfora. A Babilónia era o centro da civilização, o centro do comércio e o centro da humanidade. E por uma misteriosa razão "Deus" simplesmente destruiu-a. Acho que Pontos, é exatamente a mesma coisa! Euxine Pontos era o centro da civilização, o centro da cultura, o centro de tudo. E "Deus" queimou tudo, matando quase 500.000 almas. Bleed Babylon Bleed! É a ordem divina de "Deus". Sangrar sem misericórdia. Claro que também se refere a todos os genocídios...

Chegam à Pitch Black Records para o 50º lançamento da editora. Também por causa disso, este é um álbum especial...
Conheço o Phivos, o proprietário, há mais de 20 anos. Somos amigos muito próximos e foi um sonho poder estar juntos no mesmo lado, na mesma equipa! Phivos estava tão entusiasmado e tão seguro a respeito das canções quando as ouviu um pouco antes da impressão!!!! Inacreditável Ele assinou um contrato sem ouvir nada!! Que honra... Este é um lançamento muito especial para ambos os lados!

Para além disso, celebrar o 25º aniversário deve ser um momento muito especial. Olhando para trás, quais foram os seus melhores momentos deste primeiro quarto de século?
Só me lembro de memórias muito boas! Desde os primeiros anos em que tivemos todo esse entusiasmo e essa paixão (ainda tenho!!!), os primeiros shows, a primeira demo, o primeiro single de 7", a nossa primeira mini-tour, o show com Solitude Aeturnus em Atenas... e… e… e... Conheci pessoas muito especiais nesta viagem. Pessoas que, à medida que os anos passavam, se tornaram os meus melhores homens, se tornaram os padrinhos dos meus filhos, tornaram-se minha família. É disto que se trata. É o que eu chamo de "Presente Divino".

E o que têm planeado para os próximos 25 anos (risos)?
Nada!!! Honestamente!!! Nós não fazemos planos! Como disse, somos um grupo de adolescentes amadores com idade madura!!!! Mas planeamos alguns espectáculos realmente bons dentro e fora da Grécia para promover o novo álbum e nos divertirmos, é claro. Vamos participar em alguns grandes festivais, mas tudo vai ser anunciado a tempo! O próximo espetáculo será em Chipre no dia 4 de novembro com os nossos irmãos cipriotas RUST X. Até lá, stay heavy e façam os vossos exames médicos anuais... Eles vão salvar a vossa vida...

terça-feira, 23 de maio de 2017

Review: Austin, Texas: The Rock Opera - A Texas Love Story (Franky And The Band)

Austin, Texas: The Rock Opera – A Texas Love Story (Franky And The Band)
(2017, Round Rock Records)
(6.0/6)

Fehmi Nuhoglu, aka Franky, sedeado de Austin, Texas é novelista, compositor, arranjador e produtor. Engenheiro de dia, escritor de noite, criou as personagens Trevis e Texy e é em torno delas que se desenvolve a novela A Texas Love Story publicada em livro. Juntamente surge a obra musicada nesta rock opera acabada de surgir no mercado. Bem, se em termos de história somos aqui confrontados com uma banal história de amor, em termos musicais, a coisa muda de figura. Esta rock opera é composta por 13 temas e é um projeto deveras grandioso, ambicioso e majestoso. No total estão envolvidos neste conjunto de temas 35 elementos – entre instrumentistas e vocalistas, sendo de referir seis arranjos para sopros e dois de cordas. Para além disso, é notável toda a criatividade posta na composição dos temas, todos eles ricos em pormenores e sempre com sucessivas alterações estilísticas. De tal forma que, nunca se sabe o que virá na canção seguinte. Entre temas calmos de registo baladeiro (Austin I’m Flying e Magic In The Air) e temas claramente dentro do espetro rock/hard rock (Live Music Capital e Austin Save My Love) tudo pelo meio acontece. Destaque para os soberbos blues em Austin Prison Blues, Texas Weather e Austin Where I Long To Be, com brilhantes arranjos de sopros, harmónica e um baixo inebriante, sendo que os dois últimos apresentam, ainda, algumas referências rock. Depois há o country a variar entre o mais tradicional (Austin Rodeo e Rancho Austinado), o mais suave, baladeiro e com mais sensualidade (Austin Holds A Place) e o mais dançável (Dance With Me Mom). Falta falar da marcha de rua Austin Marching e do tema claramente influenciado pela música mexicana e seus mariachis que é Amor Amor Amor. Assumindo também uma multiculturalidade relevante, Austin Texas The Rock Opera é um exuberante hino à diferença, à criatividade e à música com sentido e longe dos clichés habituais. Simplesmente brutal! Um disco obrigatório que ainda por cima cria um imensa vontade de viajar até… Austin!

