quarta-feira, 11 de junho de 2014

Entrevista: Hollywood Monsters

Stéphane Honde não é um músico muito conhecido e por isso surpreendeu a forma como o francês conseguiu reunir gente de renome como Paul DiAnno, Vinnie Appice, ou Don Airey no seu álbum. No entanto, basta dar uma audição à qualidade intrínseca de Big Trouble para se perceber porque esses monstros sagrados aceitaram colaborar nestes monstros Hollywoodescos. Definitivamente radicado nos EUA, (a França é passado, na sua própria opinião), Stéphane Honde concedeu-nos estar entrevista onde ficamos a saber, em primeiríssima mão, que o coletivo está a preparar o seu primeiro vídeo.

Olá Stéphane! Obrigado por esta entrevista! Antes de mais, parabéns pelo vosso excelente trabalho. Mas vamos começar pelo princípio: como surgiu a hipótese de trocares a França pela Califórnia?
Olá! Após a tournée francesa de Paul Di'Anno, decidi ir de férias sozinho para Los Angeles para ver como era a vida por lá e apaixonei-me pela Califórnia… Tão simples como isto! Não tinha nenhum plano, era apenas uma semana de férias.

Mas nessa altura já tinhas em mente um álbum como Big Troubles? Quero dizer, na tua ida para a Califórnia, se calhar também procuravas as melhores condições para fazeres o teu melhor trabalho?
Não, só pensei no álbum depois. Escrevi as músicas e gravei as demos na França, e mandei as músicas para Vinny, Tim, Don e Paul. Eles mandaram-nas de volta e eu regravei tudo de forma a fazer o álbum soar o mais possível como se fosse ao vivo. Denis Baruta (engenheiro de som) fez um trabalho incrível!

Qual foi o papel de Tim Bogert no nascimento dos Hollywood Monsters?
Tim teve um enorme impacto sobre mim e sobre a minha vida. Escrevi canções com o Tim em mente. Foi o meu sonho poder fazer um álbum com um baixista desse calibre! Tu não podes estar errado a respeito de um músico como Tim. Enviei-lhe as demos, ele gostou, e alguns anos depois, tornamo-nos amigos.

De onde vem toda a inspiração em Big Troubles? Pergunto isso porque é um álbum com uma enorme variabilidade...
Da minha vida pessoal... Da minha história. É um álbum muito pessoal. Ele fala da minha vida e da vida de toda a gente também. Eu ouço diferentes tipos de música - Metal/punk/prog/rock...  Não quero estar "preso" a apenas um "género" de música.

Tu tocas a maioria das partes do álbum. Sentes-te confortável assim? É uma espécie de controlo total, não?
Não sei... É apenas a maneira que é... Sempre escrevi eu próprio a música e letras... Sei o que quero. Na maior parte das vezes, enquanto escrevo as músicas já tenho uma ideia muito precisa dos arranjos, como deve ser tocada. Já tentei escrever canções em conjunto com outros, mas nunca funcionou, apesar de gostar de fazer isso um dia!

Como foi feita a escolha dos convidados? Toda a gente em quem pensaste aceitou o convite?
Eu já tinha os seus nomes "em mente", enquanto escrevia as músicas. Para mim, eles seriam a melhor escolha. A parte "complicada" era poder tê-los todos a tocar no álbum! Apenas perguntei e todos disseram que "sim"! Isso foi incrível! Ter todos os meus heróis a tocar no meu álbum! Tenho muito orgulho disso e estou orgulhoso de tê-los todos a tocar algo um pouco diferente do que estão acostumados a fazer.

Suponho que lhes tenhas dado total liberdade criativa...
Yes! Era essa a ideia! Foi a primeira coisa que lhes disse: sintam-se livre para tocar o que sentem!

Fala-me do tema The Ocean: é a tua Silent Lucidity?
Essa foi a última música que escrevi para o álbum. Para mim, The Ocean é uma espécie de rito de passagem...Tu precisas de alguma solidão para encontrar o teu caminho, o caminho certo, especialmente se estás numa fase de problemas.

É verdade que Valley Of The Damned foi escrita como forma de homenagem ao Vinnie Appice? E agora é ele quem a toca, curioso…
Sim! Eu escrevi essa canção especialmente para ele! A canção descreve a minha cidade natal... e como podes ver... não gosto muito dela! Foi também a minha homenagem às bandas de heavy metal dos anos 80 bandas como Black Sabbath/Whitesnake e Maiden.

Qual o significado da capa ter o prédio da Capitol Records a ser destruído por uma luta de monstros?
Isso foi ideia da editora. Acho que é uma espécie de piada! Mas parece bem, uma vez que toda a gente gosta!

Há alguma hipótese de voltares a tocar com os Café Bertrand ou até mesmo voltar para França?
Não, o passado é passado. Eu só olho para a frente é foi por isso que escrevi a música Move On.

Tens algum vídeo para este álbum ou há algo projetado?
Sim, na realidade, tu és a primeira pessoa a quem eu digo que isto: estamos a pensar fazer um vídeo da música Big Trouble.

Estás a pensar levar este projeto para a estrada? Alguma coisa planeada?
O meu agente está atualmente a trabalhar na hipótese de duas tours europeias: uma em janeiro e outra no verão de 2015.

Bem, foi um prazer conversar contigo! Queres acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores ou para os teus fãs?
O prazer foi meu. Sim... por favor, não baixem músicas ilegalmente, ninguém se pode dar ao luxo de trabalhar de graça. A música é uma paixão, mas também é um trabalho. Espero poder ver todos vocês em breve nos nossos shows!

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