terça-feira, 30 de novembro de 2010

Entrevista - Scar For Life

Dois álbuns de eleição em dois anos. É este o pecúlio dos Scar For Life (SFL), banda idealizada pelo ex-Redstains Alex S. que apresenta em It All Fades Away, o segundo trabalho de originais, uma forma diferente de abordar o metal: madura, independente e personalizada. O próprio guitarrista Alex S. acedeu a explicar-nos essa entidade com o nome de Scar For Life.

Antes de mais podes apresentar-nos os Scar For Life?
Olá Via Nocturna, obrigado pelo vosso interesse em Scar For Life.
Scar For Life começou por ser um projecto idealizado em 2008. Juntei umas ideias, compus uns temas e comecei logo à procura de vocalista. Rez respondeu ao anúncio e quando começámos a gravar as demos, reparámos que estávamos perante um projecto diferente. Nesse álbum, gravei as guitarras, baixo e efeitos, o Rez as vozes, Daniel Cardoso a bateria. Neste novo trabalho o lineup é o mesmo mas conta com a participação do grande baixista, Sean Rose Sales de Icon & Blackroses.

Há algum motivo para a escolha de Scar For Life, para nome do colectivo?
As pessoas ao ouvirem SFL, vão-se aperceber que este trabalho é muito introspectivo, tanto a nível musical como a nível lírico. Queremos que cada ouvinte tenha a sua interpretação das músicas/letras e o mesmo acontece com o nome da banda.

Em apenas dois anos de existência este teu projecto já lançou dois trabalhos. É um ritmo de produção não muito habitual. Na tua opinião, o que contribuiu para que isso sucedesse?
Motivação e inspiração. Quando Rez se junto a SFL, a experiência foi muito enriquecedora, o que nos deu vontade de criar novas músicas e não ficar parados. Tal como disse, o primeiro disco tinha uma colecção de músicas que já tinham sido criadas há uns anos e como a receptividade foi muito positiva tanto a nível nacional como internacional, isso deu-nos força para continuar mesmo sem editora. Começámos logo de seguida a gravar novas ideias e surgiram músicas como a Lost e Never Smile Again. Trabalhamos muito bem os dois e aprendemos muito um com o outro.

De que forma It All Fades Away se aproxima ou se afasta de Scar For Life, a vossa estreia?
Este novo disco é mais directo e emotivo o que foi um desafio e deu-nos mais liberdade para criar mais temas e explorar outros sons e estilos. Isso não quer dizer que a partir de agora só façamos músicas desse tipo. É disso que gosto em SFL. Temos a liberdade de explorar vários estilo (dentro do rock) sem termos de fazer um disco igual do princípio ao fim e um disco igual ao anterior.

Desde sempre estiveste ligado a alguns projectos, sendo que os Redstains tenham sido, eventualmente, os que obtiveram maior reconhecimento. Qual é o ponto da situação em relação aos Redstains, enquanto banda e a tua posição na mesma?
Em Redstains, eu era guitarrista e co-autor. Tocava com um grande amigo de longa data, Bruno A. de Vertigo Steps, também guitarrista e co-autor, e achámos melhor parar com Redstains e cada um seguir o seu caminho. Não porque nos chateámos nem nada disso, mas estivemos três anos a tentar construir uma banda em que tivemos N elementos a entrar e a sair o que foi bastante desgastante. Nessa altura, apenas fizemos apenas um EP com 5 temas e as coisas andavam muito devagar. Tanto para mim como para o Bruno decidimos parar e fazer um intervalo para cada um de nós poder fazer o queria com outros meios. Ainda há pouco tempo pensámos em criar um projecto novo e até já se esboçaram umas ideias... mas ainda está tudo muito verde.

De que forma é que toda a tua experiência acumulada se reflecte nas tuas actuais criações?
Noto mais na experiência de tocar ao vivo. Posso ter amadurecido um pouco a nível da composição mas tento sempre manter aquela espontaneidade nas gravações, que a meu ver se tem perdido hoje em dia.

Como está a situação relativamente ao baterista nos Scar For Life? Tiveste um músico de estúdio mas vais contar com outro para os espectáculos, certo?
Sim, gravámos os dois discos com Daniel Cardoso, o que ajudou muito ao som de SFL. Entretanto para promovermos o disco de estreia, contámos com a colaboração de Hélio Freitas mas por motivos de força maior teve de abandonar SFL. Ainda tocámos uma vez com o Daniel no concerto de abertura dos RAMP e só depois de iniciarmos as gravações do novo disco é que nos foi apresentado Arlindo Cardos (ex-WAKO) que é outro grande baterista e que vai subir em palco connosco dentro em breve.

E quanto aos convidados, pudeste contar com alguns. Que papel tiveram eles no crescimento dos temas onde participam?
Contei com a participação de um solo de guitarra de Bruno A. na My Darkest Journey. Sendo ele um amigo de longa data, foi normal e natural em convidá-lo. Tó Pica (R:A:M:P), para além de ser outro músico e amigo que admiro bastante, participou com 3 solos de guitarra. Sophie (Understream) voltou a ter um papel importante tal como no primeiro álbum porque tem uma voz inconfundível e ajuda a criar a atmosfera ideal para determinados temas. Adoro trabalhar com vários convidados (e irei fazer isso sempre que possível) porque ajudam a enriquecer e a dar personalidades diferentes num apontamento ou noutro e o resultado tem sido espectacular.

Finalmente, o que nos podes adiantar quanto a espectáculos?
Temos falado com promotoras. É uma questão de ver as ofertas que há. Temos trabalhado no sentido de estarmos preparados para o que der e vier! Entretanto vamos continuar a trabalhar e a compor. Muito obrigado, mais uma vez, à Via Nocturna. Relembro que os nossos discos encontram-se para venda no iTunes e no Amazon. Visitem www.scarforlife.com para mais informações.

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