sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Entrevista: Harmony


Seis anos depois aí está o regresso dos suecos Harmony, com Theatre Of Redemption de novo com Daniel Heiman a assumir os vocais. E com um disco forte e diversificado mantendo intacta a capacidade emocional e técnica de Markus Sigfridsson, a colocar de novo o nome Harmony na ordem do dia. E foi precisamente com o guitarrista que trocamos algumas ideias a respeito deste regresso.

Olá Markus! Obrigado por nos concederes esta entrevista. Como é o sentimento geral na banda agora que estão de regresso aos álbuns?
É uma sensação boa, sentimos que temos um álbum realmente bom e fresco.

Seis anos de ausência! É muito tempo, não é? O que aconteceu? O que fizeram?
É muito tempo, mas estivemos ocupados a fazer outras coisas. A principal razão é que estamos envolvidos noutra banda chamada Darkwater, na qual Henrik e Magnus decidiram focar-se mais. Lançamos dois álbuns com os Darkwater durante estes 12 anos e eu também lancei dois álbuns sob o nome de 7 Days. Também temos empregos a tempo inteiro e alguns de nós também têm famílias e outras coisas que nos mantêm ocupados. Portanto, não é muito fácil lançar álbuns, mas não deveremos estar mais cinco anos para o próximo álbum.

Theatre Of Redemption é, então, o vosso regresso. Como foi o processo de criação?
Foi uma viagem tranquila, embora, na verdade, já tivéssemos começado a gravar no final de 2012. Estive envolvido praticamente em tudo, desde escrever músicas até à capa do álbum. Não era necessário, mas gosto de trabalhar dessa forma.

Neste álbum ainda não têm um vocalista efetivo, sendo que Daniel Heiman faz todos os vocais como convidado. Foi a melhor solução?
Sim, nós pensamos assim. Tivemos algumas audições para alguns vocalistas, mas Daniel esteve sempre nas nossas mentes desde o seu desempenho como convidado no nosso álbum anterior Chapter II: Aftermath.

E a partir de agora, irão ter um vocalista como membro efectivo ou estão a pensar manter Daniel?
Daniel é apenas um vocalista convidado, mas certamente gostaríamos que ele cantasse em mais álbuns. Quanto ao vivo, ainda não sabemos.

E é, também a estreia de um novo baixista e teclista. Como foi a sua adaptação à banda? Tiveram oportunidade de colaborar no processo de escrita?
Não foi um problema, de todo. Toda a música já estava escrita quando eles se juntaram, mas deixámo-los fazer as suas coisas e fizeram um ótimo trabalho. Talvez na próxima estejam mais envolvidos, vamos ver.

Sentem que este é o vosso melhor álbum até à data?
Sim, acho que sim. Mas também acho que nos sentimos sempre assim, mas parece que a maioria dos fãs concorda.

O álbum foi gravado em vários estúdios. Como foi a experiência?
Como de costume, gravamos a bateria num estúdio "real". Tudo o resto foi gravado nos nossos estúdios caseiros o que é muito bom, uma vez que não temos pressão de tempo. Na verdade, já tínhamos todas as canções escritas antes de termos o line-up completo. Mas quando estivemos completos, foi tranquilo. Acho que fiz cerca de 12 músicas para escolher para este álbum, sendo que seis delas foram escolhidas. Tobias veio com outras cinco músicas e escolhemos quatro. Gravamos doze canções e pusemos 10 em Theatre Of Redemption. Obviamente escolhemos músicas capazes de fazer um álbum muito diversificado. Misturamos o álbum no Studio Fredman, onde também reamped as guitarras base. Depois a masterização foi feita nos Criteria Mastering  (Thomas "Plec" Johansson). Também devo mencionar o Ulrik Arturén que fez um trabalho incrível na gravação dos back up vocals no álbum.

Precisamente queria perguntar-te como foi o trabalho com o Fredrik Nordström. Como foi essa experiência? Qual o seu input no resultado final do álbum?
Produzimos o álbum nós próprios, mas quando se tratou de fazer a mistura e fazer tudo parecer grande, demos-lhes carta branca e fizeram um trabalho incrível.

A respeito da música e da temática neste álbum, podes descrever sucintamente o que os fãs podem ouvir em Theatre Of Redemption?
Bem, como de costume, os fãs têm um álbum variado e diversificado. Há músicas rápidas e lentas e até mesmo uma balada. Isso não é algo em que pensemos quando escrevemos, simplesmente acontece. Eu gosto de álbuns que são construídos desta forma, não me canso tão rápido ao ouvir álbuns variados.

Estão a preparar alguma tournée para breve?
Infelizmente não, de momento. Mas seria ótimo.

Obrigado Markus, por este momento. Queres acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores ou para os vossos fãs?
Esperamos que os leitores gostem do álbum. Teremos mais algumas surpresas em 2015. Visitem-nos e façam likes no nosso Facebook para receber notícias de shows etc. Temos alguns lançamentos especiais do cd para os fãs que nos chekarem

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