quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Review: Where Stories End (Darkwater)

Where Stories End (Darkwater)
(2010, Ulterium)

Nascidos em 2003, os Darkwater passaram os primeiros anos da sua vida a compor e a fazer apenas alguns espectáculos seleccionados. A sua estreia, Calling The Earth To Witness, editada em 2007 granjeou-lhes alguma popularidade fruto de um conjunto de excelentes críticas em todo o mundo. Where Stories End é, por isso, o seu segundo registo de originais, mantendo a traça que já caracterizava o colectivo: metal progressivo de forte carácter melódico. Nomes como Dream Theater, Symphony X, Evergrey e, por vezes, Kamelot estão associados às características que o quinteto apresenta. Mas o grande trunfo destes suecos é a forma como assimilam as suas influências, como as processam interiormente, e como criam um conjunto de temas perfeitamente enquadrado nessas mesmas influências mas denotando uma enorme identidade própria. Como resultado, Where Stories End é um álbum adulto, maduro, bem estruturado, inteligentemente gerido e, acima de tudo, extremamente homogéneo, mantendo um nível de qualidade constante. O uso de teclados é muito constante mas surge de uma forma natural, não forçada e bem enquadrado no contexto geral. A secção rítmica é diversificada e rica e as guitarras são potentes e dinâmicas, sendo capaz de criar autênticas paredes sonoras mas, simultaneamente, capazes de deixar espaço para os outros instrumentos. Tudo isto se reflecte na criação de um progressivo sóbrio, onde tudo é feito com conta, peso e medida, e onde não ocorrem exageros, nem masturbações técnicas. Ao invés, existe musicalidade, existe sentimento, existe envolvência e existem, acima de tudo, grandes canções. Canções nem sempre digeríveis à primeira. Aliás, os Darkwater criam neste trabalho um conjunto de melodias nada imediatas que exigem alguma predisposição para a sua audição. E muita concentração. Talvez seja por isso que à medida que vamos avançando na sua audição nos pareça que os temas estão melhor conseguidos. Mas é pura ilusão, porque todo o álbum é, como já referimos, de um nível de qualidade constante. E alta!

Tracklist:
1. Breathe
2. Why I Bleed
3. Into The Cold
4. A Fools Utopia
5. Queen Of The Night
6. In The Blink Of An Eye
7. Fields Of Sorrow
8. Without A Sound
9. Walls Of Deception

Lineup:
Henrik Bath – vocais, guitarras
Markus Sigfridsson – guitarras
Simon Andersson – baixo
Tobias Enbert – bateria
Magnus Holmberg – teclados

Internet:

Edição: Ulterium Records

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