quarta-feira, 15 de abril de 2015

Entrevista: Leah


Conhecida como a Enya do Metal, Leah, está de regresso aos discos com Kings & Queens, mantendo a sua veia celta, sinfónica e até progressiva. A canadiana falou a Via Nocturna desta sua nova proposta.

Olá Leah! Obrigado pela tua disponibilidade. Estás de regresso aos álbuns com Kings & Queens. Quais são os teus sentimentos actualmente?
Obrigado por esta entrevista. Estou a sentir-me muito bem! Feliz com a forma como tudo acabou e simplesmente desfrutando o momento.

Desde a tua estreia algumas coisas mudaram e, talvez, a mais importante foi a chegada à Inner Wound Recordings. Como se proporcionou?
Num determinado momento da minha campanha de angariação de fundos, estabelecemos contacto e conversamos durante algum tempo. No fundo, sabia que precisava da sua ajuda. Era uma tarefa árdua para mim lidar com tudo sozinha e senti que era o momento certo para uma parceria com eles.

Isso significou, também, a reedição do teu EP Otherworld. Esta nova versão tem alguma coisa de diferente em comparação com a primeira prensagem?
Sim, agora está disponível num Jewelcase e tem algum artwork adicionado ao booklet.

Falando do passado como analisas a tua evolução desde Of Earth And Angels?
Of Earth And Angels é a minha fundação e muitas das minhas músicas mais recentes ainda vêm dessa época, uma vez que eu tinha muitas para escolher. É uma questão de como são tocadas e misturadas. Vejo Of Earth And Angels como uma experiência. Não tinha fãs e ninguém mais a considerar para além de mim, portanto, limitei-me a colocar cá fora esse disco. A minha personalidade vai estar sempre presente, mas acho que encontrei a minha identidade à medida que o tempo tem progredido.

Falando agora de Kings & Queens – quais são os músicos que estão contigo neste álbum? Como se proporcionou esse contacto?
Barend Courbois tocou baixo, Sander Zoer bateria e Timo Somers guitarras. Conheci-os através do meu misturador que me apresentou a Timo quando estava à procura de um guitarrista. Por sua vez, Timo ajudou-me a encontrar os elementos certos para os outros instrumentos. Tudo funcionou muito bem em conjunto, já que se conheciam e havia uma grande química.

O processo criativo esteve apenas sob a tua responsabilidade ou foi uma tarefa coletiva?
Eu sou a principal compositora, e depois peço ajuda aos músicos para ajudar a desenvolver os temas. Neste caso, Timo realmente ajudou-me a produzir as músicas e levá-las para um nível superior (ou dois!).

Podemos falar um pouco a respeito do processo de gravação? Como decorreu? Sentiram alguma dificuldade ou não?
Foi tudo feito de uma maneira muito interessante, embora não para os fracos de coração, uma vez que muito foi feito através da internet. Timo e eu trocamos emails com demos durante meses, e quando chegou a altura de ir para estúdio, já sabia como iria soar. Trabalhar com as pessoas é sempre melhor que trabalhar on-line, mas é impressionante o que se pode fazer com a tecnologia nos dias de hoje!

Kings & Queens é um álbum muito longo, quase no limite do tempo disponível num CD. Ainda pensaste em deixar algumas músicas de fora ou não?
Sim, quase que eram necessários dois discos! Tinha muito material para começar, mas tirei algumas ideias que queria incluir. Acho que é um bom problema (risos). Decidi que seria muito tempo, porque era isso exatamente o que as canções precisavam ser. É difícil explicar, mas não me importei. Apenas fiz o que queria ouvir pessoalmente.

No teu facebook apareces a cantar algumas versões, incluindo uma para um fã. Para além deste relacionamento espetacular com os fãs, tens intenções de gravar essas versões de uma forma mais séria?
Poderá acontecer já que não me oponho a gravações de covers. Tenho algumas em mente que um dia poderiam ser feitas profissionalmente. Vamos ver.

Há já alguma coisa planeada para levares este álbum para palco?
De momento não, embora gostasse. Por enquanto estou a fazer uma agradável pausa e a desfrutar o álbum e todos os fãs, que é a minha coisa favorita.

Obrigado, Leah. Foi um prazer! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado ao Via Nocturna e a todos que nos têm mostrado o seu apoio! Saudações desde o Canadá!

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