sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Review: Nocturnes Of Hellfire & Damnation (Virgin Steele)

Nocturnes Of Hellfire & Damnation (Virgin Steele)
(2015, Steamhammer/SPV)
(5.3/6)

Sem qualquer aviso Lucifer’s Hammer entra por nós a dentro e ao mesmo tempo esmaga-nos e seduz-nos. A coisa promete neste novo disco dos Virgin Steele intitulado Nocturnes Of Hellfire & Damnation. O coletivo de David DeFeis é já um veterano nestas coisas e sabe o que faz. E os ouvintes/fãs já sabem o que esperar. É constitucional: quem gosta sabe com o que contar; quem não gosta… também! Continuamos a achar que todos aqueles tiques vocais não fazem sentido, mas se o Sr. Defeis se sente bem assim, que se há-de fazer? De certeza que agora já não muda. Vai valendo o instrumental, normalmente de grande nível, para se ir aturando um pouco todos aqueles berrinhos, guinchinhos e outras coisas que tal. Mas, mesmo neste campo parece-nos que os americanos já se mostram mais inspirados que na presente obra. Um início fulgurante, muitas passagens teatrais, muitas variações rítmicas e estruturais. Sim, Nocturnes Of Hellfire & Damnation tem tudo isso. Mas os atuais Virgin Steele são muito mais densos, sinistros, obscuros e pesados, deixando um pouco de lado o seu lado bárbaro e simultaneamente romântico e reduzindo em muito as tão interessantes passagens de piano. David Defeis queria que este disco fosse assim e, efetivamente assim se concretizou. Mas custa um pouco esta adaptação e talvez por isso nos pareça que as últimas faixas, a partir de Delirium, sejam as mais bem conseguidas, com mais musicalidade, com o piano a surgir a espaços, com a guitarra mais trabalhada e menos barulhenta. Se bem que We Disappear também seja um dos melhores momentos pela sua fantástica melodia e Demolition Queen pela surpresa que é a entrada em campos de blues. E depois, claro as poderosas duas faixas iniciais suficientes para agarrar logo ali o ouvinte, embora a sequência possa perfeitamente ir largando alguns. Nocturnes Of Hellfire & Damnation é assim um disco que não é o mais fraco dos Virgin Steele mas que também está longe de ser o melhor. Aplaude-se o risco de variar, saúda-se a forma globalmente positiva como foi conseguido. 

Tracklist:
1. Lucifer’s Hammer
2. Queen Of The Dead
3. To Darkness Eternal
4. Black Sun – Black Mass
5. Persephone
6. Devilhead
7. Demolition Queen
8. The Plague And The Fire
9. We Disappear
10. A Damned Apparition
11. Glamour
12. Delirium
13. Hymns To Damnation
14. Fallen Angels

Line-Up:
David DeFeis – vocais
Edward Pursino – guitarras
Josh Block – baixo, guitarras
Frank Gilchriest – bateria

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Edição: Steamhammer/SPV   

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