Review: Drype (Drype)

Drype (Drype)
(2010, Edição de Autor)

Os Drype são um novo colectivo oriundo de Ermesinde formado em 2007 após o fim dos N’Cript e que actua no formato de trio (inicialmente era um quarteto, mas após a saída do guitarrista Ricardo Gomes a banda decidiu não acrescentar nenhum elemento novo) e que apresenta este EP, a sua estreia, contendo um conjunto de 4 temas. Normalmente tão reduzido número de faixas limita um pouco o campo de análise, mas neste caso, estamos perante um colectivo que não consegue esconder o seu potencial em apenas cerca de vinte minutos de música. O que equivale por dizer que este trabalho apresenta uma qualidade inegável e promete colocar os Drype num patamar mais elevado quando um trabalho mais longo surgir. Para nos entendermos melhor, diga-se que o seu campo de actuação se situa num rock/metal de características alternativas, ali algures entre uns Muse e uns Tool. E, ainda por cima, com a agradável introdução de soberbas linhas de piano, ao jeito do trabalho de Jon Oliva. O trabalho desenvolve-se em crescendo de intensidade e obscurantismo, sendo que Discardable People, a abertura, se revela uma faixa a todos os títulos notável e onde, Marcos Levy coloca o patamar bem elevado em relação ao seu desempenho pessoal, quer no campo vocal, quer nos pianos. Aliás, os arranjos vocais são um dos pontos fortes do conjunto com Awakening, o fecho em tons mais duros e obscuros, a apresentar um interessante trabalho a esse nível. Os dois temas intermédios representam outras vivências, pintam outras paisagens tão belas como as referidas, mas com outras tonalidades. Ou seja, este é um trabalho diversificado, que apresenta uma assinalável maturidade para estreia e com um pleno sentido estético, relevando-se, ainda, transversal a diversos registos dentro do rock e do metal. É curto, seguramente, mas de uma eficácia tremenda e profundamente aconselhada a sua audição.

Tracklist:
1. Discardable People
2. Juggernaut
3. Hall Of Shame
4. Awakening

Lineup:
Marcos Levy (guitarra, voz e piano)
Pedro Eloi (bateria)
Aires Meneses (baixo)

Internet:

Comentários

  1. Bem escrito, boas referências e boa musica.

    Parabéns à Via Nocturna e aos Drype.

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