sexta-feira, 24 de abril de 2015

Entrevista: SpeeDemon

A primeira grande revelação nacional de 2015 chega-nos através de um EP de apenas 4 temas intitulado First Blood e assinado pelos SpeeDemon. Quatro temas que mostram o primeiro sangue de uma banda com enorme potencial e que deveremos acompanhar de perto no futuro. Jorge Bicho, com a ajuda pontual de Hugo e Marujo, respondeu às nossas questões para ficarmos a conhecer um pouco mais deste promissor projeto.  

Viva pessoal, tudo bem? Obrigado pela vossa disponibilidade. Quando começaram o projeto Speedemon e o que vos motivou a juntarem-se?
Boas Pedro, parabéns pela tua Via Nocturna e obrigado pela oportunidade que nos dás. Bem, os Speedemon começaram por volta de 2011, com algumas jams com o nosso antigo baterista, o Alexandre Branco. Acabámos por fazer 3 temas e com o Bruno no baixo e na voz gravamos em formato de trio uma demo. Mais tarde juntou-se o Peter para o baixo, o Bruno passou para a guitarra e voz.

Já tinham tido outras experiências antes?
Sim o Bruno já tinha estados em várias bandas (Reckless Pain), o Branco também em (Reckless Pain) e eu já não estava em bandas “á seria” desde os anos 90 com os Encancrate.

Como tem sido o vosso trajeto até aqui?
Tem sido lento, mas lógico. O que te quero dizer é o que nos vai acontecendo acaba por fazer sentido mais à frente. E o que parecem contratempos e atrasos acabam por resultar em evoluções da banda.

Têm tido algumas alterações de line-up. Está tudo mais estável agora?
Sim, mudámos de baixista e baterista, gravámos com um baterista diferente, mas agora está tudo estável.

Foram essas as causas principais para o lento desenvolvimento de First Blood?
Não. Temos tido alguns azares, em 2012, estávamos a gravar (já o EP) e eu tive um acidente e parti o braço direito em vários sítios com fraturas muito graves. Depois o Bruno também adoeceu e os Speedemon pararam algum tempo. A seguir é que vieram as mudanças de line up; primeiro de baixista (saiu o nosso amigo Peter) e entrou o Marujo e saiu da bateria o nosso também amigo Branco, entrou ainda o Pedro e depois o Hugo Pote, que é atualmente o baterista de Speedemon.

De que forma descrevem a vossa sonoridade? Que nomes ou movimentos mais vos influenciam?
Olha, muitas coisas desde NWOBHM, Speed Metal, Power Metal, Thrash e claro Heavy Metal tradicional. Temos vários gostos musicais entre os membros, mas, é a banda e o que ela se foi tornando que “seleciona” os estilos e formas de Heavy Metal que podem fazer parte da sua sonoridade. Temos algumas ideias fortes sobre o que tem que fazer parte do som dos Speedemon e é à volta dessas ideias que vemos se o que compomos serve para Speedemon ou tem que ser deitado fora.  A sonoridade dos Speedemon é que nos interessa, não temos grandes regras nem imposições sobre o que cada um quer fazer à banda, mas, todos percebemos se algum riff ou ideia pode ou não fazer parte dos Speedemon.

Posso dizer-vos que têm um portentoso EP entre mãos. Estão a sentir que está a ter a aceitação mais que merecida?
Muito obrigado pela tua apreciação. Tentámos fazer o som mais honesto que conseguimos e que melhor representa aquilo que queremos fazer. As opiniões das pessoas têm sido muito boas e isso é uma cena fantástica. A questão do merecimento não é importante. Fazemos o que temos que fazer sem esperar nada em troca. No fim, se as pessoas gostam respeitamos isso e ficamos obviamente com muita vontade de continuar.

Entretanto chegaram à Metal Soldiers Records. Poderemos esperar para breve um longa duração através deste selo?
Não, nada foi falado. O Fernando tem sido um grande amigo e desde o início que demonstrou agrado pelos Speedemon. Quis distribuir o nosso EP e nós só temos que lhe agradecer todo o apoio que nos tem dado.

De que forma decorreram as sessões de gravação?
Correram muito bem. O Nelson Frost (Frost Legion e Derrame) é um amigo dos Speedemon, tem uma paciência interminável e desde logo percebeu a sonoridade que queríamos. Acabou por resultar muito bem todo o processo e para isso contribuiu o profissionalismo do Nelson, sem dúvida. Agradecemos também ao Luis Meco (Blackallica e In Chaos) pela disponibilidade para gravar 3 dos temas, um grande amigo também dos Speedemon. E o Alexandre Branco o nosso primeiro baterista que gravou um tema.

E em que estado estão os outros projetos onde estão envolvidos?
Pessoalmente não estou noutros projetos. Quanto aos outros elementos eles poderão falar sobre isso.
Hugo - Boas Pedro e força para a Via Nocturna. A minha banda mais antiga, os Dawn Of Ruin estão em fase de gravações de algumas das músicas mais antigas, que sairão em formato Demo ou EP, ainda não sabemos, e já temos compostas metade das músicas que figurarão naquilo que irá ser o primeiro álbum. Em relação às outras duas bandas, os Corman irão começar a dar concertos muito brevemente e os Dearg Doom estão a preparar duas músicas de apresentação que irão ser lançadas numa demo.
Marujo – No que me diz respeito, com Baktheria, estamos a preparar as coisas para o lançamento do álbum de estreia, que vai acontecer durante o mês de maio. Todo o material já foi enviado para a fábrica e resta-nos agora esperar pelo resultado final. O lançamento oficial deverá ser feito em concerto, à partida, na última semana de maio, com mais algum pessoal amigo, mas essa parte ainda está a ser ultimada.

A terminar – querem deixar alguma mensagem?
Sim queremos agradecer a toda a gente que nos tem apoiado, que tem ouvido o nosso som, que vai aos nossos concertos, às bandas que nos convidam, ao promotores dos eventos. A todos um enorme SPEED ON! E muito obrigado pela oportunidade Pedro e vida longa para a tua Via Nocturna

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