segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Entrevista: Anubis Gate

Álbum novo, editora nova, vocalista novo. Eis, em resumo, a nova proposta dos dinamarqueses Anubis Gate, simplesmente intitulada Anubis Gate. Uma forma de regressar à terra ou um renascer na opinião de Morten Sorensen, o baterista do quarteto que contou a Via Nocturna, entre outras coisas, como surge Nik Kershaw no seu contexto.

É opinião consensual que Anubis Gate é o vosso melhor álbum de sempre. O que pensam disso? Concordam?
Bem, obrigado! Nós tentamos sempre fazer o nosso melhor e este lançamento é apenas um passo natural para nós! Acho que todos dentro da banda têm, a nível pessoal, os seus álbuns favoritos, mas todos nós sentimos que Anubis Gate nos elevou a um nível superior de composição. Espero que o nosso próximo lançamento seja o nosso melhor de sempre… não, o que vier depois desse.

Naturalmente, estão satisfeitos. De qualquer forma, esperavam tal reconhecimento?
Claro que estamos, é sempre muito emocionante ler os primeiros comentários ao álbum, e ver em que direção as pontuações estão indo, e é incrivelmente positivo (mais uma vez!). É difícil ser objetivo sobre os nossos próprios registos, porque o que nós gostamos, outros podem não gostar e, neste caso, ter um terceiro vocalista às vezes poderia fazer quebrar a banda. Embora, é claro que estávamos confiantes de que Henrik tinha sido a escolha certa.

Mas, Anubis Gate é realmente um passo em frente na vossa carreira. Na tua opinião, que fatores contribuíram para isso?
Duas coisas: obviamente, o Henrik assumir a vocalização das suas próprias canções e palavras; dá outra paixão e presença às músicas. O segundo: a teoria do menos é mais. A música, a capa, e o layout ... foi a altura de regressarmos à Terra.

Então, depreendo que pelo facto de, pela primeira vez, Henrik Fevre cantar as linhas vocais que ele mesmo cria trouxe uma nova abordagem emocional à vossa música?
Bem, tu próprio o dizes…Henrik é impressionante, assim como o foram Jacob e Torben, mas o facto de Henrik ser uma cantor, com formação realmente faz a diferença.

E o facto de serem agora apenas um quarteto? De alguma forma afetou o processo de escrita?
Bem, todas as músicas foram escritas com Jacob ainda na banda, pelo que não fez qualquer diferença. Ao vivo nós já tocámos com este line up antes e realmente adoraríamos fazer alguns festivais no ano que vem neste formato. Portanto, não hesitem em nos chamar para o festival local de metal se desejarem que os Anubis Gate toquem lá.

Depois de toda uma carreira na Locomotive, este é o vosso primeiro álbum numa nova label, a Nightmare. Sentem-se bem na nova casa?
Estamos muito felizes por o Lance King nos ter abrigado na sua editora. Se ele não tivesse feito isso, não teria a certeza se a banda ainda existiriam. A nossa editora antiga, a Locomotive, abriu falência o ano passado, mas a realidade é que eles já estavam sem capital muito tempo antes. Na verdade, eles não nos pagaram um único cêntimo desde 2007, por isso, se vocês estão a pensar comprar algum dos nossos álbuns anteriores, por favor aguardem, pois todos eles serão relançados com bonustracks e outros extras como downloads e assim poderão apoiar-nos a nós e não aos ladrões da Locomotive.

Então sentem-se como estando a renascer? Afinal, o título do álbum é apenas Anubis Gate. Será o significado disso?
De certa forma sim, uma vez que este line-up foi o primeiro em 2001 (com Torben à entrada da porta!) e todos nós temo-nos divertido uns com os outros como crianças e o círculo completou-se. O título, simplesmente Anubis Gate é, ao mesmo tempo, simples, e um “hey, estamos aqui!”

A primeira escolha para single foi Golden Days. Alguma razão em particular?
É muito melódico, mas também muito in your face. É uma canção ligeiramente pop e o Henrik faz um trabalho brilhante. Acreditamos que os vocais devem ser muito fortes como eram nos anos 80, quando o heavy metal era muito mais orientado para os vocais. Esta é a única canção escrita pelo Jacob Hansen no álbum, por isso é, também, uma espécie de obrigado pelo seu contributo para a banda. Aliás, ele ainda é uma espécie de quinta roda.

Esse single também inclui uma versão de um tema de Nik Kershaw, Would It Be Good, um hit dos anos 80.Porque escolheram este tema?
Connosco, existe sempre muito divertimento em estúdio e desde as gravações de Andromeda Unchained que temos feito algumas covers depois de finalizadas as gravações da bateria, como forma de comemorar. Desde essa altura que temos mantido essa tradição e nunca se sabe o que sairá. A escolha deste tema foi apenas coincidência. Alguém sugere uma música, e nós fazemo-la soar a Anubis Gate. Nos ensaios, é frequente tocarmos Kim Wilde, Duran Duran, Bee Gees e Hansi Hinterseer.

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