quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Entrevista: Sleeping Romance

O ano de 2013 fecha com a Ulterium Records em excelente forma. Um dos lançamentos da editora sueca, já nas ruas desde novembro, é a estreia dos italianos Sleeping Romance com Enlighten. Metal sinfónico com a bela voz de Federica é a fórmula. E que resulta bem. Muito bem, mesmo! Via Nocturna foi descobrir este coletivo.

Viva! Obrigado pela vossa disponibilidade! Podem apresentar os Sleeping Romance aos metaleiros portugueses?
Lorenzo: Olá! Somos os Sleeping Romance Itália! E somos a Federica (vocais), Federico (primeiro guitarrista), Nicholas (segundo guitarrista), Francesco (baterista) e Lorenzo (baixista). Tocamos Symphonic Metal e nosso álbum de estreia, Enlighten, foi lançado a 1 de novembro através da Ulterium Records.

Podem contar-nos um pouco da vossa história até agora? Sei, por exemplo que Sleeping Romance não foi o vosso primeiro nome, portanto, quando e porque decidiram mudar?
Lorenzo: Bem, a banda nasceu há alguns anos atrás, em Roma, no período em que o Federico vivia lá com um line-up completamente diferente do atual (exceto, claro, o mentor Federico Truzzi) e sob o nome Hybrid Resolution gravaram uma demo com algumas canções. Quando Federico voltou a viver em Carpi, a banda foi reformada com um novo baixista, Lorenzo, um novo baterista, Francesco, e uma nova vocalista, Monica e uma segunda demo foi gravada. Infelizmente, alguns equívocos levaram à inevitável saída da Monica, sendo substituída alguns meses depois por Federica. Agora com um line-up estável, o disco foi gravado e, posteriormente, a banda decidiu chamar Nicholas para a segunda guitarra. O nome foi mudado para Sleeping Romance após o acordo com a Ulterium Records porque o primeiro nome, não representava o verdadeiro significado da nossa música e o sentimento que queremos transmitir para o público. Achamos que é Sleeping Romance é mais adequado para esse fim.

Que nomes ou movimento mais vos influenciam?
Federica: Provavelmente as principais influências vêm de bandas sonoras de filmes, da música clássica e, claro, do metal sinfónico. Por exemplo, costumava colecionar bandas sonoras de filmes quando andava na universidade, e tinha dezenas deles. E, mais recentemente, o Federico inclinou-me para a música clássica... e estou apaixonada por Tchaikovsky!

Como definiriam Enlighten?
Federica: Enlighten é um filho de Esperança. Sabemos que o Federico tem trabalhado arduamente com o propósito de continuar o projeto depois de todas as mudanças de line-up. E quando nos encontramos todos sabíamos que esta banda era uma possibilidade real para nós e por isso trabalhamos tão duro. Todas as nossas letras são permeadas por esse sentimento de esperança e força.

A capa do álbum é muito bonita. Grande trabalho de Felipe Machado Franco! Foi também isso que ele tentou capturar?
Federico: Nós adoramos esta capa e o que acho incrível é que representam da melhor maneira a nossa música. Escolhemos o Felipe Machado porque ele é um grande artista e já fez tantos artworks para bandas de metal. Procurávamos algo que pudesse representar alguém que está a contar uma história. Assim, cada canção é como um conto num livro e quando estiverem a ouvir a nossa música é como estarem a ler uma história. Ele entendeu de maneira correta o clima da nossa música e fez um belo trabalho.

Então podemos falar num álbum conceptual ou não?
Federica: Acho que nós, como músicos, temos, o dever de transmitir mensagens positivas para o público. A música é como um espelho: se ouves uma canção com força e poder, irás encontrar dentro de ti essa força e poder.

Quando assinaram com a Ulterium Records o álbum já estava completamente gravado?
Federico: Sim, tudo estava feito: a escrita, as orquestrações, a gravação e a masterização. Sou proprietário de um estúdio de gravação e trabalhei completamente na produção deste álbum. Este foi um grande desafio para mim, como compositor e como produtor. A Ulterium Records gostou do que fizemos e isso foi um grande prazer para nós.

E até ao lançamento da Ulterium o álbum sofreu alguma alteração?
Federico: Eles pediram-nos algo mais embora não diferente do que já tínhamos feito. Disseram-nos para fazer algo realmente em grande com o artwork e pediram-nos para tocar da melhor maneira que possível e para estarmos em sintonia com a nossa música. Na realidade, eles estão a fazer um grande trabalho connosco e nós pensamos que eles são a melhor editora que poderíamos ter encontrado para trabalhar.

As primeiras reviews têm sido muito boas. Esperavam isso?
Nicholas: Sim, mas não tão boas (risos). Sabíamos que o nosso material era bom... Mas é sempre uma surpresa e um prazer quando as pessoas gostam do teu trabalho!

Em novembro andaram em tournée Europa. Foi a vossa primeira tournée europeia? Que balanço fazem dessa experiência?
Francesco: Incrível e absolutamente mind-blowing! Todos os espetáculos foram incríveis, a multidão... simplesmente incrível! Foi engraçado, porque ninguém teve a oportunidade de ouvir o cd antes dos espetáculos (o primeiro foi no dia 2 de novembro e o álbum saiu a 1), mas algumas pessoas já cantaram connosco. Foi emocionante! E também tenho que mencionar a nossa amizade com os Theocracy! Pessoas maravilhosas com um killer show!
Nicholas: Bem, para mim, foi a primeira tournée fora da Itália... portanto, pessoalmente, foi especial! Gostaria de fazer algo como isto, de novo e de novo e de novo! Estamos a trabalhar para repetir a nossa visita em breve!

E projetos futuros em mente, como tournées ou outros, o que nos podem adiantar por agora?
Lorenzo: Há muitas coisas que estamos a falar para o futuro: em primeiro lugar estamos a pensar num tema para o próximo disco. Talvez pudesse ser conceptual ou algo similar, mas o nosso plano principal é escrever algo novo. Estamos também a pensar sobre um vídeo e um grande show para apresentar da melhor maneira possível Enlighten ao público italiano, mas também estamos a pensar tocar no estrangeiro, talvez com outra banda, mas são tudo hipóteses neste momento!

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