quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Entrevista: Hogjaw

Definitivamente parece que o rock sulista está de regresso e para ficar. Pelo menos a atender pela quantidade e qualidade de nomes que ultimamente têm surgido. Os Hogjaw são um desses coletivos que a abrir 2012 lançaram o seu terceiro álbum de originais, Sons Of The Western Skies, voltando a marcar a sua posição de destaque quer no seu país de origem, quer na Europa. Ainda antes de voltarem ao velho continente para uma segunda tournée, o vocalista e guitarrista JB Jones valou a Via Nocturna.

Para começar, podes apresentar os Hogjaw?
Sim, os Hogjaw são Elvis DD (baixo), Kreg Self (guitarra), Kwall (bateria) e eu, JB Jones, (vocais e guitarra)

Que bandas mais vos influenciaram?
Para mim, vou ter que referir o que me inspirou mais enquanto guitarrista. Lynryrd Skynryrd, Hank Williams Jr., Charlie Daniels, Metallica, e, provavelmente, Iron Maiden. Ainda agora, estes são meus favoritos, mas eu procuro novas bandas para
me inspirar.

Sons Of The Western Skies é já o vosso terceiro lançamento. Quais as diferenças para os trabalhos anteriores?
Acho que a coisa principal é que parece que estamos sempre a tentar fazer coisas novas e a experimentar no processo de escrita. Isto mantém-nos divertidos e podemos desfrutar de um estilo sempre em expansão à medida que encontramos o nosso caminho. Fomos capazes de fazer algumas coisas que não poderiam ter sido feitas nos dois últimos registros. É evolução.

Numa época em que todo a gente se queixa que não vende discos, os vossos álbuns têm sistematicamente entrado no top cinco em vendas no CDBaby. Como é que explicas isso? Naturalmente estão felizes!
Eu não sei explicar a boa receção que tivemos com os registos que temos feito, mas sim, é verdadeiramente especial ver que a nossa música se espalhou como um incêndio. As pessoas, definitivamente, querem ouvir música como essa e esta foi uma das razões pelas quais nós criámos a banda. Achámos que esta era a música que estava em falta e que era difícil encontrar bandas novas que fizessem isto. No início, não sabíamos se iríamos a algum lado, mas tínhamos a certeza que nos íamos divertir.

Vocês também têm boas relações com a comunicação social: vídeos da MTV, o primeiro álbum como um dos melhores cinco do ano no Phoenix New Time, faixas em 3Gunnation. Como é que uma banda independente consegue isso?
Tivemos sorte, algumas bandas ajudaram-nos nas referências e como eu sou um produtor de vídeo (câmara/edição), foi fácil fazer os vídeos para a banda. Dá um toque extra, talvez. (e depois o Youtube é incrível!)

Assim, como descreverias Sons Of The Western Skies?
É onde estamos agora, o nosso estado atual de coisas. Nós escrevemos a maioria dos temas em 4 meses e fomos diretamente para estúdio onde gravámos tudo numa sessão longa de 3 semanas. Por isso, foi tudo muito rápido para nós, talvez seja por isso que tem a energia que tem. Andámos a mais de cem à hora durante esse período de tempo.

Então o processo de gravação deste álbum foi muito acelerado?
Sim, mas devo ainda acrescentar que foi muito trabalhoso e tivemos que finalizar algumas partes já em estúdio, imediatamente antes de as gravar.

Vocês contam com alguns convidados neste álbum, certo?
O nosso amigo Jeff "Cuz" Wilbur foi convidado para tocar connosco, porque a música da pesca (Everyone Goin’ Fishin) realmente pedia algo de transcendente. Sentimos aquela sensação jazzy e não ter um sax ali não parecia bem. Ele chegou, tocou e vimos que tinha sido a decisão correta. Tumbleweed tocou harpa em Mainstream Trucker. Ele é o dono de um dos bares de espetáculos nossos favoritos aqui em Phoenix. A sua participação foi natural, não só porque ele é nosso amigo, mas porque pode explodir aquela coisa em pedaços. Essa música só foi concluída depois da sua participação.

Em abril/maio regressarão à Europa. Expectativas em alta?
Sim, de volta à Europa para uma segunda ronda. Estamos todos entusiasmados com isso. A última vez foi ótimo, conheci muitas pessoas boas e percebi que não é tudo muito diferente daqui para além das línguas e alimentação diferentes. Toda a gente do mundo sabe como fazer uma festa e divertir-se.

Para terminar, mais alguma coisa que queiras acrescentar?
Só quero dizer obrigado a todas as pessoas que compartilharam e espalharam a nossa palavra em todos os lugares. Certamente não poderíamos ter feito isso sozinhos. Se não fossem vocês a apoiar-nos, não estaríamos aqui a tocar guitarra na sala de estar.

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