terça-feira, 30 de março de 2010

Entrevista com Audiovision

Conhecido fundamentalmente pelo seu trabalho com os Narnia, Christian Liljegren é, hoje em dia, um dos melhores vocalistas do velho continente. O seu novo projecto chama-se Audiovision e chega, com Focus ao seu segundo álbum de originais. A respeito do presente, do passado e do futuro, Via Nocturna falou com o simpático vocalista sueco.

Os Audiovision nasceram como um projecto de estúdio, certo? O que fez com que mudassem de direcção?
Christian Liljegren (CL): Quando deixei os Narnia em 2008, precisava de uma pausa nas tournées e gravações para que voltasse a sentir a paixão pela música. Quando esse período de descanso terminou quis iniciar uma nova banda para gravar e actuar ao vivo. Uma banda que tivesse influências do hard rock e metal dos anos 70 e 80. Eu também queria tocar ao vivo as canções do álbum The Calling, por isso, de forma natural, usei o nome de Audiovision, que é um nome que gosto bastante.

Nesse álbum, The Calling, trabalhaste com uma série de grandes músicos. De alguma forma eles ajudaram a estabeler a sonoridade Audivision
CL: The Calling era um projecto a solo e de estúdio com a participação de muitos dos meus heróis. Estavam lá o Jeff Scott Soto (Malmsteen e Talisman), Bruce Kulick (Kiss), Tony Franklin (Whitesnake e Blue Murder) e Mic Michaelli (Europe). Claro que se pode ouvir as imagens de marca de cada um deles, adicionado do meu próprio estilo de escrever. Acho que resultou numa mistura interessante e num álbum importante na minha carreira musical e estou muito orgulhoso de ter tido a oportunidade de ter todos esses grandes músicos envolvidos.

Que diferenças podes apontar entre Focus e The Calling?
CL: Como já fiz referência, The Calling foi um álbum a solo e de estúdio. Focus tem o trabalho de uma banda completa em que todos os membros estiveram envolvidos na composição, sendo mais directo e seguindo a tradição musical dos anos 70 e 80. Estou muito orgulhoso com o excelente resultado final, mas também estou satisfeito com o The Calling.

Depois de teres decidido criar uma banda verdadeira, foi fácil o recrutamento dos músicos certos?
CL:
Eu queria cooperar com o meu irmão Simeon Liljegren no baixo, mais uma vez, já que ele é um fantástico
criador de canções e tem um enorme poder e carisma em palco. Tocámos juntos nos Seven Seas, Borderline e Modest Attraction entre 1986 e 1996, gravámos alguns álbuns e demos imensos concertos. Outros dois músicos, eram Thomas e Torbjorn Weinesjo, da banda Veni Domine. Eu conhecia a sua dedicação à música e as ideias que eu queria para os Audivision, por isso, foi muito bom tê-los incluído. Torbjorn, o guitarrista, escreve muito bem, especialmente numa direcção mais pesada e nos elementos mais épicos, bem como o meu amigo Olov Andersson, nos teclados, capaz de criar boa música sinfónica e rock. Olov e eu já há alguns anos que falávamos em formar uma banda na linha de Rainbow, Whitesnake ou Dio, ou seja, incluindo todos os melhores elementos dos anos 70 e 80 mas com uma produção actualizada. Onze meses depois estamos prontos com um novo álbum, Focus e dois vídeos de promoção. Posso, pois dizer-te que estou muito feliz com esta banda. Em Focus, todas as canções foram escritas por todos os membros.

Pude reparar que todos os elementos de Audivision tocam noutros colectivos. Não poderão surgir incompatibilidades de agenda?
CL:
Até agora não tem havido problemas uma vez que os Audiovision são a principal banda ao vivo para todos. Estamos, de facto, envolvidos em diferentes projectos de estúdio mas a nossa principal prioridade é tocar e gravar com Audiovision.

