quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Entrevista: Starroy

Há dois anos atrás contactávamos Barry Fowler para nos falar de Ocho For Willow. Entretanto, muita coisa se passou no seio dos Starroy, entre mudanças de formação e um novo álbum – Mixing The Pain. Precisamente com estes tópicos em mente fomos novamente procurar o guitarrista norte-americano que junto com o novo elemento do coletivo, Red Dorton, nos explicou tudo.

Olá Barry, tudo bem? O que andaram os Starroy a fazer desde a última vez que falamos em 2012?
Barry Fowler (BF): Tivemos algumas alterações na banda, escrevemos, gravamos, andamos em tournée, aprendemos, vivemos... o tempo voa man​​!!! Está tudo bem e apontamos baterias para a nossa nova tournée europeia em 2014.

É verdade! A 11 de setembro estão de regresso! Onde é que vão tocar e expetativas para esta nova tour?
BF: Temos um número de locais familiares e também uma série de novos locais. Já recebemos uma série de mensagens de fãs que viram os espetáculos e apreciaram os álbuns anteriores. Sinto que vamos ter uma grande tournée. A formação é mais forte do que nunca e estamos a tocar incrivelmente bem juntos. Vai ser divertido para mostrar todo o trabalho que temos colocado nesta banda.

Isto apesar de ainda recentemente cá terem estado. Como foi essa experiência?
BF: A anterior tour pela Europa foi, como se costuma dizer, um grande abre-olhos. A tal ponto que pensamos voltar para casa e fazer tournées. Mentalmente, estávamos todos concentrados apenas na Europa. Tenho certeza que essa ideia ainda está sobre a mesa. Há tanta coisa a atravancar a estrada/locais aqui nos Estados Unidos. Agora, qualquer um pode pegar uma guitarra e aprender a tocar. A diferença é a paixão pela música na Europa que é uma inspiração para continuar a fazer o que estamos fazer... Para que possamos voltar e compartilhar tudo de novo.

Para este novo álbum tiveram algumas mudanças de line-up. Isso afetou o processo de composição?
Red Dorton (RD): Eu sou novo no grupo, mas os outros elementos estiveram sempre abertos às minhas ideias. Sinto que este álbum é um pouco mais Rock-n-roll in your face que o último.
BF: A escrita e uma espécie de presente. Os novos elementos têm contribuído com as suas ideias e adicionam elementos nos seus respeitáveis lugares. Também nos ajudaram a deitar fora os excessos e limpar a gordura das canções. Deixá-las apenas com o necessário para contar essas histórias. Este novo álbum é liso, polido em todos os aspetos – tocar, escrever, contar histórias, uma referência do que esta banda é.

Por isso, neste álbum as músicas são mais curtas e mais pesadas. Era a vossa intenção?
BF: Bem, as músicas têm vindo a ser trabalhadas. Algumas já estavam escritas há algum tempo, enquanto outras foram escritas durante a tournée na Europa. Não quisemos necessariamente fazer algo mais pesado, apenas dissemos que nos iríamos concentrar todos juntos na escrita. Para ser honesto – com Ocho não esperava sair da nossa zona. Dito isto, e vendo o que temos visto, ganhamos um público mais amplo. Tivemos que repensar todo o foco da banda. Queríamos fazer um álbum um pouco mais rock/focado/energético, na veia do Rock n Roll do passado... Acho que acertamos em cheio.

Voltando aos novos membros, como foi a sua integração?
BF: Foi uma integração bastante fácil. Os Starroy sempre foram capazes de moldar a sua maneira dentro e fora das situações. Esta foi provavelmente uma alteração mais fácil do que no passado, porque já toquei em diferentes formações/line-ups tanto com Red como com Cameron ao longo dos anos. Red e eu estávamos num grupo, os Reformation, que já estava familiarizado com tournées aqui na Europa. Por outro lado, Cameron, Red e tocávamos num projeto chamado Gypsy Revolution. Portanto, já temos bastantes ligações em diferentes formações.

Têm algum convidado neste álbum?
BF: Sim, temos um amigo nosso que tocou algumas teclas em Freak Jones. Ele já tinha estado no disco anterior também. O seu nome é Grant Garland e ele é um daqueles músicos que pode pegar praticamente em qualquer instrumento e faze-lo falar. No caso de Freak Jones ele deu o que o tema precisava e que era aquilo que procurávamos para este disco.  

Empty Cup é o primeiro vídeo retirado Mixing The Pain, certo? Porque escolheram essa música? Há projetos para mais algum vídeo?
BF: Na realidade, o primeiro vídeo foi Get Down Insanity mas esperamos ter mais alguns vídeos disponíveis. Tem sido um turbilhão entre fazer o álbum em Nashville, a mistura por telefone ou através da web. O sucesso do Kickstarter e toda a gente a tocar em diversas formações. Estamos todos em todo o lado. Posso dizer-te que Adam e eu temos algumas faixas acústicas a partir das sessões de composição que iremos lançar. Apenas para mostrar o íntimo das canções e como uma grande canção é simplesmente uma grande canção, não importando o quão simples é a sua apresentação.

E para além disso, tens outros projetos em mente para os próximos tempos?
BF: Atualmente, todos estamos a fazer muito. Acho que há muito talento a sair aqui da nossa região. Todas as noites, esta área circundante pede os nossos círculos de músicos. É uma loucura todo o talento e grandeza existente no Nordeste do Arkansas. Para responder à tua pergunta – nos Starroy estamos todos juntos e em grande forma, mas estamos sistematicamente a emprestar talentos para outras coisas. Starroy é o grande projeto, mas aprimoramos as nossas habilidades e ganhamos inspiração em todos os tipos de formações. Mantenham os olhos abertos.

Obrigado Barry, foi um prazer voltar a conversar contigo. Há mais alguma coisa que queiras acrescentar?
BF: Por favor, arranjem uma cópia deste novo álbum para assim poderem cantar connosco na próxima tournée. Prevejo algo em grande. Vemo-nos em pouco menos de um mês!!!

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