quarta-feira, 2 de abril de 2014

Entrevista: Darkyra Black

Darkyra Black é uma cantora australiana com um estilo arrojado e independente. Dragon Tears demonstra precisamente isso. Por isso Via Nocturna quis conhecer melhor este projeto e fomos contactar a líder e mentora do coletivo, a própria Dark Lady In Black!

Olá Darkyra, obrigado pelo teu tempo! Podes dizer quem são os Darkyra Black?
Olá, obrigado pela entrevista e review. A banda Darkyra Black sou eu própria (Darkyra Black) nos vocais, Garry King (bateria), Paul Jupe (guitarra), Betovani Dinelli (guitarra), Fab Jablonski (teclados) e Colin Haynes (baixo).

Quando nasceu este projeto e o que motivou o seu nascimento?
Algumas das ideias para algumas das músicas surgiram no final de 2011 e, inicialmente, queria gravar um EP mais para fins experimentais. Depois comecei a trabalhar George Boussounis da Online Recording Masters de Atenas. As coisas realmente começaram a progredir. Depois de encontrar os músicos certos para as primeiras músicas fui incentivada a levar o projeto ainda mais para a frente e os meus colegas sentiam que eu tinha algo muito especial para oferecer e que diferia da maioria das female fronted bands atuais. Então, depois de refazer algumas das ideias iniciais de músicas, um conceito foi criado e o que começou como um foco para um EP tornou-se um álbum completo.

Existe algum significado especial para um nome como Darkyra Black?
A palavra Darkyra como eu tenho dito, significa na língua grega Dark Lady, portanto fica qualquer coisa como The Dark Lady in Black.

Dragon Tears, o teu trabalho de estreia, é um álbum conceptual. Podes descrever um pouco o que os ouvintes podem ouvir tanto nos aspetos musicais como líricos?
Quando ouves o álbum, cada música é projetada através dos olhos da personagem feminina, Sakura. Irás experimentar as emoções do que ela sofreu durante a sua vida sendo que cada música é um acontecimento que a conduzirá ao seu ponto de rutura. As letras são escritas de uma forma que ela projeta as suas memórias, pensamentos e sentimentos.

Este é um álbum às vezes pesado, às vezes emocional, por vezes cinematográfico. Sentes isso? Era essa a tua intenção?
Sim e há um par de razões pelas quais este álbum foi criado dessa forma. Eu queria experimentar com a minha própria voz com a ênfase de emoção em mente e também para demonstrar a inocência, vulnerabilidade, força e amplitude, mais para a minha própria exploração e a estratégia que usei para demonstrar isso foi através de uma personagem. Tive que entrar dentro da mente da personagem e imaginar que eu era ela, visualizar a sua dor, a sua paixão, como se estivesse a assistir a um filme na minha mente. Mas também com base nas minhas próprias experiências emocionais passadas e presentes.

Como foi o processo de seleção dos músicos?
Todos os músicos que trabalharam neste projeto foram altamente recomendados por George Boussounis e Garry King e todos já tinham trabalhado juntos em projetos anteriores. Estou orgulhosa do que todos nós criamos como equipa.

Para além do núcleo duro da banda, também contas com alguns convidados. Podes apresentá-los?
Sim. O talentoso e virtuoso guitarrista Thiago Trinsi que executou um solo na música Kiss Of The Dragon. Um dos melhores ensembles de corda gregos, Michael Porfyris (violoncelo), Illias Sdoukos (viola) e Laertis Kokolanis (violino). Eles destacam-se em Madoka’s Lament, Eyes Wide Shut, Before I Wither, Slither e Never Know. Dimitris Barbagalas tocou as partes de guitarra acústica em Eyes Wide Shut e Never Know. George Boussounis também tocou a maioria das partes de teclado em todas as músicas, bem como foi responsável pelos belos arranjos.

Darkyra Black é apontada como a mudança nas female fronted metal bands. O que trazem de diferente os Darkyra Black, na tua opinião?
O estilo vocal é o mais óbvio, uma vez que não é nem o típico vocal clássico nem pop. Também a música e a maneira como a música é entregue são completamente diferentes.

Quais os nomes que mais te influenciaram como música e também como cantora?
Dio, Tony Martin, Sabine Edelsbacher, Tarja, Kate Bush.

As primeiras reviews têm sido excelentes. Parabéns! Estavas à espera de tanto sucesso?
Não, não estava à espera de tanto, especialmente para um primeiro álbum. E estou realmente surpresa e feliz que uma música original, com um estilo único tenha sido tão bem percebida pelos meios de comunicação.

Tens algum vídeo extraído de Dragon Tears?
Além de Tears By Candlelight, o vídeo de estreia e filmagens de bastidores, há alguns vídeos de algumas das sessões de gravação com a banda toda em Japanese Frankenstein e também algumas sessões com Garry e Thiago. Sei que Garry tem algumas cenas extra em algum lugar com imagens da gravação das cordas e outras dos bastidores durante e edição e mistura.

E alguma tour planeada?
De momento ainda estamos à procura de datas para a tournée, no entanto estamos abertos a todas as oportunidades que possam surgir no nosso caminho.

Bem, Darkyra foi um prazer conversar contigo. Queres acrescentar mais alguma coisa aos nossos leitores ou aos vossos fãs?
Teremos mais notícias emocionantes em breve.

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