Como está a tua situação, agora, nos Divinefire?
CL:
Antes dos Audiovision, a minha situação musical era a seguinte: como referi anteriormente, em 2008, necessitei de fazer uma paragem. Agora, com a energia e o fogo de regresso eu penso gravar mais álbuns dentro do hard rock e do metal. Olhando para os Divinefire, decidimos que haveria mais álbuns de estúdio no futuro. O 5º álbum está planeado para fins de 2010 ou inícios de 2011. Precisámos de fazer o Farwell para iniciar um novo capítulo na banda. O Andreas Passmark já não é membro da banda e o meu irmão Hubertus Liljegren, dos Crimson Moonlight, entrou, portanto, só restam três membros: eu, o Jani Stefanovic e o meu irmão. É realmente interessante ter duas bandas com os meus irmãos envolvidos! Continuaremos com a mesma direcção musical que trazemos de Glory Thy Name e Into A New Dimension, portanto os fãs de Divinefire deverão ficar contentes por saberem que estamos de volta com um novo álbum que será gravado no Outono entre a tournée de Audiovision. A minha paixão pelo hard rock/metal neoclássico surgiu quando eu ouvi Yngwie Malmsteen em 1985. Então eu formei os Narnia em 1996, sendo que os dois primeiros álbuns, Awakening e Long Live The King, foram realmente trabalhos de hard rock neoclássico. Actualmente já não se ouve muito este estilo. E sinto falta disso, portanto quando eu assinei com os Reinxeed na minha editora Liljegren Records, eu conheci o Tommy Johansson, um enorme guitar hero, fantástico vocalista e um excelente compositor que partilhava a mesma paixão por este estilo. Acabamos por formar uma banda chamada Golden Resurrection e escrevemos algumas canções para um álbum de estreia na linha de Malmesteen, Rainbow e Europe; ou seja, canções que seguiam a linha dos álbuns Awakening e Long Live The King dos Narnia. Gravaremos este álbum dos Golden Resurrection no Verão, por isso os fãs de Narnia que têm estado à espera de álbuns na mesma linha dos citados ficarão, seguramente, felizes por ouvir Golden Resurrection. Também estou envolvido no próximo álbum dos 7 Days, a editar em Agosto deste ano. 7 Days é um projecto de metal progressivo e melódico, liderado pelo guitarrista Markus Sigfridsson (dos Harmony e Dark Water) que também é o responsável pelo trabalho artístico da minha editora e que, aliás, fez o artwork dos Audiovision. Nesse álbum canto cerca de 25% se
ndo que as partes vocais principais são feitas pelo Thomas Vikstrom (Therion, Candlemass, Stormwind, Covered Call). Claro que estou feliz por estar nos Audiovision como banda principal a gravar e a tocar, mas também tenho a possibilidade de participar em bons álbuns de Divinefire, Golden Resurrection e 7 Days

Na vossa sonoridade notam-se muitas similaridades com Dio. É ele realmente uma influência para os Audiovision? Que outros nomes poderias referenciar como influência?
CL:
Sim, em termos vocais, Dio é, de facto, uma boa influência. Todavia poderia citar outros nomes como Brian Connolly (The Sweet), David Byron e John Lawton (Uriah Heep), David Coverdale (Whitesnake/Deep Purple). O meu vocalista actual favorite é Jorn Land (Masterplan).

Que expectativas tens para este álbum?
CL:
Sinceramente espero que as pessoas se divirtam a ouvir Focus. É um álbum muito enérgico com temas fortes que resultarão muito bem ao vivo. Esperemos continuar por muito anos a lançar bons álbuns e a fazer bons concertos. Iremos trabalhar arduamente para criar grandes melodias e canções que os fãs de hard rock possam ouvir durante muito tempo!

1 comentário:

Marcio disse...

Tou ancioso já pela espera do Golden Ressurection!
Legal DivineFire Continuar.
Curto todos os lançamentos dele.