sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Entrevista: Leroy Powell And The Messengers


Imaginem uma banda do passado ou do futuro que teve de trocar o seu planeta destruído por outro… ainda pior e as relações de amizade entre humanos e alienígenas. Leroy Powell leva ao extremo a sua paixão pela ficção científica e com os seus The Messengers surpreende com um disco novo – The Overlords Of The Cosmic Revelation – cheio de inovações na forma de trabalhar do americano. Confiram tudo com o próprio Leroy.

Olá Leroy! Como vais? Como te sentes com um novo álbum cá fora?
Sinto-me bem e com muita energia a respeito do novo disco. Demorou muito tempo a fazer (cerca de 9 meses) mas estou muito feliz que tenha sido lançado em todo o mundo.

Este álbum é um ponto de várias influências fundidas. Foi essa a tua intenção desde o início, criar um som como este ou simplesmente a composição levou-te nesta direção?
Eu sou um grande fã de música... toda a música e tenho tendência a ser influenciado por muitas coisas. Este registo foi fortemente inspirado pelo conceito de The Overlords Of The Cosmic Revelation, que é uma banda do futuro e do passado. Dentro desse quadro, senti que poderia fazer o que quisesse com a música. Assim, tentei imaginar como iria soar naquilo em que este disco se tornou. Passei a maior parte do tempo a criar sons de sintetizador e a fazer as partes de percussão.

De onde surgem todas essas influências? Qual é o teu background musical?
Desde criança que tanto ouço Hank Williams Jr. Como Metallica. Charlie Daniels e Jimi Hendrix. Waylon Jennings e John Coltrane. Andei sempre por todo o tipo de géneros e sons. Desde cedo que aprendi a tocar vários estilos diferentes e tentei sempre encontrar maneiras interessantes de os misturar a todos.

Como funciona o processo de escrita nos The Messengers?
A maioria das canções são escritas e gravadas por mim sentado sozinho em frente do meu computador. Gosto de pensar em conceitos musicais que soem como a ficção científica e escrevo letras que refletem esses humores. Algumas músicas são coescritas com o meu baixista, Dean Tomasek, como King Kong que tem uma das minhas linhas favoritas "Helicopter blades for shaving… chimney stacks packed for blazing". Adoro isto…

Está visto que és um grande fã de ficção científica…
Sou completamente marado! Vi na noite passada o Guardians Of The Galaxy! Que grande filme!!!

E nota-se no booklet com toda a história em BD sobre ficção científica. É usual este tipo de trabalho nos teus álbuns?
Isso foi algo que o baixista e coescritor, Dean Tomasek, fez completamente sozinho. Teve uma visão e resultou no incrível trabalho de arte com uma história que é paralela à música.

Como analisas este novo álbum em comparação com os teus trabalhos anteriores?
Este álbum é diferente dos meus outros álbuns de diversas maneiras. Uma grande novidade é que escrevi, gravei e misturei as músicas quase totalmente sem bateria, acrescentando-a mais tarde. Isso foi realmente divertido, porque as melodias e o poder tinham que estar lá antes das batidas entrarem. Nunca tinha feito isso antes. Também é totalmente diferente na intenção. Tentei fazer um disco que fosse muito estranho para que qualquer editora considerasse um contrato. Queria cantar sobre alienígenas, super-heróis e destruição atómica e fazer declarações políticas e sociais no contexto de um universo de faz de conta. Outra diferença é que não usei amplificadores para o registo. Gravei todas as guitarras diretamente no computador. Inicialmente fiz isso por necessidade, porque tinha um terrível zumbido de eletricidade no meu estúdio, mas depois adorei aquele som gorducho e crocante que obtive.
   
Como surge este título The Overlords Of The Cosmic Revelation?
The Overlords Of The Cosmic Revelation é uma banda fictícia que está a tocar a música que ouves. É uma banda originária de um futuro distante ou de um passado distante que teve que deixar o seu planeta natal, porque foi destruído e estão noutro planeta que está tão lixado como o que deixaram para trás.

E de que fala uma canção como King Kong? Está relacionado com a tua ligação à ficção científica?
Posso falar um pouco sobre essa música. Esta canção é sobre como fazer amizade com aliens. Como, numa primeira fase, são aterrorizados por eles para depois se tornarem os melhores amigos.

Em algumas músicas nota-se um trabalho vocal impressionante. Tiveste algum trabalho em particular nos arranjos vocais?
Praticamente cantei aqueles vocais em um ou dois takes. Queria uma performance vocal ao vivo e honesta para não ter que pensar mais nessa parte da gravação. Os back-up vocals, pelo contrário, foram muito mais trabalhados. Cantei até conseguir soar muito exuberante e depois tive a incrível prestação de Hugh Mitchell a emprestar as suas impressionantes harmonias vocais como reforço.

Atualmente estás envolvido em mais algum projecto para além dos The Messengers?
Eu estou sempre numa série de projetos. Estou a terminar um novo álbum country e também uma banda all-star na qual estou a trabalhar e que acabou de gravar algumas músicas novas. Vais poder ouvir isso em breve.

Para terminarmos, resta-me agradecer-te e perguntar se queres acrescentar mais alguma coisa…
Muito obrigado pela atenção e pelo teu tempo a ouvir-me. Apenas espero que as pessoas possam ouvir The Overlords e que se deixem transportar nessa viagem. Gostava que um dia este disco se tornasse num musical de um filme de culto. 

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