Review: Man With A Mission (Golden Resurrection)

Man With A Mission (Golden Resurrection)
(2011, Doolitle Group/Liljegren Records)

Na nossa terra, zona de bom vinho (passe a publicidade, o delicioso Terras do Demo), os viticultores têm uma expressão curiosa: “muita parra, pouca uva”. Vem isto a propósito do novo álbum da banda de Tommy ReinXeed, Golden Resurrection, Man With A Mission. A realidade é que entre ReinXeed e Golden Resurrection, o guitarrista sueco já editou quatro álbuns em dois anos. Tanta produção só pode ter um de dois desfechos: ou o homem é, de facto, um génio intemporal (o que não é, apesar da reconhecida competência) e consegue criar sucessivas obras divinais ou então, em algum momento, a quebra será inevitável. Man With A Mission enquadra-se no segundo campo e, comparativamente ao trabalho do ano passado, Glory To My King, representa claramente um passo atrás. O problema é que, independentemente da competência técnica dos instrumentistas ser indiscutível e intocável (se bem que nos pareça o desempenho de Kenneth Lillqvist ligeiramente menos conseguido que o do seu antecessor Olov Andersson), tanta velocidade a produzir canções não dá tempo para que elas cresçam e se desenvolvam a ponto de ser possível limar arestas. Por outro lado, também o crivo da qualidade acaba por não funcionar de forma adequada. Como resultado, Man With A Mission é um álbum que tem, certamente, momentos de grande nível dentro do seu género de metal neoclássico (eventualmente mais clássico e menos power que Glory To My King), mas que em igual número (ou até superior) apresenta futilidades, banalidades, clichés e momentos melosos onde aqueles coros que, aparentemente, estão na rotação errada voltam a aparecer. O álbum até abre forte e competente com uma introdução à lá Rhapsody Of Fire e um par de temas com belíssimas melodias, nomeadamente o tema-título e Golden Times. Mas, a partir daí o disco vai decaindo, até se tornar completamente enfadonho, onde até o instrumental com o pomposo nome de Metal Opus 1 In C# Minor, se cola de maneira irritante a Yngwie Malmsteen. Felizmente que os dois temas extra finais (para quem aguentou chegar até lá), curiosamente duas homenagens aos Kansas e Gary Moore, voltam a colocar os níveis de interesse em alta. Mas, de facto, não deixa de ser peculiar e preocupante para uma banda quando os dois temas mais interessantes são… covers. Diz tudo.

Tracklist:
01. The Light Overture
02. Man With A Mission
03. Identity In Christ
04. Golden Times
05. Finally Free
06. Generation Of The Brave
07. Standing On The Rock
08. Metal Opus 1 In c# Minor
09. Are You Ready For The Power
10. Flaming Youth
11. Point Of No Return
12. The End Of The World

Line up:
Christian Liljegren – vocais
Tommy ReinXeed – guitarras, teclados e vocais
Rickard Gustafsson - bateria
Steven K - baixo
Kenneth Lillqvist - teclados

Internet:

Comentários

  1. O álbum nem havia sido lançado e você já detonou o álbum, provalmente só escutou pelo myspace tirando conclusões precipitadas é lamentavel esse tipo de resenha mentirosa, umaindepedente lançar álbuns como esses e vocêsimplesmente desdenhar..gostaria de saber se você é capaz de escrever uma música quanto mais um álbum maravilhoso desse, tenho certeza que nem com cds....

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  2. O álbum nem havia sido lançado e você já detonou o álbum, provalmente só escutou pelo myspace tirando conclusões precipitadas é lamentavel esse tipo de resenha mentirosa, uma banda indepedente lançar álbuns como esses e você simplesmente desdenha..gostaria de saber se você é capaz de escrever uma música quanto mais um álbum maravilhoso desse, tenho certeza que nem compra cds....seu merda

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