sexta-feira, 12 de junho de 2015

Entrevista: Matthew K


Sete anos foi quanto demorou a criação do disco de estreia em nome individual de Matthew K. Desses sete, três foram passados em gravações passando pelos EUA, Inglaterra e Austrália. Matthew K respondeu às nossas questões falando de si e do disco deixando bem patente ser detentor de um ego enorme.

Olá Matthew! Obrigado por esta entrevista. Importas-te de falar um pouco do teu percurso artístico e da tua formação musical?
Obrigado! Comecei a cantar com 8 anos de idade. Chamei a atenção do American Boychoir, o melhor coro de rapazes dos Estados Unidos. Estudei música na faculdade, frequentei a Berklee College of Music, em Boston e a Mason Gross School Of The Arts na Universidade Rutgers, em Nova Jersey. Tenho sido vocalista de sessão em estúdio e passei muitos anos em vários tipos de bandas pop/rock.

A respeito deste teu novo álbum, durante quanto tempo trabalhaste nele?
Desde a sua conceção, 7 anos, sendo 3 anos de sessões de gravação. Foi produzido por James Dilella. Demoramos tanto tempo porque querámos fazer isto bem feito. Ele juntou-se quando terminamos o disco com o produtor Chris Potter. Chris descobriu The Verve e foi ele o responsável pela música de sucesso Bittersweet Symphony. Trabalhou com os Rolling Stones e U2. Também trabalhamos com Nick Didia, que fez misturas para álbuns de Jon Bon Jovi e Bruce Springsteen.

Este é um álbum muito diversificado, estilística e linguisticamente. Comecemos pelo primeiro - como trabalhas ao nível da composição?
Considero que foi selecionado o melhor material que permite ao ouvinte compreender o tipo de cantor que sou e ouvir as melhores partes da minha voz. Eu canto, corretamente, com intenção e paixão.

Particularmente numa canção como Half Life, podemos notar alguns sinais de world music. De onde vem essa influência?
Nós gravamos, misturamos e masterizamos o disco em Londres, Inglaterra, Filadélfia, EUA e Austrália. Mais especificamente, a instrumentação do álbum ganhou esse world music feeling quando colocamos cordas reais, slide guitar e bandolins, assumindo esse som do mundo. Não me quero desculpar pela minha voz treinada, mas os arranjos melhoram o meu som.

Segundo: por que uma música em espanhol e uma versão da música religiosa/clássica Ave Maria?
A minha voz é muito natural noutras línguas, aprendi um estilo de voz chamado Bel Canto, que é um método natural para cantar. As vogais em espanhol e italiano prestam-se ao meu som, são perfeitas para a minha voz.

Mas há outras versões neste disco, certo? Como escolheste as músicas para fazer as versões?
Sim, realmente nós queríamos ter um bom disco, por isso, demorou tempo. Escolhemos o material com o qual as pessoas se poderiam ligar. Canções que encaixassem no sweet spots da minha voz. Eu não queria esconder mais a minha voz por ser tão bem treinada, não a queria esconder no fundo das faixas. Queríamos que ela estivesse na frente, com letras tão fortes e com um importante ritmo melódico. Material forte era importante.

E tiveste alguma dificuldade com as línguas? Como lidaste com isso?
Eu tenho muito pouca dificuldade em aprender e ler em outros idiomas, fui treinado para ler línguas foneticamente. As traduções é que são um desafio. As vogais nestas línguas são perfeitas para o meu som, muito natural.

A ideia é ter este lançamento com distribuição mundial. Como estão a decorrer as coisas?
Muito bem. Estou a chegar à América do Sul e ao Sul e Centro Oeste dos Estados Unidos. Temos promotores na Alemanha e na Inglaterra que assistiram à chegada deste disco e tem oferecido alguma orientação. Inicialmente estavam interessados em obter os direitos para uma distribuição mundial. Neste momento temos encomendas de Oregon, Washington, Texas, Colorado e Califórnia, nos Estados Unidos. Sou representado por Serling, Rooks, Ferrara, McKoy, Worob, uma das mais importantes firmas de entretenimento em Nova York e que representam Lady Gaga, John Mayer e Maroon 5.

Obrigado Matthew! Gostarias de acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado. Estou muito feliz por ter pessoas que tomaram muito cuidado com este disco, dos músicos aos produtores, tem sido um verdadeiro luxo, sou um afortunado. Estas são canções sobre esperança, porque todos nós vivemos algum tipo de fé. Espero que as pessoas as apreciem tanto quanto eu gosto de cantá-las.

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