sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Entrevista: Captain Ivory


Diz-se que se Chris Cornell e Muddy Waters tivessem uma criança e a dessem a Jack White para a criar, só poderia ser… Captain Ivory. Esta expressão ilustra aquilo que o quinteto cujas sementes começaram a germinar em Roma, tem para oferecer e só conta com dois anos de existência. O seu álbum homónimo foi uma das melhores estreias de 2014 e a banda prepara-se, agora, para vir conquistar a Europa. Robbie Bolog, o guitarrista e um dos membros fundadores falou a Via Nocturna.

Viva Robbie! Obrigado por esta oportunidade. Quem são os Captain Ivory? Podes falar um pouco da banda aos rockers portugueses?
Somos um quinteto de rock n 'roll sujo, originalmente formado na área de Detroit, MI, e agora localizado em Nashville, TN. Temos um som pesado de guitarra, mas o piano e órgão (capitão dos marfins - daí o nome) adiciona uma bela camada de diversidade ao que fazemos.

Quais são as vossas principais influências?
Não tentamos encobrir qualquer uma das nossas grandes influências do rock clássico (Led Zeppelin, The Doors, The Band, etc), mas as longas viagens na carrinha dá a todos uma oportunidade de tocar alguma da sua música favorita. E torna-se bastante eclético. Radiohead, Muddy Waters, The Meters, My Morning Jacket, White Denim só para citar alguns.

Podes descrever este vosso álbum de estreia para quem não vos conhece?
Tal como com os nossos hábitos de escuta, poderão encontrar uma gama bastante ampla de estilos de música neste disco. Na realidade não foi intencional, mas, definitivamente há lá uma canção para todos. A ideia quando partimos para a gravação do álbum de estreia era capturar a energia que desenvolvemos ao vivo, num ambiente de estúdio. A fundação da banda foi construída a tocar ao vivo e todas as músicas do álbum foram exaustivamente tocadas na estrada, antes de entrar em estúdio. Não queremos isso de outra maneira, pois isso deu-lhes tempo para amadurecerem e ficarem sob o nosso domínio.

É verdade que as sementes dos Captain Ivory foram semeadas em Roma? Mas foi apenas uma simples coincidência, não foi?
Eu (guitarra) e Steve (piano e órgão) reunimo-nos em Roma, aquando de uma viagem de mochila às costas, à Europa feita através da nossa universidade. A primeira coisa que nos ligou foi o gosto pela mesma música e o desejo de criar uma banda juntos depois de regressarmos aos Estados Unidos. Steve era grande amigo de Jayson (vocais) e um dia convidou-o. A química foi bastante imediata entre os três e o resto da banda formou-se logo após, quase que imediatamente. Nenhum de nós estaria a viver em Nashville e a andar em tournée pela Europa apenas 2 anos depois do nascimento da banda, mas atualmente a música está a fluir melhor do que nunca. Tem sido um desafio que vale a pena.

Podes descrever como decorreram as sessões de gravação?
Trabalhar com Dave Feeny foi o máximo! Ele é muito terra-a-terra mas tem uma grande lista de créditos no seu currículo. Entrar e ver o seu Grammy na sua prateleira pelo seu trabalho com Jack White definia o tom para as sessões. Nós estávamos lá para fazer o melhor disco que pudéssemos. Como mencionado, queríamos que soasse o mais humano e ao vivo possível. Uma produção de estúdio é porreiro, mas com demasiado empolgamento, pode rapidamente arruinar uma gravação. Além disso, não temos orçamento para nos sentarmos em estúdio a mexer com o equipamento durante todo o dia. Gravamos quase tudo ao vivo e depois limpamos algumas partes e fizemos os overdubs. Esperemos que toda a energia da sala chegue ao ouvinte.

Têm uma música chamada Six Minutes To Midnight! Já tínhamos a Two Minutes to Midnight (Iron Maiden). Mas não foi aí que se inspiraram, pois não?
Pensa em quanto mais podes fazer em seis minutos contra dois! Além disso, os Iron Maiden agora voam para os espectáculos no seu próprio jato particular. Atendendo à sua carreira não pode ser uma coisa má. Agora a sério, nenhum de nós se lembrou até a música estar terminada.

Uma tournée europeia está quase aí. Quais são as vossas expetativas?
Temos muitos amigos que já andaram em tournée pela Europa com outras bandas. O feedback deles é unânime - os europeus adoram música ao vivo, ouvem e apoiam num nível totalmente diferente. Estamos ansiosos para descobrir por nós próprios. Além disso, tem havido falta de pessoal a surfar nos nossos concertos. Por isso, vocês poderiam levar isso em conta porque nós apreciamos.

Portugal não está incluído?
Infelizmente não! Nem o Reino Unido! Tantos lugares para tocar e tão pouco tempo. Mas temos alguns espectáculos na costa ocidental da Espanha, que pode ser atingível para alguns de vocês. Teremos certamente festa com todos. E quem sabe, dependendo de como a nossa música for recebida, talvez a gente se mantenha e não regresse a casa.

False Remedy é o primeiro vídeo extraído deste álbum. Por que a escolha dessa música
False Remedy capta muito bem tudo o que fazemos numa canção. É bluesy, dark e superdinâmica. Não podemos deixar de pular durante essa parte do refrão.

Falando do futuro, que objetivos pretendem atingir com os Captain Ivory? Aonde pensam que podem chegar?
É difícil de acreditar que já se passaram dois anos desde que nos juntamos. Conseguimos muito durante este período, mas estamos nisto para um longo curso. O próximo passo após a Europa será voltar a andar em tournée pelos EUA, mantendo e aproveitando a ótima forma criativa em que estamos agora. Temos perto de duas dezenas de novas ideias musicais flutuando apenas à espera de serem colocadas cá fora. O principal é continuar a trabalhar. Tudo o resto gira à volta disso.

Obrigado Robbie! Foi um prazer conversar contigo! Queres abordar mais alguma coisa que não tenha sido abordado nesta entrevista?

Há quase oito meses que nos estamos a prepara para esta viagem a Europa. Isto para dizer que estamos muito animados para chegar aí e rockar com toda a gente! As datas estão em www.CaptainIvory.com. Venham a um espetáculo e curtam connosco!

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