sábado, 27 de julho de 2013

Entrevista: Arrayan Path

Um dos grandes trabalhos de 2013 surge da insuspeita ilha de Chipre. IV: Stigmata dos Arrayan Path é um portento de power metal melódico que fará as delicias dos mais exigentes fãs do género. Fomos conhecer um pouco mais desta brilhante banda, através das palavras de Nicholas Leptos.
 
Olá Nicholas é um prazer conversar contigo! Antes de mais, parabéns pelo vosso excelente novo álbum. Como foi o processo de criação desta vez?
Olá! Obrigado pelas tuas palavras amáveis! Bem, começamos com as sessões de escrita das canções com os outros três compositores da banda e começamos a trazer nossas ideias novas para a mesa. Decidimos que desta vez queríamos criar canções cativantes, mas ao mesmo tempo incentivar uma sensação mais escura para o álbum, algo mais gótico e cinza! Mas foi muito divertido criar as canções. Tudo aconteceu muito espontaneamente.
 
E como foi o tempo em estúdio?
Bem, a maioria dos instrumentos foram registados na Alemanha nos estúdios Maranis. Nós gravamos separadamente, como na maioria dos nossos discos, mas tudo foi feito de forma muito profissional e sob a orientação do próprio Vagelis Maranis. Normalmente a minha parte favorita da criação de um disco é o estágio da escrita de canções, mas é bonito quando constróis as músicas no estúdio e encontras sempre coisas a acrescentar.
 
Com um título como IV: Stigmata, parece que temos uma continuação dos álbuns anteriores. É verdade?
Bem, este é o quarto álbum daí IV. Musicalmente, ele é definitivamente o passo lógico para a frente, como ficou provado logo algumas semanas após o lançamento.
 
Depois do enorme sucesso dos álbuns anteriores, sentiram algum tipo de pressão para este trabalho?
Há sempre alguma pressão sim, mas não posso dizer que me tenha deixado afetar muito. Eu confio nas nossas habilidades para escrever canções e nas capacidades para criar músicas boas que as pessoas vão gostar. E é o que te posso dizer para os nossos discos futuros.
 
Os vossos outros discos foram incluídos em várias playlists de Best Of do ano. Têm a expectativa de que o mesmo poderá acontecer agora?
Eu acho que já começou a acontecer. Acho que as pessoas parecem gostar do álbum. A maioria das reviews tem sido muito boa e, mesmo que não faça marte de qualquer playlist de best of, sabemos que criamos um álbum matador!
 
E a respeito dos convidados neste álbum. Podes falar um pouco do seu trabalho e como surgiu a oportunidade de trabalhar com eles?
Claro. Lenia Kallis apareceu no nosso primeiro álbum, no tema The Liberation Song. Jimmy Mavrommatis e Kikis Apostolou são veteranos da cena metal cipriota e membros da banda de metal mais antiga existente em Chipre. Alexis Kleidaras tocou nos nossos álbuns anteriores, enquanto George Kousa é um grande guitarrista acústico e foi sugerido pelo nosso produtor.
 
Voltaram a trabalhar com Vagelis Maranis. Sem dúvida, uma equipa de sucesso…
Sim, definitivamente! Acho que trabalhamos melhor em conjunto, agora que nos entendemos melhor uns aos outros e sabemos bem o que os outros fazem e não fazem (risos).
 
IV: Stigmata tem duas faixas bónus: uma é um tema que vocês gravaram na vossa demo de estreia. Sofreu muitas alterações desde essa altura?
A bateria que ouves em Mystic Moon é a bateria original gravada para a música que foi incluída no primeiro álbum. Portanto, não, não houve muitas alterações. O que se ouve é mais ou menos como nós soávamos há 10 anos atrás!
 
O segundo bónus também está disponível para download. Isso é verdade? Mas é uma grande canção... Por que não a sua inclusão no álbum?
Foi uma decisão de última hora de incluir essa canção. Escrevi-a juntamente com um grande compositor turco-cipriota e amigo meu Huseyin Kirmizi (Japon) e estás certo, é uma grande canção! Foi incluída para download porque já estávamos na fase final de impressão do cd, mas espero pode incluí-la num futuro álbum ou EP ou qualquer outra coisa!
 
Indo até ao passado, vocês, como banda, nasceram nos Estados Unidos, a terra conhecida como de todas as oportunidades. Porque se mudaram para o Chipre? O mais habitual e normal, digamos, é absolutamente o inverso - bandas que saem do seu país natal para irem para os EUA...
Na verdade apenas estava a estudar nos Estados Unidos, portanto quando terminei os meus estudos, voltei para casa! Além do mais, a música é apenas um hobby para mim, pelo que eu nunca planeei a minha vida em torno da música.
 
Em determinado momento mudaram o vosso nome de Arryan  para Arrayan. Qual foi o motivo?
Mudamos para mudar a pronúncia. Experimenta-o com ambos os nomes e irás entender o porquê.
 
Sei que Arrayan é uma planta da América Latina. Por que foi escolhido para nome da banda? Alguns de vocês é botânico? (Risos)
Haha, não! Mas gosto da forma como soa. Épico e poderoso!
 
Já produziram algum vídeo para este álbum?
Sim, filmamos um vídeo para a música Clepsidra. Está em fase de edição.
 
E já há alguma tournée planeada?
Para já, só tivemos uma data e que foi em Atenas no início de março. Manteremos toda a gente informada à medida que surgirem mais datas. Como já afirmei muitas vezes, nós não somos uma banda muito ativa ao vivo devido a muitas razões.
 
A terminar, dou-te a oportunidade para dizeres mais alguma coisa aos nossos leitores e aos seus fãs...
Bem, só quero pedir aos teus leitores para ouvirem o nosso álbum e que nos deixem conhecer a sua opinião! Esperamos voltar com muitos bons álbuns no futuro! Obrigado pela entrevista!

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