segunda-feira, 2 de maio de 2011

Review - Weltenbrand (Gernotshagen)

Weltenbrand (Gernotshagen)
(2011, Trollzorn)


Em termos de originais os germânicos Gernotshagen estavam em silencio desde a edição de Märe aus Wäldelrnen Hallen, de 2005. E se a paciência é recompensada, podem crer que é isso que se passa com este nova proposta, Weltenbrand. A espera longa originou a criação de uma um disco brilhante apelidado de pagan metal, mas que nós preferiríamos chamar de heavy metal intenso. Os temas são concebidos de forma a revisitarem diversas ambiências, com a colocação de diversas camadas sónicas com partes mais agressivas na base, sobre as quais se vão desenvolvendo diferenciados níveis de apontamentos técnicos, melódicos, épicos e bombásticos. Entre o inicio celta (Offenbarung) onde não falta a guitarra acústica e as flautas, até ao final sinfónico, orquestral, cinematográfico, de novo com a presença de flautas e com algumas partes declamadas, Weltenbrand atinge inimagináveis proporções épicas e majestosas. Musicalmente, tanto estão próximos dos Haggard, como dos Turisas, como dos Amorphis, como até, no caso dos longos solos com pitadas étnicas, dos Orphaned Land. Vocalmente, os registos de Daniel Möller tanto se aproximam do black, como do death, como são limpos, operáticos e épicos. As composições são longas, extraordinariamente diversificadas, onde a criação de ambientes alternados se sucedem a um ritmo alucinante e sempre sem perder o conceito de canção. Naquele que é todo ele um álbum de eleição, destacaríamos a bela e poderosa, épica e bombástica, majestosa e deslumbrante Weltenbrand, Freyas Schoss com uma secção melódica no seu interior verdadeiramente de arrepiar ou Thursenhaim, uma faixa composta por soberbas paisagens sonoras e onde podemos encontrar uma das mais furiosas descargas de black metal. Por outro lado, Einsam cruza blast beats e vocais demoníacos com texturas de teclados verdadeiramente deliciosas e Blinde Wut assume-se como um dos momentos mais duros, crus e obscuros de todo o disco, mas ainda tendo tempo para introduzir linhas de piano de cortar a respiração.

Tracklist:
1. Offenbarung
2. Weltenbrand
3. Einsam
4. Blinde Wut
5. Thursenhaim
6. Freyas Schoss
7. Sturmbringer
8. Schlachtenbruder
9. Die Banner Hoch Der Nacht Entgegen

Line-up:
Daniel Möller – vocais
Tobias Volker – bateria
Bastian Techet – guitarras
Maik Pomplun – guitarras
Sebastian Jung – teclados
Damien Gernot - baixo

Internet:

Edição: Trollzorn

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