Tracklist:
1.      Austin I’m Flying
2.      Austin Rodeo
3.      Live Music Capital
4.      Texas Weather (Shadow Queen)
5.      Magic In The Air
6.      Rancho Austinado
7.      Dance With Me Mom
8.      Austin Holds A Place
9.      Austin Save My Love (Losing You)
10.  Amor Amor Amor
11.  Austin Prison Blues
12.  Austin Marching
13.  Austin Where I Long To Be

Line-up:
Brain Leach – vocais, guitarras, teclados e bateria
Franky – vocais e guitarras
Jennifer Williams, Myles McVeigh, Lynne Jordan, Frank Austin, Jesus Ramos, Miguel Alejandro Cervantes, Theo Huff – vocais
John T. Rice – guitarras, banjo e bandolim
Steve Doyle, Ric Jaz, Giles Corey – guitarras
Brian Wilkie – pedal steel
Roosevelt Purifoy, Joshua Iguana – teclados
Matthew Skoller - harmónica
David Service, Joshua Piet, Felton Crews – baixo
Malcolm L. Bank Sr., Gerald Daud, Marc Wilson – bateria
Melissa Bach – violoncelo
Andra Kulans, Dominic Johnson – viola
Erica Carpenedo, John Xia, Rebekah Cope, Judy Livo – violinos
Norman Palm, Bill McFarland - trombone
Kenny Anderson – trompete e vocais
Hank Ford – saxofone
Amir Gray – tuba

Internet:
Website   

Edição: Round Rock Records    

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Review: Mind Over Matter (Walk On Fire)

Mind Over Matter (Walk On Fire)
(2017, Escape Music)
(5.7/6)

Em 1987 nascia em Inglaterra pelas mãos do vocalista Alan King e do teclista e guitarrista David Cairns um coletivo chamado Walk On Fire que se estreou pela MCA em 1989 com o álbum Blind Faith. Alguns bons comentários em ambos os lados do Atlântico e tours com Dan Reed Network, Nils Lofgren e até Foreigner não foram suficientes para permanecerem na editora. Pouco depois surgiu o grunge e dos Walk On Fire nunca mais se ouviu nada. Até agora, com a descoberta deste conjunto de temas, gravados analogicamente e que, na altura, seriam os temas do sucessor de Blind Faith. Um sucessor que esteve cerca de 25 anos para ver a luz do dia. Apesar de bastante dejá vu, Mind Over Matter tem todos os elementos que ajudaram a construir a grandiosidade do rock melódico e do AOR dos anos 80. Ou seja, doses maciças de linhas melódicas e harmonias bem coloridas por ambientes criados pelos teclados e com as guitarras quase sempre controladas no que diz respeito à distorção. Musicalmente, a banda mostra-se suficientemente capaz de introduzir diversidade quer com temas mais próximos de um rock à Cock Robin ou Paul Young, quer com outros momentos mais heavy. A espaços, surge o recurso pelas programações que por vezes cria dinâmicas muito mais mecânicas que a maioria do som orgânico do disco. Como também será de prever, não falta a tradicional balada, em bom estilo, diga-se. Apesar da longa idade deste conjunto de temas, parece que o tempo não passou por eles, fruto de uma produção atualizada que ajuda a conferir a Mind Over Matter um estatuto de álbum de qualidade.

Tracklist:
1.      Mind Over Matter
2.      Spinning Wheel
3.      Pleasure Of Pain
4.      Reign Down
5.      Long Live Love
6.      Save Your Lies (We've Had Enough) 
7.      Wicked
8.      Bad Attitude
9.      Madhouse
10.  Big Gun
11.  Price Of Love
12.   Drag Me Down 
13.  Colour Of Blood (bonus track with first pressing)

Line-up:
Alan King - vocais
Dave Cairns – teclados e guitarras  
Mike Casswell – guitarras
Trevor Thornton - bateria
Phil Williams - baixo
Richard Cottle - programações

Edição: Escape Music   

domingo, 21 de maio de 2017

Review: Darkness Remains (Night Demon)

Darkness Remains (Night Demon)
(2017, Steamhammer/SPV)
(6.0/6)

Depois de um primeiro álbum onde mostraram credenciais suficientes, os Night Demon estão de volta com uma série de temas onde veneram, e invejam, os grandes influenciadores nomeadamente do NWOBHM, corrente onde se continuam a afirmar como um dos principais nomes. Darkness Remains é por isso um álbum que tanto na vertente velocidade (Welcome To The Night ou Maiden Hell), como em correntes mid-tempo (Hallowed Ground ou Stranger In The Room), engloba o ouvinte duma forma apenas comparada a Twisted Sister ou Iron Maiden. O trabalho de baixo volta (já havia acontecido no disco anterior) a ser verdadeiramente avassalador e é o principal municiador destas cavalgadas épicas. Mas as variantes não ficam só por aqui. On Your Own é um tema que vai mais atrás, aos Kiss ou mesmo Triumph, mostrando uma polivalência assinalável. E é considerável, atendendo à curta duração da maioria dos temas, registar todas as mudanças rítmicas e melódicas que os Night Demon conseguem inserir de forma perfeitamente adequada e enquadrada. Sendo que neste álbum os primeiros anos dos Iron Maiden estão mais em evidência, é reconhecível uma veia punk que mostra que hoje ainda é possível fazer temas com alguma crueza e com elevadíssima qualidade. Se este álbum já é surpreendente só com metade do disco, então imaginem o que virá na segunda: Black Widow, verdadeiramente espetacular; Flight Of The Manticore, um tema instrumental com sucessivos solos, e Darkness Remains, uma fantástica balada a fechar em jeito de descanso do guerreiro. E bem merecido é esse descanso, depois de um álbum com esta qualidade. 

Tracklist:
1.      Welcome To The Night
2.      Hallowed Ground
3.      Maiden Hell
4.      Stranger In The Room
5.      Life On The Run
6.      Dawn Rider
7.      Black Widow
8.      On Your Own
9.      Flight Of The Manticore
10.  Darkness Remains

Line-up:
Jarvis Leatherby – baixo, vocais
Armand John Anthony – guitarras
Dusty Squires – bateria

Internet:
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Edição: Steamhammer/SPV