sexta-feira, 19 de junho de 2015

Entrevista: Elderoth


Oriundos da mais ativa cena do Canadá, Montreal, os Elderoth inspiram-se na cultura oriental para impregnar o seu power metal de cariz americano de alguma originalidade. O projeto está praticamente assente apenas em Collin McGee que sozinho escreveu e gravou os dois álbuns do projeto – a estreia homónima de 2012 e Mystic, deste ano – recorrendo ao recrutamento de um conjunto de músicos para poder tocar ao vivo. Foi, precisamente com o líder e mentor Collin McGee que fomos conversar a propósito de Mystic.

Olá Collin! Obrigado pela tua disponibilidade! Podes apresentar os Elderoth para os metalheads portugueses?
Definitivamente. Todos os nossos novos fãs irão desfrutar da nossa música.

Elderoth tem, aliás, como o próprio título do álbum sugere, algum misticismo. Como é que ele surge e qual o seu significado?
O conceito de mística é mais uma coisa musical que lírica. É também para manter um pouco o lado misterioso, uma vez que as letras são muito abertas à interpretação.

Mystic é já o vosso segundo álbum. Quanto tempo trabalhaste nele?
Algumas canções eram antigas e foram reescritas, por isso é difícil dizer quanto tempo demorou todo o processo. Embora tenham sido vários meses, no mínimo.

O som dos Elderoth mudou muito da estreia homónima para Mystic? Onde é mais notória essa evolução?
Sim, definitivamente posso afirmar isso. A evolução nota-se no desenvolvimento de um som mais original.

E o resultado final é exatamente aquele que esperavas?
Sim, embora eu sinta que a banda pode crescer ainda mais.

Pelo menos, as primeiras reviews têm sido muito boas...
Sim, tivemos algumas reviews ótimas.

Podemos ouvir e também ver algumas influências orientais na música de Mystic e também no trabalho artístico. Como é que cultura oriental te influenciou ou influenciou a música deste álbum?
Joguei muitos jogos de vídeo a ouvir música do Japão. E sempre fui um fã do estilo e da cultura.

De qualquer forma, não há nenhum conceito em Mystic, pois não?
Não especificamente. Liricamente é sobre uma série de questões internas.

Lendo os créditos, parece que no álbum és o homem responsável por todos os instrumentos, com exceção de um solo numa música. Mas, na verdade os Elderoth não são uma one-man-band?
Comecei como one-man-band, mas agora eu tenho um conjunto de músicos para a banda poder tocar ao vivo.

Acredito que tivesses uma dificuldade extra para fazer um álbum sozinho. Por que tomaste essa opção?
É mais difícil, mas eu queria ter todo o controlo de como a música seria escrita.

Em que próximos projetos estarás envolvido nos próximos tempos?
Tenho participado com algumas bandas, mas o meu projeto principal será sempre Elderoth.

Muito obrigado, Collin. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Quero só agradecer a todos os fãs e a todas as pessoas que nos têm ajudado. Apreciamos imenso

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