sexta-feira, 27 de março de 2015

Entrevista: Crimson Wind


Os problemas criados com a saída do vocalista Alessio Taormina parecem estar ultrapassados e quatro anos depois, estreando um novo vocalista, Guido Macaione e uma nova editora, a cipriota Pitch Black Records, os Crimson Wind assinam o seu segundo trabalho Last Poetry Line. Um power metal pouco óbvio assim se definem os transalpinos nesta conversa mantida com o novo vocalista e com o baterista Claudio Florio.

Viva! Vamos falar sobre os Crimson Wind aos metalheads portugueses?
GUIDO MACAIONE (GM): Olá para todos! Com certeza, estamos muito felizes em poder falar com os nossos amigos portugueses.

Como se sentem de regresso aos álbuns, quatro anos após a estreia? Porque tanto tempo?
GM: Estamos muito orgulhosos deste nosso segundo álbum, tão diferente do anterior. Sim, quatro anos é muito, mas a banda teve muitas dificuldades após Alessio Taormina (ex-vocalista) ter deixado banda por motivos pessoais. Simplesmente os restantes elementos não encontraram um bom substituto. Mas agora estamos prontos para espalhar a nossa música pela Itália e, por que não, por todo o mundo.

Como foi o processo de criação de Last Poetry Line?
GM: As peças instrumentais do álbum foram concebidas e escritas por Emanuele Bonura (ex-guitarrista) e Diego Galati (teclados). Quando a banda me contratou, deram-me 11 músicas para ouvir e criar as linhas vocais, usando os textos já escritos por Emanuele. Num mês de trabalho tinha todas as linhas vocais de 10 canções, descartando a única que não incluímos no álbum. Confesso que criar as linhas vocais dessa forma para mim foi bastante espontâneo. Ouvi muitas vezes as músicas e as linhas vocais surgiram.

Existem diferenças substanciais em comparação com a estreia, The Wings Of Salvation não é verdade?
GM: Absolutamente. Todo o álbum é mais maduro do que o primeiro, quer nos tópicos tratados como na composição musical. As músicas foram projetadas para serem menos óbvias e mais espontâneas. Não queríamos o som power metal clássico, mas algo diferente.

Cláudio, este é o primeiro trabalho com o novo vocalista, Guido. Como foi a sua adaptação à banda e às músicas antigas?
CLAUDIO FLORIO (CF): O Guido adaptou-se muito bem, cantando ao vivo todas as músicas no seu próprio estilo. Definitivamente, ele tem uma forma muito diferente de cantar de Alessio. Mas lendo os comentários e vendo o feedback do público ao vivo, a sua forma de cantar foi muito apreciada pelos críticos e fãs.

E o facto de terem um novo vocalista permitiu que pudessem mudar alguma coisa no processo de composição?
CF: Sim, sim. Guido é muito bom a criar linhas vocais e refrães. As suas habilidades enriqueceram o álbum, mantendo canções cativantes.

Já percebi que apenas numa parte ele teve a oportunidade de colaborar no processo de escrita para este álbum?
CF: Sim, apenas em parte: ele escreveu as letras de duas músicas e compôs todas as linhas vocais, arranjos vocais e backing vocals.

É também a vossa estreia para a Pitch Black Records, certo? Como chegaram a eles?
CF: Sim, é verdade, e estamos muito satisfeitos!! A editora tem-se mostrando muito profissional e está a fazer um bom trabalho com a campanha de marketing. Através deles, fomos convidados para tocar num festival em Chipre, em Julho

Projetos futuros em que estejam envolvidos ou planeados – podem adiantar-nos alguma coisa?
CF: Por agora vamos concentrar-nos nas atividades ao vivo. Perdemos os nossos fãs e estamos ansiosos para apresentar o álbum na nossa cidade. Para o futuro, haverá novidades em breve...

Obrigado, foi um prazer conversar convosco. A terminar querem acrescentar mais alguma coisa?
CF: Foi um prazer também e muito obrigado pela entrevista! Claro, gostaríamos de convidar os metalheads portugueses a conhecer-nos no nosso facebook e na página do YouTube. Estejam preparados, talvez possamos ir tocar a Portugal!!! Fiquem atentos ao facebook! Stay metal!

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