domingo, 13 de novembro de 2011

Review: Same Old Sin (Skypho)

Same Old Sin (Skypho)
(2011, Edição de Autor)

Sejamos realistas: falar de Same Old Sin é uma tarefa nada fácil. Este novo trabalho dos Skypho apresenta um elevado grau de fusão entre diferentes géneros musicais. Certo: a base é claramente metal, forte, por vezes agressivo, mas depois, tal qual um polvo, a banda de Albergaria-a-Velha estende os tentáculos a tudo que possa soar bem. E quando dizemos tudo é… mesmo tudo. Jazz, progressivo, world music, samba, ska, grunge, hip-hop… Isto é o que poderemos, com toda a razão, apelidar de avantgarde metal. Quando a banda incorpora peso, fica-se em campos próximos dos Soulfly, Machine Head, Korn ou Rage Against The Machine. Mas, muitas vezes, os Skypho desligam os interruptores e introduzem momentos acústicos muito bem conseguidos. Noutras alturas são as músicas do mundo e os conceitos étnicos que entram pela música a dentro, sem pedir qualquer tipo de autorização. Exatamente como os Orphaned Land ou os já saudosos ThanatoSchizo. Por isso, Same Old Sin é um disco indescritível, de uma riqueza única em termos composicionais. Esquizofrénico, poderíamos dizer. E um dos elementos preponderantes nesta riqueza é a inclusão de percussões. Muita da magia que se ouve em Same Old Sin e, principalmente, os mais importantes factores diferenciadores, vêm realmente das percussões. Depois há um outro pormenor importante: nenhum tema acaba como começa. Pelo meio dá cambalhotas, piruetas, mortais encarpados, enfim, um sem número de variações completamente inesperadas. Claro que há faixas melhor conseguidas que outras, mas Same Old Sin vale essencialmente como um todo, como obra única e sequencial. Mas poderemos dar exemplos do que se acaba de referir: Sleeping In A Monster’s Bed começa forte, num estilo quase death metal mas é precisamente aí que começa uma viagem alucinante que nos há de levar, no mesmo tema, ao jazz e ao alternativo. Your Love, My Cage, My Prison, My Rage é um dos mais geniais momentos de todo o álbum e onde a fusão entre o metal, o hip-hop e sons sul-americanos revela toda a maturidade da banda. Já em Nowhere Neverland, é impressionante como um tema soft se transforma num espetáculo circense e num melodia pop alternativa. E claro, Jungle Syndrome, onde o samba é rei e senhor. Bem, adicionar ritmos samba no metal já muita gente fez. Agora duvidamos é que alguém tenha tido a ousadia de convidar uma escola de samba para tocar num tema de metal. Os Skypho fizeram isso com a Escola Unidos da Vila e o resultado é assombroso. Outros exemplos haveria para dar. Mas ficam estes para ilustrar um disco diferente e inovador. Arriscado? Sim, também. Mas não serão estes os que perdurarão?

Tracklist:
1.       S. D. S.
2.       Sleeping In The Monster’s Bed
3.       A Última Caminhada
4.       My Insomnia
5.       Your Love, My Cage, My Prison, My Rage
6.       Spirit
7.       Nowhere Neverland
8.       Demon’s Party
9.       Darkness Of My Soul
10.   My Last Words
11.   Re_nasce
12.   Jungle Syndrome
13.   White Bird

Line up:
Carlos Tavares – vocais e guitarra acústica
Hugo Sousa – guitarras
Ricardo Santos – baixo
Zé Vidal – guitarras
Ricardo Fontoura – bateria
Hugo Oliveira - percussões

Internet:

1 comentário:

LANDALBERGARIA disse...

Bons comentarios :) gostei!!

SKYPHO são Grandes, Força ai Amigos, e que perdure e perdure !!

está brutalicimo |_|