sábado, 9 de novembro de 2013

Entrevista: Exorcism

Csaba Zvekan está a preparar o seu regresso com um novo projeto e uma nova ideologia musical: os Exorcism que se apresentam como uma linha de metal retro atualizado. O quarteto prepara o seu trabalho de estreia que deverá ver a luz do dia no início de 204, através do selo Golden Core Records. Enquanto isso fomos falar com o vocalista para percebermos melhor o que aí vem!

Olá Csaba, mais uma vez obrigado por despenderes algum do teu tempo a responder a Via Nocturna. A primeira questão é: como e porque dar vida a esta nova entidade, os Exorcism?
Olá VIA NOCTURNA. Obrigado pelo interesse na nossa nova banda Exorcism. Bem, vamos ver por onde começar. Em 2006 queria tocar guitarra novamente e então fui a uma loja local de instrumentos em segunda mão e estava a analisar uma Gibson Les Paul Custom Shop, modelo Black Beauty. Na verdade, ela era belíssima e muito mais jovem do que eu com um número de série de 1983. Então comecei a tocar e a fazer jams e comecei a gravar alguns trechos que, eventualmente se transformaram em músicas. Continuei a trabalhar no material de Exorcism até 2007, mas depois não conseguiu encontrar uma editora adequada para uma edição. De seguida, as gravações ficaram numa grande pilha de CDs com músicas demo.

Mas existe um EP anterior a este álbum, End Of Days de 2007? Que diferenças ocorrerão para este novo álbum?
As músicas em formato demo estiveram na página do SoundCloud e do MySpace durante algum tempo. Naturalmente, agora foram removidas quando começamos a trabalhar a sério. As demos foram totalmente tocadas por mim, exceto os solos. Agora, com esta formação imagina o quanto a demo não é superada em termos de desempenho e produção.

E porque este esta ideia parada tanto tempo?
Por volta de 2007 comecei a sondar e notei muito pouco interesse. Agora, quase seis anos depois, as pessoas parecem estar prontas para os Exorcism. Parece que estávamos seis anos à frente do interesse geral. Agora parece que é a hora e o local certos para os Exorcism.

Como descreverias a música dos Exorcism?
As letras abordam uma temática muito triste e obscura, algumas sobre os cenários do fim dos tempos. Na realidade não quero estragar os temas porque eles ainda estão um pouco em segredo (risos). Algumas das letras são de suspense, sim, mesmo horríveis e até metal de ficção científica. Podes crer que está tudo lá. A influência musical vai de Black Sabbath, Judas Priest, Ozzy Osbourne e Deep Purple. Algumas pessoas também mencionaram ter ouvido Rammstein e elementos mais modernos. Eu diria que tu serás o juiz uma vez que Exorcism tem definitivamente o seu próprio caráter e talento.

Então são esses nomes e/ou movimentos que mais influenciam os Exorcism?
Com certeza Black Sabbath, Dio para os vocais e Deep Purple e Ozzy Osbourne para algumas das guitarras. Há também alguma influência moderna que vocês julgarão.

É verdade que foi Axel Wiesenhauer da Rock ‘n’ Growl quem “escolheu" o nome da banda? Podes contar-nos essa história?
Sim, absolutamente. Um dia ele começou a falar sobre material de exorcismo (que é um dos temas do álbum – Exorcism). Depois, quando as coisas amadureceram mais vi o banner da banda, logótipo, fotos e merchandising. Era isso mesmo. Sim Exorcism é isso!

Sendo este um projeto internacional, como foi o processo de seleção dos músicos que te acompanham?
É muito simples de explicar. Quando estava em tournée com os Raven Lord neste verão perguntei a Joe Stump se estaria interessado num projecto de metal retro numa embalagem moderna. Expliquei-lhe um pouco sobre a ideia musical e o tipo de som que tinha em mente. Joe percebeu imediatamente e continuou o pensamento com o seu equipamento e as suas grandes habilidades como guitarrista. Estava dentro. Trabalhar com Lucio Manca é sempre refrescante e nada complicado. Um grande e talentoso baixista em quem posso confiar sempre. Lucio vem sempre bem preparado para todas as coisas que fazemos. Por isso, foi sem pensar que lhe pedi para tocar baixo na banda. E também estava dentro. Para completar a banda faltava o baterista. Então falei com Axel Wiesenauer da Rock ‘n’ Growl Management. Ele fez uma busca mundial por bateristas, fizemos audições e descobrimos Garry King. Estava na hora de fazer algumas gravações e Garry começou a trabalhar imediatamente.

Nos Raven Lord já trabalhavas com músicos de todo o mundo. Sentes-te melhor a trabalhar desta forma? Porquê?
O mundo tornou-se cada vez menor com os aviões, internet, web conferência, etc. Podes fazer qualquer coisa em todo o mundo com toda a gente. Eu gosto de trabalhar com pessoas que se sintam confortáveis, independentemente de onde eles vivem.

Mas não sentes alguns tipos de limitações (agenda ou outros...) em trabalhar dessa forma?
Absolutamente não. Todos nós temos o nosso trabalho e coisas para fazer. Quando é a altura de trabalhar em conjunto seja para ensaios, tournées, então, reunimo-nos. Ah! e, claro, durante a produção do álbum.

Estão, precisamente agora a decorrer as gravações do vosso primeiro álbum. Como estão a decorrer as coisas?
Muito bem. Parece que estou a trabalhar com leitores de mente uma vez que não há muitas discussões sobre o desempenho de cada indivíduo. Estou surpreendido com o que cada um deles fez com o material demo que preparei. Sem dúvida superou as minhas expetativas sobre o produto. Garry King começou imediatamente a gravar a bateria e já está tudo feito e com muito groove. Depois voei até um muito bem preparado Lucio Manca em alguns dias gravamos as suas linhas de baixo. Agora, enquanto conversamos, Joe está a trabalhar nas guitarras, e já tem quatro músicas prontas. Deve estar tudo pronto esta semana, por isso, em teoria, poderei começar na semana seguinte. A mistura não deve demorar muito tempo, portanto, estimo que o álbum esteja feito dentro de pouco mais de uma semana.

Então, para quando poderemos esperar o álbum? E o que poderemos esperar? Terá a edição de alguma label?
A Golden Core Records está a pensar em lançar o álbum por volta de fevereiro de 2014. Mas isso é realmente com eles. Os contratos de gravação são assim. O nosso manager, Axel Wiesenhauer é um grande homem de negócios. Ele encontra a casa ideal para quase todos os grandes produtos. E assim foi com a Golden Core Records que são obviamente amigos de Axel e viram grande interesse no material de Exorcism. Muito em breve iremos ter um contrato de trabalho em cima da mesa e podemos começar a trabalhar no nosso álbum de estreia. A Golden Core Records é uma subsidiária da gigante alemã ZYX Music e é um prazer e uma honra este novo produto, Exorcism, poder constar da sua lista.

E a respeito das outras tuas bandas, alguma novidade?
Bem, bem, bem. Não há nenhuma surpresa se ​​eu te disser o que eu tenho debaixo da manga. Continuem atentos aos nossos movimentos. Há todos os tipos de guloseimas que vêm no caminho dos Metal Knights.

A terminar, deixa-me agradecer-te, mais uma vez, para este tempo e dava-te a oportunidade de acrescentares mais qualquer alguma coisa que não tenha sido abordada nesta entrevista...

Gostaria de agradecer a ti e aos teus leitores por esta grande entrevista e espero conhecer-vos a todos em breve. METAL OUT.

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