domingo, 3 de outubro de 2010

Entrevista com Dark Wings Syndrome

Criados a partir da mente de Barros Onyx, os vimaranenses Dark Wings Syndrome são um dos mais inovadores e brilhantes projectos a surgir no panorama metálico nacional. Pela mão da Ethereal Sound Works estreiam-se em formato profissional com Arcane um trabalho eclético de nível elevado com o contributo de muitos agentes dos mais diversos sectores do panorama internacional do metal, o que só por si chegaria para provar a credibilidade aquém e além fronteiras do nome DWS. O próprio Barros Onyx perdeu algum do seu tempo para nos elucidar sobre o nascimento e crescimento desta obra.

Falem-me da génese dos Dark Wings Syndrome
DWS surge após dois anos de celibato musical com a necessidade que estava a sentir de poder exprimir-me musicalmente. DWS ganhou vida após integrar a banda o meu irmão Carlos Barros na bateria, Tiago Machado na guitarra. Depois com a entrada de Rui Ferreira (Caps) no baixo e teclas a formação ganhou consistência e o nível de qualidade subiu de patamar. A selecção destes músicos foi feita pela criatividade e expressão musical onde eles se movimentam. A viagem do mundo mais complexo e suave das suas experiencia sonoras da World Music e o outro lado, as suas origens no mundo do rock mais pesado. Entretanto ao longo do processo de gravação o Tiago Machado teve que nos deixar por motivos profissionais. A entrada de David M. para as guitarras foi natural e a mais sensata pois como já estava a trabalhar connosco nas gravações e a ajudar o Rui (Caps) na produção do disco.

Qual o significado de Dark Wings Syndrome?
Essa é a parte mais misteriosa... A parte do Dark tem a ver comigo, tenho o gosto pelo preto, pelo gótico, pela noite e pelo mistério. O Wings tem a ver com a beleza gráfica e estética tanto na música como na vida. Dar sempre mais um passo, querer ir mais longe, voar para novos mundos e alcançar novos horizontes. E finalmente Syndrome são todas as doenças que tentamos curar, nunca sabendo muito bem como. Estas doenças podem não ser do nosso corpo, pode ser tudo aquilo que não consigo explicar, pode ser tudo aquilo que nos rodeia e nos é estranho.

Sendo este o primeiro disco, estão totalmente satisfeitos com o resultado final?
Estamos muito satisfeitos, todos os objectivos foram alcançados. No entanto não foi fácil todo este processo, tivemos que ser persistentes e acreditar no nosso trabalho para chegar onde estamos hoje.

São inúmeros os convidados a participar neste disco. Como surgiu a oportunidade de poder contar com tanta gente ilustre?
Desde o inicio que tínhamos pensado em convidar várias pessoas para o disco de estreia. Queríamos fazer u
m grande disco e partilhar as nossas músicas com amigos de longa data, pessoas ilustres sem dúvida, que eu sempre respeitei no meio musical nacional e internacional. As oportunidades não surgem, fazem-se.

E que papel desempenharam os vossos convidados ao nível do input criativo?
Todos os convidados vieram acrescentar algo pessoal aos temas. Quando os convidámos pedimos para eles se empenharem de corpo e alma, não demos sugestões, somente pedimos que criassem algo que tornasse os temas magistrais. E foi isso que estes ilustres convidados fizeram
Nera (Darzamat/ NeraNatura), voz em Free-Flowing
Johnny Icon (Icon & The Black Roses), voz em Hadred/Ódio
Susana Silva voz em My Silence
Davide Tiso (Ephel Duath), guitarras adicionais em
… In Hades (Pt. 1)
Miriam Renvåg (SfinX, Ram-Zet), voz em
...In Hades (Pt. 1)
Ernesto Guerra (Heavenwood), voz em
In My Crystal Cage
Hugo Correia (Fadomorse), arranjos orchestrais e programação em In My Crystal Cage
Artur Fernandes (Danças Ocultas), acordião diatónico em Unknown Pleasures
Karolina Vel Death (Skeptical Minds), voz em Unknown Pleasures

A gravação foi feita em Portugal mas as mistura e masterização foram feitas na Suécia. Algum motivo especial?
O disco foi todo gravado pelo nosso baixista/teclista Rui Ferreira (Caps) na nossa sala de ensaio, no ATC em Joane e Estudio 213 no Porto. A mix e master foi feita pelo David Castillo no seu estúdio Ghostward em Estocolmo na Suécia. A escolha deste produtor deve-se aos magníficos trabalhos que ele tem feito com bandas muito conhecidas como Katatonia, Opeth, Bloodbath, etc.

E de forma decorreu todo o processo?
Tirando o problema que tivemos de enfrentar quando estávamos de regresso da Suécia, em que ficámos presos mais um semana devido ao vulcão na Islândia, tudo correu muito bem.
Foi sem dúvida uma experiencia extraordinária trabalhar com um produtor como o David Castillo, muito profissional.

De que forma se desenvolve todo o processo de criação nos Dark Wings Syndrome?
É um processo que parte de uma boa conversa com alguns copos a mistura. Mas essencialmente é sempre traçado um objectivo e quando todos concordam, trabalhamos para que se faça o melhor e se concretize.

Têm já um vídeo realizado e outro vem a caminho. Falem-nos um pouco desses vídeos.
O primeiro vídeo de DWS é o tema single Spiritual Emotions que foi gravado no ATC em Joane pela empresa Espaço Híbrido e realizado por Rui Correia. Este vídeo é a apresentação da banda, é um vídeo muito dinâmico com bons planos individuais dos todos os elementos. O segundo vídeo vai ser gravado agora neste mês. É uma pequena história misteriosa, com um final a Quentim Tarantino. Este vídeo também vai ser gravado pela mesma equipa que gravou o primeiro.

Existe algum conceito para Arcane?
Grande parte do conceito de Arcane tem a ver com o sexo feminino e com o caos. Mas para interiorizar toda a obra de Arcane deve-se ouvir e ler as letras.

E como está a ser preparada a apresentação do disco em palco? O que já está programado em termos de estrada?
Neste momento estamos a preparar um novo line-up para invadirmos os palcos um pouco por todo o país. Estamos a negociar já alguns concertos. Já podemos adiantar que vamos tocar no IX Extreme Fest 2010, em Benavente, no dia 31/10/2010, onde a cabeça de cartaz para esse dia é Sarah Jezebel Deva. Certamente que também haverá alguns espectáculos no estrangeiro.

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