sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Entrevista: The Freeway Revival


Se procuram sons orgânicos, capazes de juntar de forma sensível, country, rock e blues, não percam mais tempo. Deem uma oportunidade aos The Freeway Revival e ao seu novo álbum Over The Mountain e não se arrependerão. A banda virá à Europa em breve (Portugal, naturalmente ficará de fora) mas enquanto isso não acontece fiquem com esta interessante entrevista com uma banda que sabe bem o que quer e que caminhos deve seguir. A partir do seu novo quartel-general sedado em Nashville… os The Freeway Revival!

Olá pessoal, tudo bem? Obrigado pela vossa disponibilidade. Podem apresentar os The Freeway Revival aos rockers portugueses?
Antes de mais, obrigado por esta entrevista. Os The Freeway Revival são Jonathan Clayton nas guitarras ritmo e solo e pedal steel; Joseph Lee nas guitarras ritmo e solo; Mike McCue na bateria e percussão; Keith Harry no baixo e Adam Clayton no piano, órgão e vocais. Geralmente a maioria das músicas são criadas a partir da colaboração entre Jonathan Clayton e Joseph Lee, enquanto a maioria das letras são contributo de Adam Clayton

Quais são as vossas principais influências?
Nós temos uma grande variedade de influências que vão desde artistas country como Hank Williams Sr. até Merle Haggard e Waylon Jennings. A partir do blues, podemos referir Robert Johnson, Muddy Waters e muitos outros grandes artistas do género. Também misturamos o funk e rock dos anos 70 de grupos como Lynyrd Skynyrd, Little Feat, Elton John e The Allman Brothers Band. É importante lembrar que durante esses períodos de tempo todos esses músicos tiveram influência uns sobre os outros, pelo que retiramos influências da maioria dos fundadores da música americana.

Atualmente estão sedeados em Ashville, certo? Mas vocês não "nasceram" aí. O que motivou a vossa mudança para a Carolina do Norte?
Como banda, decidimo-nos mudar para Asheville porque sendo nós de uma cidade pequena não tínhamos as mesmas oportunidades. Isso pode ficar muito sombrio. Também queríamos tornar-nos uma banda profissional e forçar-nos a ir numa direção. Entrar no meio com músicos com pensamentos similares é importante. Muitos dos nossos amigos músicos na Virgínia queriam tocar de vez em quando e ter outra coisa durante a semana. Queríamos mais e sabíamos que para o conseguir teríamos que sair da nossa zona de conforto. Asheville tem uma boa reputação de ter grande quantidade de músicos, mas, ainda assim, não tem tanta concorrência para obtenção de bons músicos como nas cidades maiores. Também nos apaixonamos pelas belas paisagens, e isso tem proporcionado algumas das nossas melhores músicas! Asheville sempre foi vista como um passo muito importante. Acabamos por gostar devido ao sentido de comunidade e decidimos montar aqui a nossa base de operações.

Over The Mountain é o vosso novo álbum - como o descreveriam?
Um álbum com músicas muito boas. Ele encarna os estilos da banda, é melhor escrito e tem uma direcção coesa. Acho que é muito agradável de ouvir e leva-nos sempre a pensar nos tempos e lugares onde fomos para escrever essas canções. É muito diferente do som que tínhamos em mente e sinto que o nosso produtor tentou moldar-nos para um som mais leve (tudo bem, para mim). Definitivamente, somos mais que uma banda ao vivo e muitas vezes as pessoas diziam que gostariam que houvesse esse fogo em disco. Portanto, se tivesse que resumir com uma palavra, para nós, essa seria "diferente". Verás muito mais rock ao vivo do que a capa deixa antever. Mas, que posso eu dizer, somos uma banda de palco!

Como é que a nova formação influenciou o processo de criação?
Bem, todos nós temos diferentes origens, tanto na música como na nossa vida. E para mim, sinto que é isso que traz uma visão e criatividade para o nosso processo musical. Uma composição sólida foi sempre o foco principal desta banda, mas desde o início desta formação atual que sinto que o aspeto live foi elevado a um nível superior. Não que a composição tenha caído no esquecimento ou qualquer coisa, mas o desempenho ao vivo transformou-se em algo que nunca foi. É uma coisa bonita quando pessoas com diferentes olhos e ouvidos conseguem criar uma experiência que é universal e abrangente; essa é verdadeiramente a magia da música. Estou agradecido por esse poder místico.

Daí essa enorme experiência ao vivo com sete tours nacionais. O que podem os vossos fãs podem esperar dos The Freeway Revival ao vivo?
Quando alguém vem para um concerto dos The Freeway Revival, pode esperar uma grande variedade de música que se estende ao longo das décadas, no som, sabor e sentir. Num momento, podem querer retardar a dança com a sua senhora ou com uma senhora próxima, mas no momento seguinte vão agitar-se com toda a energia dentro de si. Com alma, brincalhão, eclético, grooving e movimento são as palavras relacionáveis que ​​eu usaria para descrever uma experiência Freeway Revival.

E estão prontos para a tour europeia? É a vossa primeira vez por cá? Quais são as expetativas?
Sim, estamos prontos e ansiosos para começar! É a primeira vez que visitamos a Europa e estamos muito animados. Queremos fazer novos amigos e ver, saborear, ouvir e cheirar todas as coisas novas. Sem cerveja americana! Espero que o nosso sotaque não seja muito difícil de entender!

Maia uma vez, obrigado! Desejamos-vos tudo de bom e uma boa tour na Europa. Querem acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado, também. Queremos fazer disto uma grande experiência para todos. Fiquem em contacto connosco no Twitter, Facebook e no www.thefreewayrevival.com. Em breve iremos anunciar as cidades e datas da tournée. Não sejam tímidos, mal podemos esperar para vos conhecer!

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