terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Entrevista: Defying Control

Enquanto não surge um novo álbum, Time Changes é a prenda, gratuita, que os Defying Control dão aos seus fãs. Um EP de dois temas ao que seguirão dois videoclips, vídeos de estúdio e entrevistas. Entretanto a banda continua na estrada, na Vox Trooper Tour a espalhar do melhor punk rock nacional. O guitarrista Francis falou-nos do novo EP e das conquistas da banda.

Novo EP, com dois temas apenas. Qual é o vosso objetivo com esta edição?
Antes de mais, queremos agradecer o vosso convite para esta entrevista e o contributo para a divulgação das bandas nacionais. Ainda o nosso segundo álbum não estava lançado e já existiam músicas novas. Tanto o Killer, que surge sempre com as bases melódicas das músicas e com as letras, como nós, com arranjos, estamos sempre a compor coisas novas. Como tínhamos muito material para trabalhar e como estamos a preparar o próximo álbum ao pormenor, decidimos lançar este EP para darmos algo às pessoas e termos alguma margem de manobra para garantirmos que nada falha na edição do nosso próximo longa duração. Além disto com este EP vamos poder experimentar algumas coisas novas, nomeadamente na área da promoção. O objetivo é tentarmos chegar a mais pessoas em alguns países que até agora não tínhamos chegado, como por exemplo nos Estados Unidos e manter a banda com as pessoas, que além das duas músicas vão ter dois videoclips, vídeos de estúdio e entrevistas para ver.

Esta é uma edição feita por diversos sites em diversos países. Como foi possível essa situação?
O EP vai ser lançado em 10 países (Portugal, Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Índia, Canadá, Brasil, Argentina) por websites de divulgação de música. Alguns dos contactos já tínhamos, outros surgiram naturalmente. Gostaram do nosso trabalho e concordaram nesta parceria. Deu o trabalho natural nestas coisas, mas estamos muito contentes.

Cá em Portugal, quem pretender adquirir estes dois temas o que deverá fazer?
É muito simples. Basta ir ao site www.rocknheavy.com na quarta-feira 25 de janeiro e fazer o free download.

Pois, esta edição é totalmente gratuita, certo?
Sim, totalmente gratuita. Desde que falámos pela primeira vez sobre isto sempre foi com o objetivo de ser uma edição gratuita.

Para além dos dois temas, também lançam dois vídeos, um para cada tema, suponho. Vem tudo incluído no mesmo pacote?
Os dois temas serão lançados primeiro. Os dois videoclips e os vídeos de estúdio serão lançados separadamente ao longo das próximas semanas. As datas serão anunciadas algum tempo antes de cada lançamento.

Em termos de composição, este EP reflete alguma mudança na vossa linha orientadora?
Nós gostamos de boas melodias e muita energia nas nossas músicas. É isso que procuramos. É a nossa linha orientadora. Este EP não foge à regra, mas penso que como evoluímos muito como pessoas e como músicos desde o último álbum é natural que tenha saído algo diferente, talvez mais natural e coeso.

Entretanto continuam com a Vox Trooper Tour. Que balanço fazem deste evento?
A Vox Trooper Tour está a ser uma grande experiência. Nós e os nossos amigos Amor Terror em conjunto com a Vox Footwear planeámos uma tournée que até agora tem provado que iniciativas como estas devem acontecer mais vezes. Passas por 17 cidades/vilas portuguesas suportado por uma promoção quer geral quer local, é oferecido material da Vox, tudo isto numa grande envolvência entre promotores, meios de comunicação local, bandas, marca, pessoas, o que faz com que tudo somado seja uma grande família, onde toda a gente tem orgulho em fazer parte. Fiquem atentos – www.facebook.com/voxtroopertour - porque a tournée ainda só vai a meio, por isso há muitas oportunidades para participarem nos concertos.

