quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Entrevista: Night By Night

Se gostam de hard rock com intensidade, melodia e significado devem procurar conhecer os Night By Night, banda britânica onde pontifica Ben Christo, também guitarrista dos The Sisters Of Mercy. O próprio esclareceu todas as nossas dúvidas de uma forma eloquente e profundamente detalhada. Confiram.

Viva Bem! Obrigado pela tua disponibilidade! Vamos começar pelo início: como começou este projeto Night By Night?
Olá! Obrigado também por despenderes algum tempo a apoiar Night By Night. Apreciamos isso. A banda começou realmente em 2007. Jonny (baixo) e eu fundamos a banda juntos. Conhecemo-nos de uma plataforma de avisos de músicos. Havia uma banda que estava à procura de um vocalista e eu estava à procura de uma banda para poder tocar as minhas composições. Não era exatamente o set-up perfeito, porque acho que eles estavam atrás de uma personalidade arrogante e extravagante para frontman do seu projeto com sabor a anos 80 chamado Strut e eu procurava alguém para formar uma banda mais contemporânea, melódica, pós hardcore/metal; guitarras e bateria técnicas, refrães à anos 80, harmonias. Mas, tivemos algumas boas jam sessions, tocando covers de Danger Danger e não demorou muito até que Jonny e eu percebêssemos que tínhamos uma ligação especial com o nosso amor mútuo aos Def Leppard, Firehouse, Winger e ao rock mais orientado para canções do final dos anos 80/princípios dos anos 90. Naquela altura, a maioria dos músicos queria formar algo com influências dos anos 80 e falavam apenas sobre Crüe, G'n'R e Poison, com o foco muito mais em ter o cabelo enorme e adoção de apelidos como Rickki Roxxx e Jimi Gunzzz. Jon era diferente, ele apreciava a escrita de canções de qualidade, harmonias vocais e, na verdade, muito bom. Eu respondi de imediato à sua ética de trabalho e mentalidade. Ele sabia que, se quiséssemos alcançar os nossos objetivos, tínhamos que ensaiar, escrever e tocar MUITO. Não foi só um passatempo; mudou de Leeds para Londres a fim de fazer disto a sua vida e eu tinha feito o mesmo quando me mudei de Bristol. Aquando da primeira encarnação da banda (4 elementos comigo nos vocais e guitarra), frequentemente ensaiavamos 3 ou 4 noites por semana, com ensaios extras adicionais apenas para se trabalhar as 3 harmonias vocais. Queríamos fazer isto como deve ser!

Quais são as tuas maiores influências e inspirações?
Cinco bandas que lançaram as bases do meu amor por rock e metal numa idade muito precoce: Def Leppard, Bon Jovi, AC/DC, The Cult e Judas Priest. Os dois primeiros concertos a que assisti, Priest e AC/DC tiveram um grande impacto em mim. Eu tinha que tocar guitarra e tinha que tocar rock/metal. Não havia escolha! Estas influências fundamentais continuam a desempenhar um papel importante na forma como eu escrevi e toquei no disco dos NxN. Podes ser capaz de ouvir ecos de Steve Clark, Glen Tipton e Billy Duffy no meu estilo de tocar. Uma coisa fundamental que sempre adorei no estilo de escrita dos The Cult era a sua propensão para escrever dois ganchos por refrão: um na guitarra e outro nos vocais (Firewoman, Wild Hearted Son, Rain, etc). É algo que eu sempre tive em mente ao escrever e podes ouvir este método usado nos Night By Night em Time to Escape, Can’t Walk Away, Everywhere Tonight e Never Die Again. Influências desde o ano 2000: Sevendust, The Used, Waterdown, Boysetsfire, Ignite, Strung Out, 36 Crazyfists, Killswitch Engage, Avenged Sevenfold, Atreyu, Thrice - embora estas bandas tenham sido formadas nos anos 90, o seu ponto mais alto de qualidade (na minha opinião) foi depois de (embora After The Eulogy dos BSF seja uma obra-prima e uma exceção a esta regra). Todas essas bandas empregam um poder emocional e pungência agressiva que realmente me inspira e a sua influência pode ser ouvida em canções como Time To Escape, Never Die Again and Siren. Eles também escrevem letras pensadas (especialmente BSF e Thrice) e isso é algo que eu sempre me esforcei por imitar. Tenho um grande carinho pela escrita e espero que isso se note neste disco. A influência que retiramos das bandas rock dos anos 80 e início dos anos 90 são muitas vezes baseadas em torno das estruturas musicais, mudanças fundamentais e harmonias vocais.

