quarta-feira, 25 de março de 2015

Entrevista: Lunden Reign



Lora G e Nikki Lunden são as duas senhoras por trás deste inovador projeto Lunden Reign. Uma opera rock com base na luta pela discriminação é o mote para um disco de qualidade que promete conquistar o mundo. Com a colaboração de, entre outros, Luis Maldonado (esse mesmo, dos BigElf entre muitos outros), American Stranger mostra como se pode ser estranho no próprio meio. Percebam porque nesta conversa com as duas senhoras do projeto.

Viva! Obrigado pela vossa disponibilidade. Quem são os Lunden Reign? Podes começar por apresentar este novo projeto?
Lunden Reign é uma banda de rock progressivo big-beat com sede em Los Angeles, Califórnia. A nossa música transmite mensagens importantes sobre tolerância, amor, auto-reflexão, dignidade e força interior. Lora G e Nikki Lunden são os membros nucleares dos Lunden Reign. Atualmente o seu line-up inclui Matthew Denis no baixo, Steve Ornest na guitarra e Morgan Young na bateria.

Que motivações estiveram na origem desta nova banda?
Poder desenvolver canções com melodias assombrosas, riffs pesados ​​de guitarra com uma batida forte e original e individual para cada canção. As letras são feitas para provocarem o pensamento e elevar a sensibilização para as questões sociais, principalmente a intolerância e a injustiça. Queremos inspirar uma mudança positiva e chamar a atenção para os direitos e necessidades das diversas comunidades e culturas e para a sociedade como um todo.

Como foi que Luis Maldonado entrou neste projeto? Ele ainda é membro dos Big Elf, não é?
Luis veio como produtor e co-escritor depois de ter visto Lora apresentar-se no The Roxy em Hollywood. Luis está com muitas bandas e os Big Elf são apenas uma delas. Ele surge como convidado de Lunden Reign de vez em quando, em função da sua disponibilidade. Ele é um magnífico produtor musical.

O primeiro passo foi o álbum American Stranger, descrito como o novo som de LA. Como se sentem com este trabalho e com todas essas reações em seu redor?
American Stranger tem vindo a ter um forte impacto em todo o mundo até agora e nós não poderíamos estar mais felizes com isso. Não só estamos a ganhar impulso, mas estamos a dar força e apoio àqueles que se sentem discriminados - um estranho na sua própria pele, ao aumentar a consciência da intolerância e levantando-se contra crimes de ódio que é algo que, atualmente, necessita de muita atenção.

Podes descrever de forma sucinta este projecto para quem não vos conhece?
Lora G (Espinoza-Lunden) é uma compositora e guitarrista de Mission Viejo, CA. Lora gosta de compor letras com uma mensagem sólida e escrever música com acordes abertos ao estilo alternativo. Também é fundadora e ativista dos direitos e privilégios iguais para todos os membros da comunidade LGBT. Nikki Linden é uma cantora/ compositora e multi-instrumentista veterana que tem 18 anos de performances ao vivo (a solo e em grupo). Nativa de Iowa, de Franklin, Iowa (pop.143) mudou-se para Los Angeles no outono de 2012 para frequentar o Musician’s Institute em Hollywood.

Segundo pude perceber, American Stranger é um manifesto contra a discriminação. Estou certo? Pode desenvolver um pouco mais o conceito?
Sim, e muito. American Stranger é uma história completa do princípio ao fim. Foi projetado para ser uma espécie de opera rock sobre a intolerância e sobre aqueles que levantam a sua voz contra isso bem como aqueles que a estão a destruir. O personagem central é Mary (canção #7), uma jovem mulher que se sente isolada, incompreendida e tão desligada do mundo.
I want so hard to be set free, from everyone that judges me. I want to live a live someday, a world away from yesterday
Pode mesmo ser suicida, mas nunca se revelou como tal:
I found young Mary on the floor, her pretty face but nothing more
A canção Mary é prefaciado por 28IF, Hear Me e American Stranger. No entanto, no final, ela supera-se em Hush & Whispers:
Who cares what I am, it’s all insane stop trying to change my life

A respeito do processo de gravação - como se sentiram em estúdio? Querem descrever um pouco da vossa experiência?
Foi uma experiência extraordinária gravar em alguns dos mais famosos estúdios do mundo: Capitol Records, Hollywood, Abbey Road (Studio 2), Londres e Stagg Street Studios, em Los Angeles. É fácil encontrares-te preso com lágrimas nos olhos, e nós no estômago quando a música te leva onde é suposto. É assim que sabes que fizeste as coisas bem. Nikki acredita firmemente que há algo intangível que cada músico ou banda deixa para trás no estúdio para o próximo artista. É a perfeita combinação de todos estes elementos que é responsável ​​por muitos momentos de arrepiar os cabelos durante o processo de American Stranger.

A festa mundial de lançamento terá lugar no final de março, em Hollywood. O que está a ser preparado para essa noite especial?
Gostaríamos de dizer que temos um plano elaborado, mas o nosso foco principal é tocar o álbum na sua totalidade, juntamente com novas músicas que nunca tocamos antes. Essas músicas aparecerão no nosso segundo álbum que vamos começar a gravar em abril. O local do evento é The Avalon, Hollywood (Bardot Lounge). O Avalon é o lugar onde os Beatles e outros nomes lendários tocaram no passado. Estaremos na sala mais intima do The Avalon, a Bardot Lounge.

Até onde pretendem ir com os Lunden Reign no futuro?
Atualmente estamos a trabalhar para criar uma performance multimédia para American Stranger, onde haverá atores, mas não necessariamente partes faladas. Vai ser um musical onde os Lunden Reign se apresentarão ao vivo com atores e músicos andando em torno da audiência, envolvendo-a. Muita interação com o público. Não vai demorar muito, talvez uma hora, uma hora e quinze minutos, uma vez por mês em Hollywood. Se crescer, passaremos a uma vez por semana. Se crescer ainda mais, gostaríamos de levar este espetáculo a outras cidades.

Obrigado, foi um prazer conversar convosco. Querem acrescentar mais alguma coisa?
Gostaríamos de agradecer a Via Nocturna por este espaço e por compartilhar a nossa música e a nossa história. Esperamos um dia tocar em Portugal e Espanha porque temos um crescente número de seguidores na Europa. Para além disso, um enorme obrigado ao nosso manager e parceiro Dennis Kennelly que tem sido o nosso maior supporter desde o dia 1. Muito obrigado!

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