quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Entrevista: Neverstore


Depois de três álbuns, cinco anos em tournées, serem laureados com dois Grammy, serem escolhidos para criarem o hino da seleção sueca de futebol, os Neverstore resolveram respirar um pouco. Por isso, o seu álbum homónimo foi-se desenvolvendo de forma relaxada durante dois anos. Relaxada não implica menos competente como se depreende do conjunto de música inicialmente apresentadas só para a Suécia, mas agora disponíveis para todo o mundo. Erik Lantz, baterista, não se coibiu de abordar todos estes assuntos connosco.

Olá Erik! Obrigado por nos concederes esta entrevista! Os Neverstore são uma banda muito conhecida na Suécia, mas não em Portugal, por isso, talvez pudesses apresentar o vosso projeto?
Olá! Claro, os Neverstore são um power trio da Suécia que toca punk rock cativante desde o ano 2000.

Com o vosso primeiro álbum ganharam o prémio MTV Europa para a melhor banda sueca. Em 2008, voltaram a ganhar! Qual é o vosso segredo?
Haha, não sei se temos algum segredo, para além de colocarmos muita energia, amor e esforço nas nossas composições e de amarmos o que fazemos. Foram grandes momentos poder receber esses prémios e estamos orgulhosos.

E também houve um trabalho árduo de raiz, uma vez que nasceram em 2000, e por isso foram sete anos a trabalhar longe das luzes do sucesso...
Naturalmente! Começamos a banda ainda muito jovens e passamos a maior parte das horas dos primeiros sete anos fechados no nosso pequeno estúdio a compor canções, algumas das quais acabaram no nosso primeiro álbum. Fizemos muitos espetáculos em redor da nossa cidade natal durante os primeiros anos e, finalmente começamos a tocar mais e mais por todo o país.

E pelo meio ainda tiveram outras nomeações, não foi?
Sim, fomos nomeados para melhor novo ato no P3 Guld e nos Bandit Awards, ambos de grandes estações de rádio na Suécia.

Para este novo álbum tiveram um pouco mais de tempo para respirar. Como foi o processo de composição e gravação desta vez? Mais relaxado?
Exatamente. Como os primeiros três álbuns foram gravados e lançados num ritmo elevado, sentimos necessidade de fazer uma pausa. Alugamos uma pequena cabana no meio da floresta, sem televisão, rádio ou internet. Trouxemos todo o nosso equipamento, alimentos e bebidas para uma semana e tocamos juntos todos os dias e noites! Como que redescobrimos o prazer de sermos nós os três a escrever e tocar música juntos, sem quaisquer regras ou prazos. Até ao final dessa semana já tínhamos um monte de músicas novas para o álbum e também a sensação de um novo começo para a banda.

Este álbum teve uma primeira edição na Suécia no ano passado e só agora tem um lançamento internacional, correto?
Sim, estamos felizes por finalmente haver a possibilidade para o resto do mundo ouvir o disco!

E adicionaram algum extra a esta edição internacional?
Mais ou menos. Gravamos uma nova canção chamada The Greatest Gift para lançar ao mesmo tempo que o disco, mas acho que não está incluída.

Neste álbum optaram por trabalhar com Tobias Lindell. Que input estavam à espera que Tobias pudesse adicionar?
O álbum anterior foi produzido por nós próprios, por isso desta vez, sentimos que estava na altura de trabalhar com alguém novo que pudesse trazer um toque extra às canções. Já tinha trabalhado com Tobias antes num projeto menor e como todos gostamos do som dos seus trabalhos, foi natural tê-lo contactado.  

Como foram as sessões de trabalho com a mesma pessoa que trabalhou com nomes como Europe, Mustasch ou Hardcore Superstar?
Fantástico! De facto, Tobias acrescentou algo de novo às músicas e deu-lhes um som novo e mais rockeiro que lhes fez justiça.

Há dois anos tiveram a honra de poder criar a canção oficial da seleção sueca de futebol para o Campeonato da Europa. Mas não trouxeram muita sorte! A vossa seleção foi eliminada ainda na primeira fase… Mas foi uma boa experiência, suponho...
Sim, realmente foi uma honra, já que somos todos fãs de futebol. Tivemos a oportunidade de viajar até à Ucrânia com a Associação de Futebol Sueco e ver o jogo contra a Inglaterra. Infelizmente não terminou como esperávamos…  

E nunca mais vos chamaram para estas questões de futebol? Pelo menos para o jogo com Portugal para o Campeonato do Mundo... (risos)
Haha Não, ainda não, mas nunca se sabe!

A respeito de apresentações ao vivo ou alguma tour já têm alguma coisa planeada?
Temos! Em fevereiro vamos participar no Melodifestivalen (Song Contest Eurovison), que é um grande negócio na Suécia e depois começaremos a nossa tournée de primavera/verão. Começamos na Suécia, mas realmente esperamos poder voltar ao resto da Europa e tocar!

Muito obrigado Erik. Foi um prazer. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Cuidem uns dos outros, mantenham a mente aberta, apoiem a vossa cena local ao vivo e comprem o nosso disco! 

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