Para além desta tour nacional, vocês já contam no curriculum com tours na Europa e no Brasil. Como é que uma banda completamente independente consegue isso?
Com muito trabalho. A frase cliché que o sucesso se consegue com 99% de trabalho e 1% de talento acredito que seja verdade. Até hoje tudo foi conseguido por nós. Desde dinheiro para álbuns, tournées, promoções, vídeos, tudo saiu do nosso trabalho e muitas vezes do nosso bolso. Temos uma pequena equipa de duas pessoas que valem por 10 – o nosso manager Paulo Antunes e o nosso técnico de som JT – e é só. Os contactos internacionais têm sido desenvolvidos ao longo dos anos, não são coisas de hoje e demoram muito tempo a surtir efeito. É preciso muita força de vontade, humildade e trabalho para conseguirmos chegar mais longe e nós estamos cá para continuar o trabalho.

Também já tiveram álbuns editados no Japão, Europa e Estados Unidos. Como tem sido a receção ao vosso trabalho nestes mercados?
Tem sido positiva mas para o próximo álbum queremos mais. Temos de atingir um bom nível de promoção. As pessoas se não ouvirem falar da banda não vão sonhar que a banda existe. E ter muita promoção é importante. Se fizeres uma promoção que chegue a 1000 pessoas vais ganhar 100 fãs, se fizeres para 1 milhão vais conseguir milhares. Muitas bandas que se calhar não eram assim tão boas se tiveram sucesso foram por terem grandes máquinas de promoção por trás. A promoção que todas as bandas fazem na net não é suficiente, porque o que uma banda faz por exemplo no facebook milhões de bandas fazem e como é óbvio esses meios de promoção ficam saturados e as pessoas deixam de ligar. É importante descobrir outros caminhos.

Também a maior rádio punk a nível global já vos deu destaque! Querem contar essa experiência?
Nós enviámos um CD para a Punk Radio Cast e passado alguns dias recebemos um e-mail com qualquer coisa do género: “das centenas de cds que recebemos esta semana até que enfim uma banda boa”. Nas semanas seguintes passaram algumas músicas nos programas diários. Foi de facto um grande elogio pelo qual nos sentimos muito orgulhosos. Esta semana eles também vão estrear as novas músicas do EP no programa The Grind.

O vosso press-release refere que os Defying Control segue o seu caminho por vezes sinuoso. A que se referem quando indicam um caminho sinuoso?
O caminho sinuoso refere-se por exemplo ao facto de eu e o Killer estarmos juntos desde o início da banda e só agora conseguirmos uma formação estável com o Luís e o David (ao fim de 4 bateristas e 3 guitarristas). Estas mudanças todas como é óbvio atrasaram muito o crescimento da banda. Outro exemplo desse caminho sinuoso é por exemplo na nossa primeira tournée fora de portas fazermos duas primeiras partes de uma banda internacional, o que em Portugal foram preciso muitos anos para o conseguir e ainda hoje não sabemos porquê raramente acontece, entre muitas outras coisas.

Voltando à música, para quando um novo disco?
Tal como disse no início da entrevista temos muito material composto. Queremos fazer uma boa pré-produção e a partir daí decidir sobre o caminho a tomar com o álbum e não cair nos meus erros do passado. Provavelmente será editado no próximo ano, mas ainda é cedo para datas concretas.

A terminar, votos para o novo ano que há pouco começou…
Que seja um ano cheio de música para toda a gente e que as pessoas estejam mais unidas em prol dos seus objetivos e necessidades comuns. Para os Defying Control e para quem nos ouve um ano cheio de concertos. Para o Via Noturna, o nosso muito obrigado. Nunca parem de divulgar a música portuguesa porque só todos juntos conseguiremos levá-la a bom porto. Um bom 2012 e continuem o bom trabalho. Para quem quiser saber mais sobre nós pode ir ao nosso site oficial – www.defyingcontrol.net

1 comentário:

Anónimo disse...

dc é a grande bandeira do nosso punkrock.
punk to the bone rapaziada.
continuem assim