terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Entrevista - Morbid Death


Seis anos sem gravações de originais não representou uma paragem para os açorianos Morbid Death, como prova a edição de um DVD e diversas apresentações ao vivo no continente. Metamorphic Reaction representa o regresso da banda às gravações apresentando um novo colectivo e uma sonoridade mais pesada. Ricardo Santos, acedeu a comentar com Via Nocturna esta nova fase do colectivo.

Após Unlocked, um hiato de seis anos, que se passou na vida dos Morbid Death, entretanto?
Estivemos sempre activos. Fizemos uma mini-tour de 3 datas (Barroselas MetalFest, Santiago Alquimista e Metal Point), editámos o nosso primeiro Live DVD Spinal Factor: Maintaining aLIVE e demos uns quantos concertos por cá. Portanto, como se costuma a dizer, parar é morrer e felizmente não é o nosso caso.

Agora aparecem mais magros em termos de elementos. Passaram a quarteto. Qual ou quais os motivos?
(risos). É verdade! Somos um quarteto desde o álbum Unlocked. O motivo foi apenas pessoal. Por vezes e devido à vida de cada um, há que fazer opções.

E não sentem necessidade de um quinto elemento?
Nem por isso! Neste momento, a banda encontra-se muito coesa, mas por vezes convidámos alguém para nos dar um ajuda em certos live performances. Como a maioria das nossas actuações são por cá, em S. Miguel, tentámos dar algo de novo, a quem assiste embora seja, por vezes difícil inovar.

Curiosamente, ao nível da vossa sonoridade, pelo contrário, verifica-se um aumento de peso. Era vossa intenção endurecer tanto o som, ou simplesmente foi acontecendo?
Nunca foi premeditado. Simplesmente tínhamos uma data de riffs que estavam guardados. Com a saída e entrada de novos elementos, e claro que como os novos trazem novas ideias, influências, foram-se construindo temas que em nada têm a ver com o que foi feito até então. E o resultado está em Metamorphic Reaction.

Em Metamorphic Reaction aparecem mencionados três convidados. De que forma se processou a sua integração na vossa composição?
Com o decorrer das gravações, foram surgindo várias ideias e possíveis intervenientes. Um foi surgido por um dos guitarristas, um outro pelos produtores e o outro, pela própria banda. Todos eles são conhecidos e convivem connosco, no dia-a-dia. E neste momento, fazem parte da Morbid Family of Death!

Este trabalho acaba por ser uma demonstração de que os Morbid Death ainda estão a mexer, certo? Será esse o principal objectivo deste trabalho ou haverá algo mais?
O nosso principal objectivo é o de chegar ao máximo número de pessoas com a nossa sonoridade. Sabemos muito bem que é difícil, até porque já não somos novatos nessas andanças (20 anos!). E de facto, estamos ainda a mexer!

E o que poderemos esperar dos Morbid Death nos próximos tempos?
Bom, quanto ao futuro, nem nós nem ninguém sabe. Mas já traçamos alguns planos. Inclusive, estamos a pensar em começar a construir novos temas para um novo registo. Vamos ver...a vontade existe!

Entretanto vocês foram homenageados, não há muito tempo por um conjunto de bandas vossas conterrâneas. Como viram a edição desse trabalho, Echoes Of A Morbid Death?
Claro que foi uma enorme honra para nós. Receber tamanha homenagem, deixou-nos sem jeito e lisonjeados. Foi muito interessante ver as bandas que participaram nesta homenagem, a dar o seu cunho pessoal aos nossos temas. Um gesto que jamais esqueceremos... E pela informação que dispomos, vem aí um segundo cd-homenagem a Morbid Death com bandas que não participaram no primeiro e com outros temas nossos!

E actuações? Como está a ser preparado o próximo ano?
Ainda a semana passada fomos convidados a participar num evento, no continente. Infelizmente, a insularidade tem os seus custos e tivemos que declinar o convite. Não é a primeira vez que acontece, mas vamos vivendo o dia-a-dia com esta realidade. Existem mais marés do que marinheiros.

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