segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Entrevista: Killer


35 anos de carreira, com altos e baixos – é verdade, mas sempre em defesa do true metal e os Killer ainda aí estão para as curvas como o comprova a vitalidade de Monsters Of Rock, um disco em que o título diz tudo. Juntamente com o guitarrista e vocalista Paul Shorty Van Camp fizemos uma viagem do tempo que nos levou inclusive ao futuro que passa por Barcelona onde os belgas irão atuar brevemente e que será um boa oportunidade para os metalheads nacionais os verem.

Olá Paul! Finalmente de regresso aos álbuns. O que aconteceu para demorarem 10 anos entre o vosso álbum anterior e este?
Demorou muito tempo devido a várias razões. Por exemplo, tivemos algumas mudanças de formação com vários baixistas o que nos custa muito tempo. Também tivemos muito trabalho com a nossa banda de covers Blackjack. Por isso, tivemos outras prioridades.

Estando a comemorar os 35 anos de carreira, quais foram, na tua opinião, os vossos momentos mais altos e mais baixos?
Momentos mais baixos foram, naturalmente, os períodos em que parámos. Momentos mais altos foram cada álbum e o conjunto de concertos e festivais agradáveis ​​que fizemos. Outro momento alto é o reconhecimento que recebemos dos nossos fãs.

Quando começaste, lá trás na década de oitenta, alguma vez pensaste que poderias estar agora a comemorar 35 anos e com um álbum forte?
Não, nunca pensei tão longe mas sabia que a música seria sempre a minha ocupação principal na vida. Não consigo viver sem tocar música. E quando estava a compor e gravar Monsters Of Rock, senti que estávamos a fazer um álbum forte.

Monsters Of Rock diz tudo, não concordas? Mas pedia-te que falasses de sentimentos presentes neste álbum que não sejam tão óbvios?
É difícil dizer em poucas palavras, mas creio que todas as letras e a música fala por si.

Como já vimos, foi um longo caminho até este novo álbum. Como percorreram esse caminho?
O álbum foi composto ao longo de diferentes períodos - algumas das canções têm 8 anos de idade, embora as tenha renovado. Outras canções surgiram nos últimos minutos e até há mesmo músicas compostas quando já estávamos a gravar.

Recentemente tive a oportunidade de entrevistar os Dygitals e eles disseram que grunge não teve a total responsabilidade no caso deles no final dos anos oitenta. Sentes o mesmo? Sentes que, eventualmente poderiam ter feito as coisas de uma maneira diferente naquela altura?
Sim, eu senti que o grunge foi o grande responsável pela queda de muitas bandas de metal melódico. Apenas algumas bandas maiores, como por exemplo Saxon e Motorhead, não se preocuparam com o grunge e continuaram a fazer as suas próprias coisas. Mas eles eram suficientemente famosos para o poder fazer e sobreviver. Mas, naquela altura, as bandas menores tiveram montes de problemas para encontrar uma editora e promotora de concertos. Portanto, estou feliz porque o grunge desapareceu novamente em favor do metal real e verdadeiro

Mas o passado é passado e o que interessa é que vocês estão aqui com um disco com forte influência dos anos 80. Como se percebe, o vosso DNA não mudou…
Não, não vou mudar. Sempre fui e sempre serei um verdadeiro true metal man influenciado pela melodia a algum blues. Esta é a única música que gosto e posso tocar. É mais do que apenas música, é um estilo de vida.

E mais uma vez como trio. Sentem-se mais confortáveis nesse formato?
Sim, sentimo-nos muito bem como trio. Temos um som claro, forte e pesado e na verdade não precisamos de mais do que uma guitarra, um baixo e uma bateria para tocar boa música. Primitivo, mas muito eficaz.

Depois de 35 anos ainda tens sonhos?
Antes de mais, o meu sonho é ter saúde para permanecer vivo o maior tempo possível.

Como banda, como vêm o futuro?
Esperamos tocar mais shows para promover o novo álbum. No início do próximo ano, vamos gravar um álbum ao vivo. De momento estamos a escrever novas músicas para um próximo álbum de estúdio. Quando tudo isto estiver concluído vamos ver o que acontece e o que o futuro nos vai trazer.

Muito obrigado, Paul! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Sim. A todos os metalheads, no caso de não conhecerem os Killer, façam um esforço para ouvir o nosso novo álbum. Tenho a certeza que irão gostar e serão surpreendidos. Esperamos tocar em Portugal, mas, de qualquer maneira, tocaremos em Espanha - Barcelona no Metal Cova Festival a 28 de novembro de 2015.

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