Como é que um homem associado ao rock gótico (The Sisters Of Mercy) cria um projeto de hard rock?
É mais o contrário, eu queria formar uma banda como Night By Night ainda antes de me juntar aos The Sisters of Mercy (2006)! Após a influência inicial do rock melódico, enquanto criança, os meus gostos desenvolveram-se, na fase de adolescente, com os sons mais escuros de Therapy?, Killing Joke, Curve e The Cure. The Sisters Of Mercy faziam parte desse desenvolvimento, especialmente o seu registo Vision Thing, pois tinha os valores de produção de uns Def Leppard com um desempenho vocal suave e letras enigmáticas o que realmente me atraiu. Depois tive a oportunidade de me juntar aos TSoM e não era um território totalmente desconhecido para mim.

Na sequência do que afirmas, pode confirmar-se a elevada sofisticação no aspeto lírico. Onde te inspiras para escrever?
Muito obrigado por isso. Amo a expressão de pensamentos, sentimentos e experiências através da linguagem e acho que as letras são um veículo incrível para isso. Com NxN, queria que as palavras transmitissem com precisão os meus sentimentos de uma forma catártica (e, portanto, aumentar a autenticidade da obra), mas que, ainda assim mantivesse uma qualidade enigmática que deixasse o ouvinte encontrar o seu próprio significado. Acho que esses são dois dos aspetos mais importantes das letras, particularmente no rock e música alternativa - expressão autêntica do escritor que leva a resposta emocional única do ouvinte. Para mim, a base tem que ser pessoal. Eu só posso escrever com autenticidade o que sinto - mesmo com canções que não são cantadas da "primeira pessoa". Por exemplo, Holding Onto Holding On documenta as respetivas lutas de um homem e mulher separados mas as imagens e os conceitos são todos derivados de coisas que eu já vivenciei de alguma forma ou em algum momento, mesmo que isso seja algo onde senti empatia. Por exemplo, as linhas:
Barricaded the door/in silhouette/he woke the dead again/through the hours beneath/stuttered like grief/he couldn’t face the light
combinam imagens literárias e metafórica que ressoam comigo, embora nunca tenha realmente experimentado esses  'cenário' como tal. Noutras alturas, as letras são intensamente autobiográfica, como em The Moment:
Hit the lights/I’ll try to write you down tonight/Can’t define/beyond the exit sign.
Isto documenta eventos, lugares, uma pessoa, pensamentos e sentimentos que eu experimentei em primeira mão, embora eles não sejam construídos de uma forma "linear"; eles são instantâneos de uma infinidade de momentos que ocorreram durante um certo episódio da minha vida.

E, como te sentes quando um monstro sagrado como Rick Savaga dos Def Leppard diz que disse? É assustador, não?
É ótimo, porque estes músicos são os nossos heróis e a sua aprovação do que estamos a fazer mostra-nos que estamos no caminho certo!

