segunda-feira, 13 de julho de 2015

Entrevista: Blackwelder


Oriundos dos quatro cantos do globo, Blackwelder é uma nova e emocionante experiência metálica. Inicialmente planeado para ser o sucessor de Believe In Angels dos Seven Seraphim, os temas foram-se desenvolvendo em outras direções o que, na opinião do mentor Andrew Szucs, justificou uma assinatura diferente. Assim, surgiu Survival Of The Fittest e os Blackwelder. Mas confiram toda a história com o guitarrista Americano.  

Olá Andrew! Antes de mais, obrigado! Podemos começar pela apresentação dos Blackwelder?
Saudações e parabéns! [em Português]. É muito bom falar contigo! Claro, os Backwelder são um grupo de músicos de metal de todo o mundo (Alemanha, Brasil, Suécia, EUA):
Ralf Scheepers - Vocais (Primal Fear, ex-Gamma Ray)
Aquiles Priester - Bateria (Primal Fear, ex-Angra)
Bjorn Englen - Baixo (Dio Disciples, ex- Yngwie Malmsteen)
Andrew Szucs - Guitarras (Seven Seraphim)

Foi ideia tua criar uma banda como esta? Quando decidiste que era o momento certo para iniciar este projeto?
Sim, realmente não planeei nada disso. Mas pareceu que as músicas escritas se tornaram íman para o resto dos elementos. A banda formou-se sozinha. Logo no início, fiz alguns espetáculos aqui em LA com uma formação temporária dos Seven Seraphim e as coisas começaram a correr bem e a possibilidade de fazermos espetáculos nós próprios foi-se tornando cada vez mais provável. Só tínhamos cerca de 30 minutos de material que valia a pena e eu não queria preencher o set com covers, portanto naquele momento, senti necessidade de escrever mais música. Quando comecei a escrever, a música evoluiu rapidamente para longe do som dos Seven Seraphim – e tornou-se bastante claro que era o início de algo mais, de modo que aqueles foram os primeiros passos para formar os Blackwelder.

Quanto tempo demoraste para colocar todas as peças no lugar certo?
Não muito tempo. Uma vez que já tinha as músicas, as coisas começaram a acontecer. Bjorn Englen é um baixista fantástico que eu conhecia aqui de Los Angeles – a sua forma de tocar é sempre excelente, por isso ele foi a minha primeira escolha para a banda. Por essa altura, já tinha apresentado as músicas ao Ralf que se mostrou interessado, também. Pouco depois, Bjorn foi em tournée com Tony Macalpine e ouvi dizer que Aquiles Priester também estava a tocar com eles. Eu conhecia a incrível forma de Aquiles em Rebirth e Temple of Shadows, dos Angra, portanto, definitivamente queria contar com ele nos Blackwelder.

Tu reúnes músicos dos quatro cantos do mundo. Como foi o processo de seleção?
Felizmente, estes músicos são todos músicos de primeira que foram contactados para cada posição, por isso evitamos qualquer processo de audição/seleção.

Portanto, isto é o que se pode chamar de supergrupo. Sentem-se assim?
Obrigado! Absolutamente! Para mim, somos definitivamente um supergrupo - eu não poderia querer melhores companheiros para fazer música.

De qualquer forma, Blackwelder acaba por ser um projeto paralelo para todos os envolvidos, ou não?
Aquela típica história de quatro amigos de escola a tocar numa garagem não se aplica aos Blackwelder. Definitivamente não somos um projeto one-off. Sempre que o trabalho surgir, cada membro aproveita a ocasião, e assim, para nós, funciona muito bem.

Que relação existe entre a música dos Blackwelder e o álbum Believe In Angels dos Seven Seraphim?
O CD Survival Of The Fittest era para ser o sucessor de Believe In Angels dos Seven Seraphim. No entanto, e musicalmente falando, as duas bandas têm estilos diferentes. Eu realmente mencionei isso antes, mas para este segundo CD, a música começou a evoluir numa direção diferente longe do estilo Seven Seraphim. Assim, tornou-se claro que as músicas deveriam ser representadas com um nome diferente, e esse nome acabou por ser Blackwelder.

A respeito da criação do álbum, foi um trabalho de equipa ou escreveste tu as principais linhas musicais em primeiro lugar?
As músicas e os arranjos foram feitos por mim mesmo, mas Blackwelder é absolutamente uma equipa e este CD foi um esforço de grupo. Não há nenhuma dúvida a esse respeito. A química do grupo é muito especial e a personalidade de todos brilha na gravação.

Alguma vez chegaram a reunir para trabalhar juntos?
Até agora, o enfoque principal tem estado no sentido do lançamento do CD. A partir daqui, vamos mudar o foco para a realização de espetáculos ao vivo - que é o próximo passo.

Survival Of The Fittest é uma grande experiência musical - o que tentaram atingir com este álbum?
Muito obrigado! O objetivo era fazer uma declaração clara e focada no metal, onde podes por o CD em shuffle e obtens sempre uma música que é diferente de cada vez, mas que, ainda assim, tem todos os elementos chave do metal.
        
Mas, como é que o descreverias?
Para mim, é um desafio descrever a música com palavras, mas outros têm-no descrito como Power Metal com elementos Progressive Metal.

Como poderemos considerar Blackwelder? O projeto de um único álbum? Ou há mais para vir?
Blackwelder não é um projeto one-off - os planos passam por levar os Blackwelder tão longe quanto possível. Isso inclui futuras gravações e estamos a tentar tocar ao vivo, também. Neste momento, estamos atentos à forma como o novo CD tem vindo a ser aceite e a fazer estudo a ver se há (e aonde) possibilidade de tocar ao vivo.

Precisamente, como será para tocarem ao vivo com os membros espalhados por todo o mundo?
Muito boa pergunta! Estamos acostumados a fazer nós próprios a maior parte do trabalho de preparação para atuar ao vivo (mantendo as canções e nosso equipamento pronto), sem a necessidade de muitos ensaios, portanto acho que irá ser o normal para esta malta.

Muito obrigado Andrew, queres acrescentar algo mais a esta entrevista?
Muito obrigado por esta entrevista muito fixe! Aprecio o teu interesse e o interesse dos teus leitores – foi um grande privilégio ter chegado até ti e até aos fãs de metal de Portugal! Tudo bem! 

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