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Entrevista: Blame Zeus

Os Blame Zeus são uma banda de Rock, de Vila Nova de Gaia, que se iniciou em dezembro de 2010. A sua formação inicial era constituída por Sandra Oliveira na voz, Ricardo Silveira na bateria, Luís Carvalho na guitarra e Diogo Vidinha no baixo, que se juntaram com o objectivo de criar música inovadora, de excelência e que, acima de tudo lhe desse prazer tocar e cantar. Inspirados pela old school do Rock e Metal, mas focados em fazer algo novo, conjugam melodias ricas com letras interessantes, criam ambientes intímos com o som forte do Rock, combinam o som distorcido da guitarra com o tom cru da voz. Depois de um período de composição, surgiu a fase de apresentações ao vivo e agora, já com um segundo guitarrista, preparam-se para entrar em estúdio. Sandra Oliveira, a vocalista do coletivo deu voz a esta entrevista.
 
Viva, obrigado por despenderem algum tempo com Via Nocturna. Os Blame Zeus já estão no ativo desde 2010. Como tem sido a vossa existência nestes anos?
Apesar de sempre termos considerado esta banda um projeto sério, e não apenas uma forma de descontrairmos após uma longa semana de trabalho, a evolução da banda foi lenta durante o primeiro ano. Todos nós tínhamos os nossos empregos e sempre tivemos que contornar os horários de forma a conseguirmos ensaiar. Logo desde o início decidimos que o tempo ou, neste caso, a falta dele, não seria fator de ansiedades ou chatices na banda. Respeitávamos os compromissos de cada um e o espaço entre cada ensaio acabou por servir também para permitir maior liberdade criativa e o aperfeiçoamento de cada uma das nossas partes. Em 2012 gravamos alguns temas em casa e continuamos a criar novos. Obviamente, o passo seguinte era atuar ao vivo, 2013 está a ser o ano da nossa estreia enquanto banda e o ano que vai moldar e solidificar todo o trabalho feito até aqui.

Sei que nasceram a partir das “cinzas” dos Hyphen. O que se passou?
Nada de especial, situações que acontecem normal e frequentemente em grupos de pessoas que trabalham juntas. Eu e o Ricardo não quisemos desistir do sonho de ter uma banda que funcionasse e começamos a procurar pessoas para começar algo novo, que tivessem uma perspectiva idêntica à nossa em relação à música e que tivessem os mesmos objetivos.

Entretanto, já sofreram algumas alterações…
Sim, saiu o guitarrista original, Luís Carvalho, em dezembro do ano passado e foi substituído por André Ribeiro. Há um mês atrás convidamos também Vítor Braga para segundo guitarrista.

De que forma Blame Zeus é, ou não, a continuação de Hyphen?
Blame Zeus não é a continuação de Hyphen. Apesar de dois de nós termos pertencido a essa banda, foi uma decisão consciente nos desvincularmos totalmente de todo o seu trabalho. Blame Zeus tem influências diferentes e é um projecto mais inovador, experimental e menos mainstream.

Algum significado para um nome como Blame Zeus? Como surgiu?
Sim. Tem um significado político ou, se quiserem, politicamente correcto. Por exemplo, nestes tempos de crise, em que às vezes nos apetece culpar alguém mas não sabemos quem, dá vontade de culpar Deus, mas como isso não poderia ser, culpa-se Zeus – um deus que no fundo não o é. Obviamente que essa simbologia pode ser aplicada em todos os aspetos da nossa vida e não só na política.

Tem já alguns temas prontos mas a questão é, para quando a edição de um trabalho seja ele físico ou digital?
Até ao final deste ano, se possível já no próximo mês, planeamos ir para estúdio. Estamos a preparar tudo com o Vítor e a decidir que músicas iremos gravar.

De que forma, nas vossas próprias palavras, definiriam a sonoridade Blame Zeus?
A sonoridade de Blame Zeus ainda não está completamente definida, está em constante evolução e as próprias alterações no line-up vão proporcionando isso. Mas procuramos um Rock enérgico, potente e moderno, capaz também de criar ambientes sonoros intimistas e de grande beleza.

Ou seja, que nomes ou movimentos mais vos influenciam?
As nossas influências são variadas, cada um de nós ouve coisas diferentes. Mas o Rock alternativo, o Rock progressivo e a fusão serão pontos comuns.

Pelo que pude ver no vosso facebook, oportunidades para tocar ao vivo não têm faltado. Como têm sido as reações?
As reações têm sido bastante positivas, o público tem gostado das músicas, tem aderido e cada vez se interessa mais por saber onde vamos estar e o que vamos fazer a seguir. Falando em Facebook, claro que é espetacular que os nossos amigos gostem de nós e nos acompanhem, mas sentimos um grande orgulho quando começamos a ver pessoas que não conhecemos gostarem da banda e deixarem comentários de incentivo e apoio!

Por falar em aparições ao vivo estão confirmados para esse importante evento que o Gaia em Peso! Gostaria de saber quando irão tocar e se estão a preparar alguma surpresa…
Sim, é verdade, outra grande alegria para nós é podermos participar nesse festival. Vamos tocar no dia 30 de Outubro e estão todos convidados a virem rockar connosco! Surpresas acontecem em todos os concertos, não há nenhum igual ao anterior, mas iremos também fazer os possíveis para colocar a nossa merchandise à venda nesse dia… vamos ver!

Outra situação é a votação online para irem tocar ao Hard Rock Cafe a Lisboa. Querem explicar do que se trata e como funciona?
É o concurso URock Universia, para bandas com pelo menos um membro que frequente o ensino superior, que numa fase inicial funciona com votações online. Se formos das 10 bandas mais votadas, iremos ser avaliados por um júri e dessas 10 bandas só 3 irão à final no Hard Rock Cafe em Lisboa. Para votarem e nos ajudarem basta irem a urock.universia.pt , clicarem página de votações, registarem-se no site da Universia (quem ainda não estiver registado), voltarem à página de votações e... finalmente votarem nos Blame Zeus! É só uma vez e é mais rápido do que parece!

Estão, ainda a participar noutro concurso do Spot Music Club. Em que fase estão e quando e onde irão atuar?
A eliminatória em que iremos participar é no dia 25 de outubro. Claro que ainda estamos na primeira fase deste concurso, mas iremos dar o nosso melhor para passar à semifinal e à final.

Aliás, por falar em concursos vocês parecem que não perdem um…
Dentro dos possíveis e em condições aceitáveis, tentamos tocar ao vivo o mais possível. Os concursos proporcionam essas oportunidades, não só para promover a nossa música como também para ganharmos rotina de palco e colhermos contactos.

Atingiram o 4º lugar no top rock nacional do Reverbnation. Significativo para uma jovem banda…
Isso é também um grande motivo de orgulho para nós. Saber que há por esse mundo fora pessoas que nos procuram e vão ouvir a nossa música é realmente uma motivação para continuarmos e para melhorarmos.

A terminar, mais uma vez obrigado e dou-te a oportunidade de acrescentar algo mais ao que já foi abordado nesta entrevista?

Nós é que agradecemos a toda a equipa do Via Nocturna pela oportunidade de darmos a conhecer um pouca da nossa história e do que virá a seguir para os Blame Zeus. É um prazer sermos representados na vossa página e convidamos todos a virem conhecer-nos pessoalmente no dia 18 no Heaven’s Club ou no dia 30 no Festival Gaia em Peso!

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