Falando de NxN, como foi o processo de trabalho que vos levou até este grande álbum?
Foi um longo desenvolvimento ao longo do tempo, mas finalmente encontramos o nosso som, e, a acreditar nos comentários, estamos a criar algo 'novo' – já nos chamaram de pioneiros da New Wave of AOR, o que é fantástico! Pensamos em NxN como uma banda de hard rock moderno melódico olhando para o futuro, apesar de um monte de pontos de referência serem obviamente rock clássico e não podemos negar essas influências orgânicas que se materializam quando escrevemos. Pegamos na sensibilidade da escrita do AOR dos anos 80 e início dos anos 90 (grandes coros, melodias emotivas, mudanças fundamentais evocativas, uso interessante de 3 e 4 vozes na harmonia vocal, vocais arranhados) e apresentamo-los com uma estética moderna (guitarras mais graves, mais técnica, bateria metal, riffs duros, produção explosiva e conteúdo lírico mais escuro/enigmático). Após o estilo bastante AOR das nossas primeiras gravações em 2008, o som mais moderno surgiu quando Damien Diablo se juntou em 2011. Embora influenciado por Bon Jovi, Def Leppard e Aerosmith enquanto criança, o Damien adolescente aventurou-se por reinos mais pesado, e por isso ele toca numa série de bandas de death metal, hardcore, punk e metal. É assim, ele é um baterista incrivelmente técnico quando precisa ser. Com ele a bordo, de repente vimo-nos capazes de fazer muita coisa que queríamos! O nosso amor pela música mais pesada do século XXI (Alterbridge, Sevendust, Boysetsfire, Ignite, Avenged Sevenfold) ressurgiu e encontramos uma maneira muito orgânica de filtrar isso na nossa música (ver as guitarras graves, os riffs e o uso de bombo duplo em Time To Escape, Never Die Again e Holding Onto Holding On, onde eu sinto que casamos os anos 80 com elementos mais contemporâneos). No que respeita ao como nós escrevemos, acredito que toda a boa música deve ser gerada a partir de algo autêntico: um momento de inspiração e emoção sublime, no qual toda a música é construída. Isso poderá ser um riff, uma letra, um título, uma melodia vocal, uma batida de tambor, qualquer coisa... Mas seja o que for, tem que fazer com que o compositor sinta algo especial no momento da criação. Nesta estreia, a maioria das músicas desenvolveram-se assim. Holding Onto Holding On foi um título que Jon sugeriu numa viagem de avião na Noruega durante a tournée escandinava. Daí, construímos a música em torno desse título interessante o que foi uma boa inspiração. O título e o conceito de Siren já andava na minha consciência há alguns anos; houve até uma demo caseira que fiz e que soava completamente diferente (embora uma ou duas das ideias líricas tenham sido desenvolvidos para a versão final). Um dia trouxe o riff principal de forma isolada e percebi que a natureza sinistra era ideal para Sirene. Com Time To Escape, decidimos adotar a metodologia do lendário compositor Desmond Child. Primeiro surge um título e a partir daí todos os aspetos da composição têm que estar relacionado com esse título. Desta forma, tudo é relevante a partir do nada ​​e o que não é congruente com o título é descartado. Foi uma forma realmente emocionante de trabalhar. O título em si surgiu abrindo um livro aleatório numa página aleatória e usando as primeiras palavras que vimos! O livro era Generation X, de Douglas Coupland. Há um processo multi-camadas na escrita em NxN, com cada membro usando os seus pontos fortes em fases diferentes. Normalmente, no início vem de uma letra, título, riff ou melodia do refrão que me surge num momento de inspiração. Então monto uma demonstração básica para dar algum contexto a essas ideias, usando letras 'fictícias' para obter as melodias. Depois vem o Jon, corrige o arranjo e faz as principais melodias e ideias mais fortes (o que muitas vezes significa reescrever linhas vocais e música). Depois disso, quando temos uma ideia muito melhor e mais clara da estrutura da canção, entra Damien. O seu trabalho cuidadoso de bateria dá o dinamismo de uma verdadeira canção, o groove e uma sensação muito mais orgânica. Os pontos fortes de Henry e Tom são utilizados na afinação e execução dos detalhes e complexidades das partes. Uma vez que eles são muito talentosos nos seus respetivos "instrumentos", conseguem pegar nas peças que foram esboçadas por Jon e por mim e dar-lhes vida tornando-as reais e com sentido. Em seguida, as letras são escritas em pleno e, finalmente, as harmonias vocais são cimentadas. Esta última parte é provavelmente a minha parte favorita do processo. Estamos muito orgulhosos deste álbum e achamos que podemos fazer a diferença na cena do rock melódico, especialmente podendo trazê-lo para um público mais jovem.

É verdade que a música Never Die Again esteve para não fazer parte do disco? O que aconteceu?
Sim! Nós devíamos para estúdio, mas só tínhamos nove músicas (há 10 no álbum) e "algumas idéias" para a décima que eram pouco mais que zero. Renunciamos à ideia de um álbum de nove faixas, quando uma programação de um mix-up no estúdio significou que a nossa sessão seria adiada por uma semana. De repente, vimo-nos abençoados com um extra de 7 dias! Passamos uma semana intensa de escrita de Never Die Again. Lembro-me de lutar para completar as letras cerca das 4h13 antes de irmos para o estúdio, para não mencionar eu próprio, Damien e Jonny a agonizar sobre os arranjos ("quanto tempo deve ter esta secção de silêncio?"), poucas horas antes de de gravar a bateria. E acabou por ser uma das nossas canções favoritas do álbum, com uma letra da qual estou realmente orgulhoso. A pressão empurrou-nos - tivemos que escrever uma música forte, não havia escolha. Como consequência, definitivamente há uma canção que pode ser definida como triunfo sobre a adversidade e que acho que é audível na gravação, tanto na forma como a escrevemos como a tocamos. Never Die Again levou-nos até ao limite das nossas habilidades – pode puvir-se a bateria furiosa de Damien, a guitarra a queimar de Tom e os vocais emotivos de Henry que se movem em toda a canção. É como se todos tivessem a "milha extra” em Never Die Again, que é, afinal, sobre o que trata a música.

