sexta-feira, 22 de maio de 2015

Entrevista: Artigo 21

Em apenas dois anos os Artigo 21 cresceram de tal forma que o seu homónimo primeiro álbum lançado pela Infected Records mostra todos os argumentos que devem estar presentes em qualquer grande disco de punk rock: melodia, agressividade, velocidade, honestidade e letras inteligentes. No total, são 12 temas capazes de agarrar qualquer tipo de ouvinte. Falamos com Xico (guitarrista) que nos apresentou este novo e emergente coletivo lisboeta.

Olá! Obrigado pela disponibilidade. Qual é o articulado do Artigo 21?
Olá! O articulado do Artigo 21 consagra o direito constitucional à resistência, referindo que “Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.”

Pouco mais de dois anos de existência – como foram vivenciados?
É verdade. Tem sido um percurso natural para nós que gostamos disto. A música vai surgindo e a resposta tem sido positiva. Aproveitamos para tocar o máximo que conseguimos, mostrar o nosso trabalho e limar bem as músicas para a gravação do álbum. 

E já o primeiro longa duração. Como decorreram os trabalhos de criação e gravação?
A composição é o fruto de todas as nossas cabeças, um puxa pelo outro. Alguém traz uma ideia, uma melodia ou uma letra e depois vai-se construindo. Umas vezes flui bem, outras com muita discussão à mistura... faz parte. A gravação, tendo sido a primeira para maior parte de nós foi um desafio, mas correu tudo bem. O Miguel (produtor) foi paciente e foi um processo divertido.

Quais são as vossas principais influências?
As nossas influências são bastante variadas, desde o punk rock ao metal, ao hardcore. Até temos quem oiça jazz na banda. Em termos de bandas, posso citar algumas como Bad Religion, Pennywise, Offspring, Tara Perdida, Censurados,  Pantera, Biohazard, etc.

Quais as principais mensagens que querem transmitir com este disco?
No disco abordamos vários temas, alguns mais pessoais que outros. Acho que a genuinidade é a mensagem que pretendemos transmitir, e tentamos cumpri-la ao mais alto nível.

Para além da mensagem vocês apresentam uma interessante mistura entre velocidade e melodia. Fazem questão nestes dois aspetos?
Essa mistura acaba por ser fruto das nossas variadas influências. Queremos uma sonoridade melodiosa, mas que tenha ao mesmo tempo energia e poder. Tentamos também criar o ambiente que se identifique com cada música.

E o português é a vossa prioridade para fazer passar essa mensagem?
É uma prioridade, sim. Acreditamos que a música também soa muito bem no nosso Português.

De que forma chegaram à Infected Records?
Através dos concertos conhecemos o João e ele ficou a conhecer o nosso trabalho. Quando terminámos a gravação do disco, o João gostou muito do resultado e juntámo-nos à família.

Sei que tiveram uma sala cheia na apresentação do disco. Foi uma festa em grande?
Foi uma grande festa sim, superou sem dúvida as nossas expetativas. Boa música, boas bandas e um espírito brutal. Não podíamos ter tido uma recompensa maior ao nosso trabalho e temos que agradecer a todo o pessoal que apareceu para fazer a festa.

E a seguir vêm uma série de datas…
Sim, vamos andar pelo país fora a promover o álbum. Podem passar pela página do facebook para ver as datas, e fazer-nos uma visita.

Quanto ao futuro – até onde pensam chegar com os Artigo 21?
Quanto ao futuro, é continuar a tocar, dar concertos e fazer música da melhor forma que sabemos. O resto fica em aberto.

A terminar – querem deixar alguma mensagem?
Apoiem a música feita em Portugal. Temos excelentes bandas, excelentes músicos e excelentes salas. Com o apoio do público é mais fácil continuarmos a lutar pela arte em que acreditamos. Até breve! 

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