segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Entrevista: Bússola

Pedro Santo, compositor de bandas sonoras de vídeo jogos, já acumulava aventuras desde o rock à eletrónica, mas surge agora como voz de Bússola. Com outros quatro elementos que integram formações que vão da Orquestra de Jazz de Leiria aos Dapunksportif, passando pelos Few Fingers, apresentam agora o seu primeiro EP, com perspetivas de um LP para o final de 2016, para o qual já têm bastante material composto. Fomos conhecer melhor esta Bússola orientadora de uma nova proposta musical falando com o próprio Pedro Santo.

Olá, tudo bem? Quem são os Bússola?
Olá, Bússola são Tiago Ferreira no acordeão, teclas e back vocals, Nuno Rancho na guitarra eléctrica e back vocals, Adelino Oliveira no contrabaixo, José Carlos na bateria e Percussão e eu (Pedro Santo) na guitarra acústica e voz.

O que vos motivou a juntarem-se e o que vos norteia nesta caminhada musical?
Quando regressei a Leiria trazia comigo um conjunto de canções na guitarra que achei que faziam sentido trabalhar como banda. Assim, gravei uma pequena demo e convidei a malta para montarmos este projeto. O nosso norte, acho que é uma enorme paixão e fazer música. 

O que representa a escolha de um nome como Bússola?
Achámos que o nome fazia sentido com o que estávamos a escrever. Bússola, que não deve ser interpretado no sentido geográfico do termo, mas como orientação ou sentido de vida, é um conceito interessante e que liga bem com o período abordado em algumas das nossas primeiras músicas. 

Que músicas ou filosofias mais vos influenciam?
Não é fácil resumir, todos nós temos gostos bastante dispares mas acho que o indie folk  reúne o consenso de todos.

De que forma a participação no Leiria Calling e a eleição para os Novos Talentos FNAC  se mostrou relevante para o vosso crescimento?
Foi com muito orgulho e satisfação que participámos em ambas as publicações. A banda tinha pouco tempo e ainda nos estávamos a conhecer como músicos quando tudo aconteceu. Na altura surgiram muitos convites para tocar mas nós não tínhamos  repertório suficiente, de tal forma que decidimos trabalhar no repertório para concertos ao vivo e adiar a gravação do EP, que era o que estava planeado na altura.

E estes cinco temas são a vossa primeira amostra. Satisfeitos com o resultado final?
Sim, este é o nosso primeiro registo do qual estamos muito orgulhosos. 

Como é o processo de composição no seio dos Bússola?
Gostamos de experimentar, tentar várias ideias e arranjos, contudo procuramos ter sempre um fio condutor na nossa música. Tudo pode surgir a partir de um apontamento na sala de ensaios ou uma ideia que levo na guitarra. É um processo muito moroso, mas apaixonado.

E como decorreu a experiência de estúdio?
A maioria das gravações decorreu no meu pequeno home studio. Achamos sinceramente que é a melhor abordagem pois podemos fazer as coisas com mais tempo e liberdade. 

Um dos pontos fortes da vossa música acaba por ser a simplicidade e a honestidade. Parecem dois objetivos que fazem alguma falta nos dias de hoje, não acham? 
Sim, concordo. Pessoalmente, a maioria dos autores que acompanho são registos simples. Hoje em dia somos inundados por grandes produções, especialmente na música Pop que por vezes carecem de autenticidade. Por mais produção ou mistura que se tenha, é essencial ter a música honesta como fundação de tudo. 

Ainda assim, este foi o caminho escolhido e para já está a dar bons resultados. Têm recebido algum feedback da aceitação do vosso EP?
Sim, temos recebido algumas manifestações e congratulações. Gostávamos que o disco e a nossa música conseguissem chegar a mais ouvintes, mas para tal é necessário tempo e alguma sorte.

Que objetivos anseiam atingir com os Bússola?
Esperamos que a nossa música chegue e seja apreciada pelas pessoas. Acho que não existe recompensa mais importante do que sentires que existem pessoas que se identificam na música que escreves.

Mais uma vez obrigado. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Quero acrescentar um grande obrigado a Via Nocturna e a nossa morada no facebook.    

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