Neste disco contam com alguns músicos adicionais. Como se proporcionou isso e qual foi o seu papel no álbum?
A talentosa Michal Akrabi aparece em Siren. Podes ouvir a sua voz assombrosa na segunda parte de cada um dos versos, onde gravou várias melodias e harmonias. Nessa sessão fiz a parte de engenharia e foi um prazer absoluto trabalhar com Michal porque sabe exatamente o que fazer em cada take - o que significa que foi fácil experimentar com novas ideias e ser criativo.Ter uma mulher etérea com vocais 'Siren' nessa música foi muito importante para mim para expressar a temática e a atmosfera da canção, que usa a mitologia grega das Sereias e a sua sedução mortal como uma metáfora para algo mais. Isto, em conjunto com o uso de palavras sussurradas (por Amy Gedgaudas), que podes ouvir na secção após o solo de guitarra e o SFX no meio da canção que realmente lhe confere uma textura diferente e mais profundidade o que foi essencial para transmitir o aspeto obscuro da canção (um assunto muito importante para mim). Em Can’t Walk Away, The Moment e It’s Not Faith ainda há pistas de guitarra gravadas pelo ex-guitarrista Iain Frisk. Iain foi muito importante no desenvolvimento da sofisticação das harmonias vocais em NxN. A sua história em géneros como folk e bluegrass proporcionou muita experimentação, não se contentando com as partes harmónicas óbvias. Um dos meus exemplos favoritos é o arranjo vocal de três vozes em Can’t Walk Away. Depois de Henry cantar I can’t just walk away, a faixa avança para a final, onde vais ouvir uma parte vocal com 3 vozes cantando ah. Este foi escrito por Iain e por mim e passamos muito tempo a aperfeiçoar o feeling que queríamos - tristeza e arrependimento, mas com um sentido nostálgico reflexivo que representa a amarga doçura como quando recordamos os bons tempos que se foram. Como ouvimos atrás, as harmonias vocais sem música, a ressonância emocional da forma como as notas trabalharam juntas foi tão forte que eu senti as lágrimas nos meus olhos. Virei-me para Iain e ele também tinha lágrimas nos olhos! Irei sempre lembrar-me daquele momento. Nenhum de nós sabia porque estava a chorar a não ser o facto do poder da música fazer isso! Algo sublime e único tinha ocorrido e tinha conseguido o poder emocional que é tão valioso, acho eu. Como consequência, esta secção é uma das minhas favoritas do álbum.

Como foi trabalhar com o produtor Romesh Dodangoda? Qual foi o seu input na sonoridade final do álbum?
Sabíamos que havia o perigo das influências que tínhamos do rock melódico dos anos 80 podesse fazer o som do álbum datado, por isso fomos para Romesh, pois sabíamos que havia trabalhado com bandas mais modernas e pesados ​​como Funeral For A Friend, The Blackout e Attack! Attack! Queríamos trazer a nossa herança dos anos 80 e po-la em 2014, combinando-a com sons do século XXI que gostamos e Romesh, com a sua contundente e moderna produção realmente conseguiu. As guitarras e a bateria, em particular, parecem enormes. A influência de Rom foi mais na produção do que na escrita de canções, embora tenha havido uma diferença significativa em The Moment. A primeira demo da música tinha uma mudança fundamental estranha na secção hit the lights, que, devo confessar, coloquei porque estava preocupado que a música sem essa mudança não fosse NxN! Tinha perdido de vista o que era importante para a música e estava mais preocupado com a tentativa de ser "inteligente". Quando levamos a música ao Rom, ele imediatamente tirou aquela mudança o que lhe deu um fluxo muito melhor. Sim, a mudança que agora tem para 'F' é bastante óbvia - mas tem, acho eu, "poder emocional" - que deve ser sempre o foco. John Mitchell, que misturou o disco, tem uma forte ligação à música melódica e progressiva (inclusive é um guitarrista impressionante), portanto confiei no seu ouvido afiado para a melodia de modo a conseguir trazer a harmonia vocal e as intricadas linhas de guitarra. Sinceramente estou muito feliz com a mistura final. Acho que não há nada que eu mudasse.  

Como está a situação atual dos The Sisters Of Mercy?
Temos atuado este ano, com shows e festivais por toda a Europa. Suspeito que a banda vai estar dormente outra vez durante algum tempo.

Próximos projetos, como tournées. Alguma coisa prevista?
Essa é realmente a última peça que precisamos para completar o puzzle. Nós ainda não temos um agente ao vivo que possa estrategicamente traçar uma trajetória de tournée. Temos algumas datas na Suécia e na Finlândia, em setembro, e shows previstos para a Polónia, Holanda, Reino Unido, Alemanha e República Checa no final desse mês e um slot confirmado no Hard Rock Hell AOR no Reino Unido em março de 2015, mas nós realmente precisamos de muito mais - queremos ir lá para fora. Trabalhamos arduamente para fazer um live performance de topo – que é muitas vezes elogiado pelos fãs e também pela imprensa. Ao contrário de alguns dos nossos colegas, não usamos qualquer faixa gravada. É real, é ao vivo. 5 instrumentos e quatro vozes.

Bem Ben, foi um prazer conversar contigo! Queres acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores ou para os vossos fãs?
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